I'M STARVIN', DARLIN', LET ME PUT MY LIPS TO SOMETHIN' LET ME WRAP MY TEETH AROUND THE WORLD.
nome: maine sun idade: 25 anos aniversário: 26.11.99 local de nascimento: nashville, estados unidos família: ronald sun (pai, agricultor, vivo) e marise sun (mãe, dona de casa, falecida) altura: 1.65m sexualidade: bissexual e birromântica cor dos olhos: amendoados cor do cabelo: castanho traços marcantes: cor dos olhos, porte atlético, expressão confiante curso: farmacologia ano de graduação: 5º ano, 9º semestre extracurriculares: clube de debates (vice-presidente) e sociedade da filosofia aplicada esporte: boxe.
I WON'T LIE, IF THERE'S SOMETHIN' TO BE GAINED THERE'S MONEY TO BE MADE, WHATEVER IS STILL TO COME.
Maine não é flor que se cheire e, ainda assim, fez um ótimo trabalho em manter as pessoas por perto, porque precisam dela. Com uma mente afiada, argumentos na ponta da língua e uma lista vasta de contatos, sua personalidade intragável muitas vezes é equilibrada com suas saídas versáteis para todas as situações. Pessimista, desconfiada, egocêntrica e engenhosa, raramente aproveita ou desfruta de bons momentos sem que esteja esperando ser apunhalada pelas costas, o que a torna uma criatura com poucas conexões verdadeiras. Marcada por uma vida difícil, carrega o peso de ser obrigada a sobreviver e, de forma completamente emblemática, ser o único filho que seu pai teve. Paciente até onde seu punho não se cerra e solícita até onde seus lábios tremem, possui uma retórica formidável. É uma pessoa emocionalmente distante, e isso não faz questão de esconder, mas vez ou outra massageia egos ou tenta usar outros artifícios além de sua mente afiada para convencer uma pessoa de que é relevante (insinuar que pode sim ser mudada pela pessoa certa, ou dar falsas dicas de que há bondade em seu coração e ela apenas não conheceu alguém paciente o bastante para ensiná-la a ser boa, esse tipo de baboseira infundada). A verdade é que nem mesmo ela sabe se existe algo para ser salvo, e reconhece que nunca realmente viveu, e essa será sempre sua prisão. No fundo, Maine se sente roubada da possibilidade de ser uma boa pessoa, porque precisou lutar desde bem nova, e agora, é um caminho sem volta.
LET ME WATCH THE DRESSIN' START TO PEEL IT'S A KINDNESS, HIGHNESS CRUMBS ENOUGH FOR EVERYONE OLD AND YOUNG ARE WELCOME TO THE MEAL.
Possíveis gatilhos de leitura: violência extrema, uso de armas de fogo, citações a massacre em ambiente escolar, câncer de pulmão. A vida de Maine foi marcada por violência, pobreza e negligência estatal, precisando recorrer à mais violência e mais desonestidade como forma de sobreviver.
Criada no violento estado do Tennessee, a vida em Nashville foi cruel até o último dia em que esteve nela. Filha mais velha de quatro meninas e com um pai cultivador do tabaco exportado para o Reino Unido, o câncer de pulmão que acometeu a mãe parecia um castigo divino desproporcional àqueles tentando meramente sobreviver, levando-a quando sua irmã mais nova tinha apenas três anos de idade, não importava quantas súplicas fizessem todos os domingos nas missas, afinal, o único deus que poderia salvá-la era o dinheiro, e ninguém em sua casa o possuía. A partir daí, Maine passou a carregar o peso da criação das menores. O pai, Ronald, embora fosse amoroso, era um sujeito desconfiado, especialmente após a morte de sua amada Marise e, por isso, alertou que a filha sempre trancasse muito bem as portas durante a noite, já que o trabalho na fazenda o fazia ficar ausente por inúmeros dias seguidos e, ter jovens moças sozinhas não era prudente. Não sem o devido treinamento. Aos doze anos, Maine já sabia manusear mais armas de fogo do que tinha de força, e andava sempre com um revólver escondido. A escola não fazia revista, na verdade, ninguém realmente se importava com aquele prédio decadente, portanto, era tão fácil para ela quanto para qualquer jovem perturbado levar qualquer uma pistola escondida na mochila. Não que ela quisesse levar uma, mas era uma filha obediente e, como um reflexo direto das preocupações paternas, também começou a desconfiar até da própria sombra.
