I am curious (yellow), Happy Red Fish

JBB: An Artblog!

@theartofmadeline

PR's Tumblrdome
No title available
art blog(derogatory)
will byers stan first human second

No title available
NASA

oozey mess
Lint Roller? I Barely Know Her
AnasAbdin

Andulka
Misplaced Lens Cap
KIROKAZE
d e v o n
todays bird
tumblr dot com
Mike Driver

shark vs the universe

No title available

seen from Ukraine

seen from Malaysia
seen from Ukraine

seen from Russia
seen from Argentina
seen from United States
seen from Moldova
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from United States
seen from Belgium
seen from United States
seen from Malaysia

seen from United States
@semquerer
I am curious (yellow), Happy Red Fish
dois zeros bem redondos
Eu não quero nem insultá-lo, nem agradar-lhe, nem ser bom ou mau, nem bater, nem que me batam. Quero ser zero. Receio a cordialidade, não tenho a vocação do parentesco entre primos e mais do que a violência dos golpes, receio a violência da camaradagem.
Sejamos dois zeros bem redondos, impenetráveis um ao outro, provisoriamente justapostos, que rolam, cada um, na sua direcção. Aqui, que estamos sós, na solidão infinita desta hora e deste lugar que não são nem uma hora nem um lugar definíveis, porque não há razão para que eu o encontre, nem razão para que se cruze comigo, nem um número razoável para nos preceder e que nos dê um sentido, sejamos dois simples, solitários e orgulhosos zeros.
- Na Solidão dos Campos de Algodão. de Bernard-Marie Koltès. Tradução Marcello Urgeghe e Rita Blanco.
FALAS DE UNS
O caçador fala, o marinheiro cala.
Um vive de morte emboscada, outro se amarra em cais de partida.
O homem faz amor para se sentir bem.
A mulher faz amor quando se sente bem.
Uns falam. Outros apenas fogem do silêncio.
Uns amam. Outros de si mesmos escapam.
- Mia Couto No livro "Tradutor de Chuvas"
let’s go said he not too far said she what’s too far said he where you are said she
by e.e. cummings (+)
»enough space« by wawrzyniec tokarski
[via]
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos?
Álvaro de Campos, heterônimo do Pessoa. (via olhosateus)
O SENTIDO DA SIMPLICIDADE
Escondo-me atrás de coisas simples, para que me encontres. Se não me encontrares, encontrarás as coisas, tocarás o que minha mão já tocou, os traços juntar-se-ão de nossas mãos, uma na outra.
A lua de Agosto brilha na cozinha como pote estanhado (pela razão já dita), ilumina a casa vazia e o silêncio ajoelhado, este silêncio sempre ajoelhado.
Cada palavra é a partida para um encontro - muita vez anulado - e só é verdadeira quando, para este encontro, ela insiste, a palavra.
- - YANNIS RITSOS traduzido por EUGÉNIO DE ANDRADE, in 'Trocar de Rosa', Lisboa: Na Regra do Jogo, 1980
Her
I had been told about her. How she would always, always. How she would never, never. I'd watched and listened but I still fell for her, how she always, always. How she never, never.
In the small brave night, her lips, butterfly moments. I tried to catch her and she laughed a loud laugh that cracked me in two, but then I had been told about her, how she would always, always. How she would never, never.
We two listened to the wind. We two galloped a pace. We two, up and away, away, away. And now she's gone, like she said she would go. But then I had been told about her - how she would always, always.
- Jackie Kay, «Her», em «Life Mask» (Bloodaxe, 2005)
Cinéma vérité, Radenko Milak
Eu desprezo as proporções, as medidas, o ritmo do mundo vulgar. Recuso-me a viver num mundo vulgar como uma mulher vulgar. Quero êxtase. Sou neurótica – no sentido em que vivo no meu mundo. Não me adaptarei ao mundo. Estou adaptada a mim.
Anaïs Nin
Não existe outra terra, meu amigo, nem outro mar, Porque a cidade irá atrás de ti; as mesmas ruas Cruzam sem fim as mesmas ruas; os mesmos Subúrbios do espírito passam da juventude à velhice, E tu perderás os teus dentes e os teus cabelos Dentro da mesma casa. A cidade é uma armadilha.
Constantino Cavafy
aterrorizado outra vez de não amar de amar e não seres tu de ser amado e não ser por ti
- samuel beckett
Christchurch, NZ
This is not a love song
Não quero ser quem sou, é evidente; antes monstro qualquer com ar de gente do que este tronco de árvore daninha onde repousam ninhos de fantasmas e brilham finos dentes de duendes. Antes ser, no ar frio, nuvem que voa branca de não ser nada, para leste, do que esta sombra humana que me deste sem dimensão nem cor, nem sábia hipnose, nem o fulgor vulgar dos ectoplasmas. Na pele esburacada já deitaram semente microscópicos venenos; vou-me deixar levar, por mão de verme, antes que à luz do dia possas ver-me. António Franco Alexandre