PYO YUNHEE; 24y — freelancer, clouds 201.
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PYO YUNHEE; 24y — freelancer, clouds 201.
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Wook observava enquanto a garota feliz e animada andava em sua frente com suas sacolas de compras. O biólogo havia dedicado o dia para dar um presente a Yunhee. Ela havia reclamado sobre a falta de material para estudar e que estava esperando receber um dinheiro para poder comprar o que faltava. Ele decidiu que seria uma boa ideia presentear a mesma com os materiais e livros que pesquisava, além de aproveitar para passar um tempo com a mesma, passeando por aí.
As coisas no laboratório andavam estressantes com a entrega final do projeto se aproximando, o rapaz só queria paz, e a Yunhee sempre surtia esse resultado no mesmo. Observou enquanto a garota adentrava a livraria, sentindo a briza do acondicionado passar por seu corpo quando a seguiu para dentro. - Você está com a lista dos livros? - perguntou, a seguindo por dentro do local.
Estaria completamente mentindo se falasse que não tinha ficado nenhum pouco maluca por causa daquilo. Já havia desistido de mentir para si mesma, àquela altura do campeonato, e já havia admitido o que estava inegavelmente escrito em cada canto do próprio coração: gostava de Kang Sungwook. Gostava de Kang Sungwook, e por isso, todo e qualquer momento que pudesse dividir com o mais velho era como uma pequena benção, uma alegria infinita invadindo-a o peito toda vez que pensava nele. Por isso, quando o rapaz havia se oferecido para passar com ela na livraria para comprar alguns livros que faltavam para que pudesse estudar, Yunhee quase havia tacado o celular na parede de tanta felicidade.
Estava saltitante, de verdade. Andava com pequenos pulinhos, um sorriso gigantesco e porcamente contido nos lábios rosados, a sacolinha de compras se balançando para frente e para trás conforme andava. — Uhum! Está tudo em mãos, Sungwook-ssi. — Afirmou, a voz do rapaz fazendo com que o coração pulasse só um pouquinho no peito. Andava de costas para as prateleiras, para poder olhá-lo com aqueles olhinhos brilhantes. — Obrigada por me acompanhar hoje, sério.
ynhxyw:
Pyo Yunhee não estava em seu comportamento normal. Definitivamente, nenhum pouquinho. Para começar que desde que Sungwook havia a convidado para o baile, a garota havia feito até mesmo um planner para conseguir terminar todos os freelances que tinha para fazer um dia inteiro antes do evento. Segundo que a menina passou a semana inteira antes do grande dia fazendo um skin-care digno de estrela de cinema. Terceiro que no dia antes do baile, com todos os trabalhos entregues e terminados, ela havia evitado consumir energéticos, tudo em prol de 22h estar já na cama para acordar e ter tempo de fazer tudo o que precisava fazer e ter o suficiente para se arrumar e estar perfeita e impecável antes que a campainha tocasse. E, ela definitivamente tinha conseguido todas essas coisas exceto que: havia terminado de se arrumar quase uma hora inteira antes do combinado dos dois. E, para o bom ansioso, uma hora inteira era mais do que tempo o suficiente para enormes neuroses, crises de ansiedade, e uma quantidade quase absurda de conferidas no espelho para garantir que sim, a maquiagem estava perfeita assim como nas últimas 5x, assim como o cabelo. O vestido estava sim passado e ajeitado — ainda bem, porque o dinheiro que havia gasto naquilo… Não queria nem pensar, sinceramente. E todas as neuras pareceram desaparecer da própria cabeça, e a mão ficou pendurada no meio do caminho para ajeitar uma mecha do cabelo que definitivamente não estava fora do lugar no segundo que a campainha tocou, sendo substituída por um nervosismo imenso.
Não queria parecer desesperada, mesmo que na realidade estivesse completamente desesperada para que ele percebesse que estava se esforçando para caralho para ganhar as afeições dele. Desde o convite, a pequena possibilidade de que ele sentisse sim algo por ela havia sido o suficiente para que a garota decidisse que não fugiria mais, e não ia mais fingir que não sentia nada por ele, quando estava completamente caidinha por ele. Por isso, quando os passos levaram-a em direção da porta, parecia que o coração tinha pulado já e ido parar nas mãos dele antes mesmo que abrisse a porta para ser abençoada com a visão que atormentaria os sonhos dormindo e acordados de Yunhee por muito, muito tempo. — W-Woah. Sungwook-ssi. — Os olhinhos se arregalaram, sem reparar em nada além dele, todo produzido e bonito, e um sorriso gigante se espalhou pelo rosto dela. Droga. Mesmo se não tivesse apaixonada antes, depois daquilo, seria impossível.
Sungwook poderia facilmente desistir daquele evento e se manter ali com a garota durante toda a noite, principalmente para que fosse o único a ter o privilégio de ver tamanha beleza pessoalmente. Pyo Yunhee era a mulher mais linda de todo o universo perante os olhos do rapaz, já a achava mais que perfeita em dias normais, mas quando ela se arrumava era apenas para aumentar a ideia do rapaz de que ninguém poderia superá-la. Fez questão de apenas observá-la da cabeça aos pés, o pequeno detalhe em seu cabelo que o deixava ainda mais bonito. A maquiagem doce e leve, que trabalhava com o tom de rosa que combinava com o rosto da garota. O vestido era ainda melhor, para Sungwook o vestido era o melhor que Pyo poderia usar, ele representa bem sua personalidade meiga e doce, mas ao mesmo tempo elegante, quase como um vestido de princesa. Um sorriso quase que vitorioso surgia nos lábios do rapaz, não conseguia evitar se sentir o homem mais sortudo do mundo por ter Yunhee como acompanhante naquela noite. - Você está linda. - comentou, dando um passo à frente, aproximando mais seu corpo do da garota. Esticou o buquê de flores para frente, tentando chamar a atenção da garota para o objeto. Esperava que ela gostasse das flores que escolhera, resolveu fazer um misto de flores pois não consegui escolher apenas uma- Achei que seria adequado trazer um presente- comentou enquanto aguardava que a mesma pegasse o buquê de sua mão. - espero que sejam do seu agrado- complementou, com um sorriso ainda maior nos lábios.
( FLASHBACK )
"eu salvei o país na minha vida passada?", foi o primeiro pensamento levemente coerente que atravessou a mente da menina, enquanto, parada em frente a porta aberta, os olhos de yunhee pareciam fixados em sungwook. "o imperador me devia algum favor?", se perguntou, porque aquela sorte não vinha tão facilmente assim na vida, muito menos na vida de pyo yunhee. então, a única explicação lógica que a coreana tinha para tudo o que vivia naquele momento — a fantasia digna de um conto de fadas, com direito à príncipe encantado e tudo —, era que ou ela tinha sido uma heroína na vida passada, ou que ela estava efetivamente usando toda a sorte que havia acumulado nesses anos todos de vida naquele momento. e a verdade? valia a pena. mesmo que ficasse completamente sem sorte e a deriva, valia a pena porque, no momento em que abriu a porta e deu de cara com o rapaz, sabia que aquela seria uma noite que nunca, absolutamente nunca, esqueceria.
porque ele parecia um sonho tomando vida. e ela era, com certeza, a pessoa mais sortuda e honrada do mundo por ser a companhia dele para a noite.
