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@reinvente-i
É engraçado perceber como a vida funciona. Sempre pensei que todos nós temos uma essência imutável, e que, por mais que tentemos fugir dessa, sempre acabamos convergindo a seus ares. O fato é que as coisas não são assim tão bonitas. Todos os dias, somos alguém diferente, e, vez ou outra, a vida nos encara com suas reviravoltas, que indicam que não servimos mais para alguém, ou que alguém não nos serve mais. É isso mesmo. Simples e feio assim. O abandono costuma aterrorizar muitos dos nossos, inclusive a nós mesmos, mas o que deixamos de perceber é que a vida é uma sequência de uniões e abandonos. Você compra uma roupa, e veste até que essa não te sirva ou não faça mais parte do seu gosto, então, você troca. Você tem um grupo de amigos, até que, depois de tantas mudanças, você não se identifique mais com eles, e, então, você ‘troca’. Você ama alguém, até que, depois de tantas mudanças, entra em dúvida sobre seu sentimento, ou até que os obstáculos sejam tantos que você começa a se perguntar se tudo aquilo vale a pena. E adivinhe o que vem a seguir? Exatamente. Você, sorrateiramente, troca. Talvez não por outra pessoa, mas certamente por outra espécie de compromisso: talvez com si mesmo, talvez com outro alguém. E até aí, está tudo relativamente bem. O problema é quando somos trocados. Quando chega aquela hora em nossa vida em que alguém diz: ‘me desculpe, mas somos muito diferentes para continuar’, e você discorda violentamente dessa opinião (mesmo que, no fundo, concorde). É perturbador para nós perceber que alguém desistiu de continuar mudando ao nosso lado, ou que um sentimento, por algum motivo, já não é capaz de motivar o mantimento de um relacionamento. Nada que tenhamos aprendido ao longo da nossa vida composta por uniões e abandonos é capaz de nos dar as diretrizes nesses momentos. Mesmo que sempre tenhamos vivido em um sistema no qual tudo é temporário, nunca nos preparamos para o verdadeiro fim. Os banais e pequenos encerramentos que fazemos no cotidiano sempre sussurram aos nossos ouvidos: 'nada dura para sempre, nada dura para sempre’. Mas nós ignoramos. Porque, afinal, como é que se pode comparar as sensações de jogar fora uma roupa velha e de ser abandonado por alguém (porque você é como uma roupa velha, que não serve mais)? É simplesmente insano, mas, dadas as devidas proporções, estabelece-se uma relação quase sínica sobre nossa mente. A ironia está no fato de que, para certas coisas, fazemos questão de pensar que o 'nada dura para sempre’ pode ter alguma exceção: aquele relacionamento no qual você pulou de cabeça, a sua vida… secretamente, desejamos em nosso íntimo que algumas coisas durem, sim, a eternidade. Porém todos os dias vestimos a máscara, subimos em nosso pedestal, e dizemos a nós mesmos 'estou preparado para tudo’, até que algo nos pegue de surpresa. O processo que começamos quando um alicerce da torre que chamamos de vida é sabotado, é, nada mais, nada menos, que outro grande e difícil ciclo de trocas. Você é obrigado a se regenerar sobre o que acabou de passar porque aquela situação não pode estar com você para sempre: você não serve mais para estar ali. Você é obrigado a preencher o ócio porque o ócio é 'a oficina do diabo’, e te faz afundar graças a tudo aquilo que passou. E nós insistimos, mais uma vez, em acreditar que aquilo não deveria estar acontecendo, que certas coisas não deveriam mudar, e sim durar para sempre. Mas, será mesmo? Há sempre quem diga que 'há males que vem para o bem’. De qualquer forma, não podemos nos esquecer que, seja lá o que for, a cada manhã que acordamos, temos uma chance de 'trocar’, e, assim, construir nossa personalidade descartável, até que ela não nos sirva mais.
Descartáveis. (via libell-e)
eu to apaixonada pelo seu tumblr, ele é lindo e virou um dos meus favoritos! Tirando que a sua play é vida <3 te segui, e coloquei nos meus "merecem seu +f" <3
aaaaaah mds vem cá <3 que linda vc. Muito obg, seu tumblr também é foda dmsssssss! e essa url ? amei. Beijoss
No fundo, mesmo lendo tanto, pensando tanto e filosofando tanto, a gente gosta mesmo é de quem é simples e feliz. A gente não se apaixona por quem vive reclamando e amassando jornais contra a parede. A gente se apaixona por esses tipinhos banais que vivem rindo. E a gente se pergunta: que é que ele tem que brilha tanto? Que é que ele tem que quando chega ofusca todo o resto?
Tati Bernardi. (via beautifulmes-s)
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia. Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé na bunda. Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvo. É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay. Só tem mulher quem pode.
Luiz Fernando Veríssimo. (via estopins)
Nasci dura, heroica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiura é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu – eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.
Clarice Lispector. (via s-i-m-p-l-i-f-i-c-a-r)
Quando você tem capacidade de não falar, não ligar e não se importar, está aprendendo o que é ser forte.
Caio Fernando Abreu. (via n-o-v-o-h-e-r-o-i)