Preencha o juramento antes de continuar: em nome da Excalibur, JUDE HATTER em seus 25 anos, jura seguir o legado de CHAPELEIRO MALUCO durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe CONFIABILIDADE e não se permite ser corrompida por IRREDUTIBILIDADE.
ヽ HABILIDADE MÁGICA: Telepatia. Jude tem a capacidade de ler os pensamentos alheios, também podendo se comunicar telepaticamente, sem precisar fazer grande esforço, basta que a pessoa com quem tenta se comunicar esteja a uma distância de no máximo cem metros. Essa seria a habilidade ideal para o compartilhamento de segredos e informações pessoais com as pessoas, certo? ERRADO. Hatter ainda não mostra total controle sobre seus poderes e muitas vezes chegou a “invadir” as mentes erradas, como alguém que manda uma mensagem de texto para o número de celular incorreto por engano. Por esse motivo, faz uso dele apenas quando é mesmo necessário ou quando quer se divertir, dizendo alguma besteira para seus amigos sem precisar mover os lábios. Equivocado está quem pensa que isso a impede de bisbilhotar o que os outros pensam sem ser identificada...
ヽ OCUPAÇÃO: Ajudante no Mad Hatts e defensora reserva no Tea Defenders.
𝐖𝐀𝐍𝐓𝐄𝐃. 𝐄𝐗𝐓𝐑𝐀𝐒.
⋆ 🎩 ⋆ . 𝐀 𝐁 𝐎 𝐔 𝐓 𝐉 𝐔 𝐃 𝐄
ヽ Muito se diz sobre o sentimento de isolamento e desprezo sentido pelos irmãos do meio, que podem acabar sendo negligenciados pelos pais. Mas essa é uma regra que não se aplica aos Hatters, até porque é quase impossível ignorar a presença de Jude quando essa está na sala, uma garota que irradia felicidade por onde passa, com suas roupas vibrantemente coloridas e atitude de quem tem a determinação suficiente para conquistar o mundo. Talvez esse seja o segredo para conseguir manter um relacionamento tão amoroso e saudável com sua família, independente do amor ser um sentimento recíproco ou não.
ヽ A curiosidade é uma de suas características mais exuberantes e que nunca foi podada pelo chapeleiro, que acredita ser o caminho para a criatividade, o que não deixa de ser verdade. Também contribuindo para seu gosto por aventuras. Contudo, por vezes, deixa-se levar por essa curiosidade, usando sua habilidade par ler as mentes das pessoas por pura intromissão durante momentos regados ao tédio, atitude que a deixa se sentindo incrivelmente culpada. Conhece os limites da privacidade alheia e se esforça para respeitá-los, falhando apenas quando se deixa levar pela impulsividade que se mostra intrínseca em si.
ヽ Teme ser rechaçada por seus companheiros legados, então guarda todas as informações coletadas durante suas invasões mentais apenas para si, até mesmo aquelas que testam o controle sobre a própria língua. Sua boca é um verdadeiro túmulo, sendo uma das figuras mais confiáveis de toda Storydom. Em contraponto, carregar consigo tantos segredos começa a se tornar um fardo para Hatter, que por vezes sonha em conseguir escapar da própria mente e procurar por um pouco de conforto no silêncio.
ヽ Sua habilidade é muito útil dentro do campo de magibol, dando a ela a possibilidade de prever os ataques dos adversários e proteger seu time de sofrer as possíveis consequências dos mesmos, mas dificilmente deixa o banco de reservas durante as partidas. Além de Jude não levar o jogo tão a sério e distrair-se com facilidade, a Rainha Branca também enxerga sua telepatia como trapaça, por isso evita usá-la em suas táticas de jogo inexistentes. Assim, desperdiça o potencial de se tornar uma grande esportista.
ヽ Acumulou diversos passatempos durante a vida, tendo experimentado um pouco de tudo, graças a sua imensa curiosidade sobre todos os assuntos possíveis. Mas entre a interminável lista de hobbies acumulados, a patinação está entre os favoritos, por isso não é incomum vê-la se locomovendo pelo castelo sobre as pequenas rodinhas que adaptou em grande parte de seus calçados. Esse hábito também é a causa de muitos hematomas espalhados por todo o corpo, pois a facilidade com a qual se distraí já lhe rendeu diversos incidentes pelo reino. Nada que algumas horas usando um dos chapéus confeccionados pelo pai possa solucionar, certo? O difícil é lidar com a realidade quando os tira da cabeça.
ヽ É uma garota essencialmente boa, que gosta de ajudar as pessoas e não demonstra ter qualquer preconceito com o que é diferente. Como poderia, sendo filha de quem é? Distribuindo sorrisos por onde passa, tratando com respeito arthurianos e castigados, fazendo amizades facilmente, Jude leva uma vida amorosa e alegre. Mas também está longe de ser perfeita, agindo como uma verdadeira cabeça dura quando é contrariada, pois quando alguma ideia surge dentro de sua cabeça, dificilmente poderá ser persuadida a pensar o contrário ou ir contra os próprios desejos. Se decide invadir a cozinha durante a madrugada para tentar roubar um pouco de sorvete, sua sobremesa favorita, quem poderá convencê-la de que essa é uma má ideia?
