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Highlights San Francisco - dicas de Lari pra Lari
Minha amiga Larissa Bittencourt tá indo pra San Francisco e me pediu dicas. Resolvi registrar aqui os principais highlights da viagem:
Principal dica: leva ou compra numa lojinha de souvenirs uma jaqueta corta-vento. Eu tinha levado vários casacos, mas nenhum desse modelo. Comprei a minha por US$ 15 e usei todos os dias, porque mesmo no verão venta muito!!!
Eu adoro o clima “navy” então fui quase todos os dias pra área das marinas comer frutos do mar e beber vinho branco. Fisherman’s Wharf, Pier 39 (mais turístico mas cheio de restaurantes), Ferry Building. Bom pra almoçar e fazer nada.
No primeiro dia fiz uma super caminhada a pé, incluindo Union Square, China Town, e Pier 39. Parece tudo perto, mas tem as ladeiras. Achei uma delícia fazer tudo com calma.
Se tu quer ir a Alcatraz, tem que comprar com bastante antecedência ou fazer um tour casado com outro passeio. Foi o que eu comprei, mas acabei desistindo de Alcatraz na fila! Me deu uma deprê lendo o folder e não quis ir. Não me arrependo, mas tem gente que diz que é imperdível.
O tour que eu fiz foi temático dos anos 60, Summer of Love, nascimento do movimento hippie, minissaia, etc. É bem teatral, mas achei divertido. http://magicbussf.com/ Depois vale voltar para um passeio com mais calma pela área da Haight-Ashbury, berço do movimento hippie e hoje cheia de lojas legais.
O passeio que eu mais amei foi fazer San Francisco - Sausalito de bike. Na verdade, de e-bike! Sausalito é linda, vale reservar o dia todo para o passeio. Todos os detalhes dessa aventura aqui: http://sabatiquim.tumblr.com/post/91982450299/memoraveis-de-san-francisco-golden-gate
O Golden Gate Park é LINDO. Fui no Dolores também, mas não achei nada demais e tá em obras. O Golden Gate Park vale um passeio de domingo depois do brunch em Mission. Tem aluguel de bike lá também.
Uma coisa legal é verificar a programação do Film Nights in The Park, um evento itinerante com transmissão de filmes em telas gigantes nos parques. O pessoal leva vinho, almofadas, cobertores e cesta de pique-nique e assiste. Vi Frozen na Union Square e foi muito legal.
Nas quintas à noite tem uma mistura de festa e exposição na California Academy os Science. Eu fui sozinha e não me diverti tanto, fiquei mais focada nas exposições. Mas é um programa legal de ir, tem bandinhas e bancas de bebidas - dentro do museu. Comprar ingresso aqui: http:// www.calacademy.org/events/nightlife/ Dica by Miriam!
Uma noite no museu: com vinho e caveiras!
Ah, o cable! Tem que andar pelo menos uma vez, de preferência se pendurando na parte de fora. Parece bobagem mas é emocionante :D
O que eu não fiz, fica pra próxima: - Yosemite - Alcatraz - Castro - Museus em geral além da CAL
Restaurantes: - The Slanted Door - é um vietnamita no Ferry Building. Achei a comida fantástica, mas o melhor mesmo é a vista. Bom para “O JANTAR” especial. Reservar antes, é super disputado. http://www.slanteddoor.com/restaurants Dica by Lu Aquino e Agatha Kim
- Zazie pra um brunch http://www.zaziesf.com/
- Delfina, italiano. É considerado um dos melhores de SF. Achei bem normal, mas é bonitinho e tudo. Comi uma polenta com mascarpone maravilhosa. Ao lado tem o Delfina Pizzaria. http://www.delfinasf.com/ Dica by Lu Aquino
- The Crab House no Pier 39. Porque acho que tem que comer um caranguejo lá. Não é unanimidade, mas achei gostoso e com vista bonita. http://www.crabhouse39.com/
Por que gastei três horas do meu último dia em San Francisco fazendo nada
O plano para o último dia de viagem era voltar a Haight-Ashbury, área que foi o berço do movimento hippie e hoje tem uma loja fantástica atrás da outra, misturando brechós com criações de estilistas locais. Tem loja especializada em meias-calças, outra só de vestidos pin-up e ainda uma com toda sorte de roupas com franjas, brilhos e lurex. Não estava para compras, mas esse tipo de coisa eu amo olhar (e ok, sempre tem lugar pra mais uma meia-calça). Depois brunch no Zazie e alugar uma bicicleta pra conhecer o Golden Gate Park, que fica na mesma área.
