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Did you hear that? A fear submitted by Helen to Deep Dark Fears - thanks!
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CANTOS IMUNDOS ONDE NINGUÉM JAMAIS PISOU
Sua essência habitava este mundo e por isso Ela existia. Não no caos, nas luzes, onde há barulho, voz e vida. Mas nos cantos escuros e empoeirados do mundo, onde ninguém jamais pisou. Nas ruínas abandonadas onde o único som é o do vento. Nas casas abandonadas onde as memórias já foram rasgadas como um pano podre. Nesse momento há um número desconhecido de corpos mortos e esquecidos, onde talvez ninguém vá achar. Mas sua essência está lá. E por isso Ela vive.
“Um dia a terra vai comer sua carne e tocar seus ossos pela primeira vez. Envolver tudo aquilo que um dia foi você, de uma maneira que nunca ninguém fez. De uma maneira que eu nunca pude fazer. Porque seu corpo nunca foi meu, sempre foi da terra.”
***
Você já esteve dentro de uma velha casa abandonada? Sozinho, com a casa fechada e o tempo parado? Imóvel, assistindo apenas à poeira voar? O vento sopra lá fora, mas lá dentro tudo permanece intacto. Obscenamente decaído. A porta bate e faz barulho mas não é lá, porque nunca é lá. É em algum outro lugar onde a vida ainda se espalha. E lá no meio, quem está? Alguém observa, aliás, testemunha. E tem olhos? Não sabe. Ele não é, apenas está. Ele ou ela? Tanto faz, não sabe mais. Só é e só está. Lá. O fim sempre se apresenta mas ele nunca permanece. Exceto lá. Lá o fim é todos os dias. Anos, meses, dias, horas. Seu conceito não têm significado lá. Com eles. A casa e o ser. Não existe um único momento em seu farrapo de consciência em que não faça força pra lembrar. Lembra de quando via o mundo? Lembra da chuva e de quando sentia o peso de outro corpo em cima do seu? Não. Lembra de quando acabou? Estavam sentados calmamente e levantaram quando o momento chegou. Parecia certo, todos já sabiam de alguma maneira que era pra isso que estavam ali. Foi rápido mas ele lembra. Se ao menos se lembrasse de algo que não o fim. É a casa quem o observa. E ri, indiferente. A casa é uma contradição imóvel. Se o nada tivesse um meio, ela estaria lá. Em todos os cantos têm objetos rotos. E eles foram feitos pra quando existe vida. Mas a grossa camada de poeira por cima de tudo é formada quando a vida não está mais. Mas um ser está lá. E esses cacos podres, são da casa ou seus? Faria força pra sair mas não tem mais força pra nada a não ser tentar lembrar porque lá está. E não consegue. Todo dia, toda hora. Lá só existe o tempo. Imenso. Soberano. Cru, imaterial e escancarado. A magnitude obscena do tempo e sua dança eterna de zombar. O tempo, cruel, o ignora. Às vezes está adormecido e acordado ao mesmo tempo. O fato é que está morto e a casa também está. Em algum lugar muito distante dali há luz, há barulho e uma porta batendo. Mas é claro que não é lá, porque nunca é lá. Você já esteve dentro de uma alma abandonada? Sozinho, numa casa fechada e empoeirada? Obscenamente destruída? Imóvel, assistindo apenas à loucura voar? "Esses pedaços aqui ninguém nunca vai juntar." - ele sonha e não é bom. Lembra quando esses pedaços eram uma coisa só? Lembrou. E dessa vez o barulho era lá. Despertou. Abriu os olhos. E saiu.
and there's nowhere to hide (you try to cover your ears, but it's the loudest sound you've ever heard)
sometimes art manifests itself in unlikely places
he knows, man
Why are you always doubting the light and not the dark?
Mooji (via aspiritualwarrior)
I’m sleep
daisy meeting her new sister for the first time…. I think she likes her
THIS MAKES ME SO HAPPY
it’s a pupholder