Eu sinto. E sinto muito. Só me falta coragem para demonstrar.
Pedro Pinheiro.
Stranger Things
Lint Roller? I Barely Know Her

祝日 / Permanent Vacation
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Sweet Seals For You, Always
Three Goblin Art

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he wasn't even looking at me and he found me
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@repletada
Eu sinto. E sinto muito. Só me falta coragem para demonstrar.
Pedro Pinheiro.
Droga, você também não me ajuda. Queria tanto ficar bem sem você, sem falar, sem contato, mas ao mesmo tempo quase morro quando você não me conta como foi seu dia. Já basta essa distância insuportável e ficar um dia sem ter noticias suas acaba comigo. Mas, decidi que preciso te esquecer. Só que eu acabo lembrando, de como você é lindo quando tá comigo, do seu sorriso, dos seus olhos fixados nos meus, das suas mãos nervosas no meu corpo, de como é bom dormir com você e sentir sua boca na minha enquanto a gente “tenta” dormir. Talvez essa é a parte que mais me dói, ter que esquecer tudo isso. Ou talvez, o que mais me dói é ter fantasiado a nossa relação porque você me deu espaço pra isso.
Tati Bernardi.
a última palavra fechou a porta do quarto/ do apartamento/ do prédio/ do meu peito/ adeus.
hoje eu quase larguei tudo e fui correndo dizer que te amo quando o aleatório tocou a música que você me apresentou e eu sempre associo ela à você mas me lembrei que você tem outro alguém no coração que dizia ser meu. mas tudo bem, meu amor por você não vai sair de mim tão cedo.
Vai passar,
eu sei que agora parece que não mas vai, tudo sempre passa.
Gostaria de ter talento para pintar o que sinto por você, porque minhas palavras sempre parecem inadequadas. Imagino usar vermelho para sua paixão e azul-claro para sua bondade; verde-floresta para refletir a profundidade de nossa empatia e amarelo vivo para nosso persistente otimismo e ainda me pergunto: a paleta de um artista pode capar tudo que você significa pra mim?
Uma Longa Jornada.
Eu nunca tive muito a ver com ela, o livro que ela ama eu não li. Eu nunca tive muito a ver com ela, o filme que ela adora eu não vi. Como chegar nela eu nem sei, ela é tão interessante e eu aqui pichando muro. Como chegar nela eu nem sei, ela é tão diferente e eu igual a todo mundo.
Charlie Brown Jr.
Eu sou um erro. Dizem que sou um erro bonito, mas ainda assim, um erro. Quem insiste em erros? Não me espanta essa distância, não me espanta que não faça falta. Erros são assim, feitos pra serem amassados, repassados. Próximo?
Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Diga o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego.
Guimarães Rosa
Eu sou completamente o oposto de mulheres que todo homem deseja. Sou cheia de manias, defeitos, ruídos, insegura, carente, estressada, inconstante, minha gargalhada é alta, completamente desastrada, acho que inventaram essa palavra pensando em mim. Sou totalmente diferente das mulheres que existem por ai, posso me vestir como uma princesinha mais as vezes não vou me portar como tal. Nem sempre tenho uma maneira dócil de tratar às pessoas, mais sou muito carinhosa. Gosto de viver no extremo. Sou perfeita num triangulo imperfeito e nunca desejaria que ninguém fosse igual a mim, pois tenho defeitos incuráveis que me fazer ser única no meio de tantas pessoas iguais.