Eu não vou falar do brunch. Vou deixar que as fotos falem por mim. Mas considerem que na vida real é 456% mais gostoso.
Ovos pochê servidos em um muffin com molho hollandaise light com limão, batatas, salmão defumado e cebola.
Miracle Pancackes: don't ask, don't tell.
O parque é gigante (4,12 km2) e tão bonito que a guia do passeio riponga que eu tinha feito no dia anterior disse que ali as árvores são mais felizes. E eu não duvido. Comecei pelo Conservatório de Flores e já fiquei com vontade de mudar os planos, tirar meu livro e cobertorzinho da mochila e parar ali mesmo. Mas decidi caminhar mais 15 minutos por dentro do parque até o aluguel de bicicletas e depois voltar pra ver o Jardim Japonês, o de Young Museum e o carrossel. Afinal, era meu último dia na cidade e o parque é uma das atrações imperdíveis.
Conservatório de Flores.
Dez minutos depois, notei um burburinho e música tocando. Era Black & White, do Michael Jackson, e pessoas em seus patins andando e dançando ao mesmo tempo. Tinha amigas com roupas elaboradas fazendo coreografias, crianças aprendendo a se equilibrar, pais com filhos, casais, patinadores mais atléticos e uma que me encantou em especial: com cabelos longos, soltos e completamente grisalhos, parecia uma deusa, uma feiticeira dos patins. Na minha cabeça, comecei a imaginar toda sorte de histórias dessa personagem, e quando vi era mais forte que eu: esse é o meu lugar e aqui ficarei.
A deusa platinada dos patins. Merecia uma foto melhor. Aqui tem um videozinho do Instagram de outras patinadoras.
Apenas como plateia, porque o mais perto que aprendi de patinar foi numas férias de julho de 1992 quando minha mãe me deu um passe para a quadra de patinação de gelo recém aberta no Shopping Praia de Belas. Memorável, mas o sonho de patinar ficou guardado pra mais tarde (acho que vou esperar ficar toda grisalha. o que deve acontecer daqui uns 3 anos).
Como plateia, pude ver que ninguém ali tinha um objetivo específico. Na pista circular não havia espaço para competir ou correr. O barato era curtir o som (com uma seleção de pop anos 80 e 90), ensaiar umas coreôs, sentir o vento na cara. E, em alguns casos, fazer performance.
Teve o que eu chamei de Rei da Pista. Usando camisa estampada e calça social baggy, ele estava ali para SENTIR a música. Cantava de olhos fechados, pedia palmas, tirava patinadoras para andar e dançar com passos elaborados e clima de romance. De repente, ele trocou de figurino e surgiu de colete e asas furta-cor. Tudo muito natural, ninguém estranhou.
Little Miss Fucking Sunshine <3
Assim como não estranhavam o patinador que levava seu poodle no colo.
E nenhuma mãe ficou escandalizada com o caubói de bermuda jeans que andava manejando boleadeiras - alguma vezes bem perto das crianças pequenas.
E ninguém ria quando alguém caía tentando experimentar uma manobra nova.
Cowboy sem as boleadeiras.
Mistura. Música. Sorrisos. Tentar, cair, levantar. Se dar conta de que passaram-se três horas, o sol havia feito uma marca na minha cara e eu tinha perdido o resto do passeio. Completamente feliz.
Memoráveis de San Francisco: Golden Gate + Sausalito by e-Bike
Aviso desde já que não passei de total inexperiente para ciclista de alta performance em duas semanas. Por isso, quando resolvi seguir a dica de alguns amigos e cruzar a Golden Gate de bicicleta, experimentei uma e-bike, ou bicicleta elétrica.
Conforme me explicou o moço da loja, a e-bike não é como uma mobilette, que faz todo o trabalho. É como se fosse um “empurrão”, mas você ainda tem que pedalar todo o tempo. “Mas não é roubar no jogo?” perguntei. Ele riu e a resposta óbvia veio de outra cliente: “Ninguém vai julgar você.” O caso é que a e-bike dá uma força considerável (essencial, no meu caso) nas subidas e principalmente nas partes com muito vento.
Porque o forte do passeio não foi cruzar a ponte. Achei esse um dos trechos menos divertidos porque tem muita gente e todo mundo no mesmo espaço: ciclistas indo, ciclistas voltando e pedestres. O trajeto que eu planejei, do Fisherman’s Wharf até a fofíssima praia de Sausalito, tem 9 km e inclui estradas, mas sempre com ciclofaixa. A volta seria de ferry, que dá pra comprar junto com o aluguel da bicicleta. Pedalando, descobri que as subidas são mais íngremes do que me disseram, o vento é fortíssimo (mas eu estava equipada com minha super jaqueta corta-vento) e as paisagens dão vontade de parar a cada 30 m pra apreciar. É vista para a baía, é parque com todos os tons de verde e marrom, é estrada, é a ponte, é a chegada a Sausalito.