— eh?! — as palavras dele tiraram-a do transe que parecia estar, ainda absorvendo com os olhos todos os detalhes de como ele estava, e um rubor adorável e intenso se espalhou nas bochechas de yunhee. — olha quem fala! você está... lindo. absolutamente lindo. — murmurou, um bico nos lábios pintados pelo batom. porém, não durou muito, visto que assim que o buquê de flores se fez presente na própria frente, os olhinhos se encheram de lágrimas.
— sungwook-ssi! não precisava! omo! — os olhinhos pareciam brilhar tanto quando as pedrinhas presas no enfeite de cabelo, agora já com o buquê aninhado nos braços como se fosse a coisa mais preciosa do mundo inteiro para yunhee, porque de fato eram. ali, naquele momento, ela não queria nada além de que o tempo parasse e ela pudesse viver eternamente naqueles minutos onde a felicidade parecia transbordar de si. — você está brincando?! elas são perfeitas, as mais perfeitas de todas. — e sorriu, o sorriso mais doce e aberto que tinha dado em meses, e tudo por conta daquele rapaz que parecia nem saber o que fazia com o coração dela.
Sungwook nem ao menos se reconhecia, aquele nervosismo era algo que o rapaz nunca havia sentido. Desde o ensino fundamental sempre foi conhecido por ser o rapaz que não aceitava qualquer as declarações de amor vinda das meninas, até havia rumores de que era gay. Já havia ficado com mulheres, mas nunca foi um cara que conseguia namorar e manter um relacionamento, afinal estava sempre dedicando sua atenção aos seus estudos. Kang se via agora comprando flores, demorando mais de uma hora para escolher um terno na loja e levando horas para se arrumar. Tudo aquilo não fazia parte do normal de Sungwook, mas ele não se importava com isso no momento.
A verdade é que o rapaz estava cansado de fugir, ele não queria mais afastar Yunhee toda vez que sentia algo por ela. Agora, estava decidido em dar sinais para ela, fazer a garota perceber que ele era interessante e que ela podia gostar dele. Pelo menos era isso que ele desejava, queria que yunhee gostasse dele, se apaixonasse por ele. O rapaz respirou fundo enquanto usava o elevador para chegar ao andar da garota, sua mão segurava o buquê de forma nervosa. Tinha medo de que ela considerasse uma atitude exagerada, mas agora não voltaria atrás. Saiu do elevador, indo em direção a porta da mesma e tocando a campainha antes que pudesse pensar demais sobre suas escolhas.
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Pyo Yunhee não estava em seu comportamento normal. Definitivamente, nenhum pouquinho. Para começar que desde que Sungwook havia a convidado para o baile, a garota havia feito até mesmo um planner para conseguir terminar todos os freelances que tinha para fazer um dia inteiro antes do evento. Segundo que a menina passou a semana inteira antes do grande dia fazendo um skin-care digno de estrela de cinema. Terceiro que no dia antes do baile, com todos os trabalhos entregues e terminados, ela havia evitado consumir energéticos, tudo em prol de 22h estar já na cama para acordar e ter tempo de fazer tudo o que precisava fazer e ter o suficiente para se arrumar e estar perfeita e impecável antes que a campainha tocasse. E, ela definitivamente tinha conseguido todas essas coisas exceto que: havia terminado de se arrumar quase uma hora inteira antes do combinado dos dois. E, para o bom ansioso, uma hora inteira era mais do que tempo o suficiente para enormes neuroses, crises de ansiedade, e uma quantidade quase absurda de conferidas no espelho para garantir que sim, a maquiagem estava perfeita assim como nas últimas 5x, assim como o cabelo. O vestido estava sim passado e ajeitado — ainda bem, porque o dinheiro que havia gasto naquilo... Não queria nem pensar, sinceramente. E todas as neuras pareceram desaparecer da própria cabeça, e a mão ficou pendurada no meio do caminho para ajeitar uma mecha do cabelo que definitivamente não estava fora do lugar no segundo que a campainha tocou, sendo substituída por um nervosismo imenso.
Não queria parecer desesperada, mesmo que na realidade estivesse completamente desesperada para que ele percebesse que estava se esforçando para caralho para ganhar as afeições dele. Desde o convite, a pequena possibilidade de que ele sentisse sim algo por ela havia sido o suficiente para que a garota decidisse que não fugiria mais, e não ia mais fingir que não sentia nada por ele, quando estava completamente caidinha por ele. Por isso, quando os passos levaram-a em direção da porta, parecia que o coração tinha pulado já e ido parar nas mãos dele antes mesmo que abrisse a porta para ser abençoada com a visão que atormentaria os sonhos dormindo e acordados de Yunhee por muito, muito tempo. — W-Woah. Sungwook-ssi. — Os olhinhos se arregalaram, sem reparar em nada além dele, todo produzido e bonito, e um sorriso gigante se espalhou pelo rosto dela. Droga. Mesmo se não tivesse apaixonada antes, depois daquilo, seria impossível.
oceankangs:
Sungwook sentia como se estivesse vivendo em outro planeta, talvez tivesse se tornado o primeiro homem a habitar a lua e era tudo culpa da forma doce e animada de como a garota o encarava. A velocidade com que a mesma concordava com a cabeça gerava uma calma no coração do rapaz que era inexplicável, queria acreditar que tudo aquilo era uma confirmação de que a garota estava tão interessada nele quanto o rapaz estava nela. Não conteve a vontade que crescia em seu corpo de tocar levemente o rosto da mesma, deslizando seus dedos entre os cabelos que caiam em seu rosto, os levando para trás da orelha da garota.
Aproveitou para dar uma leve acariciada em sua bochecha rosada enquanto apreciava a visão privilegiada do rosto da mesma, que possuía graças a diferença de altura presente entre os dois. - Também estarei ansioso para vê-la! - afirmou, dando mais um passo em direção a garota. - Inclusive, não precisa se preocupar em continuar a arrumação da casa- comentou, ainda com um sorriso. - Vamos jantar e depois você pode se livrar de mim. - brincou, aproximando seu rosto do da garota e depositando um beijo em sua bochecha. Apenas se afastou da garota, pegando o celular e seguindo para o sofá, enquanto já abria o aplicativo de entrega, procurando as opções para o jantar. Se afastou com pressa apenas para que a garota não pudesse ver o sorriso bobo e sua cara mais vermelha que um tomate após a atitude ousada que havia tomado.
"Você está muito emocionada, Yunhee, pelo amor de Deus! Se contenha um pouco! Tenha um pouco de orgulho, de amor próprio e", todo o monólogo interno que tinha consigo mesma pareceu ir pelos ares no segundo em que o rostinho dele surgiu cada vez mais perto no campo de visão. Se tinha qualquer tipo de orgulho ou amor próprio tinha ido pro espaço junto com o monólogo porque como ela poderia ter qualquer dessas coisas e não ficar completamente emocionada com esse homem? Era impossível! Parecia que finalmente tinha encontrado o lugar onde pertencia depois desse tempo todo, o porto para o qual podia remar o resto do próprio barco e erguer a bandeira branca de rendimento, e sinceramente? Estava tão feliz por isso. Porém, a verdadeira pane no sistema (alguém me desconfigurou), tela azul, curto-circuíto havia vindo no segundo que os dedos quentes de Sungwook entraram em contato com a própria pele. Parecia que o mundo inteiro tinha parado de funcionar, e todas as células do corpo dela estavam acesas, atentas e em disparada, junto com o coração, e a cor inundou as bochechas dela com a força e velocidade de um tsunami.