Jhennifer Werneck
não quero me esquecer da sensação indescritível que foi o seu amor entrando em mim e me empurrando para a queda livre que era nós dois. não quero me esquecer da sensação mansa dos seus olhos dentro dos meus. os planetas se alinhariam pelo poder de algo a qual chamávamos amor. de nós, só quero as lembranças boas. as vezes que corremos pelas ruas da cidade sem pretensão alguma de durar. as vezes em que nos despimos de toda culpa pelo amar. as vezes em que parecíamos invencíveis no mesmo planeta do pequeno príncipe: guerra nenhuma poderia acabar com a sensação de livramento que eu sentia ao estar com você. não quero ter de me esquecer do toque da pele do sorriso largo e da felicidade entrando em mim como uma montanha invade a paisagem de quem precisa partir. e você precisava. eu também. e assim era o amor. sabendo antes mesmo do fim, nós dois fizemos o caminho inverso: chegamos ainda mais perto um do outro para olhar de perto cada pele, movimento, gesto, estação do ano, poesia. eu sabendo da tua partida, decidi chegar ainda mais perto do epicentro de você. você, sabendo que eu iria embora logo, tratou de colocar as mãos no meu coração e aquecê-lo com a força dos deuses inexplicáveis. não quero me esquecer do que foi o seu amor em mim. não quero me esquecer do que foi a sua vontade de estar dentro de um território até então desconhecido. quero, antes, me lembrar que eu fui esse território desconhecido. quero me lembrar do quanto foi bom. você aí deste lado da cidade. eu daqui. ambos indo embora um do outro. os planetas entrando em órbita. o sol, a maior estrela de todos os mundos, iluminando nossos caminhos. não quero me esquecer. nem vou. a luz de você estará para sempre nessa cicatriz que foi a nossa queda. o seu amor me segurando para não cair e eu caindo por pura entrega ou amor também.
Textos cruéis demais.
Entregas e Devoluções é sobre estar grato. é sobre um amor que fica e pessoas que vão. quantas vezes você agradeceu por alguém ter despertado em você o senti...
hoje eu vou deixar você não o nosso amor nós o plantamos fundo demais para ir.
eu estava na ponta. no extremo do amor-próprio. eu era invencível, como o super-homem nos filmes da DC Comics. nada poderia me afetar ou atingir, nem mesmo os carros com seus motoristas alucinados na avenida paulista. nenhum outro amor poderia me causar afetação. o seu, havia passado. e o amor dos outros não me parecia real. fui furtivamente afetado pela esperança de que meu amor me salvaria. numa quinta-feira, depois de comprar pão e leite, me vi sentado na calçada em frente de casa. eu chorava e chorava. faltava um pedaço do mundo em mim, que mesmo com muito amor-próprio não dava conta de suprir, conceber, propor qualquer cura. meu amor não me curava de nada. procurei salas de terapia, conversei com deus, chorei até não aguentar mais no banheiro do expediente, nas salas de aula da faculdade, pela rua enquanto esperava o ônibus: o meu amor não era suficiente. o choque, talvez, viesse da percepção de que amor-próprio, assim, não salva ninguém. não coloca ninguém numa redoma irrefutável ou invencível. não abraça todas as vezes em que se há a vontade de correr para algum lugar. eu pensava que fosse morrer depois de você. e depois de pensar que fosse morrer, eu pensei que fosse viver. viver pra caramba. que minha força e esperança em mim mesmo me livrariam de uma loucura. e depois de pensar que não viveria sem você, depois sem mim, depois sem nós, eu cheguei à conclusão que viver na beirada, como quem ama um abismo infinito, não resolveria nem adiantaria muita coisa.
eu estava na ponta. quando terminei com você, me achava a pior pessoa do planeta. a mais desprezível. tive medo de perder a vontade de amar novamente, quem quer que fosse. me tornei dependente de qualquer atenção ou sinal de afeto. toda conversa regada a bom humor ou termos que assoprassem na minha alma certa paz, eu rapidamente me enchia de esperança. o amor de alguém, àquela hora, me parecia tudo que eu poderia ter. eu tinha medo de me expor e olhar no espelho. medo de notar que a catástrofe que você foi em mim ainda me impedia de seguir. eu me agarrava a qualquer resquício de outra pessoa para não lembrar das feridas que cintilavam no peito das minhas metáforas. o amor de qualquer um poderia ser um barco em meio ao mar mediterrâneo. eu estava exatamente na ponta: abraçando qualquer vácuo embalado a ‘eu gosto muito de você’, 'você é muito bom’ e similares. eu deixei me afetar pelo mundo se escorando sobre minha incapacidade de ser mais eu e menos o outro. mais eu e menos o sentimento do outro. mais eu e menos o olhar do outro sobre mim.