Sausalito é uma mistura de aconchego com natureza, visual deslumbrante, restaurantes de frutos do mar e lojas caras. O forte, de novo, é a vista. Escolhi almoçar no Trident, pelo visual e pelas dicas sobre uma tal salada de quinoa com caranguejo que foi realmente tudo isso.
Tanta gente faz esse passeio de bike que eles fizeram um megaestacionamento pra elas no Píer 41, de onde sai o ferry. A dica é estacionar logo que chegar a Sausalito e curtir a praia a pé. A volta pelo ferry é superorganizada e bonita. Não lembro ao certo, mas imagino que tenha levado uma meia hora. Passa bem perto da ilha de Alcatraz e deixa no Fisherman’s Wharf de novo.
Na ida, eu ria sozinha de felicidade por ter escolhido a e-bike. Não que seja impossível fazer com bike normal (tinha gente de todas as idades fazendo), mas acho que foi mais divertido e prazeroso com a elétrica. A bateria foi mais do que suficiente para um dia inteiro andando. Deu vontade de ter uma.
:)
Onde aluguei: Bay City Bike Quanto custou: US$ 58 a bike + US$ 11 o ferry da volta. Eles emprestam capacete e locker.
Notas de uma estreia em hostel depois dos 30
Quando meus amigos estavam explorando o mundo, passando perrengue e vivendo histórias maravilhosas em hostels, eu estava fazendo outras coisas. Namorando, estagiando, guardando dinheiro e, também, viajando. Mas acabava optando por hotel (com meus pais), Airbnb ou casa de amigos.
Depois dos 30, a ideia de compartilhar quarto e banheiro com desconhecidos, encarar um pub crawl, beber cerveja quente e, ok, fazer amigos do mundo todo parecia cada vez mais distante. Mas como a parte da viagem em San Francisco seria sozinha e por pouco tempo, queria uma opção mais central e com outros viajantes, o que não conseguiria com o Airbnb.
Segui a indicação da minha amiga Fê Prestefelippe e reservei um quarto no USA Hostels, pertinho da Union Square, recém-reformado e bem confiável. Um ponto que me atraiu bastante foram as programações organizadas pelo hostel. Assim, caso me sentisse um pouco perdida poderia me inscrever na walking tour, noite do karaokê ou jantar italiano e socializar.
Sharing Compartilhar o quarto era demais pra mim, então peguei um individual onde poderia fazer minha bagunça em paz, não me preocupar com a bagunça dos outros e receber meu amigo Julio (que depois me deu o bolo - mas te amo mesmo assim). O banheiro, no entanto, era compartilhado, o que não foi nenhum drama porque tinham vários perto do quarto e o pessoal era bem civilizado. No primeiro dia me preocupei em vestir uma roupa decente pra entrar e sair do banho, mas depois de ver todo mundo de pijama ou enrolado na toalha desencanei e fui de pijama mesmo.
Primeira lição do hostel que serve pra vida: ninguém está nem aí, não pira.
Eating O café da manhã era bem decente, com pão integral, bagel e material pra fazer a sua própria panqueca (o que nunca me animei a fazer) e a cozinha, bem equipada. Por duas noites, o hostel organizou jantares a US$ 5 (um de arroz tailandês e outro de spaghetti). Mas é que eu amo comer fora em viagem e acabei usando pouco.
Segunda lição do hostel que serve pra vida: lave sua própria louça.
Playing Tinha planejado participar de pelo menos uma walking tour e da noite do karaokê pra ter uma geral da cidade no primeiro dia e socializar com outros hóspedes. Mas trocaram a data da caminhada e fiz todo o roteiro e mais um pouco batendo perna sozinha no primeiro dia. Eu gosto de walking tours, me diverti muito em duas que fiz em Paris. Acho que são uma chance de reparar em coisas que você não saberia sozinha. Mas poder parar quando queria, alterar o roteiro e ter surpresas fizeram da minha caminhada um momento especial. Na segunda tentativa, do karaokê, me esforcei um pouco mais. Mas era a única sóbria e os ânimos estavam exaltados. Fiquei 30 minutos e chegou.
