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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

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QUI TOTUM VULT TOTUM PERDIT
boggart-banishing: um não-ser que assume a forma do pior medo de quem o vê. obscurus: uma força da trevas instável e incontrolável. quando um obscurial perde o controle, o obscurus prontamente o assume, causando um tormento intenso ao obscurial, além de sua destruição e morte.
Há alguns dias Micaiah havia notado uma estranha movimentação na floresta proibida e embora tentasse rastrear a energia estranha que sentia sempre que passara por perto de lá, somente naquela noite não perdera o rastro. Assim que os olhos se focaram na criatura se materializando a sua frente, teve certeza do que era. Um certo pânico rapidamente se alastrou pelo seu corpo, em escala menor do que certamente aconteceria se aquilo fosse real, mas era o suficiente para que o fizesse regredir alguns passos, esbarrando com os pés em algumas raízes de árvores antigas enquanto as mãos tremiam em busca da varinha que repentinamente parecia presa demais em seu casaco. O rosto se contorceu em desespero à medida que observava uma nuvem negra imensa pairar no ar e avançar em sua direção, numa mescla de vapor: a cópia da matéria do seu obscurus. — Riddikulus! — praticamente berrou quando finalmente tivera acesso à sua varinha, sentindo a garganta queimar com o som impetuoso que escapara pelos seus lábios. Logo, pode assistir o bicho-papão perder a forma de obscurus e se tornar seu pai bebendo cerveja amanteigada, de rosto vermelho e vestido com roupas curtas demais. “Ridículo, realmente” - constatou antes que pudesse voltar a reagir devido ao torpor recente causado por vislumbrar seu maior medo que parecia desconfortavelmente real. O bicho-papão voltou a se embrenhar pela floresta, afastando-se mais rápido do que conseguia acompanhar devido ao choque daquele momento. Mica precisou de alguns minutos para recuperar-se totalmente do encontro já que seu medo, como em todos os obscuriais, era tão grande ao ponto de se externar facilmente mesmo com somente uma travessura daquele ser. As mãos penteavam nervosamente os cabelos longos para trás enquanto rumava de volta ao castelo, ponderando ter que avisar a direção de Hogwarts sobre a fuga do ser mágico.
professormelchior:
a frase que escutara parecia até mesmo cômica, considerando sua situação, mas mesmo assim evitou o riso, voltando-se ao outro professor com o olhar frio de sempre. ─ huh? está brincando, certo? ─ perguntou, arqueando levemente uma sobrancelha. ─ primeiramente, eramos ambos da mesma casa; segundo que eu sou professor assim como você, micaiah. ─ ele com certeza devia ter pegado a pessoa errada. ─ se deve mesmo saber, eu estava indo buscar alguns espécimes de acromântulas para utilização nas minhas aulas de feitiços. ─ ponderou por um instante e decidiu fazer um adendo. ─ não se preocupe, não serão machucadas e serão devolvidas à floresta ao fim da lição. ─
— Pensei que você fosse um pouco mais bem humorado, como um bom Selwyn. — a piada ácida se desprendera facilmente dos lábios de Mica que quase revirou os olhos diante das falas do outro, prontamente arrependido de sua tentativa de humor com aquele bruxo. — Claro... Sonserina, casa de sangue-puros astutos e ambiciosos, certo? Parece que ainda nos define bem. — os olhos se estreitaram na tentativa de evitar que sua expressão facial denunciasse o quanto achara divertida a última fala que ouvira de Melchior, um tanto surpreso em vê-lo tão empenhado em manter a integridade dos seres e explicar-se, o que de fato, para si, soava engraçado naquele momento. — Eu estava realmente preocupado. Não machucá-las é uma prioridade, não queria ter que denunciá-lo por maltrato às criaturas.
wakcupdcad:
“Acredite. Eu entrei na floresta proibida por um motivo muito bom.” Ryze era meio lobisomen e, infelizmente, ficava muito agressivo nas noites de lua cheia. O que significa que dormia sempre na floresta proibida. Não queria correr o risco de acabar machucando alguém, que não tinha nada a ver com o que carregava dentro de si. “Eu prefiro não revelar o motivo, porém. É algo pessoal.” Ele deu de ombros. Se o professor quisesse tirar os pontos, que tirasse. Ele não ia falar sobre aquilo.
