earthtocaldwell:
A moça caminhou vagarosamente até seu carro, estacionado na vaga destinada a ela e somente ela. Havia finalmente aceito o emprego há muito oferecido no melhor hospital de Londres. Disseram-lhe que desde a universidade aquele cargo a esperava. Não se importou muito com isso, só estava satisfeita de estar trabalhando com o que sentia prazer e em sua cidade natal. E mesmo nesse momento, cansada depois de mais um turno, sonhando com a sua cama, estava feliz. Danielle entrou no veículo e se jogou no banco do motorista, sentindo o corpo relaxar e o cansaço se instalar em todos os seus músculos. Respirou fundo antes de girar a chave na ignição e dar partida no motor. Realmente não via a hora de chegar em sua casa e encontrar seu querido September. Deu sorte por não ter muito trânsito, logo, chegou rapidamente ao apartamento deles. Assim que entrou, sentiu um cheiro de queimado e correu para a cozinha apenas para flagrar seu namorado tentando afastar com um pano de prato a fumaça que saía do forno sem muito sucesso. Sua testa rapidamente se franziu, enquanto ela olhava ao redor e via louça suja espalhada por todo lugar. “September, o que é isso!?”
Era eufemismo dizer que sua tentativa de cozinha havia dado errado. A ideia estava fadada ao fracasso no momento em que September imaginou, já que em sua casa, ele podia muito bem colocar um alimento que iria ao forno no micro-ondas. Fora uma péssima ideia, agora ele podia admitir aquilo, porém tudo o que ele queria era surpreender a namorada. Era o aniversário dos dois, cinco meses, quase seis, e Sept não lembrava de uma época em que estivesse mais feliz do que naquele momento. Talvez não naquele momento especifico, já que a cozinha deles estava coberta de fumaça. A verdade era que seus dotes culinários não passavam de abrir embalagens de refeições congeladas. O frango que deveria ter ficado apenas vinte minutos no fogo, passava da meia hora, e estava enchendo o apartamento que ele dividia com Danielle de fumaça. Enquanto ele tentava diminuir o excesso de fumaça, escutou a porta abrir, e seu rosto caiu, percebendo que sua ideia acabara de ir por água abaixo. Tentou sorrir da maneira mais natural possível, caminhando na direção da morena. “Oi amor... Tudo bem?”, segurou Danielle pela cintura, a beijando com carinho, devagar. “Isso é... surpresa?”, disse incerto, sorrindo sem graça.












