o apartamento B1 da torre TWILIGHT não está mais vago. quem se mudou para lá foi SHIN SUNMI, que tem 22 anos e, aparentemente, trabalha como/estuda INSTRUTORA NA GALERIA DE ARTES/ESTUDANTE DE ARTES. estão dizendo que se parece muito com JENNIE KIM, mas é bobagem.
bio.
nascida e criada em seul, os únicos lugares para os quais sunmi um dia viajou saíram de sua própria imaginação já que os poucos recursos financeiros da mãe traziam grandes limitações à vida familiar das duas. abandonada pelo marido quando se viu grávia de sunmi, a vida de jihyo se tornou um dos clichês mais crueis e comuns existentes na atualidade, vida de mãe solteira. sempre cuidadosa, corajosa e gentil, jihyo era professora da creche mais pobre do bairro, e mesmo com essa possibilidade, nunca passsou por sua cabeça deixar seus alunos para procurar uma outra escola que pagasse melhor e oferecesse mais.
apesar de desejar todos os dias por uma vida melhor do que tinha, sunmi não reclamava muito, cercada de ideias que brotavam em sua mente e pareciam nunca acabar, ela encontrou com a ajuda de um pincel e tinta, um lugar para o qual fugir sempre que a realidade se mostrava dura demais. desde rabiscos na parede de seu quarto às obras pintadas em óleo nas telas que repousavam delicamente sob o cavalete velho e com as dobras enferrujadas, era sempre a mesma euforia e a mesma sensação de liberdade.
a chegada dos 17 anos claramente não foi muito comum quando sunmi recebeu aprovação para um de seus milhões de requerimentos de bolsa para cursar artes em uma das poucas universidades do ramo na cidade, sendo que nenhuma delas era perto de ser próxima ao bairro precário que morou sua vida inteira. caminhar com suas próprias pernas e deixar a casa da mãe certamente não foi fácil, mas sunmi não estava nem um pouco disposta a arriscar a chance de uma vida melhor no ramo que amava tanto, mesmo que para isso tivesse que deixar as asas de sua mãe.
personalidade.
avoada, distraída, dramática, excêntrica e persistente, esses são apenas alguns dos adjetivos que conseguem explica sunmi. por conta da idade tenra com a qual deixou o convívio familiar, é bastante independente e preza constantemente por sua liberdade, tem dúvidas quanto à possibilidade de estar ligada a uma única pessoa para o resto da vida e apesar de fingir tranquilidade quando o assunto é esse, sente medo do que isso poderia significar para si mesma.
bastante bagunceira, é praticamente impossível vê-la sem o rosto sujo de tinta, além disso também não possui relógios em sua casa, nunca gostou de ser escrava dos minutos e dos segundos e das horas, mania que já causou diversas consequências negativas em sua vida como perder a hora de uma aula importante, esquecer de entregar algum trabalho e faltar um dia de prova. sendo assim, resolveu se render ao timer e ao próprio relógio do celular, apenas para que tivesse ciência de prazos (se você não pode contra a sociedade, junte-se a eles) mas APENAS do celular, sem relógios!
hoje.
desde que se mudou da casa da mãe e entrou na universidade, sunmi mora no mesmo prédio (que já viu dias melhores) e no mesmo apartamento (caindo aos pedaços e com uma fiação elétrica extremamente duvidosa), muito por conta da baixa numeração em sua conta corrente mas muito porque sente-se estranhamente ligada ao local, seja porque foi sua primeira moradia sozinha, seja por qualquer outro motivo estranhamente sobrenatural.
sunmi também tem como companheiro e fiel escudeira jiji, uma gata preta cuja mãe morava no apartamento um pouco antes se mudar. abandonada ainda filhote pela mãe por conta de uma deficiência genética que fez com que ela nascesse sem uma das patinhas. mais tarde sunmi acabou adotando o segundo gato - que já considerava o apartamento como dele - branco e cinza, chamado lune. ‘você sempre sempre foi meio arrogante como um príncipe’ à ele, ela dizia.
nunca foi possível existir sem precisar trabalhar. no início da faculdade somente se via possibilitada de trabalhar em locais que dessem retorno rápido e não tivessem absolutamente nada a ver com o que ela queria fazer da vida, hoje, trabalha como atendente na galeria e passar o resto do dia terminando quadros.
















