amor é o que nasce da reprodução dos sentimentos de duas pessoas e o teu sentimento tu preferiu guardar pra si por medo do depois. mas meu bem, sinto te dizer que eu não vou ficar do teu lado na areia esperando pra ver se em algum momento tu vai querer nadar, se entregar e até se afogar, quando eu já sou a própria maré. e eu tô tentando descobrir o que fazer com você e com o que eu sinto. me pergunto como superar e se há o que superar, porque isso não passou de uma projeção, de um querer; logo eu que não sei pertencer, quis pertencer em você, quis pertencer contigo. mas eu não sobrevivo de querer, de projetar e não realizar. e o nosso silêncio já responde: nada. não há nada pra superar, porque uma quase entrega dos sentimentos não é nada quando se há um quase encravado ali. e na minha mente eu via isso como um romance e tu via como um drama; o mesmo filme visto de formas diferentes. acontece. posso até brigar com o roteirista e perguntar pra ele o que diabos eu faço com você. mas ele não vai saber também. prosseguimos [cada um pro seu lado] então.



