𝙘𝙡𝙤𝙨𝙚𝙙 𝙨𝙩𝙖𝙧𝙩𝙚𝙧 🏷️ ( @benhawkinss )
at a game of fireball
❪𝐉𝐇❫ ヽ Sentada na arquibancada, esperando pelo início da próxima partida, Jude não conseguia desgrudar os olhos do rapaz que encontrava-se sentado próximo a ela. Dias haviam se passado desde a última vez que se encontraram e nada disso era uma casualidade, já que evitara ter que interagir com aquele que a deixara imensamente desconfiada. Mas, de que adiantaria fugir de seus problemas? Com uma grande dose de coragem, respirou fundo e tocou o ombro alheio com o indicador, chamando sua atenção. ── Estou segura com você por perto ou devo me preocupar com a possibilidade de uma bola vir voando na minha cara? ── Sua alegação não fazia o menor sentido. Como Benjamin, na posição de expectador do embate e sem nenhuma habilidade de manipulação mental, conseguiria controlar o objeto para que fosse de encontro com o seu rosto? A realidade era que Jude estava inquieta e insegura, pois havia postergado demais um possível esclarecimento para a estranha situação ocorrida entre eles na noite do baile em homenagem à lua de sangue. Apesar de também ter lidado com pensamentos assustadores a respeito de Hawkins, que a faziam questionar o próprio caráter, ainda se sentia ameaçada por tudo que escutara na mente do garoto. ── Sabe que, se pensar em tentar me matar de novo, eu consigo ouvir, né? ── Nem mesmo sabia se seu poder era de conhecimento do outro, mas uma pequena ameaça para proteger-se soava como uma ótima ideia. ── Devia ter te chamado antes para conversarmos, queria saber o que tem contra mim. É porque eu falo demais, não é? ── E com os inúmeros questionamentos, que eram lançados para o rapaz sem uma simples pausa para respirar, Hatter provava o próprio ponto levantado.
— Ele sempre fica me desafiando — uma careta raivosa apareceu em seu rosto. — Tanto ele, quanto o Milo, só porque eu sou inventora, eles ficam me desafiando, entende o quão irritante isso é? — conseguia entender que os professores poderiam estar a testando, mas aquilo era um pouco demais. — Agora eu quero atirar uma bola em formato de dragão na cara dele em câmera lenta e filmar tudo.
❪𝐉𝐇❫ ヽ A careta presente no rosto de Hopps não condizia com o que saía de sua boca, o que deixava Jude confusa. Adoraria ser desafiada por ambos os homens e se divertiria na tentativa de impressioná-los. ── Não devia ser irritante, deveria ser uma honra. Não é qualquer pessoa que é notada por eles, principalmente por ser talentosa. ── Era assim que via a situação. Não como uma maldade por parte de Milo e Hiccup, e sim como um incentivo. ── Aposto que te desafiam para que possam te ver evoluir cada vez mais. ── Encolheu os ombros, tranquilamente discordando da outra. Mas as sobrancelhas se ergueram quando notou a fúria alheia. ── Mas daí, atacando o cara, esse incentivo vai pelo ralo, né?! ── Achava a atitude de Dasha extrema e dizia o que pensava sobre o assunto, mas também não tentaria forçá-la mudar de opinião.
“tá falando sério, Ju? não brinca assim com meu coração” dramatizou um pouco duvidando de que ela estava falando sério. era bom demais pra ser verdade. ela aceitaria assim tão fácil mesmo? ele era bonitinho mesmo ou era só uma caridade? as perguntas rondavam na mente agitada do hopps que tentava assimilar em vão o que estava acontecendo ali. “eu aceito uma bitoquinha! te pago quantos sorvetes quiser ou sei lá, podemos fazer qualquer coisa divertida que você queira” declarou numa felicidade inocente e infantil, só queria recompensá-la por aceitar lhe dar um beijinho.
❪𝐉𝐇❫ ヽ Era engraçada a reação do mais novo diante de sua simples e honesta resposta. Não imaginava que a revelação de que aceitar beijá-lo seria vista com tamanha surpresa. Quem estava fazendo Gianluca se sentir indesejável? ── Eu não tô brincando. ── Continuou sendo direta, mas sorrindo para o amigo com leveza. Nem podia acreditar que iria dispensar um convite até a sorveteria, ainda mais um que era feito com tanta felicidade, mas não queria que o motivo do convite fosse apenas compensá-la por aceitar um beijo, como se fosse um grande sacrifício de sua parte. ── Me pagar sorvete? De onde surgiu essa mania de querer comprar o beijo das pessoas? ── Alguém devia estar o influenciando a agir com tamanha insegurança. ── Pode me explicar do que se trata tudo isso? Não entendi se foi uma pergunta retórica ou um pedido oficial. ── Passaria um hidratante labial e prepararia seu beicinho no caso da segunda opção ser confirmada.