— A-A-A-A-Ah! — Foi tudo que conseguiu falar naquele momento, os olhos arregalados fixos no rosto dele que estava tão perto que chegava a doer. A carícia dele parecia queimar e Yunhee estava mais que ansiosa para ser consumida pelas chamas. — S-S-S-Sungwook-ssi?! — Chamou-o num tom meio estrangulado, meio em pânico, meio sem saber onde no mundo estava. Estava surtando? Completamente. Tinha qualquer tipo de noção de como não parecer estar completamente surtando? Não. Nenhum pouco. Ele havia beijado-a na bochecha! Um beijo! Na bochecha! Mas um beijo! E Yunhee parecia que ia desmaiar ali mesmo, desmantelar em vários pedacinhos. Observou-o se afastar, uma das mãos tocando o lugar que segundos antes os lábios dele estiveram, os olhos mais arregalados ainda encarando todo o caminho que ele tinha feito até o sofá e demorando alguns segundos mais do que o necessário para descobrir como fazia as pernas funcionarem para seguí-lo até o móvel e sentar-se, sem nem conseguir tirar o sorriso gigante e completamente rendido da cara. A noite do baile seria uma montanha russa, mesmo e ela estava mais que ansiosa para isso.
⠀⠀━━━━⠀ [ PYO YUNHEE AT THE GALA ] ; ✨🌙
oceankangs:
Kang observava a expressão da garota preocupada, de repente o medo da rejeição começou a crescer dentro de seu peito. Ela se mantia apenas a encara-lo, sem qualquer expressão clara do que sentia, era torturante os pensamentos de que talvez ela o achasse estranho, intrometido ou até coisas piores. Talvez ela já tivesse um par e não queria ser grossa com ele, talvez ela tivesse namorado e ele estava ali passando vergonha. Todos os pensamentos corriam sua cabeça até que a reação da garota se modificou, do nada ela parecia surpresa, talvez ela estivesse tentando entender as intenções do rapaz com esse convite, o que talvez fosse ainda pior caso ela imaginasse algo errado. O coração do rapaz começou a se acalmar ao notar a vermelhidão na bochecha de Pyo, queria acreditar que aquilo era um sinal positivo. seus olhos se arregalaram com a reação da mesma, repousando o copo sobre a bancada novamente.
Agora eram as bochechas do rapaz que se tornam avermelhadas, o que só piorou com a reação animada da garota. Yunhee realmente havia acabado de aceitar seu convite, não havia sido rejeitado de forma vergonhosa, teria um encontro com a mesma no baile. A felicidade apenas crescia dentro do rapaz, querendo voar como fogos de artifícios. O sorriso da garota foi a chave para afastar toda e qualquer preocupação do mais velho. -Então iremos juntos!- apenas fez seu caminho até o outro lado da bancada, se aproximando mais da garota. - Eu posso te buscar na porta do seu apartamento e nós descemos juntos? - questionou com um sorriso bobo nos lábios.
Ainda segurava a vontade de beliscar as próprias bochechas. Aquilo só podia ser um sonho, uma alucinação, uma daquelas cenas de dorama onde a protagonista imagina toda a situação na própria cabeça e a realidade não podia ser mais diferente daquilo imaginado. Era a única explicação possível, sinceramente, porque se não fosse, a realidade era que realmente, realmente! Pyo Yunhee tinha acabado de aceitar ir ao baile com Kang Sungwook, ninguém mais, ninguém menos que o objeto das afeições dela faziam bons 6 meses. Pois isso, só podia ser um sonho, não? Claramente só podia ser um sonho. Então, porque parecia tão real? Porque parecia que realmente estava vivendo aquela situação impossível? Não conseguiu evitar e acabou mordendo a parte interior da bochecha, só pra confirmar que realmente estava vivendo e que aquilo estava acontecendo. E, quando a dorzinha chata e o gostinho de ferro ficaram presentes na boca, o alívio e euforia que encheu o peito da moça eram o suficiente para mandá-la flutuando pelos ares. Talvez Sungwook teria que amarrar uma cordinha no tornozelo dela para impedí-la de sair voando para os céus.
Ou não, provavelmente nem precisaria, pois só de ver as bochechas dele adorávelmente pintadas de vermelho e aquele sorriso que fazia todos os músculos dela virarem gelatina eram mais do que o suficiente para prendê-la exatamente ali: no chão, bem do ladinho dele, que agora estava tão perto. Sorriu ainda mais, as bochechas já doendo, quando assentiu com tanta veemencia que ficou até tonta. — Claro! Por favor! Eu vou ficar esperando ansiosa. — Respondeu, e não era nenhum pouco mentira.
oceankangs:
Sungwook andou na direção da cozinha, buscando um copo de água. Esperava que a água o ajudasse a acalmar o nervosismo que só crescia dentro de si, agradecia a todo e qualquer deus que o ajudasse nesse momento por ninguém está assistindo essa cena humilhante de um rapaz de 30 anos que não sabe como convidar uma garota pra sair. -Acredito que sim, parece que vai ser um grande evento. - Se virou novamente na direção da garota, encostando o corpo no batente da pia. - Você está sem par? - questionou, com os olhos piscando mais do que desejava. Se afastou novamente da pia, andando na direção da garota, fez questão de apoiar o copo na bancada em frente a ele, o único móvel que afastava os dois. - Digo porque comprei dois ingressos… - comentou, deslizando novamente a mão pela nuca, enquanto os olhos se mantinham presos ao da garota.
O coração de Kang era realmente seu maior inimigo, batia tão alto que fazia o rapaz se questionar a possibilidade de Yunhee está ouvindo daquela curta distância que se encontravam. - Se você quiser, poderíamos ir juntos- Finalmente as palavras haviam tomado forma, não aguentava mais a sensação de estar instalado com o que desejava dizer. - Claro que é apenas se quiser… - complementou rapidamente, buscando de volta seu copo d'água e bebendo um gole rápido.
— Parece até um evento super importante da alta-sociedade, né? — Apesar do tom de brincadeira, Yunhee não conseguia esconder as emoções conflitantes que tinha dentro de si, enquanto os olhos acompanhavam o homem caminhar até a pia e pegar um copo d'água. Estava curiosa para saber com quem ele ia, mas ao mesmo tempo, tinha medo de saber. Estava conflitante, e mesmo que os olhinhos castanhos estivessem meio-fixados na figura do rapaz, a mente da garota não parava de funcionar à 200km por hora. Estava tão presa no monólogo interno sobre como ele provavelmente iria com uma das modelos que viviam na outra torre, ou qualquer coisa assim, ou com uma professora legal da faculdade, que quase, quase mesmo, não escutou a pergunta dele. — Uh? Ah! Estou sim... — Respondeu, o lábio inferior preso entre os dentes, encarando-o mais uma vez e por um segundo a atitude toda nervosa dele cruzou a cabeça da Pyo como uma possibilidade. Ele parecia tenso desde que tinha entrado em casa, e agora piscava como se algo tivesse caído no olho. Será que estava desconfortável com a presença dela de novo?! Será que tinha feito algo que tinha o incomodado? Será que por um acaso o par dele era a nova namorada que não gostava que outra garota fosse à casa dele, mesmo que ela não significasse nada pra ele? Será que, será que, será qu--.
