Sexta-Feira, 31 de março de 2017
Acho interessante escrever o que sinto, porém so escrevo quando me sufoca, quando eu me vejo em um quarto imaginário com paredes brancas e uma tela vazia, assim como vejo minha alma nesses momentos.
Nunca pensei que me sentiria tão sufocada por esse sentimento até então, desconhecido por mim, eu sinto algo que pra mim ainda não tem nome, tento encontrar em filmes, músicas e séries e nada se encaixa no meu contexto. Esse tal sentimento começou com uma ideia de como seria o amor, de ver diante de mim, a possibilidade de ter tudo aquilo que sempre admirei, amor, carinho, declarações, palpitações, picos extremos de felicidade, desde o início esperando por isso, pensando no dia em que tudo isso chegaria, pensando no dia em que esses bons momentos chegariam, essa tal ansiedade pela felicidade e pelo amor me deixou cega, o tipo de cega que não quer ver, chegaram os momentos ruins dessa relação, e por incrivel que pareça, ao mesmo tempo que isso me dilacerava e acabava comigo, isso me deixava esperançosa, contente, me fazendo imaginar que depois disso estavam por vir os tão esperados e desejados sentimentos de preenchimento, eu procurava em todo momento encontrar as cenas de filmes, de música e de textos em minha própria vida, em minha própria relação.
2 anos se passaram desde então, e aqui estou eu, ainda esperando, e acabando comigo mesma, me fazendo pensar seriamente em tal situação, mas que diabos eu devo fazer com minha vida? Eu estou cansada de todos os dias esperar por algo bom, por algo diferente, por uma surpresa, um gesto de amor incontrolável (O AMOR INCONTROLÁVEL, LOUCO, DESESPERADO, SEMPRE ME ENCANTOU). Ainda não tive a minha dose... Será que eu estou no destino certo? Será que a minha vida realmente vai ser assim e ponto? Nessa rotina EXTREMAMENTE CANSATIVA de pedir ajuda e socorro todos os dias diretamente e indiretamente, de mandar indiretas, tentar falar, me explicar, conversar, eu me sinto extremamente cansada, parece que eu estou num labirinto correndo todos os dias e pegando vários atalhos em vão. Não gosto de implorar por atenção e isso é o que mais faço todos os dias.
Eu realmente não sei o que fazer, não sei se devo continuar e seguir nesse caminho de incertezas e infelicidade, inseguranças e insatisfação, ou se devo por um ponto final nisso tudo e tentar recomeçar sem ti... Talvez eu ache o que preciso em outra situação, outro alguém, de outra maneira. Ou talvez seja realmente você e eu deva esperar magicamente para que eu realmente sinta a felicidade do seu lado.