Vi que acabou de conhecer a versão de conto de fadas do FRANÇOIS ARNAUD!! Por aqui o nome dele é REMUS TEPES DRACUL e ele tem 25 56 ANOS de idade. Você, no entanto, deve conhecê-lo como a prole de CONDE DRÁCULA e WILHELMINA MURRAY. Recomendo que fique de olho nele, pois, apesar de ser ADAPTÁVEL e PERSPICAZ, ele também pode se mostrar muito TORTUOSO e PERVERSO. Bom, agora que as devidas apresentações estão feitas, espero que tenha a chance de vê-lo novamente em breve, provavelmente andando pelos corredores da STATERA! ❞
— ✕ HEREDITARIEDADE;; ❞
Remus é um dos únicos filhos de Wilhelmina Murray e Vlad Tepes atualmente vivos — muitos de seus irmãos não sobreviveram aos primeiros anos no renascimento para a vida vampírica. Sabe-se, contudo, que os registros não são muito claros, de modo que alguma outra prole das duas criaturas pode passar por desapercebida perante as autoridades bondosas. É de conhecimento geral, ainda, a quantidade extensiva de meios-irmãos por parte de pai, gerados no ventre de suas noivas cadavéricas.
— ✕ HEADCANONS E HABILIDADES;; ❞
✧ Chegue mais perto, aldeão, e escute a história daquele que não deve ser mencionado em terras como esta. Demônio, o chamam, aquele que não pode ser confiável. Da primeira vez em que pôs os olhos sobre Srta. Murray, viu nela sua preciosa Elisabeta, e nada mais importou, senão a criatura que sustentava o olhar tão docilmente. Por anos a fio, fracasso atrás de fracasso, Drácula manteve ela sempre em seus pensamentos — passara a adorar a dama, mas não apenas por se tratar de Elisabeta reencarnada; tinha outros motivos, que ao tempo não conseguia externar nem mesmo para si. Embolada nas teias e mentiras de Vlad, Wilhelmina se absteve de sua vida com Jonathan Harker pelo menos por uma vez dentre as tantas nas quais seus destinos se uniram, cedendo às palavras açucaradas e às promessas em vão que o Conde lhe sussurrava ao pé do ouvido a medida em que se alimentava de seu elixir vital. Sua mente vagava por entre a névoa, e, por um momento, Murray chegou a se sentir plena ao lado do vampiro que fez da sua vida miserável por incontáveis vezes, sorvendo junto a criatura o sangue de outros, que em nada se equiparavam aos dois. A sensação de estarem em um pedestal era alucinante, e, ao menos àquele tempo, nada parecia ter o poder de tirá-los de lá. Mina mudou. De criança revolucionária, os olhos passaram a ver até mesmo o próprio companheiro como uma ameaça ao seu domínio — enlouquecida, ao que tudo indicava.
✧ Antes que a Roda do Tempo voltasse ao início de suas narrativas, entretanto, algo que mesmo o Conde passara a desejar com o arrastar dos anos, Wilhelmina lhe concedeu a dádiva de uma criança, seu herdeiro (tão diferente daqueles que o restante de suas noivas lhe proveram até então). Remus não era exatamente humano, mas tampouco poderia ser considerado um vampiro por completo — destruíra a dama de dentro para fora em busca de uma alimentação que era de seu direito, o que apenas selou seu destino nos anos vindouros. Todas as crianças de Drácula causavam o mesmo efeito em suas mães. O primeiro suspiro de Remus trouxe desespero à mulher que o tinha concedido a vida (ainda que seu coração estivesse parado por conta da transformação, ela o sentiu se retorcer, e a dor passou a ser seu único alento enquanto a criatura crescia), mas não o seria diferente, caso a criatura tivesse escolha. Tudo não passa de um meio para o fim desejado, de acordo com a mente simplista, ignorante dos meandros sentimentais humanos — e alguns até mesmo conhecidos pelo próprio pai. Drácula um dia já fora mortal; conhecia a dor, a sensação de estar indefeso e mesmo seu coração já batera por mulheres (Elisabeta era apenas um exemplo). Remus era apenas oco, uma casca vazia que passara a aprender como se portar com seu progenitor.
