em nome da Excalibur, MEOW KISTHACHAPON em seus 23 anos, jura seguir o legado do CIRCO durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ele, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe AUTRUÍSMO e não se permite ser corrompido por RIGIDEZ. Por último, é deixado um corte na mão de TEN CHITTAPHON LEECHAIYAPORNKUL como prova de seu comprometimento com a luz.
ABOUT // CONEXÕES
informações básicas
nome completo: kisthachapon
apelidos: meow
idade: 23 anos
data de nascimento: 21/12/1999
gênero e pronomes: masculino, ele/dele
orientação sexual: ?
legado do: circo
habilidade: magia com dança
módulo: II
ocupação: acrobata de tecidos aéreos no circo
fc: ten chittaphon leechaiyapronkul - nct/wayv
inspirações: pinóquio - once upon a time ; queen hiling - ousama ranking ; bardos - classe de d&d ;
habilidade mágica:
Magia pela dança. Quando deseja, Meow pode canalizar sua arte e transformá-la em magia, usando-a para curar ou aumentar um pouco a habilidade mágica de outra pessoa perto dele. Sua cura só tem efeito em outras pessoas (não consegue curar a si próprio), e não consegue reverter efeitos de machucados ou doenças letais, assim como não tem poder sobre doenças de nascença. Quanto ao aumento da habilidade mágica, Meow precisa estar perto da pessoa, conhecer seus poderes e consegue deixar o poder de outra pessoa só um pouco mais forte. Seus efeitos tanto de cura quanto de aumento de habilidade mágica só funcionam enquanto Meow estiver dançando.
trivia/resumo
Meow foi deixado no orfanato do Castigo e nunca se deu muito bem com o lugar e com as pessoas, com a ideia de ficar ali preso e sendo obediente até alguém chegar para buscá-lo; Quando era criança, não acreditava muito que alguém iria de fato levá-lo pra casa, então ele também não se importava em ser uma criança comportada. Por isso que vivia escapando pelas janelas, fugindo para rolar no mato e conversar com os vizinhos.
O apelido de Meow veio exatamente por ele parecer um gatinho em seu jeito. Gatos, inclusive, são seus animais favoritos e ele tem um de estimação.
Ninguém nunca achou que alguém como Meow fosse chamar pelo circo, mas isso aconteceu quando ele viu seu melhor amigo ser adotado e isso mexeu muito com sua cabeça, porque se viu sozinho e desamparado pela primeira vez e, num momento de desespero, chamou pelo circo e acordou lá no dia seguinte.
Meow sempre foi apaixonado por dança, mas acabou gostando bastante das acrobacias nos tecidos aéreos, e foi onde ficou para fazer suas performances. Nunca segue uma coreografia, então cada apresentação sua é diferente. Meow é muito expressivo e faz uma performance inteira onde mistura um pouco de ballet e se pendura nos tecidos, quase sempre se deixando levar pelo seu humor do momento.
Por mais que achassem que o circo não era o lugar dele por ser considerado alguém de espírito livre desde pequeno, por alguns anos, Meow se encontrou ali, achando confortável a ideia de ter uma família e sofreu quase que uma lavagem cerebral pra acreditar que aquilo ali era sua única esperança. E meio que era mesmo porque a alma dele agora tá ligada ao circo né qqq. A cabeça de Meow só começou a mudar depois que ele veio para a Academia dos legados e ele redescobriu como era a liberdade que ele tanto estimava antes de chamar pelo circo, como era fazer amizades, ver gente e fazer coisas diferentes que não fosse se pendurar por aí.
E exatamente porque ele não ama mais o circo como ele amava antes de entrar na Academia, Meow está aos poucos literalmente se tornando um boneco de madeira. Por enquanto, apenas sua canela esquerda foi tomada, mas ele nota que a parte de madeira de seu corpo vai se alastrando com o tempo, conforme ele tem pensamentos sobre querer deixar o circo, sobre se dedicar ao ballet ou sobre se sentir preso. Ou seja, quase sempre que seus pensamentos se desalinham de sua alma.
O problema é que ele precisa do corpo para dançar, para fazer magia e para se apresentar, por isso ele tenta de verdade voltar a amar o circo como ele fazia há um tempo, mas isso já está começando a ficar fora do alcance dele, principalmente conforme ele vai abrindo os olhos para todas as coisas bizarras que acontecem lá dentro. Meow tem muitas dores na perna esquerda por causa da parte de madeira de seu corpo e vez ou outra desequilibra e pode pisar em falso ou cair no chão.
bio completa
sempre foi difícil de fazer Meow obedecer. Algumas pessoas diriam que ele era um rebeldezinho, outros diriam que ele tinha apenas o espírito livre. E era bem por aí mesmo. Meow ganhou esse apelido por se assemelhar a um gatinho, tanto porque seus olhos faziam lembrar o felino, quanto porque sabia ser astuto, silencioso e gracioso como um. Não havia ninguém que conseguia escapar pela janela, se esgueirar por qualquer buraco e se meter em confusão no meio da noite do Castigo como ele. Meow gostava de correr, fugir para Arthurian, pisar no mato, dançar nas ruas, sentir o vento em seu rosto. Tem sido assim desde pequeno, e por isso, ninguém acreditava como alguém como ele pôde parar num lugar como o Circo.
