Me desculpe, foi apenas um lapso (2000-2016). Livro de Artista lançado pela Cactus Edições, 2016.

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Me desculpe, foi apenas um lapso (2000-2016). Livro de Artista lançado pela Cactus Edições, 2016.
Me desculpe, foi apenas um lapso (2000-2016). Livro de artista. Cactus Edições, 2016. Tiragem numerada e assinada, 100 exemplares.
Me desculpe, foi apenas um lapso. Registro da Tuane Eggers.
Sem título, 2013.
Sem título, 2013.
Sem título, 2013.
Sem título, 2013.
Infinito&Positivo. Rever: retratos ressignificados. Fotografia apropriada e bordada. 2009-2012.
Mareados. Rever: retratos ressignificados. Fotografia apropriada e bordada. 2009-2012.
Rever: retratos ressignificados. 2009 - 2012.
Fotografia apropriada e bordada, 9x14 cm.
O duplo de rever, nessa obra, deve ser rêver. De fato, esta experiência do rever (como déjà vu), bem como o rêver (sonhar em francês), remete ao conceito freudiano do Unheimliche. Freud usa esta palavra para conceituar o sentimento de estranhamento frente a algo doméstico. A coisa que é conhecida, o objeto ordinário, sofre suplementação pelo inconsciente do sujeito, que lhe atribui um estranhamento. O objeto torna-se emotivamente outro e fratura a experiência do cotidiano, minando a estabilidade racional que nos possibilita chamá-lo e vivenciá-lo como real.
Cezar Bartholomeu
Mareados. Rever: retratos ressignificados. Fotografia apropriada e bordada. 2009-2012.
Finito&infinito. Rever: retratos ressignificados.Fotografias apropriadas e bordadas. 2009-2012.
Rever: retratos ressignificados, fotografia apropriada e bordada. 2009-2012.
A técnica fotográfica digital possibilitou a supressão da fisicalidade da fotografia. Ou seja, com o advento do digital, a fotografia – quando projetada ou vista em um monitor – passou a ter condições de deixar de ser um objeto palpável, não estando mais sujeito a sofrer arranhões, rasgar, amassar ou apresentar marcas temporais. As cópias, graças também à tecnologia digital, possuem a mesma definição que seu original. Esses fatos modificaram nossa relação sensorial com a fotografia, o que acaba modificando nossa relação estética com ela. O afeto que sentimos pelo momento eternizado na fotografia faz com que nos relacionemos também afetivamente com o artefato fotográfico que nos representa essa lembrança, quando ele existe fisicamente.
... O artefato fotográfico viu enfraquecer, assim, a sua materialidade ...
Na série Rever, todos os amassados e manchas, todas as oxidações e marcas, todos os riscos e dedicatórias, fazem parte do trabalho. São também as manchas e os riscos, camadas de acúmulo de informações e de transformações dessas imagens. Camadas essas que são vistas como substrato para a inserção de novas etapas que ressignificam: as camadas de colorização ou de bordados.
Sendo assim, a utilização de materiais e suportes analógicos sempre fez parte da minha produção fotográfica. É um processo que me permitiu, por uma maior participação em todas as etapas de produção das imagens no laboratório, interferir no resultado final da imagem através de procedimentos manuais sobre as cópias fotográficas. A presença do analógico em meu trabalho adiciona ainda um elemento ritualístico e afetivo, sempre em consonância com a busca contemporânea da produção de novos sentidos.
Trechos extraídos da minha dissertação de Mestrado PPGAV IA /UFRGS.
Rochele Zandavalli. Rever: retratos ressignificados. Fotografia apropriada e bordada. 2009-2012.
Rochele Zandavalli. Rever: retratos ressignificados. Fotografia apropriada e bordada. 2009-2012.
Rochele Zandavalli. Oculto. 2009. 75x110cm.