*✧・゚*
art blog(derogatory)

@theartofmadeline
★
almost home
The Stonewall Inn
untitled

bliss lane
Claire Keane
h

oozey mess

Love Begins

❣ Chile in a Photography ❣
Monterey Bay Aquarium

tannertan36
One Nice Bug Per Day
🩵 avery cochrane 🩵
RMH
NASA
Today's Document
"I'm Dorothy Gale from Kansas"

seen from United States
seen from Brazil
seen from Türkiye

seen from Malaysia
seen from United States
seen from United States
seen from Austria
seen from Malaysia

seen from United Kingdom
seen from Canada
seen from Panama

seen from Canada
seen from Brazil
seen from Ecuador

seen from Romania
seen from Brazil

seen from United States
seen from Thailand
seen from United States

seen from Costa Rica
@smileitsblacktoothgrin
*✧・゚*
3.000 reblogs/ likes
Edgar Allan Poe, from a letter to Mrs. Maria Clemm, July 1849
The Crow, Alex Proyas (1994)
Toda vez que eu tenho contato com o que as pessoas acham que é o mundo, a melancolia me abraça.
Não sei se isso é a sensibilidade de que as pessoas tanto falam, ou se o mundo todo se dessensibilizou radicalmente e eu continuei parada no tempo.
Me sinto um eremita: o isolamento o meu próprio refúgio. Me disseram que isso é a tal alma do artista, sentir as coisas na pele. Se for o caso, eu queria que as pessoas fossem mais artistas, e me preocupo: conto nos dedos das mãos os artistas que não tiveram um fim trágico.
Achava que tinha dores infindáveis, mas hoje posso ver que o que me aflige são as dores do outro. Sou feliz no meu isolamento de dores.
Explico: a dor do meu luto foi passageira, ficou a saudade e a falta, mas da saudade e da falta também vieram a compreensão de que tudo o que é vivo morre e segue seu caminho. Mas me dói a dor do luto do outro, que nunca passa e consome todo o futuro que poderia estar à frente. Das minhas privações não trago dores, apenas motivações e planos objetivos, mas me aflige a dor que elas causam nos olhos dos que me querem bem.
Nada disso sou eu, mas tudo isso me comove.
Meu pai se preocupa com o meu futuro, com o meu desencaixe perpétuo no mundo e com a minha desestabilidade da existência. Ele não entende que eu sangro nos meus quadros e nos versos um sangue que não é meu, porquê a minha felicidade reside no simples: no abraço verdadeiro, no vento nas folhas das árvores e no mar que se estende diante de mim.
Se a vida que me aguardasse fosse a vida eterna das aparências e da busca física por tudo o que existe além do corpóreo, há tempos estaria a sete palmos no chão. Mas escuto o que ele diz, internalizo, balanço a cabeça positivamente e me permito não ter a coragem de expor todas as vezes que quase deixei esse mundo por conta própria enquanto fazia o que a civilização estipulou como o "certo".
Sou feliz. Mas a dor dos outros me dói.
Como uma madrugada eterna, onde tudo o que é banal aos outros ecoa tão alto dentro de mim que me estremece. Em absoluto, tenho apenas dois interesses: a arte e o amor. E ambos são complexos: todos se perguntam "isso é arte?" ou "isso é amor?" vez ou outra.
Entretanto, não sou tão dualista, ninguém vive só de arte ou só de amor, nem mesmo só das duas coisas. Tenho minhas ambições, minha dose de confortos carnais que me permitem usufruir o que meus dedos alcançam. Eu só não acredito que essas ambições façam sentido sem as duas outras coisas.
Mal sobrevivi aos meus primeiros 24 anos de asfalto e sociedade. Fragmentos de mim se desvaneceram com a doença do mundo. É normal ignorar os mendigos nas ruas, os cães maltratados, as brigas fúteis por qualquer motivo, as traições, os comentários perversos... Mas não é normal para mim.
A mim, tudo isso consome. A dor dessa existência penetra nas minhas entranhas, me rouba o ar e as batidas do meu coração.
Não, eu não me permito acabar assim. Me reservo no direito de me abster na teia misericordiosa da ignorância até que os que sofrem procurem o óbvio: a saída desse túnel escuro e violento.
Até lá, não tenho saída. Até lá, meu único trabalho é me equilibrar nessas ondas que vêm de outros mares, mas abalam as praias da minha alma sem piedade alguma, sussurrando pelo vento que a minha culpa por abandonar barcos furados tem que continuar, perpétua e imperturbável.
I really miss your texts...
I didn't know how to see the asks on my mobile, can u believe it?... I just found out, and I posted a text like twenty minutes ago. I have no idea of how long this message was sent, do u still read this? We're both weird af.
𝖂𝖍𝖆𝖙 𝖉𝖔 𝖞𝖔𝖚 𝖘𝖊𝖊...⛧
Rider of the Storm by Roberto Diaz
𝕽𝖔𝖆𝖉 𝖙𝖗𝖎𝖕...⛧
Okay, so...