A verdade é que por trás dessa primeira camada, Meow morria de medo de terminar sozinho. Os anos iam passando, os amigos iam embora, e ele se sentia como um gatinho de rua, mesmo. Cheio de machucados e arranhões, ganhando a simpatia de um ou outro que lhe davam abrigo e carinho numa noite em que resolveu fugir do orfanato, mas nunca sendo bom o suficiente para que alguém resolvesse o adotar de verdade. Talvez ele mesmo nunca tivesse dado essa abertura, ou talvez todos soubessem o quão “difícil” ele era. De um jeito ou de outro, Meow não quis esperar mais para ver.
Quando seu melhor amigo e principal companheiro de aventuras foi adotado, ele surtou. Naquela noite, ele não saiu pela janela, não foi dançar na rua e não foi tomar chá com algum vizinho. Naquela noite, ele chorou todo seu coração para fora, e desejou ser levado logo por alguém, queria uma casa. Lembrou-se das histórias que chegavam a ser quase que de terror sobre o tal Circo que fazia apresentações pela cidade e… De repente aquela pareceu uma boa ideia. Um pouco de estabilidade, para variar. Uma família, quem sabe. Algo ainda relacionado a arte.
Então ele acordou, e sua atenção foi puxada como imã para a marionete exatamente igual a ele. Meow encarou o boneco por longos segundos. A princípio, ele ficou maravilhado, e não com medo. Aquilo era lindo! Mas então começou a notar as cordas que o mantinham de pé, as cordas que o controlavam, e isso fez seu coração disparar. É isso que vai acontecer comigo. Tal pensamento invadiu sua cabeça e Meow arregalou os olhos, sentindo aquela necessidade de fugir, como fazia todas as noites. Dessa vez, entretanto, não era porque queria. Era questão de sobrevivência, de liberdade.
Mas já era tarde demais. A Fada Azul tinha uma voz doce que por algum tempo o acalmou e ele não sentia medo quando ela insistia para que ele não temesse. E tinha Gepetto. O velho era um artista como ele, e era carinhoso. Um carinho diferente, aquele que Meow secretamente procurava há muito. Um carinho de alguém que queria realmente adotar o gatinho de rua, ajudar em suas feridas de verdade ao invés de só colocar uma gaze em seus arranhões. Um pai.
Aquele sentimento de pertencimento foi crescendo no peito de Meow com o passar do tempo. Tinha sua própria tenda, um pai, uma espécie de mãe que enxergava na Fada Azul, seus colegas de circo que se tornaram quase irmãos. E ele não podia mentir, gostava de ficar pendurado entre os tecidos, gostava de dançar e se expressar com seu corpo. Gostava da atenção em si, dos olhos curiosos e surpresos do público quando se apresentava. Estava fazendo arte, no fim do dia, do jeito que sonhava.
Por mais incrível que parecesse, Meow não quebrava as regras. Respeitava os horários, não mentia, tinha o Circo como sua maior paixão e ambição. No máximo, levava broncas porque não conseguia seguir uma coreografia (ele era muito mais do improviso e freestyle!). Podia ser considerado, muito facilmente, uma das crianças mais obedientes dali, quase que um modelo.
Como prêmio, Meow ganhou o direito de frequentar a Academia dos Legados e ganhar seu poder com o corte da Excalibur em sua mão. Não podia estar mais feliz que suas habilidades mágicas tinham a ver com a dança, e isso só lhe dava mais pano para que treinasse e aprimorasse sua maior paixão! Seu primeiro ano foi repleto de notas excelentes, e Meow se tornou um aluno exemplar do mesmo jeito que era um membro exemplar do circo.
Mas aos poucos, parecia que ia acordando daquele transe. Ia se lembrando de quem era, da versão que não tinha medo de se tornar uma marionete. A versão que não era a marionete. Fazendo novas amizades e voltando a falar com pessoas que não eram do circo, Meow foi redescobrindo a vida, voltando a sentir adrenalina de verdade e não só aquela sensação de friozinho na barriga quando girava nos tecidos de ponta cabeça. E aquilo era bom, era quem ele era! Um espírito livre!
Sem que fizesse de propósito, suas notas foram caindo aos poucos, porque começou a sair do dormitório para festas ao invés de estudar, começou a descobrir e redescobrir paixões, a rolar no mato, correr pela cidade. Ele tinha se esquecido como o mundo era enorme fora das tendas do circo! E, quem sabe, ele poderia um dia aposentar os tecidos e seguir no ballet, o tipo de dança pelo qual ele era realmente apaixonado.
Claro que suas atitudes “rebeldes” começariam a se virar contra ele. Começou com uma dor muscular aqui e ali. Depois as vezes algum membro falhava, e não o obedecia. Depois começou a notar que sua canela esquerda doía muito mais do que era normal. Aos poucos, Meow estava se tornando, literalmente, de madeira.
Lembrou-se imediatamente do dia que viu aquele boneco que era sua imagem semelhança e soube exatamente o que aquilo significava. Podia estar obedecendo as regras do circo ainda, mas seu coração não estava mais tanto ali quanto um dia esteve, e se sua alma não esta no lugar certo… Meow iria começar a perder seu corpo também, sua vida, sua liberdade. E aquilo era assustador pra caramba.
Hoje, em seu segundo módulo, Meow tenta conciliar o circo e voltar a alcançar aquela paixão pelo lugar que um dia já teve, mas é difícil quando se vê o que o mundo inteiro tem a oferecer… E então ele sente uma dorzinha em alguma parte do seu corpo, o lembrando que aquilo vai continuar se alastrando se ele não se manter na linha.