Oh... Oh! Num segundo, os pensamentos de Yunhee pareciam ir e vir sem parar, todas as péssimas possibilidades atravessando a cabeça num turbilhão de pensamentos horrorosos sobre como ele provavelmente tinha alguém melhor e ela não passava de um estorvo e um caso de caridade sumiram, e tudo o que restou foi uma grande tela azul. Os olhinhos piscaram uma, duas, três vezes, e sinceramente, ela até mesmo se perguntou se por acaso tinha ouvido errado, e teve que fisicamente segurar o impulso de beliscar as próprias bochechas para garantir que não estava sonhando ou alucinando alguma coisa. Os lábios se abriram levemente num pequeno "o", e repentinamente, o rosto da mocinha parecia tão vermelho que perto de um tomate maduro, ela ainda ganharia a disputa. O coração parecia que ia pular do próprio peito e cair bem ali, dentro do copo d'água de Sungwook. — Oh... Oh! — Cobriu a boca aberta com uma das mãos, parecendo se dar conta só naquele momento do que estava acontecendo ali. Aquilo era um convite certo? Era mesmo um convite? Ele por um acaso estava chamando-a para o baile? Estava. Estava mesmo e parecia tão nervoso quanto ela própria. O que poderia significar que... — QUERO! — Falou um pouco alto demais, o tom estrangulado com emoção, entusiasmo e incredulidade misturadas numa euforia que fazia um sorriso largo se espalhar pelo rosto bonito. — Q-Quero sim, Sungwook-ssi. Eu adoraria, na realidade. Seria incrível. Eu ficaria honrada. — Desembestou a falar, o nervosismo parecendo tomar conta dela inteira.
oceankangs:
Sungwook se sentia um completo ridículo toda vez que via Yunhee, a culpa desse sentimento estava todo no nervoso que sentia ao vê-la. Kang nunca foi alguém de se importar com a opinião dos outros sobre si mesmo, mas com Pyo a situação era completamente diferente. Tinha medo que ela achasse um playboy galinha que dá em cima de qualquer pessoa ou um inconveniente que não a deixa em paz, mas às vezes não conseguia controlar a urgência que sentia em se aproximar dela.
Deu passos na direção da mesma, sentindo o perfume dela flutuando pelo ar e invadindo seu sistema nervoso, bagunçando todas as ideias. - Não tinha reparado na mancha, vou tomar mais cuidado pra não te dar trabalho- afirmou, ainda sem entender de que mancha se tratava já que o banheiro parecia muito bem pela manhã, mas esse não era o foco dos seus pensamentos no momento. precisava achar uma forma de chegar ao assunto do baile, mas parecia ainda mais difícil do que o esperado. - Está sim! acabei saindo mais cedo pra conseguir comprar os ingressos pro evento do predio. - aproveitou a brecha para iniciar o rumo da conversa. - estava com medo de esgotaram muito rápido. - complementou, passando a mão por sua nuca. - Já comprou os seus? - Questionou de forma natural, mas tinha certeza que era possível notar o nervosismo em que suas mãos entravam nos bolsos da calça, tentando não mostrar a leve tremedeira.
Quase, quase mesmo, sentia pena de si mesma por estar tão caidinho no moço, que precisava mesmo inventar uma desculpa para ter esperado ele sem ficar completamente na cara que estava esperando-o chegar. Fazer o quê? Era difícil o suficiente ter que lidar com os sentimentos que tinha, e a ideia dele descobrir e consequentemente rejeitá-la e fazê-la abrir mão da pequena felicidade que tinha semanalmente de vê-lo estava completamente fora de questão. Qual é! Não estava machucando ninguém, e não era como se ela fizesse alguma coisa super errada e feia, não! Yunhee só gostava de ter uma desculpa para trocar mais do que duas frases com o rapaz, e ninguém poderia culpá-la. Exceto ela própria, que já se sentia culpada o suficiente por falar da mancha imaginária, pior ainda quando ele concordou que prestaria atenção para não dar mais trabalho. Como alguém podia ser tão atencioso e doce e gentil com uma simples faxineira? Praticamente impossível não se apaixonar pelo Kang, de verdade.
— Ah, não! Se não tiver o que limpar, eu não tenho motivo pra vir. — Se apressou em dizer, mexendo as mãos de maneira negativa. Realmente, era quase desesperador a ideia de não poder vê-lo. "Droga, eu realmente estou lascada, né?", pensou, fazendo uma pequena careta e voltando a se concentrar na pequena mancha imaginária que tinha no balcão ali, só porque a ideia de encará-lo e ficar vermelha como um tomate não era exatamente apelativa. — Ah! O baile! Os ingressos já estão a venda? — Claro que estavam, ela sabia muito bem disso, tinha ficado uns bons minutos encarando a barraquinha considerando se iria ou não. — Faz sentido, acho que bastante gente vai, né? — Sorriu, finalmente olhando-o por cima dos cílios, e não conseguindo evitar em dar um sorriso só de olhá-lo. — Ah..! Eu não comprei ainda não, na realidade... Eu não sei se vou...
Sungwook chegou mais cedo da faculdade, afinal sua pesquisa já estava mais do que encaminhada e o rapaz não precisava mais enlouquecer com as noites acordado. Kang não esqueceu de passar pela bancada de venda de ingressos para a festa de aniversário do condomínio, estava precisando relaxar e mesmo que não fosse um grande apreciador de festas, gostava da ideia de um baile de gala. O que o rapaz não entendeu muito bem foi o porque seu cérebro o fez pegar dois ingressos ao invés de apenas um, ou pelo menos fingia não saber. A realidade é que havia pensando em Yunhee quando pediu pelos ingressos, ridículo não era? Estava pedindo ingresso para uma pessoa que ele nem sabia se queria ir ao evento e muito menos se queria ir com ele, mas ainda assim não exitou ao entregar o dinheiro para a funcionária.
Subiu o elevador questionando a si mesmo de como chamaria a garota para acompanhá-lo sem parecer um completo estranho dando em cima dela. Pediu a todo e qualquer deus que quisesse ajudar para que não o deixasse gaguejar durante o pedido e o fizesse parecer um cara atraente. Ao abrir a porta do apartamento, pode ouvir o barulho da garota do lado de dentro, um pequeno sorriso surgiu em seus lábios ao descobrir que não precisaria. - Boa tarde, Yunhee. - disse, buscando receber a atenção da mesma, enquanto colocava sua bolsa sobre a bancada da cozinha. - Ainda está por aqui? - Questionou, tentando puxar mais assunto.
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A situação de Yunhee atualmente era mais ou menos como uma sinuca de bico, se precisasse fazer uma comparação justa. Claro, desde que haviam tido uma pequena — e muito desconfortável conversa —, a convivência entre os dois tinha voltado a ficar melhor, o que era bom. A parte ruim era que estava cada vez mais difícil manter a compostura e fingir que não tinha uma quedinha (penhasco) pelo biólogo estava ficando cada vez mais difícil. Tudo isso porque quando ele aparecia, com aquela carinha adorável e o sorriso mais lindo que sinceramente era desumano de tão bonito, o cérebro geralmente muito funcional, desconfiado e com o instinto de se afastar de qualquer ser-humano vivo parecia entrar em curto circuíto e virar gelatina, e tudo que ela conseguia fazer era sorrir de volta, derreter e sentir aquelas malditas borboletas fazerem a festa no próprio estômago. Extramente inconveniente, sinceramente!