✧ Enquanto Wilhelmina agonizava sobre uma cama, a criatura a visitava por anos a fio, sempre lhe trazendo uma única camélia branca, acompanhando Drácula as vezes. O pai parecia francamente inquieto ante a presença do mais novo sempre que próximo de Mina — como se um passo em falso pudesse pender a balança para o lado indesejável. Ele ainda se lembrava do ritual realizado dentre os quatro, quando a prole não passava de dois anos — recordava-se especialmente do preço exigido pelo feiticeiro. Havia sido há muito tempo atrás (a Guerra dos Espinhos aflorara e murchara rapidamente, pelo que se lembrava). Remus ainda carregava as cicatrizes nos pulsos, e o colar que o mantinha sob controle tinha sido obtido a duras penas pelo progenitor; os comandos, entretanto, ainda não eram claros, tampouco suas consequências para a dama. Sob a criação paterna, contudo, Tepes percebeu que não lhe fazia plena diferença tê-la por perto em seu período de crescimento. Aprender a controlar suas habilidades únicas eram a prioridade do vampiro, além de ser agraciado com a postura correta e a devida etiqueta em situações limítrofes. Bastava um fio de cabelo longe do desejável, e o Conde o punia da forma como achava mais educativa — dias sem sangue. Filho de Wilhelmina ou não, precisava de limites, e seu pai sempre pareceu demasiado contente em testar o organismo do mais novo, ainda que as escapadas e ensinamentos fossem absorvidos com clara desenvoltura pelo moreno a medida em que crescia. Com o tempo, passou a se adequar aos padrões do mais velho, tanto por conta da prática exaustiva quanto por passar a fazer parte de seu modus operandi. Sabia se misturar perante a multidão, mas ao mesmo tempo a nobreza em seu sangue impedia que o fizesse por tempo demais. Era diferente, sabia, um ser de capacidade sobre-humana, e, ainda que os sentimentos lhe soassem inócuos e superestimados, encontrou no anseio por adrenalina um substituto muito mais elegante para os rudimentares sentimentalismos humanos.
✧ A família claramente parecia monstruosa a primeira vista, especialmente pelas habilidades herdadas por todos aqueles que partilhavam do sangue nobiliárquico dos Tepes — o vampirismo e tudo o que ele representa, assim como todas as suas fraquezas e peculiaridades inerentes —, e ainda que o Conde tentasse a todo custo manter uma imagem ilibada, parecia ridículo aos olhos do mais novo que se prestassem ao papel. Chegada a hora de participar de Ethereal, um mais velho Remus parecia implacável — não se submeteria àquela afronta ao bom nome de seus familiares —, até, é claro, Drácula lhe ameaçar com as punições usuais. Educado inicialmente no castelo, ingressar em uma comunidade como aquela não lhe enchia os olhos (nada o fazia, acaso fosse entrar no mérito), mas a missão confiada à criatura pelo próprio Conde tampouco poderia ser ignorada de maneira tão solene. Encontraria o responsável pela indução de coma em Wilhelmina, e logo se banharia no precioso líquido vermelho que lhe concedia a vida, quem sabe até mesmo concedendo uma parcela deste ao pai, quando enfim a hora chegasse. Por ora, deveria se manter no Instituto até segunda ordem, encontrando maneiras para estender a estadia no purgatório — Remus era deveras criativo em encontrar novas formas de fazê-lo. Trinta anos se passaram, e possivelmente conhecia cada viv’alma daquele castelo, alimentando-se de muitos dentre o corpo docente e discente da instituição. Maneiras de distraí-lo não faltavam, afinal.
✧ VAMPIRISMO — Remus é portador do vampirismo, tanto uma dádiva quanto uma maldição para aqueles que são seus hospedeiros. Está fadado a viver por toda a eternidade, vez que já chegou à puberdade há alguns anos, com o mesmo rosto, sem que ele envelheça. Deixou de contar com as mazelas do desenvolvimento humano com pouco mais de vinte e tantos anos, e quem o vê não percebe que já conta com mais de meio século. Para isso, é necessário que beba esporadicamente sangue — nada mais, nada menos do que sangue humano; especialmente para vampiro de linhagem tão nobre quanto a sua. Falta-lhe o reflexo, vez que sua alma, a mesma força que já estava corrompida em seu nascimento, se quebrou após sua transformação completa. O sol o enfraquece a ponto de fazer com que sua tez se queime em questão de segundos, motivo pelo qual o moreno repudia o período entre o amanhecer e o entardecer. Agilidade e visão aguçada são apenas uma parcela ínfima dos poderes que Remus deverá despertar e desenvolver até que passe a contar com a idade do pai.
✧ TRANSFORMISMO ANIMAL — Tal como Drácula, a criatura é capaz de se transformar em certos animais, mas apenas durante o período lunar, sem a interferência do sol em suas tramas. Há a ligeira preferência por morcegos, mas relatos inferem que mesmo cachorros gigantes também podem ser arrolados como formas possíveis.
— ✕ EXTRACURRICULARES;; ❞
Remus está inscrito em alguns dos cursos ofertados, mas não é como se aparecesse para dar seu ar da graça, na grande maioria das vezes. Está em Ethereal por um único objetivo, e ainda que sua mente seja enevoada naturalmente, não é com frivolidades que gosta de passar seu escasso tempo. Participa das aulas de Estratégias de Guerra esporadicamente, além da de Transformismo Animal e costuma ser assíduo em qualquer atividade que envolva a Vela.












