The one's son?!
O loiro realmente ficou surpreso com a reação dela, não entendendo o motivo daquele comportamento hostil com ele. Piscou algumas vezes confuso com aquilo tudo. Antes que pudesse falar alguma coisa ouviu aquele comentário, fazendo o loiro erguer a sobrancelha.
- Ei. Do que você tá falando? Berço de ouro? De onde você tirou isso? – Naquele momento foi a vez do mais alto querer entender o que estava se passando por ali. Apressou o passo ficando diante dela impedindo que ela continuasse seu trajeto. – Pode me dizer o que tá acontecendo aqui? Eu nem sei quem é você mas está me tratando como seu eu fosse o demônio em formato de gente… Então já que aparentemente você me odeia, posso pelo menos descobrir o motivo? – O tom agora era sério, assim como o olhar avaliativo sobre a garota.
Tentava passar em sua mente aqueles traços femininos, buscando pensar em alguém que conhecesse, mas por mais que esforçasse, não conseguia lembrar de ninguém. Soltou um suspiro discreto e frustrado, sua mente que sempre achava tão boa, estava lhe faltando na hora mais importante… Ou será que realmente não a conhecia?
Esperou o loiro terminar de falar pra morder o lábio e soltar um riso sarcástico. Seunhee não queria explodir até aquele momento. Mantivera sua calma durante um bom tempo, mas não aguentou. Virou a cabeça lentamente, com os cabelos desfiados sobre seus olhos e começou a falar num tom baixo: — Não aja como se não soubesse o que está acontecendo. Não aja como se não soubesse quem é o corrupto, mentiroso e… Assassino que é o seu pai. Talvez você seria melhor que ele, sabe? Mas, sinceramente, reclamar por ter alguém que pode reconhecê-lo como bastardo, cara? Por acaso alguém aqui é pior que você? — As últimas palavras da menina foram um pouco altas demais e sua voz saiu errada devido ao acúmulo de choro, que foi solto em pouco tempo. — Me deixa em paz, ok?
O comportamento feminino já estava lhe irritando naquele momento, teve que respirar forte algumas vezes quando viu aquele riso sarcástico. Quando ouviu falar do seu pai, demorou um momento para entender como ela sabia daquilo. Droga, ela ouviu o telefonema. Não soube explicar bem, mas no fundo acabou ficando aliviado de saber que a culpa era do idiota do seu pai, como sempre.
- Então você sabe quem é o maldito do meu pai, né? Claro que eu sei quem é o idiota, imbecil, arrogante, estupido e todos os outros adjetivos que você quiser me colocar para aquele cara. Acha que eu me orgulho de ser filho dele?! Minha preocupação é sim de ser reconhecido como bastardo dele. Sabe o porquê? Eu odeio ele! Aquele imbecil acha que tudo se resolve com dinheiro. E tudo que eu não quero é ser reconhecido como alguém daquela família. – Rosnou de volta explodindo assim como ela. – Meu medo da minha prima descobrir. Tenho... Não quero ser acusado dos pecados que aquele idiota fez... Assim como você está fazendo agora! – Disse olhando irritado pra ela, mas logo a viu chorando e acabou se contendo um pouco. Fechou os olhos e suspirou forte.
- Para ele, a única coisa que eu sou é uma conta que ele tem que transferir alguns trocados por mês, ok? Posso tá sendo hipócrita por receber o dinheiro dele, mas só assim pra poder estudar em um lugar como esse. Mas saiba que se eu pudesse eu tiraria esse maldito sangue daquele homem que corre nas minhas veias. – O mais alto falava com sinceridade. A via chorando, queria ajuda-la, mas sabia que parecia ver o maldito pai em vez de si.









