é tudo um processo sobre construir seus próprios muros e pontes e saber a hora de demolir tudo e começar de novo

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@sitular
é tudo um processo sobre construir seus próprios muros e pontes e saber a hora de demolir tudo e começar de novo
Suas estrelas ainda aparecem no meu céu.
somos territórios inexplorados por nós mesmos.
“E eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar.”
— Caio Fernando Abreu.
você vai lembrar de mim?
É que a gente aguenta muita coisa. Aperta ali no canto, sufoca, respira fundo, faz das tripas coração e segura o choro mais vezes do que é possível contar. A gente se acostuma a carregar fardos bem mais pesados do que aguentamos e nos convencemos de que está tudo bem, quando na verdade, tudo dói. A gente se maltrata demais pra no final perceber que não valia tanto a pena assim o sacrifício. A vida é assim mesmo, dizemos para nós mesmos, ela pesa e machuca a gente. O problema é que, na maioria das vezes, nos recusamos a ver que algumas dores podem ser evitadas mas a gente sempre acha que, dessa vez, vale o risco. Fazer o que? a vida é assim mesmo. E quem pode nos culpar por acreditar?
a gente sempre sabe, só finge que não.
a gente tem essa mania de fechar os olhos para as coisas que nos magoam, de minimizar os danos, de aguentar mais um pouco.
tudo bem, faz parte, né?
mesmo sabendo que hora ou outra, não tem escapatória.
a gente sabe, só adia,
a dor, a partida, os finais.
a gente tem a mania de bater o pé para ficar, mas hora ou outra acaba olhando para a porta. estamos sempre nos dando sinais.
e a gente sabe disso também. só finge que não.
porque viver sempre foi mais que isso
de ficar se mastigando pra caber no outro.
“Sei lá. Que o dia amanheça. Que a noite acabe. Que tudo isso termine. Qualquer coisa.”
— Caio Fernando Abreu.
vai doer hoje e por mais alguns dias até não significar mais nada.
me chama pra sorrir com você, que eu vou.
lumière
eu digo que não espero mais nada de ninguém e quando percebo já estou decepcionado.
Sabe, a gente cansa de dar errado.
abracei o fim e morri com ele.
com o peito apertado e um sorriso forçado, me despeço.
quem sabe em outra vida, né?
Gabriela Santos.