“ Ah sim, isso é bem conhecimento público. ” Respondeu com uma risadinha sarcástica. Sabia que a garota era tagarela mas não se importava, o motivo de seu incomodo era outro. Espalhou um pouco de protetor solar na mão para passar nas omoplatas. “ Sendo justa, meu problema com você não é por ser irritante ou por perguntar demais, você sabe. Eu não me sinto confortável perto de você. ”
Disse de maneira quase casual antes de se contorcer para espalhar mais protetor no espaço entre as omoplatas. Na cabeça de Daphne ela não estava sendo gratuitamente maldosa e sim, deixando bastante claro o que a incomodava.
❪𝐉𝐇❫ ヽ Rapidamente aprendeu ter sido um erro ter tentado conversar com Daphne, pois mais uma vez era tratada com sarcasmo, sendo que tinha as melhores das intenções ao tentar se aproximar. Era justificável que a outra se sentisse desconfortável, mas também injusto que estivesse pagando por um acidente. ── Eu não sei quantas vezes vou ter que me desculpar por ter feito o que eu fiz, mas eu tô aqui, tentando remendar o erro que cometi. ── Diversas haviam sido as vezes em que pedira perdão, mas nada adiantava quando lidava com alguém tão arredia e cabeça dura. ── Não sei de onde tirou essa ideia que eu sou um monstro invasor e manipulador de mentes, mas isso tá bem longe da realidade. ── Dizia uma meia-verdade, pois em certas situações era exatamente daquela forma que se enxergava. Maldita era sua curiosidade, que teimava em comandar suas atitudes de tempos em tempos.
“Pessoas tagarelas são uma benção para a humanidade.” retrucou. Patrick adorava pessoas que falavam muito pois tirava de si a pressão de conversar. Sabia que a comunicação consigo era difícil, ter que ler suas palavras toda hora deveria ser um obstáculo, então adorava quando alguém falava por duas pessoas. “Mas por Naveen, eu entendo querer ficar só ouvindo. A voz dele é angelical.” concordava muito bem com essa parte. Não podia deixar de olhar para os raladinhos nos joelhos alheios, quando era criança tinha muito desses momentos mas desde que cresceu, o máximo que fazia era cortar as pontinhas dos dedos quando estava distraído no trabalho. “Sério? Devia então começar a andar com uma caixinha de remédios na mochila pra quando ocorrer assim no meio do dia, pra não ter que voltar até o dormitório.” surgiu. Além do mais, a Hatter não precisaria ficar o dia inteiro com os joelhos doendo. Conter a risada com a menção de acidentes que envolviam outras pessoas foi impossível. Patrick nem sequer tentou, sua risada rouca pela falta de uso da voz escapou com facilidade. “Deve ser hilário ver cenas assim. Não pras pessoas atingidas, claro. Nem pra você, que se pegar alguém com poderes não treinados muito bem, pode acabar sobrando aí pra você.” enrugou o nariz em uma pequenina careta. “Só atropela sem querer ou se eu pedir que passe por alguém, um alvo, por exemplo? Ariel anda merecendo que alguém passe por cima do pé dele, por exemplo.” o sorriso era brincalhão, porém, deixando implícito que sua pergunta não era algo tão sério.
❪𝐉𝐇❫ ヽ Não sabia se concordava com a opinião de Patrick, pois se enquadrava na categoria de pessoa tagarela, mas agradecia pelo valor que ele dava àqueles que não sabia como controlar a própria língua. ── Imagina poder conviver com esse homem todos os dias? Escutá-lo sussurrar em seu ouvido enquanto de conta um segredo? Tiana é uma mulher de muita sorte. ── Um arrepio percorria todo o seu corpo ao imaginar a situação que descrevera, ocupando o espaço da mulher daquele que tanto admirava em suas fantasias. Estava indo longe demais com a própria admiração, por isso balançou a cabeça para despertar de seu sonho, escolhendo focar nos arranhões em seus joelhos. ── É que, quando eu tô de patins, evito carregar muita coisa, entende? Se eu já atropelo meio mundo quando tenho que me preocupar só comigo, imagina o pandemônio que seria se eu ainda precisasse me preocupar em carregar uma mochila pesada também? ── Imprudentemente, Hatter mostrava-se um pouco prudente, apenas de vez em quando. ── E é mesmo! Eu sempre dou risada depois que a pessoa para de me xingar e eu posso virar as costas pra ela. ── Muitas eram as lembranças que surgiam em sua mente, uma mais engraçada que a outra, o que a fazia rir um pouco mais alto. Estava fora de cogitação atropelar alguém propositalmente, mesmo que seu alvo mereça, pois não queria arranjar problema para si. Isso não a impediu de se interessar pelo assunto. ── Posso saber o motivo de toda essa raiva?
