Limpeza do feed pós férias
Nessa viagem, primeira vez ao primeiro mundo, me joguei em cadastros de newsletters, follows de instagram e tweets de jornais locais. De forma plena e irrestrita, inconsequente, sem proteger meu futuro eu, cliquei em todos os subscribes capazes de me dar qualquer tinta de notícia sobre meu mês de férias em Chicago. Vi todas as minhas redes sociais coalhadas de artistas locais, jornalistas, cronogramas de teatro e promoções do Walgreens, em uma proporção Chicago/Mundo muito acima de 50/50.
Foi bom enquanto durou, mas acabou. Voltei a Porto Alegre, minha cidade natal.
No embate por reconhecer as coisas boas daqui e não cair naquele ranço que o primeiro mundo é melhor (what?), acabei me vendo as voltas de um detox digital. Descadastrar-se de todas as referências felizes que importaram durante os 30 dias mágicos de férias.
Tem sido terapêutico, ao passo que me ajuda muito a entender quem não consegue se desprender. Eu sei, de verdade, que nunca mais vou precisar da programação semanal do Second City, mas a coisa se espalha. Cada unfollow, cada unsubscribe vem pra marcar a frivolidade característica das férias. É o certificado de uma noite e nada mais com um lugar que fez força pra me encantar e conseguiu muito bem. É deletar o telefone daquela pessoa incrível que tu conheceu, por ter certeza que foi bom, mas que não tem como dar certo. Melhor virar a página, entender que acabou, seguir em frente.
Não te sinta usada, Chicago. Não te sinta excluída quando eu não responder aquela pesquisa de satisfação do cliente. Não te sinta fazendo um mau trabalho quando teus artistas perderem um follower. É apenas a vida. E a vida precisa continuar.
Eu ainda estou no processo. Confesso aqui, bem baixinho, no fim do post, que alguns somam o montante na regra <arquivar automaticamente>. Não tive coragem de sair. Sigo lá, cadastrado. Uma provinha, em caso de recaída.