Terceira lição do hostel que serve pra vida: se não sabe brincar, não desce pro play (ou desce mas sobe de volta quando quiser). Quarta lição do hostel que serve pra vida: não se apegue ao planejado.
Making friends Depois de um mês na cidade mais hospitaleira que já conheci, Chicago, onde todo mundo que cruzou meu caminho foi tão querido e conversador que dava vontade de add no Face, marcar um happy e dizer te considero pra caramba, já levei um choque na primeira noite em San Francisco. Saindo do aeroporto, entrei na van e dei boa noite. Nada. No dia seguinte, fui tomar café da manhã no hostel e dei bom dia. Nada. Perguntei se podia sentar em uma mesa, puxei um papo aleatório e nenhuma evolução. Fiquei um pouco incomodada até entender duas coisas. No hostel, é todo mundo turista, não anfitrião (em Chicago conversei quase só com residentes). O segundo ponto é que eu não estava tão interessada assim em conhecer gente em San Francisco. Queria aproveitar minha primeira viagem sozinha pra ficar… tcharan… sozinha mesmo. E isso deve ter influenciado na baixa interação. Apesar disso, conheci gente querida e tive conversas bacanas fora do hostel. Uma alemã no cable car, dois americanos no ferry e Sausalito e vários motoristas do Uber (um especial vai virar post).
Quinta lição do hostel que serve para a vida: não tem nada a ver com idade, mas sim com o tipo de experiência que você realmente se propõe a ter. Eu queria curtir a minha companhia. E bem que eu tava com saudade!
Limpeza do feed pós férias
Nessa viagem, primeira vez ao primeiro mundo, me joguei em cadastros de newsletters, follows de instagram e tweets de jornais locais. De forma plena e irrestrita, inconsequente, sem proteger meu futuro eu, cliquei em todos os subscribes capazes de me dar qualquer tinta de notícia sobre meu mês de férias em Chicago. Vi todas as minhas redes sociais coalhadas de artistas locais, jornalistas, cronogramas de teatro e promoções do Walgreens, em uma proporção Chicago/Mundo muito acima de 50/50.
Foi bom enquanto durou, mas acabou. Voltei a Porto Alegre, minha cidade natal.
No embate por reconhecer as coisas boas daqui e não cair naquele ranço que o primeiro mundo é melhor (what?), acabei me vendo as voltas de um detox digital. Descadastrar-se de todas as referências felizes que importaram durante os 30 dias mágicos de férias.
Tem sido terapêutico, ao passo que me ajuda muito a entender quem não consegue se desprender. Eu sei, de verdade, que nunca mais vou precisar da programação semanal do Second City, mas a coisa se espalha. Cada unfollow, cada unsubscribe vem pra marcar a frivolidade característica das férias. É o certificado de uma noite e nada mais com um lugar que fez força pra me encantar e conseguiu muito bem. É deletar o telefone daquela pessoa incrível que tu conheceu, por ter certeza que foi bom, mas que não tem como dar certo. Melhor virar a página, entender que acabou, seguir em frente.
Não te sinta usada, Chicago. Não te sinta excluída quando eu não responder aquela pesquisa de satisfação do cliente. Não te sinta fazendo um mau trabalho quando teus artistas perderem um follower. É apenas a vida. E a vida precisa continuar.
Eu ainda estou no processo. Confesso aqui, bem baixinho, no fim do post, que alguns somam o montante na regra <arquivar automaticamente>. Não tive coragem de sair. Sigo lá, cadastrado. Uma provinha, em caso de recaída.
Me dei conta que sonho com essa viagem há uns 20 anos! E pra quem disse que o cable é overrated: eu morri de emoção e to aqui no fim da linha pensando em pegar de novo. 🚃 💛 (em Union Square, San Francisco)
Daí você está amoladinha estranhando a solidão e aparece uma Heart Parade pra corrigir a vibe (e um monte de 💙 por Whatsapp também) #sabatiquim (em Union Square, San Francisco)
Me despedindo de Chicago e do melhor companheiro de viagem que já tive. ❤️ Partiu San Francisco 😚 #sabatiquim (em Chicago O'Hare International)
🍷💛 (em The Dawson)
🙏 #sabatiquim #calmchicago (em The Dawson)
Bromance 💙 (em The Dawson)
Despedida dos amigos de Chicago. Porque a vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida #sabatiquim (em The Dawson)
em The Dawson
My lifecoach's tattoo 💛 #sabatiquim #calmchicago #salinger
Jantar de despedida with a view and a lot of tears ❤️😿😻 #sabatiquim #love #chicago (em The Signature Room at the 95th)