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ · ˚ ๑ estava distraído em seu iWish enquanto jogava league of storydom: wild moors, quando ouviu alguém falar algo. inicialmente não tinha certeza se a pergunta havia sido feita para si, e por isso demorou para assimilar e responder. ‘ isso é um segredo de estado. se eu contar vou ter que te matar. ‘ brincou. ‘ a não ser que você me diga sua resposta primeiro… aí tem negócio. ‘
❪𝐉𝐇❫ ヽ Não levou a sério a ameaça, com a esperança de que não tivesse passado de uma brincadeira, e assim parecia ser. Então, decidiu devolver a zombaria. ── Aposto que sente vergonha da sua escolha, por isso não quer me contar. ── A jocosa afronta tinha como objetivo convencê-lo a responder sua pergunta, pois havia ficado incrivelmente curiosa com a figura a ser escolhida para acompanhá-lo em um jantar de mentirinha. ── Vamos, pode admitir que estou certa. ── Insistiu mais um pouquinho, parando apenas quando não conseguiu mais controlar o próprio riso. ── Mas, beleza, eu te conto a minha! Chamaria o Imperador Kang, que supostamente foi o inventor do sorvete. Sempre serei grata por essa invenção e gostaria de ter a oportunidade de agradecê-lo por isso. ── Essa era apenas uma das muitas opções que formavam uma enorme lista de convidados. ── Sua vez. ── Não daria oportunidade para enrolações.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ៹ 🌺. poderia dizer que a la bouff não era uma das pessoas mais atentas no geral, por vezes se distraia completamente, porém nos momentos em que estava prestando atenção conseguia notar certos detalhes como a maneira que a hatter ajustou a camisa um gesto que demonstrava nervosismo — ou, ao menos, ela acreditava nisso. “ com o que você disse, jude! sobre a minha jaqueta ser .. já sabe ” não podia falar nada sobre aquilo alto demais, sendo por isto que preferiu não citar as exatas palavras da menina com medo mesmo com toda a proximidade, mas era um fato que a outra estava nervosa ainda mais com a forma que agia sendo por isto que suspirou antes de continuar a falar. “ explicação lógica? sim, com toda certeza mas sabemos que não é verdade ” foi involuntário se aproximar ainda mais para que pudesse sussurrar com a outra. “ juro que não vou brigar com você, mesmo sendo errado ler os pensamentos dos outros duvido que tenha feito voluntariamente, ou espero que não tenha sido, então seja honesta .. … você leu meus pensamentos e descobriu algo que não deveria? ”
❪𝐉𝐇❫ ヽ Ficava cada vez mais difícil para Jude esconder seu nervosismo, não apenas por não estar encontrando argumentos para se defender, tendo que recorrer a mentiras, mas também por sentir-se culpada. Odiava-se por invadir a mente alheia, mesmo quando não o fazia intencionalmente e era guiada pelo medo quando criava desculpas raras para suas ações. ── O que eu disse? Eu já nem lembro mais o que foi que eu falei. Passo o dia falando igual um papagaio, então não levaria a sério o que eu disse. Só sai besteira dessa boquinha aqui. ── Quando não se acredita na própria mentira, é um desafio soar convincente. Mais uma vez engoliu seco, cada vez mais encurralada e sem ter para onde ir. Usar seus patins para fugir seria covardia demais? Até seu desespero apresentava limites. ── Como sabe que não é verdade? Está me acusando sem provas aqui. ── Pelo menos seus equívocos nunca haviam criados provas físicas de seus crimes. A aproximação da garota deixava-a ainda mais tensa e sentia que não conseguiria manter-se forte por muito mais tempo. ── Eu... Eu jamais faria isso Coraline. Juro que não sei do que você está falando. ── A palavra “culpada” parecia estampada bem no meio de sua testa, na qual pequenas gotas de suor já se formavam. ── Podemos mudar de assunto? Por favor.
🥕 𓂃 Tad não conseguiu segurar o riso com a pergunta dela, mexendo a cabeça em negação. “Não, não. Foi modo de dizer. É tipo uma pegadinha, sabe? E você pode encaixá-la de várias formas.”, ele tirou o iWish do bolso, procurando uma mensagem que haviam mandado em algum grupo do BottleZap alguns dias atrás. “Aqui, essa por exemplo: CLIQUE AQUI PARA VER NUDES DO JIM HAWKINS.”, leu a descrição. “Não que eu quisesse ver, né, porque assim, o professor Hawkins é muito bonito, mas eu tenho respeito e bem…”, ele pigarreou. “Esse não é o ponto. O ponto é que quando você clica, aparece isso.”, o vídeo começou a tocar, e o Hopps caiu na gargalhada. “Esse é o Astley. Um gênio non-maj.”, não sabia se a outra acharia a situação tão engraçada quando ele, mas dos olhos do Hopps saíam até lágrimas. Guardando o celular novamente, prestou atenção na fala dela, não deixando de assentir. “Não sei se ele gosta de garotas mais novas…? Mas você poderia tentar. O máximo que pode acontecer é você dizer…”, e então, tirou o celular do bolso novamente, dando play no vídeo outra vez.