o problema é estar nas pontas. você de repente termina com o grande amor da sua vida e sai, alucinadamente, à procura do outro grande amor da sua vida. porque te disseram que você precisa preencher seus vazios com histórias rasas. porque te disseram que, se você não puder ficar consigo próprio, que pelo menos no outro você encontre subterfúgio. te disseram também que seu amor-próprio precisa estar em primeiro, segundo, terceiro plano. e que sua devoção a qualquer outro resquício de infinitude pode ser um erro. disseram que você precisa amar a si mesma porque assim, e só assim, você ensina aos outros como te amar. mas há dias em que você não quer depositar amor em si mesma. há dias em que você só quer ser um solo infértil, incurável e intransponível. há dias em que você não precisa se amar, haverá alguém ali por você. e haverá dias, também, cujo amor-do-outro, mesmo que imenso, não dará conta de chegar no epícentro da sua pele - nesse dia, quem sabe, você descubra que seu amor está ali. não sempre, mas está.
os extremos te obriga a ficar em lugares isolados. você deve devoção à cultura do amor-próprio porque ele te salvará de todos os dias ruins. você não pode amar o outro mais que a si mesmo porque isso, inevitavelmente, poderá acabar com você. ou é você por você, ou você pelo outro. e assim, dessa maneira binária, você fica isolada na incompreensão do mundo. nessa parte mesma que, não sabendo como se equilibrar entre ambos, perece e fracassa em relações por vezes ocas, por vezes intensas demais.
amor é pra ser compartilhado. consigo própria do tamanho do universo não revelado. com o outro, do tamanho do universo já descoberto. com tudo aquilo que se agiganta, e que pode ser maior do que você. cuidado com os lugares isolados. existe confortabilidade no meio das coisas que não se apressam. existe paz na maneira única, maravilhosa e singular que você doa sua existência para alguém - eu existi em ambas as situações, doando amor a mim, num ato heróico; doando amor a outra pessoa, num ato insano. e estou aqui. vivo. eu quero que você viva também.
eu pensava que fosse morrer depois de você. e depois de pensar que fosse morrer, eu pensei que fosse viver. viver pra caramba. que minha força e esperança em mim mesmo me livrariam de uma loucura. e depois de pensar que não viveria sem você, depois sem mim, depois sem nós, eu cheguei à conclusão que viver na beirada, como quem ama um abismo infinito, não resolveria nem adiantaria muita coisa.
Textos Cruéis demais para serem lidos rapidamente
Porque quando eu passo um dia sem falar com você… Esse dia não é bom.
How I Met Your Mother.
Fica, eu digo. Me ajuda a matar o tempo até a luz voltar. Fica e come da minha comida. Pelo menos até a chuva acabar de cair. Deu agora na televisão que a cidade está debaixo d’água, mandaram ninguém se mexer. Consegue? Tenta, vai. Empresto uma toalha, uma camiseta G, um par de meias e a minha boca quente. Você já bateu recorde de permanência, de toda maneira. Vamos lá, fica, na minha geladeira tem o resto de um frango de padaria, a gente abre um vinho bom. Juro fazer rolinhos na sua franja até você pegar no sono. Aí você gasta um de seus preciosos sins e deixa pra depois mais um daqueles seus adeus, que, aliás, tem de sobra na sua bolsa de pano, sempre à mão, para casos de emergência. E eu me pergunto: você vai ficar porque está chovendo, ou está chovendo porque você vai ficar? Tanto faz.
Gabito Nunes.