Por isso estava pronta para simplesmente passar o tal do "baile de gala" do condomínio trancafiada em casa, na segurança das quatro-paredes do próprio quarto, sem a menor possibilidade de ver Sungwook num terno bonito, provavelmente dando risadinhas com uma garota bonita e muito melhor que ela. Ia ser realmente humilhante, principalmente sabendo que provavelmente a visão dele todo arrumado ia atormentar os próprios pensamentos e sonhos por semanas à fio. Patético, de verdade, ficar tão afetada por uma pessoa que não estava nenhum pouco interessada em si. E meio masoquismo, continuar vindo limpar e organizar a casa dele, e sempre sair com o perfume do rapaz literalmente impregnado em cada parte do próprio corpo e o coração desejoso. E toda a convicção dela parecia ir pro brejo no momento em que ouvia a fechadura da porta, fazendo com que um enorme sorriso se brotasse nos lábios dela, e a música brega e romantica que estava ouvindo e cantarolando quando ele chegou fizesse todo o sentido do mundo. — Sungwook-ssi! — Cumprimentou, ajeitando os cabelos no rabo de cavalo e se aproximando. — Acabei demorando um pouquinho mais do que o costume porque tinha uma mancha bem feia no banheiro? Aí demorei pra tirar. Chegou cedo, está tudo bem? — Mentira esfarrapada, não tinha mancha nenhuma, ela só queria mesmo vê-lo um pouquinho antes de ir pra casa.
oceankangs:
A imagem de Yunhee despertando em seus braços era tão clara quanto a água do mar, podia relembrar cada detalhe de seu rosto. Os lábios avermelhados, cabelos bagunçados, a pele clara e aparentemente macia, porém eram seus olhos que não deixavam com que Kang respirasse. Era como se o replay deles se abrindo lentamente e o encarando logo pela manhã tocasse sem parar em sua mente. Um looping vicioso que o rapaz não teria qualquer problema em viver durante todos os dias de sua vida.
Sungwoo precisava controlar suas mãos nervosas dentro dos bolsos, talvez não fosse mais seguro ter a garota como funcionária. Estava se tornando um grande problema vela todo dia, às vezes nem precisava ver propriamente, apenas a lembrança de que poderia encontrá-la ainda em seu apartamento o fazia querer correr para casa. E ali estava novamente a vontade incontrolável de beijá-la, era só seus olhares se encontrarem que uma descarga de energia surgia no corpo de Kang e ele nem sonhava em desviar. Precisaria estar completamente maluco para perder a chance de observar aquele olhar meigo e doce da garota, gastaria cada segundo que lhe fosse dado para gravar aquela cena em sua mente e nunca mais esquecer. O sorriso bobo apenas escapou de seus lábios quando a mesma desviou o olhar para o chão, seguido pela pergunta. Yunhee provavelmente não sabia que precisaria muito mais de umas ignoradas para afastar a determinação de Sungwook. - Podemos.. - respondeu, dando mais um passo para perto da mesma, buscando diminuir todo aquele espaço que existia entre eles, tanto físico como abstrato. - Se você quiser, podemos. - fez questão de enfatizar, talvez assim ela percebesse que na realidade ele faria tudo o que ela quisesse, mesmo que nem ele entendesse o por que. - Tem algo que você esteja com vontade de comer? - questionou, levando uma das mãos ate a nuca, apenas para aliviar o nervoso que sentia.
"Como exatamente você pretende comer junto com ele, se você nem consegue olhar pra cara do rapaz sem pensar coisas extremamente impróprias, Yunhee-ssi?", era o que a voz na cabeça da coreana dizia, e tinha um ótimo ponto, sinceramente. Yunhee de fato não conseguia mais olhar para o rosto de Sungwook sem lembrar daquela manhã, e ter a cabeça inundada com pensamentos sobre como a pele dele era macia contra o próprio rosto, como os cílios dele eram adoráveis e ele tinha a cara amassada de sono mais bonita de todo mundo. Sobre como ela queria que aquilo não fosse um acidente, e sim uma coisa comum, que acontecia todos os dias. Yep. Era um problema que ela não tinha pensado antes de deixar com que o pedido escapasse-a os lábios, e o pior? Ele tinha aceitado tão rápido que ela realmente se questionava se estava imaginando coisas ou realmente existia a possibilidade de... qualquer coisa? Repentinamente, o chão parecia extremamente interessante novamente, os olhos grudados no piso recém-limpo como se fosse a maior obra de arte do universo. Não tinha coragem para encará-lo, não quando ele estava perto o suficiente para que a presença dele não fosse mais só "alguém ali" e virasse uma onda de calor leve perto dela mesma.
— Você é gentil demais comigo, Sungwook-ssi. — murmurou baixinho, cobrindo o rosto com uma das mechas do próprio cabelo. Que saco! Ele era tão doce, e tão gentil, e tão amável, e Yunhee não conseguia evitar querer mais dele. Ficar mais perto dele. Provavelmente fazer qualquer coisa que ele quisesse, se ele pedisse. — Escolhe você, dessa vez. A última vez fui eu quem escolhi. — Fez um biquinho, finalmente olhando-o de soslaio e não contendo uma risadinha baixa de escapar dos lábios. Parecia que ele estava tão nervoso quanto ela, e isso, por algum motivo, fazia com que a menina se acalmasse um pouquinho mais.
oceankangs:
Sungwook não sabia dizer se tinha uma enorme sorte ou um grande azar, a realidade é que ele estava feliz em vê-la. Já fazia sete dias e sete noites que pensava na garota, sonhava com ela, revivendo as memórias em sua mente, apesar de vê-la o tempo todo no campo imaginário, não fazia ideia de que sentia tamanha falta de estar frente a frente com a mesma. Seu coração saltava dentro do peito, sua vontade era de se aproximar, diminuir aquela distância que parecia um penhasco entre eles, mas tinha medo de contribuir pro aumento dele. A pressa expressada pela garota era uma facada direta no coração do rapaz. Talvez ele já tivesse contribuído para o aumento da distância entre eles no instante em que acordou naquela manhã. Tinha plena certeza de que seu rosto havia deixado óbvio o que sentiu, Yun Hee precisaria ser mais ingênua que uma princesa de conto de fadas para deixar aquela informação passar. - Não precisa! pode ficar a vontade. - foi rápido em responder, tentando evitar que a mesma saísse correndo. - Eu posso ficar no quarto para não te atrapalhar. - sugeriu, esperando do fundo do coração que ela negasse, que o pedisse pra ficar a vontade pela casa e que eles pudessem jantar juntos como faziam sempre que a mesma terminava o trabalho. Seus olhos caçavam o da garota, buscando por qualquer sinal positivo, suas mãos escorregaram para dentro do bolso, tentando disfarçar o nervoso que crescia nele. - Você já jantou? posso pedir uma comida para você! - questionou, dando apenas dois passos para mais perto da garota, o que era suficiente para que pudesse sentir seu maldito perfume doce. Aquele cheiro havia intoxicado sua mente durante todo esse tempo, quase como uma droga e agora não era diferente, sentia que poderia perder o controle sobre seu corpo a qualquer momento.
