Achados e Perdidos: Cryin’ in the rain.
São 04:28h da manhã... Ou seria da madrugada? Não sei. Existem tantas coisas que nós deveríamos saber e no final das contas, tudo não passa de uma grande incerteza.
Uma incerteza que passa a nos consumir, passa a nos devorar lentamente... Como se tudo que foi feito até aqui fosse um dúvida... Mas, será que é errado não ter dúvida?...
Eu fiquei rolando na cama tentando dormir. Revisei, mentalmente, todas minhas atitudes. Tentei lembrar o que te disse, de como agi e de como te tratei... E, em nenhuma dessas etapas, me pareceu que eu tivesse feito algo errado. Quando a gente sabe que o erro não foi nosso? O que realmente as pessoas chamam de erro? Por que tentar dar certo dói tanto, ou mais, do que não ter tentado...?
Quando tudo pareceu ter terminado, uma voz baixinha no fundo me falava “Tenta, continua tentando, um dia tu consegues”. Ok, voz do além, eu continuei. Segui a minha intuição, voz do coração, da consciência... Seja lá como você se chamar! Agora, preciso te informar o seguinte: Você me deixou em um caminho onde o início está muito longe e cujo final eu não sei se quero chegar. Qual sua sugestão, “Voz”?
Em que fase da vida nós deixamos as pessoas tomarem decisões por nós? Por que esse comportamento letárgico é tão mais cômodo? “Decide aí, o que tu achar melhor...” Eu. Nunca. Fui. Assim! O que nos leva a essa inconsequência? A esse “deixar-levar”? Será que eu sou o único no mundo que precisa de definições? Que precisa saber se vai ou racha? Vida, eu preciso de conclusões. Novas etapas se iniciam, ciclos se fecham. Por mais que eu tente negar, as coisas chegam ao fim.
No entanto, o que caracteriza o fim? É se afastar? Não falar? Deixar o tempo passar? Deixar a ferida sarar? Mas, como ela vai sarar se eu não sei se acabou? Nesse mundo reticente, é errado perguntar “Posso seguir em frente?”. Não, eu não estou pedindo sua autorização, também não preciso do seu aval. É que, sabe, a gente cansa. E parece que no fim, não tentamos o suficiente. Não demos nosso melhor... Eu fiz meu melhor, não venha me convencer do contrário! As pessoas são tão egoístas a ponto de nos fazerem passar por isso? Prefiro acreditar que não. Você? Não! Não, não mesmo. Então, me diz... Posso viver sem a mágoa de não ter tentado?











