㠀㠀㠀㠀㠀㠀âžâžWOW | JEON WONWOO
[đŁČâ] conteĂșdo: wonwoo Ă f!reader, fluff (DEMAIS!), coworkers to lovers, ~1k palavrinhas e acho que Ă© sĂł isso!!
[đŁČâ] notinha da gabz, a sua favorita: e veio aĂ!! jĂĄ fazia um tempinho que eu queria escrever com ele, vocĂȘs sabem (valeu, anon!! đ), o nome vem de uma mĂșsica dos santos bravos (tĂŽ viciada, eles sĂŁo muito fofos) e porque eu achei que fez sentido por causa do nome do wonwoo (?). enfim, espero que vocĂȘs gostem (e principalmente vocĂȘ anon que me fez o pedido!!), beijoquitas de paçoquita!! đ
VocĂȘ era a luz solar do escritĂłrio. Vivia sorrindo â o que podia ser irritante para os mal-humorados do departamento em que trabalhava â, mas nĂŁo era nem um pouco para Wonwoo. Na verdade, ele gostava de vocĂȘ. De um jeito que provavelmente nĂŁo deveria, mas gostava mesmo assim.
As pessoas podiam ser ruins ou folgadas, sei lĂĄ, mas ele sempre te ajudava a carregar todos os cafĂ©s que pediam para vocĂȘ comprar. Segurava a porta, e, Ă s vezes, vocĂȘ chegava Ă sua mesa depois do almoço e encontrava uma guloseima acompanhada de um post-it com uma carinha feliz â:)â. Olhava por cima das divisĂłrias, tentando encontrar o rapaz sĂ©rio de Ăłculos charmosos, e nunca o via te olhando de volta â mas sabia que tinha sido ele.
Antes de vocĂȘ entrar na empresa, ele nunca participava dos jantares do departamento. Agora, fazia questĂŁo. VocĂȘ atĂ© tentava fingir que nĂŁo percebia, mas ele sempre organizava a mesa enorme de forma que os pratos ficassem prĂłximos de vocĂȘ â e aquilo te fazia sorrir ainda mais.
â Escuta, vocĂȘ tĂĄ livre no fim de semana? â Wonwoo perguntou numa quarta-feira, seu aniversĂĄrio, evitando sustentar o olhar no seu por muito tempo. VocĂȘ percebeu. Exibiu um sorriso e, de repente, ficou vermelha por um motivo que fingia nĂŁo saber â mas sabia sim. VocĂȘ estava derretendo, pouco a pouco, aquela camada de gelo dele com sua energia solar e um toque de caos.
â Sim â vocĂȘ assentiu, e ele finalmente te olhou.
Seu coração acelerou. VocĂȘ tinha uma quedinha â uma queda enorme â por Wonwoo e nĂŁo sabia muito bem como administrĂĄ-la. Ainda assim, achava que fazia um bom trabalho escondendo, no Ăąmbito profissional, uma admiração que ia muito alĂ©m do ofĂcio impecĂĄvel dele.
â Te busco Ă s 18h. Tudo bem se for na sua casa, ou...
â Tudo bem! â vocĂȘ respondeu prontamente.
Ele sorriu de leve, e vocĂȘ sorriu de montĂŁo. NĂŁo era exatamente fĂĄcil ver um sorriso surgir nos lĂĄbios dele.
Wonwoo te levou ao restaurante mais badalado da temporada. Claro que vocĂȘ se sentiu tĂmida, meio gata borralheira em meio Ă quele lugar chique, repleto de pessoas vestidas de forma impecavelmente glamourosa. Mas o olhar de Wonwoo amenizava qualquer complexo. Durante a conversa tranquila, ele observava seu vestido vermelho, as alcinhas, o cabelo levemente ondulado nas pontas â curioso, atento.
Ele adorava seus olhos. Como se ampliavam diante de algo novo. Parecia que vocĂȘ enxergava o mundo de uma forma mais colorida, mais justa, mais bonita. E o mundo se tornava assim toda vez que ele te olhava. Talvez fosse por isso que guardava, em segredo, um sentimento tĂŁo intenso, quase imprudente, que o consumia todos os dias de sua vida monĂłtona. Que o fazia sorrir sozinho no apartamento da cobertura. Que o fazia imaginar o quĂŁo sortudo seria se um dia pudesse te ter.
