Súcubo
Caminha para mim… Entrega-me a tua alma, a tua decência. Abro-te a porta para os meus sonhos, Mas calma, que esta inocente mente é imunda, E meu profano espÃrito, São peças de memórias de outrem. Mostro-te a pureza de uma criança, Mas cá dentro a perversão é feita de fogo. E lenta é a percepção do meu falso sorriso, Dos meus falsos olhos. Satisfaz-me apenas sem querer mais. Apenas quero que me mates o anjo, E jorres o seu sangue, e revela-me… Revela quem se esconde por dentro de mim. Liberta-me do fardo de não saber quem sou. Consciência, dá-me o caminho Para ser sangue e água outra vez! Dá um novo e longÃnquo lar A este hóspede que carrego em mim! Quero prescindir do escuro e à s estrelas subir. Sentir-me capaz de viajar no tempo, E deste mundo sair! Fecha-se uma porta sobre a vontade de partir Onde trancado respira... Respira o quê? Respira quem? Sentirá sede se eu lhe der água? Viverá na sombra se eu lhe der luz? Pela fechadura treme um grito O horror escondido por um sorriso Mais uma dose de um vÃcio Abatendo a vontade de querer ser Pelo desejo de no horizonte desaparecer Não quero mais pensar. Não quero mais escutar... Por uma gota de sangue pago uma vida De joelhos perante o animal que anseio ser Sentindo já seu pulsar Que comigo o mundo rondará Até um dia não mais viver.