❪𝐉𝐇❫ ヽ A explicação dada por Thaddeus de nada servia, deixando-a ainda mais confusa do que já estava. Talvez nem se interessasse mais pelo assunto, mas deixaria que ele demonstrasse sobre o que falava, uma vez que retirava o iWish so bolso. ── Nudes do Jim? ── Sussurrou baixinho com curiosidade, arqueando as sobrancelhas enquanto perguntava-se como a conversa havia ido parar ali. Não sabia, mas também não faria objeção alguma. Se recusava a ser a última a descobrir a existência daquelas fotos. Preparou-se psicologicamente para admirar o corpo nu de Hawkins quando se curvou na direção da tela do aparelho, mas tudo o que viu foi um videoclipe que parecia antigo. Demorou para entender do que se tratava a brincadeira, distraindo-se com a melodia dançante, e quando o fez apenas deixou escapar um riso baixo, o que não era nada comparado com o divertimento demonstrado por Hopps. ── Isso é cruel! E aposto que o JIm não sabe da existência disso. ── Era tudo o que tinha a dizer a respeito. Ficaria atenta a qualquer link que lhe parecesse bom demais para ser verdade. ── Acho que, se eu usar essa música com o Grilo, perco a chance que eu tenho, que já é nula, de conseguir levá-lo para um jantar romântico.
Riu com a menção aos amigos bem românticos, sabendo que se encaixava melhor na descrição do que gostaria de admitir. A Adormecida era realmente fã dos romances, e os exemplares de Jane Austen ocupavam um lugar de honra na sua estante, sendo muito bem cuidados e tratados como verdadeiros filhos. “Troco a partir de cada leitura, mas no momento é Persuasão. Recomendo mesmo.” Gostava tanto do livro que tinha até cogitado falar com Phillip para fazer uma adaptação, mas sabia que seria apenas mais dor de cabeça para ela. “Carmen Miranda? Não tenho a mínima ideia, quem é?” Dobrou a atenção, surpreendida por não saber de quem se tratava. Prestava bastante atenção na cultura do mundo não mágico! Mas é claro, não tinha como saber de tudo. “Se ela seria a fã número um, posso supor que ela é bem… divertida, ou estou errada?” Realmente não tinha possível intenção de ofender, de forma que quase gaguejou enquanto formulava a resposta.
❪𝐉𝐇❫ ヽ Sabia muito bem como era trocar de favoritismo a toda hora, no seu caso não se limitando apenas aos livros, mas qualquer outra coisa que consumisse no seu dia-a-dia, de alimentos a filmes. Decidida a dar uma chance aos romances, iria guardar o título indicado para procurá-lo mais tarde, imediatamente o repetindo para que ficasse gravado em sua memória. ── Persuasão, certo. Vou gravar aqui na cachola. ── Com o indicador, cutucou a própria cabeça. Não era surpresa que Maravilha desconhecesse a mulher que levaria como acompanhante para um jantar, por isso já se preparava para apresentá-la a outra. ── Pois podemos mudar isso agorinha. ── Ergueu o indicador, pedindo por um instante de paciência, então alcançando seu iWish com a tela trincada no bolso traseiro da calça, rapidamente fazendo uma pesquisa sobre Carmen Miranda, mostrando uma imagem dela assim que encontrou uma foto perfeita para ilustrá-la. ── Olha aqui! Ela foi cantora, dançarina e atriz. Super talentosa, além de carismática cantava músicas super animadas. São incríveis, sério! ── Desconhecia o motivo de parecer tão orgulhosa enquanto virava a tela na direção de Adormecida, mas o fazia. ── Não era linda? ── Parecia ter saído direto de Wonderland. ── E, não, você não está errada. Além de divertida, ela ia amar os chapéus que meu pai cria. Fala sério, era capaz que se tornasse o estilista oficial dela.
Mesmo que não tivesse visto, por óbvios motivos, Billy ainda ouviu o barulho de Jude se espatifando no chão e sugou o ar pela boca, prendendo por instinto, antes de ouvi-la se aproximar de onde estava sentado. Geralmente não se preocupava daquela forma com mais ninguém além de Summer, sua irmã mais nova, mas Jude era sua amiga há anos e, portanto, alguém em quem confiava e se importava, por mais que seu pai orientasse que não devesse se apegar a mais ninguém além da família. Para Billy, ela era família também. A questão pontuada pela outra foi um tanto quanto inoportuna, que até o fez franzir as sobrancelhas e os lábios em um bico, pensativo - mas não questionou o porquê da conversa. “O Holandês Voador.” Brincou mesmo sem rir direito, apenas terminando de degustar seu pão-de-mel e batendo as palmas para se livrar do restante das migalhas. “Eu ouvi histórias por aí de que ele existe mesmo, mas não se sabe ao certo até onde a verdade é verdadeira e qual a linha tênue entre isso e a mentira. Mas seria muito legal ter um encontro com um pirata fantasma que tem milhões de histórias. James Hook já não se abre tanto e nem pode contar as infames aventuras dele para nós daqui, então…” Referia-se ao fato de que eram de Arthurian, embora o próprio Westergaard não fosse respeitado como um. “E eu chamaria você pra jantar junto.”