It's been two years since I visited my hometown. Well, I'm here now... And it's just so confusing!
I mean, I'm living a completely different life in a completely different place and even though I have A LOT of flashbacks now and then, being here kinda hits different, you know? Like it's not just my mind that remember things but also my body, like a really fucked up muscle memory.
I started thinking about how unrealistic this life seems to me right now. And, if I'm being honest, this life feels a lot more complicated too... I got used (I got used? I've got used? Gotten? Fuck it, not really sure if this is right) to freedom... Like, freedom it's not just going anywhere you want to, but also not having anyone watching closely every step that I take and judging it, u know? I don't think u do (yeah, I'm kinda writing for u cause you're like an old friend from the past and I always wanted to tell the 17 years old you how it all turned out)... Leaving it's really hard, but feels right when you feel the need to find yourself, I could say that this is unique relatable for those who have a toxic family, but I don't believe it... No, I believe that if you want to truly know yourself you have to leave everything that you know.. but anyway, I'm missing the point here.
I've been thinking about how people find it really difficult to make some money, stay away from the family, just don't get any kind of help to start a life and idk live in the woods basically. But I don't think so. Everyone I know that could question my decisions is so far away from me. It's so much easier to make the decisions I want when I have no judgemental faces around me.
I could never achieve this kind of freedom in our hometown. And I'm here now, it's day two of fourteen days that I'm going to spend here and I know now that my life it's so much lighter and simple than 99% of the people here. It's relieving actually. I can't imagine living here anymore, and I think u "city folks" complicated EVERYTHING... It's all buying and status and a cycle of filling the voids that should not exist.
I'm a tattoo artist now. Can u imagine sitting in a table with my super conservative dad and telling him that? But I did it today. I also had my left hand tattooed (in process to be honest) lol
I think I've always wanted this.
Do u remember when I posted a photo of a back tattoo (it was wings, I guess) on Facebook and your parents got scared that I was going to show up all tattooed and stuff? Like getting a tattoo was the dumbest thing someone could do. I laugh a lot when I look at my tattoos and I remember that.
So I looked your IG profile (I wonder how your feed is, by the way – absolutely hate private accounts) and saw your new profile photo. We couldn't be so far apart. You were wearing a dress shirt, everything soooOoo FaNcYyY lol sorry about it, I'm just messing with u
But really, I'm happy because u seem happy. I'm just wondering if we were always that different, u know? I don't mean that in a sad way or anything, because I'm very happy too, like we're totally different people with totally different lifestyles, I found the love of my life and I'm 100% in love with what I do, and you're living your dream and everything. So yeah, we're both where we wanted to be, and I don't believe that we would be happy if things were different, don't get me wrong. It's just funny how we ended up so far apart in terms of what we want.
Like... U had a lot of riot in you too, didn't u? With your leather jacket and long hair. Or maybe I was the "punk" all along but managed to get "on line" back then... I'm not judging me or you, just wandering.
But anyway, it's almost impossible to be here and not laughing about how it all turned out. Guess that if I could told the 17 years old u all that, he wasn't going to believe me.
By the way, if you ever need a tattoo, it would be funny if I was the one to made it. LOL
Ok, enough of it.
Just keeping the tradition alive, every now and then I type a lot of crap in here just to keep in touch, I don't feel like I know you anymore, but that boy back then was my best friend.
Eu não me sinto uma pessoa muito grata em alguns períodos da minha vida, sabe?
É quase instintivo estar sempre buscando alguma coisa a mais que acrescente um pouquinho de frio na barriga, ou um pouco de estabilidade, um trabalho diferente, ou mais disso e menos daquilo. Na verdade, eu não consigo nem me lembrar de algum período da minha vida em que eu não estivesse buscando algo a mais – talvez eu fosse até mais feliz, caso fosse um pouco mais acomodada, ou um pouco mais grata mesmo.