Micaiah arqueou uma das sobrancelhas enquanto o ouvia, gesto que nunca notava realizar, um tanto curioso sobre como o garoto se comportava já que sabia que muitos dos alunos prontamente entregariam seus motivos ao serem pegos praticando algo proibido, ainda mais quando envolvia a casa a que pertenciam. Rapidamente percebera que havia algo a mais por trás da pouca explicação que recebera de Ryze, mas diante da postura defensiva dele teve certeza de que naquele momento não conseguiria descobrir o que de fato acontecera, então, enquanto mantinha o olhar na face alheia, estudando qualquer mudança de expressão em busca de pistas que pareciam inexistentes, por pouco não contivera um suspiro de frustração. — Seja o que estiver fazendo na floresta, tome cuidado. Principalmente se for algo que queira manter em segredo. Qualquer pessoa um pouco mais curiosa do que eu facilmente seguiria você até lá. — Levou os dígitos polegar e médio da mão destra às têmporas, massageando-as por alguns segundos antes de voltar a observar o mais novo. Mica certamente sabia o que era esconder coisas de alguém. Não somente informações de alta importância que coletava com frequência atuando como agente duplo, mas quanto a si mesmo e sua própria maldição. — Se estiver em perigo não hesite em me contar, Rapport.
huffle-lufkin:
Naime deu um pulo, virando para ficar frente a frente com a voz que falava. A mão sobre o peito revelou como o coração estava acelerado. “Ai, que susto! Por Helga, Micaiah, achei que fosse o Pirraça…” Sua relação com o poltergeist da sonserina já não era das melhores desde que tinha tentado usar a criatura como experimento na última aula de estudos espectrais. Passado o sobressalto, as palavras enfim fizeram algum sentido. Ela fechou a cara. “Esqueci que tenho um stalker. Pode deixar, pai, da próxima vez não vou ser tão descuidada.” Replicou num sussurro malcriado. Havia quem estranhasse tanta intimidade entre ela e o professor de transfiguração, mas se tratava de um laço que existia antes mesmo de qualquer um dos dois pisarem naquele castelo. Micaiah Silverthorn era um grande amigo de seus pais. “Qual é, Mica… Isso já é golpe baixo.” Ameaçá-la com pontos?! Longe demais. Naime preferia perder sua coleção inteira de cartas-de-sapo-de-chocolate das holyhead harpies do que ser a responsável por uma punição na Lufa-Lufa. Tinha certeza que aquilo ficaria no seu histórico. “Ok, você venceu. Eu falo.”
— Continua tendo problemas com o Pirraça? Acho que a essa altura deveria aproveitar a companhia dele, era divertido na minha época. — a pergunta era claramente retórica, mas Micaiah simplesmente não poderia permitir que a chance de fazer piada sobre aquilo passasse diante de si sem agarrá-la. O cenho se franziu de imediato ao ser chamado daquela forma, e sua expressão sem dúvidas denunciava uma mescla de bom humor e falso aborrecimento. — Você sabe que não tenho idade pra ser o seu pai, certo? No máximo seu irmão mais velho e orgulho da família. — o tom de divertimento era óbvio enquanto se pronunciava e sequer conseguira conter um riso baixo ao perceber que fazer chantagem sobre os pontos da casa lufana ainda surtia efeito, após tantos anos. Mica sentia-se estranhamente confortável na presença da mais nova, coisa que acontecera de forma tão rara em sua vida que podia contar nos dedos de apenas uma mão as pessoas que o traziam essa sensação e mesmo assim não completaria todos os dedos. Portanto, quase nunca realmente se portava como um professor diante dela, era mais como um protetor em alerta constante e tinha plena noção disso. — Mas eu tô falando sério, você sabe que não deve ir lá sozinha, por mais que tenha um bom motivo e acredite, quero saber ele. Se não tivesse sido eu a perceber, sem dúvida Lufa-Lufa estaria bem encrencada. — cruzou ambos os braços contra o peitoral e apoiou as costas contra a parede gélida do castelo, um tanto irritado ao notar que parecia mesmo um pai todas as muitas vezes em que precisava repreender Naime.
assim que avistara a silhueta que reconhecera na noite anterior, micaiah não hesitou em aproximar-se sorrateiramente, pelas costas desta, tornando-se imóvel somente quando pouca distância restava entre ambos. — você deveria ao menos ter se esforçado um pouco mais no seu disfarce quando decidiu entrar na floresta proibida ontem à noite... — pronunciou-se baixo no intuito de manter a discrição do assunto, embora a expressão facial demonstrasse seu tom de repreensão mais do que a própria voz. — mas se tiver uma boa explicação talvez sua casa não precise perder alguns pontos. — o rosto se contorceu numa expressão divertida apesar da ameaça ser sincera.