â Eu gostei daquela sobremesa que nĂŁo consegui pronunciar.
â Tenta de novo, vocĂȘ fica fofo fazendo biquinho â Wonwoo incentivou, jĂĄ do lado de fora, enquanto esperavam o manobrista. (O quĂŁo chique era aquele lugar!) Ele estava mais solto â e nem tinha sido pelo vinho, que ele nem tocou, deixando para vocĂȘ por ser o motorista da noite. O relaxamento vinha de vocĂȘ. Sempre vinha.
â Acho que vou te poupar desse crime contra a lĂngua francesaâ
VocĂȘ o interrompeu ao perder o equilĂbrio, apoiando-se nele. Estava em um salto sĂł â o outro havia cedido. Era o mais alto que tinha, uma tentativa de diminuir a diferença de altura entre vocĂȘs. BeyoncĂ© tinha razĂŁo: pretty hurts, nĂŁo Ă©?
â Ai, merda... meu salto quebrou.
Wonwoo olhou para seus pĂ©s, depois te ajudou a entrar no carro. VocĂȘ sorriu, envergonhada. Ainda tinham combinado de ir ao cinema, mas, com o salto assim, seria impossĂvel.
â Desculpa, Wonwoo. A gente pode assistir alguma coisa lĂĄ em casaâ ops⊠extremamente sugestivo â quero dizer... nĂŁo tem nenhuma intenção por trĂĄs. Ă que eu⊠nĂŁo queria que a noite acabasse.
â Eu tambĂ©m nĂŁo.
Ele sorriu, sem te encarar diretamente. VocĂȘ sĂł percebeu para onde estavam indo quando ele estacionou em frente a uma farmĂĄcia. Pediu que esperasse e voltou com duas garrafinhas de ĂĄgua, alguns band-aids e⊠surpresa: um presente perfeitamente embrulhado, retirado do porta-malas.
â Feliz aniversĂĄrio⊠um pouco atrasado. Mas, considerando o fim trĂĄgico do seu sapato, acho que veio em boa hora.
VocĂȘ sorriu, tentando nĂŁo rasgar o embrulho â embora, desde pequena, nunca tivesse sido paciente com presentes. Soltou um gritinho ao abrir a caixa: o par de tĂȘnis mais bonito que jĂĄ tinha visto. Justamente aquele Adidas que vocĂȘ cogitava parcelar em mil vezes.
Para Wonwoo, provavelmente nĂŁo era nada demais.
â Eu nĂŁo posso aceitar.
â VocĂȘ falou deles pelos Ășltimos cinco meses. Incansavelmente.
â Como vocĂȘ sabe disso, Wonwoo?
â Porque eu te observo. Todos os dias.
VocĂȘ engoliu em seco, tĂmida, envergonhada â mas, ao mesmo tempo, tomada por uma coragem inesperada. Foi por isso que o beijou. Um beijo rĂĄpido, suave, como agradecimento.
â Obrigada.
â Pelo tĂȘnis?
â Por me enxergar.
Wonwoo respirou fundo. Parecia conter a si mesmo â para nĂŁo te tocar mais, para nĂŁo te beijar de novo, para nĂŁo te levar direto ao apartamento dele e trancar vocĂȘs dois ali para sempre. Porque, honestamente, ele jĂĄ tinha o bastante: seus olhos, sua doçura, sua luz aquecendo-o por dentro.
Mas ele te beijou.
Diferente de vocĂȘ, ele te segurou â a mĂŁo firme na sua bochecha, os dedos deslizando pela sua nuca. Quase te puxou para o colo â e, de fato, vocĂȘ sĂł percebeu quando a buzina do carro soou acidentalmente, arrancando risadas sinceras de vocĂȘs dois.
â Acho que eu sonho com isso desde o primeiro dia que te vi⊠na sua entrevista.
â Eu tava estupidamente nervosa.
â E linda.
Ele beijou seus lĂĄbios de novo. Depois, sua bochecha.
â E inteligente. E minha.
â Sua? â vocĂȘ questionou.
Ele afastou uma mechinha do seu cabelo. Os olhos brilhavam â por vocĂȘ, sĂł por vocĂȘ.
â Ă o que eu gostaria que vocĂȘ fosse.
VocĂȘ sorriu, acariciando o rosto dele â exatamente como sempre imaginou.
â Eu posso ser. Posso ser sua, Jeon Wonwoo.
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