❪𝐉𝐇❫ ヽ Jude tentava prestar atenção na resposta que recebia do amigo, mas os seus olhos e estômago estavam mesmo atentos era no apetitoso pão-de-mel que ele tinha em mãos. O olhar era de cão sem dono e faminto, mas nenhum pedido foi oficializado vocalmente, pois achava mais correto que a oferta acontecesse voluntariamente por parte dele. O Holandês Voador havia acabado de ocupar uma das mais altas posições no seu ranking de respostas favoritas, ainda que jamais fosse escolher a melhor delas em algum momento. ── Mas eu tenho a impressão de que ele não seria tão simpático como o Hook, que já não é dos mais acessíveis que a gente encontra por aqui. ── Mas era charmoso... Como James Hook era charmoso! Assim como seu grupo de filhos adotados. Seria algo na água que serviam em seu navio ou um feitiço especial? Algum segredo para toda aquela beleza deveria existir. Sorriu de lado para Billy,empurrando com o ombro quando foi oficialmente convidada para o jantar que nunca aconteceria. ── Se você não me chamasse, eu teria terminado essa amizade por aqui mesmo. ── Não era verdade, mas, talvez fosse. Sem sucesso na procura pelo cascalho preso em seu patins, ergueu o pé na direção do rapaz. ── Já que estamos aqui, poderia ajudar essa donzela a desemperrar essas rodinhas velhas e gastas?
Dulcie sempre ficava contente quando alguém demonstrava interesse em seus falatórios, então seu sorriso espelhou o da Hatter quando continuou a falar. “Ele foi um roteirista de musicais muito famosos, mas faleceu antes da estreia deles… Gostaria de jantar com ele para falar sobre a diferença que ele fez no mundo non-maj! É estranho pensar que ele tinha um sonho, lutou para realizar, mas não estava lá para ver isso.” franziu a testa, secretamente torcendo para que a outra não perdesse o ânimo para a conversa por conta do teor melancólico de sua fala. “E sim, a Barbra é… Fantástica! Foi por causa dela que decidi que queria atuar e cantar ao mesmo tempo.” sentou-se no banco enquanto ouvia a explicação sobre o cientista. Sabia muito pouco sobre o assunto, então sua expressão curiosa e interessada foi inevitável. “Uau, parece uma pessoa incrível para se jantar junto! Eu falo bastante, mas às vezes gosto de gente que fala mais ainda, sabe? Especialmente se for alguém que fala coisas interessantes e peculiares.” deu de ombros, não deixando de perceber o corte no joelho da jovem e lembrando-se da razão para ter ido ali em primeiro lugar. “Nossa, eu já ia me esquecendo! Vim aqui perguntar se precisava de algum curativo. Eu tenho um kitzinho de primeiros socorros aqui para emergências.” remexeu na mochila, buscando o estojo que sempre tinha consigo e que continha curativos e medicamentos básicos. “Tenho mathiomagic e band-aids com cheiro de morango.” deu uma piscadela, contente por poder ajudar na situação.
❪𝐉𝐇❫ ヽ Deixou de sorrir quando descobriu mais sobre Jonathan, sentindo-se chocada ao escutar aquilo que não esperava e nem mesmo queria. Ouvir uma história dramática se tornara uma possibilidade quando incluiu pessoas falecidas como opção em sua pergunta, mas nunca imaginava que o pior poderia se concretizar. ── Nossa, que tristeza! Ele merecia mesmo ver a realização desse sonho e como impactou as vidas de tantas pessoas, inclusive aqui em Storydom. ── Era melancólico pensar sobre a história de vida do homem que sequer conhecia, mas também incrível analisar o alcance de seu trabalho. Tinha curiosidade em descobrir o que havia acontecido com ele, mas achou melhor reprimir essa curiosidade mórbida e desnecessária. ── Que doideira, cara! ── Balançando a cabeça, afastou os sentimentos ruins com facilidade, focando no que existia de bom em tudo aquilo. Achava interessante descobrir a origem das paixões das pessoas, por isso voltou a sorrir rapidamente. ── Que legal! Vocês teriam muito o que conversar. ── E, com isso, descobriu ter encontrado alguém que não tamparia os ouvidos enquanto estivesse falando sobre os mais diversos assuntos a uma velocidade impressionante. ── Não posso garantir coisas interessantes e peculiares, mas todo mundo diz que falo pelos cotovelos. Então, quando quiser tagarelar com alguém, pode contar com a Hatter! ── Era ridículo referir-se a si mesma na terceira pessoas, mas ser ridícula era parte do charme de Jude. Seus olhos brilharam de gratidão quando descobriu a vontade de ajudar da outra, assim como os apetrechos que levava consigo, algo que deveria fazer parte de seu material diário. ── Agora vou ficar conhecida como a garota que sai por aí tentando cheirar o próprio joelho. ── Como iria resistir ao cheirinho morango, sua fruta favorita? ── Essa sou eu dizendo que aceito a ajuda. Obrigada.
Preencha o juramento antes de continuar: em nome da Excalibur, JUDE HATTER em seus 25 anos, jura seguir o legado de CHAPELEIRO MALUCO durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe CONFIABILIDADE e não se permite ser corrompida por IRREDUTIBILIDADE.