O jeito com que o próprio coração parecia dar cambalhotas no peito só de ouvir a voz de Sungwook fazia a garota franzir as sobrancelhas. "Você está perdidinha, né? Fodida, completamente fodida.", e realmente estava. Não sabia quando foi que havia começado, nem porquê, mas ainda assim, ela estava. Pyo Yunhee estava completamente gostando de verdade de Kang Sungwook, e não fazia muito sentido negar isso mais. O problema, porém, era que Yunhee era Yunhee, e à nível d'ela mesma, todas as atitudes e coisas que o rapaz faziam para ela eram apenas pena. Porque ela claramente não era, e provavelmente nunca seria boa o suficiente, merecedora suficiente, num geral o suficiente para ser o alvo dos afetos do rapaz. Ela era uma fracassada, patética, com um monte de problemas, e suja. Tão suja e maculada. Como alguém tão bom poderia se interessar com alguém como ela?
— O-Oh! Não precisa, não! É sua casa, você deve ficar à vontade, Sungwook-ssi! — As palavras saíram mais apressadas do que ela realmente esperava, o rosto finalmente virando-se para cima e encarando-o no rosto. E foi só os olhos caírem sobre a figura dele que as lembranças daquela manhã inundaram-a mente. O coração parecia que ia sair pela boca, e as palmas das mãos ficaram suadas, as bochechas se enchendo do mais adorável vermelho. Que inferno! Ela não era idiota, e sabia muito bem o que ele queria, e Deus! Como ela queria que ele tivesse feito. Como ela queria com cada parte de si mesma que ele simplesmente tivesse beijado-a até que ela esquecesse o próprio nome e todas as dores que tinha. Porque, de alguma forma, Yunhee sentia que se havia alguma pessoa que pudesse curar todas as feridas abertas que ela ainda tinha, essa pessoa definitivamente era Sungwook. Era algo sobre o jeito dele, ou a forma que ele sorria e falava. Ou qualquer uma daquelas besteiras. — De verdade. Pode ficar tranquilo, eu vou terminar rápido. — Murmurou, desviando o olhar e voltando-se para o rodo com o pano que tinha no chão, o cheiro agradável de desinfetante enchendo o ar da sala, e se misturando com o perfume dele. Era um inferno mesmo. — Oh? — Surpresa, sinceramente. Novamente, os olhos voltaram-se para o homem, a expressão não conseguindo conter a surpresa que sentia. Ele ainda queria falar e passar tempo com ela depois daquele dia? Depois que ela praticamente havia fugido dele a semana toda? Ignorado as mensagens e cumprimentos no corredor, e se enfurnado em casa como a boa covarde que era. — ... Podemos comer juntos? — Sussurrou, olhando para o chão novamente, colocando uma das mechas do cabelo por trás do rosto.
Estava com muita vergonha, mas ao mesmo tempo, tão feliz que podia sair flutuando.
De longe aquela semana estava sendo a mais complicada da vida de Sungwook, não estava conseguindo se concentrar em nenhuma das atividades que tentava fazer, nem mesmo nas suas corridas matinais que tanto gostava. Ele adoraria que isso fosse resultado de qualquer outra coisa que não envolvesse Yunhee. A imagem da mesma amanhecendo em seus braços depois da noite conturbada que tiveram por conta do curto que rolou no complexo, nada do que aconteceu ali saia de sua cabeça.
Era ridículo sentir vergonha daquilo, afinal foi apenas um acidente que aconteceu pela falta de espaço naquela cama de hotel, mas a vergonha estava mais ligada ao sentimento do rapaz do que ao acontecimento propriamente dito. A verdade é que tinha medo de Shin tivesse percebido a vermelhidão que crescia em seu rosto ao vê la em seus braços, mas acima de tudo esperava que ela não tivesse notado a vontade que teve de beijá-la, mesmo sabendo que seu rosto provavelmente não foi capaz de esconder essa parte. Tudo aquilo era insano, nem se lembrava da última vez que se interessou por alguém e agora estava ali gritando por uma situação que nem podia controlar.
Saiu do elevador, procurando as chaves no bolso da frente da mochila, queria se jogar na cama e dormir por horas para esvaziar a mente o mais rápido possível. Ele só não contava que ao abrir a porta e adentrar o apartamento, daria de cara com a pessoa que bagunçava sua mente a semana toda. piscou os olhos algumas vezes pra ter certeza de que não era mais um de seus devaneios, finalmente percebendo que se tratava da realidade. - Olá! - Fez uma pequena reverência para ela, deixando a bolsa no local correto- Achei que você já teria acabado a esta hora- afirmou, levando a mão até a nuca,bagunçando o cabelo do local.
@ynhxyw
Sabe quando aquela frase "esse é um problema para a futura eu", sai pela culatra? Era exatamente o que estava acontecendo na vida de Pyo Yunhee naquela semana. Cerca de sete dias atrás, todo aquele incidente estúpido (não de verdade) e inconveniente (um pouco, mas valeu a pena) da queda de energia no prédio havia acontecido. Cerca de sete dias atrás a "Yunhee do passado" havia decidido dividir um quarto de hotel com o estúpido (super amável e gentil) e idiota (e ridiculamente bonito e atraente) vizinho que havia trombado no caminho. Cerca de uma semana atrás, Yunhee tinha tido a provavelmente melhor noite de sono que já havia tido nos últimos seis meses, e acordado tranquilamente, sem gritar com pesadelos, ou sufocando com ar graças à algum barulho. Não. Ao invés disso, a garota havia acordado rodeada por um calor ao mesmo tempo tão familiar e certo quanto era peculiar e estranho. Quando abriu os olhos, a primeira coisa com que foi presenteada (literalmente, nesse sentido mesmo), havia sido o rosto de Sungwook, com a expressão tão adorável e linda que sentiu o coração ao mesmo tempo que apertar, pular no peito como se tivesse acabado de correr a mais longa das maratonas, e não acabado de acordar. E o pior de tudo? Mesmo se Yunhee fosse completamente burra e inocente (o que ela era, um pouco, em questão de relacionamentos pelo menos), ela seria capaz de entender o que a expressão dele dizia, e o pior-do-pior de tudo? Cada átomo e célula no corpo da Pyo queria aquilo tanto quanto ele, praticamente implorando para que ele cedesse e desse aquele primeiro passo que ela nem em um milhão de anos seria capaz de dar.
Porém, como a vida era a vida, e Yunhee era Yunhee, fazia mais ou menos uma semana que estava evitando Sungwook como o diabo foge da cruz. Como se o rapaz fosse a própria praga. Porque era isso o que ela fazia com problemas, coisas e sentimentos que não queria lidar: ela fugia e evitava até que desaparecessem ou ficassem tão fora de mão que ela era obrigada a lidar com aquilo pessoalmente. E, sinceramente? Ela sequer tinha tido coragem o suficiente de ter tido "coragem o suficiente para admitir que você gosta dele, sim, Yunhee!", foi o que a melhor amiga havia dito. E foi por isso que no segundo que o som das chaves virando na maçaneta da porta alcançou-a os ouvidos, ela só faltou fazer o Scott Pilgrim e voar para fora de uma janela. Tudo isso para não ter que olhar para aquele rosto que vinha atormentando cada pensamento acordado, e sonhos dela fazia algum tempo já. Mais tempo do que ela queria admitir no momento. E que nos últimos dias parecia não sair de trás das pálpebras fechadas, ou dos devaneios que tinha.