Eu também sei que eu estou nessa fase toda estranha em que um dia é tudo lindo e no outro é tudo sufocante. Que eu queira viver muito mais do que eu vivo agora e, ao mesmo tempo, às vezes não tenha o menor interesse na vida.
Eu sempre tive mais medo de estagnar do que de mudar, sabe? E às vezes o que a vida exige é justamente o mais difícil: paciência.
Mas, mesmo com todas as oscilações, uma coisa permanece constante: você foi desde o primeiro dia, e continua sendo por todos os dias, uma fortaleza muito grande dentro e fora de mim.
Eu lembro bem que, apesar de toda a animação que eu senti, eu me desesperei demais por você ter se tornando uma parte tão importante dos meus dias e dos meus pensamentos. Estar com alguém era o que eu menos queria naquele momento, mas estar com você era tudo o que eu queria. Com uma velocidade impressionante, você se tornou meu maior amor, meu maior amigo e meu maior abrigo.
Quando nós dissemos lá naquele primeiro encontro aquela frase simples ("sem máscaras"), mesmo assim eu não podia nem sonhar no quanto ela seria verdadeira.
É como se eu finalmente me sentisse livre pra ser quem eu sou e muito mais, como se eu até fosse mais parecida comigo mesma perto de você. Mais que isso, como se eu fosse livre pra mudar todos os dias com a certeza de que você ainda vai estar aqui, não importa quantas mudanças aconteçam – internas e externas.
Nós passamos muito mais do que qualquer pessoa pode imaginar, e mesmo nos nossos piores momentos nós nunca nos viramos um contra o outro. Sempre foi nós contra o mundo. É como se eu estivesse conhecendo todos os dias um daqueles amores que duram pra sempre que a gente torce pra ter, mas que nunca espera que vão aparecer pra gente. E eu, que sempre enjoei de tudo, me surpreendo todos os dias acordando e te amando ainda mais (o clichê dos clichês, mas o mais difícil deles).
E eu, que disse nos últimos anos que nunca mais me relacionaria com um homem até o fim dos meus dias, me peguei rindo de mim mesma quando encontrei o mais incrível deles. Qualquer pessoa teria uma sorte inimaginável em ter você, mas de alguma forma eu sou essa pessoa mais sortuda do mundo.
Eu te amo quando as coisas estão fáceis e te amo ainda mais quando as coisas estão difíceis. Eu amo te ver evoluindo todos os dias, e se tornando ainda mais motivo de orgulho e admiração.
Você tem noção de que só no nosso primeiro ano enfrentamos uma despedida separada por 1500km, uma saudade terrível por 7 meses, uma quase fuga avassaladora, mais de uma tonelada de peixe/camarão, atendimentos infindáveis e uma pressão do caralho? E que no nosso segundo ano a coisa ficou ainda mais doida e enfrentamos uma mudança mega estranha, duas depressões seguidas, 3 empréstimos, 1 desemprego e uma chefe totalmente maluca? E, do nada, no terceiro ano depois de praticamente um despejo, um abandono de carreira, 2 trabalhos ridiculamente difíceis e muito dedo no cu e gritaria, as coisas estão se ajeitando de uma forma muito doida pra nós? Kkkkk
Acho que não podia ser diferente, né?
E o ponto principal é que nós fomos testados muitíssimas vezes e em nenhum desses testes desistir de nós foi uma opção. Mais que isso, nunca nem passou pela nossa cabeça deixar que alguma dificuldade nos fizesse cogitar uma vida em que nós não estivéssemos juntos.
Eu te amo em cada sorriso, em cada piada sem graça, em cada faxina, implicância doméstica e em cada lambida e mordida. Você é um homem extraordinário e, mesmo quando eu duvido da minha capacidade de ser feliz, eu logo sei que isso é besteira, porquê é impossível não ser feliz do seu lado.
Apesar das minhas insônias frequentes (tipo essa), das minhas ansiedades ridículas e de eu ter simplesmente três projetos de vida paralelos nenhum deles estar onde eu quero nesse momento, eu tenho você pra me acalmar e me dizer: calma, é só a crise dos 30. Kkkkk
E muito provavelmente é só isso mesmo mas, mesmo se não for, eu fico mais confiante por ter você do meu lado. Eu sei que, tendo você, não tem como dar errado.
E aproveitando o texto pra responder o que você disse hoje: eu também quero envelhecer do seu lado. Eu quero viver tudo o que eu puder do seu lado. Você é o amor da minha vida. Eu sabia disso já no primeiro dia e, 891 dias depois, eu tenho ainda mais certeza. Você faz o casamento parecer fácil (apesar de eu manter a minha opinião de que noivado não é casamento mesmo que a gente more junto, faça tudo junto, e basicamente faça tudo que as pessoas casadas fazem kkkkkk).
Te amo infinitamente.
🖤.