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ヽ HABILIDADE MÁGICA: Telepatia. Jude tem a capacidade de ler os pensamentos alheios, também podendo se comunicar telepaticamente, sem precisar fazer grande esforço, basta que a pessoa com quem tenta se comunicar esteja a uma distância de no máximo cem metros. Essa seria a habilidade ideal para o compartilhamento de segredos e informações pessoais com as pessoas, certo? ERRADO. Hatter ainda não mostra total controle sobre seus poderes e muitas vezes chegou a “invadir” as mentes erradas, como alguém que manda uma mensagem de texto para o número de celular incorreto por engano. Por esse motivo, faz uso dele apenas quando é mesmo necessário ou quando quer se divertir, dizendo alguma besteira para seus amigos sem precisar mover os lábios. Equivocado está quem pensa que isso a impede de bisbilhotar o que os outros pensam sem ser identificada…
ヽ OCUPAÇÃO: Ajudante no Mad Hatts e defensora reserva no Tea Defenders.
aquela era uma ideia estúpida, não que luca não estivesse acostumado a fazer coisas idiotas, mas aquele desafio tinha atingido seu ego e apesar de não ser nada corajoso, resolveu dar o seu melhor para provar que era capaz e levar uma graninha. “se eu te der 50 eskals posso te dar um bejio?” perguntou para muse, tentando ao máximo não demonstrar o quanto estava nervoso naquela situação. claro que ia omitir a princípio que era uma aposta, mas já estava dando metade do dinheiro para muse pelo beijo.
❪𝐉𝐇❫ ヽ A pergunta feita era um tanto estranha, formando vincos na testa franzida de Hatter, que não entendia o cunho dela. Concluiu que era apenas uma dúvida aleatória, algo que sempre lhe vinha em mente eventualmente, por isso deu de ombros. ── Eu nunquinha te cobraria por um beijo seu, te daria um de graça. ── Não somente achava Gianluca uma gracinha, também era contra pegar por “serviços” como aquele, acreditando que ninguém deveria ser persuadido ou extorquido a fazer algo contra a própria vontade apenas por ganância. ── Mas, só uma bitoquinha, tá? Qualquer coisa além disso seria estranho demais, eu acho. ── Não analisou demais a situação, entregando uma resposta honesta e inocente.
Como de costume, Sebastian estava desocupado pela Academia, fazendo qualquer outra coisa que não fosse relativa a seus estudos. Conversava em uma rodinha de amigos, quando ouviu uma voz familiar exclamar em alto e bom som. Ao olhar para a figura feminina e sua expressão nada contente, teve certeza que Jude Hatter estava se referindo a ele. Seus olhos se arregalaram por um momento e ele se afastou dos colegas de fininho, caminhando até a mais velha. — Ok, que merda eu fiz agora? — Se preparou, pois já sabia que ela estava brava por algum motivo que o envolvia. — Por Merlin, o que aconteceu com você? — Perguntou de forma bem humorada ao notar que ela estava completamente ensopada. — O que? Achei que tinha me livrado de todas daquele dia. — Questionou a si mesmo em um sussurro enquanto ouvia as reclamações da mulher. Independente do que o Darling se lembrasse ou achasse, aquele era sim um cenário muito provável, já que ele mal tinha controle das criaturas que dava vida própria. Precisou segurar a risada quando chegou o final e ela mencionou sobre o episódio do banheiro, mas como não planejava apanhar na frente de todo mundo, deu o seu melhor para fingir seriedade naquele momento. — Tá, eu não faço ideia de como uma sombra foi parar no seu banheiro, mas se ela ainda estiver por lá eu posso tentar dar um jeito. — Afirmou, mesmo sem ter muita certeza de que era capaz de fazer aquilo. — Agora, tem certeza que você não fez nada para irritá-las? Não querendo colocar a culpa em você! Mas as sombras são bem sensíveis e vingativas… — Disse com cautela gesticulando com as mãos para que a Hatter ficasse calma. — Então se elas te odiarem… não sei se posso fazer muita coisa. — Fez uma careta de preocupação, já imaginando que Jude não receberia bem aquela notícia.
❪𝐉𝐇❫ ヽ O bom humor identificado na voz do garoto a deixava insatisfeita, pois esperava contar com a sua ajuda diante daquele problema, não que ele o menosprezasse. ── O que aconteceu comigo? Cansei de gastar toda a água do castelo tentando tirar a espuma infinita dos meus cabelos. ── Segurou, com raiva, os fios curtos ainda encharcados. Percebeu que Darling sussurrava algo, mas nem tentou escutar o que dizia, imaginando se tratar de alguma brincadeira sobre o seu estado, achando melhor poupar-se de encontrar um novo motivo para irritar-se. Isso não foi possível, uma vez que percebeu o esforço do outro para segurar o riso, o que fazia o sangue em suas veias borbulhar. ── E como é que você deixa essas criaturas livres por aí e não se dá nem ao trabalho de saber o que elas estão aprontando? Isso ainda vai acabar recaindo sobre você Bash, como está agora. ── Retrucava com um conselho enraivecido. Jude estava acostumada a lidar com as sombras encapetadas que adoravam infernizar-lá, e sempre lidava com elas da melhor forma possível, mas o mesmo não podia ser aplicado a todos os outros alunos da Academia e isso podia implicar problemas futuros para o legado de Wendy. Em choque, os lábios se abriram para dar espaço para uma exclamação de surpresa ecoar. ── Não querendo colocar a culpa em mim, mas colocando, né? Onde já se viu uma coisa dessas? Culpabilizando a vítima de um ataque! ── Havia chegado ao limite. Agia como uma irmã mais velha, mesmo que não fosse. ── Pois você vai tentar fazer alguma coisa sim, senhorito! ── Agarrou-se ao braço do garoto, o puxando para acompanhá-la até seu dormitório.
