Era 2016, nossos corpos ainda não conseguiam se afastar mesmo no calor do verão do Rio de Janeiro. Pela manhã íamos à padaria, comprávamos algo e o caminho era de volta à sua casa. Deitávamos, transávamos e contávamos nossas histórias que às vezes eram contadas exageradamente pelas mentes mexidas pelo Jack Daniel’s que ficava na sua escrivaninha, bem próxima à cama, e às vezes era meu corpo que ficava mexido, bamboleando e rodopiando pela quarto até cair no teu colo.
Você pegava seu violão e pedia para eu tocar, nessas horas eu sempre tava jogada na cama e lá estava eu deitada somente de blusão e tocando “faz parte do meu show” pra você ainda com a voz rouca e sonolenta.


