— A-Ah. Sungwook-ssi. Olá. — Curvou-se ridiculamente formalmente para ele, o rosto completamente corado como um tomate — Eu sinto muito, muito mesmo. Acabei me atrasando um pouco hoje — mentira, ela havia enrolado por medo de encontrá-lo em casa — , mas eu posso terminar outro dia! Amanhã! Pode ficar à vontade, eu já estou indo embora. — É, Yunhee, muito sutil e discreta, realmente. Merecia até um prêmio. A missão "não deixar com que Sungwook-ssi descobrir que você tem um crush nele" oficialmente tinha ido pela culatra.
ynhxyw:
— o que raios deu em mim? — foram as primeiras palavras que a garota havia soltado desde que havia entrado às pressas dentro do quarto, uns 15 minutos atrás. estava com as costas encostadas na porta, uma mão sobre o peito, tentando acalmar o coração completamente frenético e acelerado que pulava feito um doido no peito. — jjinja! yunhee! — resmungou, sentindo o rosto inteiro esquentar e não precisava ser um gênio para saber que estava completamente vermelha. feito um tomate. um tomate burro e impulsivo, inclusive. — okay, foco. foco, foco, foco. — repetia a palavra como um mantra, finalmente conseguindo se mover da posição que estava sem parecer que os pés estavam colados no chão. ela tinha de ser rápida. não sabia quanto tempo sungwook demoraria para vir, e não podia correr o risco dele pegá-la no banho, ou pior, de toalha ou qualquer coisa assim.
sungwook. a simples menção do nome do rapaz fazia com que o coração de yunhee se acelerasse, e o corpo inteiro se inundasse com uma sensação quente e acolhedora, um sorriso idiota começando a se formar nos lábios. não sabia quando havia começado, porém, mas sabia (e claramente negava como se a própria vida dependesse disso) que o homem adorável do apartamento do lado havia já tomado um espaço importante no próprio coração. respirou fundo uma vez antes de finalmente começar a mover-se, porém, os pensamentos sobre o kang ainda inundando-a a mente enquanto largava a bolsa sobre a cama — não ia, definitivamente não mesmo, pensar sobre o fato de que havia apenas uma, e que teria de dividi-la —, pegar a toalha e enfiar-se no banheiro, tomando o banho mais rápido da própria vida. queria tirar o cheiro de energético e salgadinho da pele, e queria parecer agradável pra ele. o que levou-a ao segundo problema da noite: a roupa. sabia que ele havia dado permissão, mas ainda assim, pedindo um milhão de desculpas para o vento, abriu só um pouquinho a mala dele, pegando a primeira camiseta que viu e colocando-a por cima da roupa íntima e do shorts de ginástica que — milagrosamente! — tinha socado na própria mochila antes de sair igual uma doida desvairada. e foi bem a tempo! ouviu a batida na porta e imediatamente o corpo todo tornou-se tenso. — p-pode entrar! e-estou pronta, já! — falou, se amaldiçoando em 25 línguas na cabeça por ter gaguejado. não estava num dorama, oras bolas! não precisava estar tão nervosa. — deu tudo certo? eu não recebi nenhuma notificação… — falou, virando de frente para o rapaz, a toalha de banho ainda trabalhando nos longos fios úmidos de cabelo dela, olhando o celular apagado em cima da cama.
Kang precisou de muita força para não derrubar tudo que segurava ao entrar naquele quarto. Rapidamente colocou a comida sobre a mesa que havia ao lado da porta, sem tirar os olhos da garota por nem um segundo que fosse. O rapaz definitivamente não estava preparado para a imagem de Yunhee vestindo sua camiseta, em um quarto de hotel enquanto secava os cabelos com a toalha, Wook claramente não era o tipo de cara que se importaria com esse tipo de coisa ou imaginária coisas tão facilmente, mas Pyo Yunhee era linda. Não era a primeira vez que sua mente gritava aquele fato para ele, mas era a primeira vez em que esse detalhe se tornava tão claro aos olhos do rapaz ao ponto de esquecer como respirar. Ele queria gritar para que tudo dentro de si parasse de analisar a garota, para que ele pudesse apenas agir como um homem normal e decente, mas no momento se sentia como um adolescente de 15 anos se apaixonando pela colega de escola em um passeio de campo, talvez o momento mais clichê existente em todos os dramas da coreia do sul, mas ele não estava em um programa de TV. Queria esquecer a palavra paixão e fingir que a possibilidade de se sentir atraído por Yunhee se quer passou pela sua mente, mesmo que fosse a coisa mais difícil de se fazer naquele momento.
Desviou o olhar da mesma, levando para qualquer outro canto do quarto, enquanto coçava sua nuca, acompanhado de um pigarro na garganta. - Eu acabei pagando tudo… - comentou, apenas se lembrando que haviam combinado que a garota pagaria.- acho que me distraí e esqueci nosso combinado. - completou, dando um sorriso envergonhado, ele pedia a todo e qualquer deus que não deixasse suas bochechas corarem naquele momento, ele precisava parecer pleno. - Mas não se preocupe com isso agora! Você deve estar com fome. - comentou, dando os primeiros passos reais para dentro do quarto. - Pode começar a servir, eu vou tomar um banho rápido! - finalizou, enquanto pegava a mala que havia trazido e carregava.
"fodeu.", foi a única coisa que cruzou a mente de yunhee no segundo em que a porta abriu e sungwook apareceu do outro lado. "fodeu completamente.", pensou, os olhos ainda levemente fixados na figura masculina que parecia ter sido atingido por um raio. será que era tão desconfortável assim para ele estar perto dela naquele momento? pyo yunhee sentiu-se repentinamente pequena e sem jeito. era claro que ela não era nada, e que claramente nunca teria nenhuma chance com um cara tão incrível quanto o biólogo, mas ainda assim, ver a mudança de atitude dele fez com que o coração se doesse no peito, tão apertadinho que parecia que iria explodir. havia desviado o olhar do rapaz, focando-se finalmente em secar os cabelos delicadamente, sem querer encará-lo novamente. era um pouquinho difícil entender a situação. e imaginava que estava sendo completamente egoísta por tê-lo arrastado para lá junto consigo.
— yah! sungwook-ssi! — apontou o dedo de forma acusatória quando ele explicou que havia pago as coisas sozinho. aquilo claramente significava que não haveria uma próxima vez, como haviam combinado. e aquilo doeu mais do que provavelmente deveria ter doído. não que yunhee achasse qualquer coisa, mas era como ter uma comprovação de que não era o bastante. — tudo bem. bom banho. — acabou falando, sem se prolongar muito no assunto, a voz baixinha e contida. engoliu a seco, observando-o entrar de fato e pegar a mala, indo ao banheiro. "droga", pensou, finalmente sentando-se numa das cadeiras que haviam ali. era um quarto simples, mesmo, afundando-se ali e cobrindo o rosto com as mãos. não podia ficar assim, ou o clima ficaria péssimo. então, acabou fazendo o que sempre fazia quando os sentimentos eram demais para lidar: pegou o computador, colocando-o em cima da mesa depois de ajeitar as coisas certinho ali, fora das sacolas, e afundando-se na tela, começando a traduzir (tentar, claramente sem jeito porque 1) um rapaz estava tomando banho ali. 2) um rapaz muito bonito, diga-se de passagem, e que havia feito residência permanente nos pensamentos dela nas últimas semanas. 3) e ele basicamente tinha dado um fora nela. nem se deus quisesse ela seria capaz de traduzir uma palavra naquele momento), esperando-o sair do banho para tentar alguma interação.