“Eu consigo mais que dezesseis quilos, gata. Eu te levantaria como se fosse uma pena, quer ver?” Com o ego levemente ferido, Didier aproximou-se todo suado na direção dela, ameaçando a erguê-la se não fosse a mão em frente aos olhos dela, como se tivesse se protegendo da belíssima visão que ele a proporcionava. Era praticamente um crime, uma ofensa. Fantastic, então, parou bem na frente de Jude, cruzando os braços sobre o peito de maneira que os bíceps salientassem propositalmente, tendo o semblante tomado por uma certa indignação. “Abaixa essa mão. Esse peso aqui faz parte do Pacote Delícia do Verão Arthuriano.” Os olhos desceram em direção a própria cueca, dando uma jogadinha no próprio quadril para frente para destacar ainda mais o volume de dentro da peça de roupa. “Eu não perderia a chance de apreciá-lo. Quer ver o Dizão?” Didier era o tipo de idiota que dava nome ao próprio pênis. “Na parceria mesmo. Sem nenhum constrangimento.” Ofereceu-se mais uma vez, adorando a ideia de ter uma mão amiga depois de um treinamento extenuante. Quase estava se esquecendo sobre o favor uma vez que estava muito mais atraído com a ideia anterior. “Nah. O favor nem era tão complicado assim. Eu só queria uma opinião sincera sobre sungas.” Didier deu mais um passinho para frente, quase encostando o seu corpo na outra. “Mas podemos conversar sobre sungas depois, né, gata?”
❪𝐉𝐇❫ ヽ Era uma surpresa descobrir que achava interessante a ideia de ser erguida por Didier, mas não questionaria a si mesma por ter interesse no desafio feito por aquele que tinha o corpo reluzindo de tanto suor. ── A gente pode tentar isso outra hora, depois de um banho, talvez. ── Não se tratava de um convite para acompanhá-lo até o chuveiro, mas sim da postergação de um plano para o futuro. Acatando o pedido, lentamente abaixou a mão, mantendo o olhar focado no rosto dele, evitando fitar o volume em sua cueca, por mais que chamasse a sua atenção. Não conseguiu conter a gargalhada, que soava quase pueril, gerada pelo título que o rapaz dava a si mesmo. ── E esse pacote tá na promoção? Por isso a divulgação pesada? ── Poucos eram os assuntos que Hatter levava a sério demais, por isso o uso proposital daquela palavra. Mesmo revidando cada investida, ainda não tinha coragem suficiente para deixar cair o olhar, que mantinha erguido por conta do constrangimento. Didier Fantastic se referia ao próprio membro como Dizão? Aquilo era hilário! O melhor era pensar que nem precisava se dar ao trabalho de invadir sua mente para descobrir detalhes constrangedores como aquele. Desconfiava que deveria estar se ofendendo com cada absurdo que saia da boca de Fantastic, mas não era exatamente isso que suas investidas causavam nela. ── Não vai nem me pagar um jantar ou um drinque antes? Que deselegante. ── Sem perceber, as maçãs de seu rosto começavam a corar, devido ao fato de não saber muito bem como reagir a um convite tão direto e explícito. Não era uma situação com a qual lidava com frequência.── Parece que ele já é suficientemente apreciado por você mesmo. ── Abordou o egocentrismo dele, ainda que não se incomodasse com isso. Finalmente deixou que os olhos se movessem, encontrando agora o par de pés que o levavam para mais próximo de si. Encarou a aproximação sem mostrar-se hesitante, graças à decisão de ignorar o nervosismo que colocava borboletas dentro de seu estômago. ── Qualquer outra coisa me parece mais interessante do que analisar suas sungas, Didi. Vai me fazer uma proposta? ── Jude demonstrava saber como cortejar na inocência, apresentando um sorriso incrivelmente doce nos lábios assim que diminuiu ainda mais a distância entre eles, encostando o corpo contra o de Didier, na brincadeira o incentivando a dar continuidade à azaração. Não era comum que demonstrassem interesse nela, nem mesmo como zombaria ou passatempo, por isso aproveitava cada oportunidade que surgia em seu caminho. ── Talvez descubra que a Judezinha é muito mais acanhada que o Dizão. ── Fazia piada para aliviar o próprio nervosismo. Seus lábios quase se tocavam, mas não seria ela a iniciar o beijo que nem mesmo sabia se aconteceria.