ynhxyw:
“você deve ter fetiche em passar vergonha na frente do sungwook-ssi, né não, yunhee?”, foi o que aquela vozinha irritante — popularmente conhecida como voz da razão de yunhee — falou quando a situação toda se seguiu. pois é, se ele não estivesse ali, ela estava completamente ferrada. completamente perdida. provavelmente, se não tivesse trombado com ele, teria voltado para o próprio apartamento para continuar se afundando em ansiedade e arrependimento, sem ser capaz de sair de casa e procurar um hotel. — sungwook-ssi, eu estou te devendo a minha vida, a partir de hoje, de verdade. — falou, se curvando numa reverência extremamente formal, sentindo mais ainda o coração acelerar igual maluco e novamente ficar vermelha. devia ver um cardiologista, de verdade. — e-então eu vou indo primeiro. aqui. — tirou a carteira de forma desajeitada da bolsa, tirando o cartão — é só aproximar, vai aparecer no meu celular quando tudo estiver certo. eu vou subindo, então? qualquer coisa, é só me mandar uma mensagem? — estava aproveitando a oferta para desaparecer por uns minutos e tentar controlar o coração e a mente? sim. definitivamente. mal esperou por uma resposta do rapaz, porém, pegando a chave do quarto e escapando para cima e fazendo de tudo para conseguir se acalmar, tomar um banho e trocar de roupa no meio tempo em que ele não subia também.
Sorriso sincero para a mesma, ficava feliz de ter sido a pessoa que a ajudou porque sabia o quanto ela não merecia passar as dificuldades que teria naquela noite. O apagão realmente havia pego todos de surpresa, ainda bem que Wook era metódico e sempre tinha uma mala pronta, já que vivia em constantes viagens entre Seul e Busan. Estendeu a mão, pegando a carteira da mesma e concordando com a cabeça para as explicações da mesma. Wook observou até que a garota tivesse sumido de sua visão, para focar no pedido. Solicitou o que desejava, agradecendo ao atendente, nem se deu ao trabalho de usar o cartão da garota para pagar, afinal sabia o quanto ela ralava para conseguir se manter e estudar, então preferiu apenas a recompensar com comida de graça.
Esperou alguns minutos até ouvir seu nome ser chamado, pegando a caixa de pizza e a sacola de bebidas que havia solicitado junto a comida, para então seguir em direção ao quarto. Estava sentindo uma ansiedade que era desconhecida por ele até então, talvez fosse pelo fato de dividir um quarto com uma mulher e ele estava mais que desacostumado a isso. Andou o corredor devagar, esperando dar mais espaço para que a garota pudesse terminar de se arrumar e não atrapalhar a mesma. Ao chegar na porta, não se deu o direito de entrar, apenas deu pequenos toques na porta. - Sou eu, Sungwook!. - avisou para que ela não se assustasse. - Posso entrar? - Preferia pedir autorização para não cometer nenhuma gafe.
— o que raios deu em mim? — foram as primeiras palavras que a garota havia soltado desde que havia entrado às pressas dentro do quarto, uns 15 minutos atrás. estava com as costas encostadas na porta, uma mão sobre o peito, tentando acalmar o coração completamente frenético e acelerado que pulava feito um doido no peito. — jjinja! yunhee! — resmungou, sentindo o rosto inteiro esquentar e não precisava ser um gênio para saber que estava completamente vermelha. feito um tomate. um tomate burro e impulsivo, inclusive. — okay, foco. foco, foco, foco. — repetia a palavra como um mantra, finalmente conseguindo se mover da posição que estava sem parecer que os pés estavam colados no chão. ela tinha de ser rápida. não sabia quanto tempo sungwook demoraria para vir, e não podia correr o risco dele pegá-la no banho, ou pior, de toalha ou qualquer coisa assim.
sungwook. a simples menção do nome do rapaz fazia com que o coração de yunhee se acelerasse, e o corpo inteiro se inundasse com uma sensação quente e acolhedora, um sorriso idiota começando a se formar nos lábios. não sabia quando havia começado, porém, mas sabia (e claramente negava como se a própria vida dependesse disso) que o homem adorável do apartamento do lado havia já tomado um espaço importante no próprio coração. respirou fundo uma vez antes de finalmente começar a mover-se, porém, os pensamentos sobre o kang ainda inundando-a a mente enquanto largava a bolsa sobre a cama — não ia, definitivamente não mesmo, pensar sobre o fato de que havia apenas uma, e que teria de dividi-la —, pegar a toalha e enfiar-se no banheiro, tomando o banho mais rápido da própria vida. queria tirar o cheiro de energético e salgadinho da pele, e queria parecer agradável pra ele. o que levou-a ao segundo problema da noite: a roupa. sabia que ele havia dado permissão, mas ainda assim, pedindo um milhão de desculpas para o vento, abriu só um pouquinho a mala dele, pegando a primeira camiseta que viu e colocando-a por cima da roupa íntima e do shorts de ginástica que — milagrosamente! — tinha socado na própria mochila antes de sair igual uma doida desvairada. e foi bem a tempo! ouviu a batida na porta e imediatamente o corpo todo tornou-se tenso. — p-pode entrar! e-estou pronta, já! — falou, se amaldiçoando em 25 línguas na cabeça por ter gaguejado. não estava num dorama, oras bolas! não precisava estar tão nervosa. — deu tudo certo? eu não recebi nenhuma notificação... — falou, virando de frente para o rapaz, a toalha de banho ainda trabalhando nos longos fios úmidos de cabelo dela, olhando o celular apagado em cima da cama.
oceankangs:
Um suspiro se acumulou dentro de Sungwook, o que teria sido da mesma se ele não houvesse se esbarado com ela aquela noite. -Acho melhor você ir primeiro pra ter mais privacidade. - O mesmo deu um leve sorriso enquanto observava a cara de preocupada que a mesma esboçava no momento. - O rapaz deixou a minha mala no quarto. - comentou. - Pode ficar a vontade para escolher um dos pijamas pra dormir. - o mais velho levou a mão até a nuca, bagunçando um pouco seus cabelos. Era a forma que ele encontrava para diminuir o pequeno nervosismo que crescia em sua barriga.
"você deve ter fetiche em passar vergonha na frente do sungwook-ssi, né não, yunhee?", foi o que aquela vozinha irritante — popularmente conhecida como voz da razão de yunhee — falou quando a situação toda se seguiu. pois é, se ele não estivesse ali, ela estava completamente ferrada. completamente perdida. provavelmente, se não tivesse trombado com ele, teria voltado para o próprio apartamento para continuar se afundando em ansiedade e arrependimento, sem ser capaz de sair de casa e procurar um hotel. — sungwook-ssi, eu estou te devendo a minha vida, a partir de hoje, de verdade. — falou, se curvando numa reverência extremamente formal, sentindo mais ainda o coração acelerar igual maluco e novamente ficar vermelha. devia ver um cardiologista, de verdade. — e-então eu vou indo primeiro. aqui. — tirou a carteira de forma desajeitada da bolsa, tirando o cartão — é só aproximar, vai aparecer no meu celular quando tudo estiver certo. eu vou subindo, então? qualquer coisa, é só me mandar uma mensagem? — estava aproveitando a oferta para desaparecer por uns minutos e tentar controlar o coração e a mente? sim. definitivamente. mal esperou por uma resposta do rapaz, porém, pegando a chave do quarto e escapando para cima e fazendo de tudo para conseguir se acalmar, tomar um banho e trocar de roupa no meio tempo em que ele não subia também.
find me on the space station. || pyo yunhee, 24y. — like a telescope, i'll pull you so close 'till no space lies in between.