Embora fosse pobre, era uma criança esforçada e possuía uma agilidade de aprendizagem formidável, que atraía elogios de docentes e lhe possibilitava ganhar dinheiro às custas dos alunos preguiçosos que preferiam matar tempo atrás da arquibancada de madeira podre ou usando drogas nos banheiros sem supervisão. Podia não ser carismática, mas era inteligente e, com um tempo, tornou-se influente também. Maine fazia trabalhos, mas seus favores iam além disso: agora ela sabia quem vendia drogas, quem chantageava professores, quem mais também tinha armas, quem conseguia produtos falsificados por metade do preço e quem, naquele fim de mundo, possuía um antro de contatos de elite, de ricos de verdade. Maine nunca havia visto um. Eles não pisavam com suas botas caras naquele chão desgraçado e esquecido, onde o saneamento básico era uma mera sugestão, e a taxa de crimes só crescia após os recursos municipais serem desproporcionalmente distribuídos entre os bairros mais ricos e mais pobres da região metropolitana. Ela conhecia pessoas que conheciam pessoas e, aos poucos, isso que lhe abriu portas. O pai não gostava, achava perigoso que uma menina de quinze anos soubesse e tivesse acesso a tudo que ele mais temia influenciar suas meninas, contudo, Maine assegurava que saber demais era uma arma tão letal quanto a que disparava balas e, de certo modo, ambos se tornaram cúmplices na criação das outras meninas quando ele percebeu que havia a criado para ser exatamente aquilo que se mostrava agora.
Aos dezesseis, foi uma das notáveis sobreviventes e corajosa protetora das crianças de Cedar Ridge High, o que foi um jeito bonito de contar como sua arma de fogo, disparada contra outro aluno, o impossibilitou de atirar nos demais colegas e na professora. Como dito anteriormente, qualquer um poderia levar uma arma e aquela alma mais atormentada que a sua foi uma dessas. Maine se recorda do choque e do som dos disparos. Ela não sabia onde queria acertar, mas, de certo modo, ficou aliviada que não foi em ponto vital. Se por um lado havia prestígio no ato, por outro, criou-se medo. Por que ela tinha uma arma? Esse tempo todo, Maine Sun tinha uma arma? Os alunos, que antes pediam favores, agora agiam como se lhe devessem favores. E, por mais que não se orgulhe disso, Maine passou a ostentar a postura, pois, se era isso que colocava comida na mesa, não seria ela a se retratar. Medo pagava mais do que as gorjetas de garçonete do restaurante no centro da cidade.
Com dezoito, mudou-se para Lincoln com o pai e as irmãs, após o maior comprador dos produtos agrícolas requisitar funcionários para trabalhar em uma fazenda privada apenas para a produção do tabaco. Com um alto índice de fumantes e um baixo índice de produtores, gostariam de testar uma ampliação do mercado. Os funcionários eram poucos, e as meninas viviam, junto com o pai, em uma vila feita para trabalhadores dessa fazenda. Maine precisou reinventar-se, deixando o passado violento e o clima sulista dos Estados Unidos para enfrentar o céu cinzento do Reino Unido, com seu sotaque rebuscado e olhares severos. Não tinha mais a obrigação da escola, mas agora tinha experiência. Sabia se misturar e ainda era nova o suficiente para fisgar um sênior em um colégio bom, que lhe daria acesso a mais estudantes idiotas do ensino médio, mas também era velha o suficiente para poder transitar entre universitários. Bonita, mas desagradável, inteligente, embora pouco sociável. Maine teve um começo difícil, e, assim, aprendeu a ter que mascarar seu comportamento e amaciar egos antes de mostrar-se a criatura monstruosa e egoísta que era. Mais trabalhos falsificados. Começou a ser chamada para festas. Aí, vieram mais contatos. Descobriu quem vendia as melhores drogas, e quem conhecia uma pessoa que conhecia uma pessoa que conhecia uma pessoa, acabou se tornando “a americana” que era praticamente um código que não entregava muito e, ao mesmo tempo, dizia muita coisa.
Estudando em casa e se sustentando através dos favores e da troca de informação, quem lhe apadrinhou, na verdade, foi o patrão do pai. O homem valorizava a família Sun como um todo, e conseguia ver nela, a filha mais velha, alguém que lhe traria bons frutos, portanto, ela valia a pena como investimento, especialmente porque ele pretendia ampliar seus negócios e entrar de cabeça na área de desenvolvimento e criação de fármacos. Maine sabia que isso não era bom, mas não se importava o suficiente, contanto que significasse manter a salvo sua família. Ninguém nunca os viu ou se importou com eles, então não seria ela que se importaria com alguém além dos seus. Claro, isso também significava reconhecer que estava se tornando parte da indústria que havia matado sua mãe. Produza remédios, não cura. Mas, bem, agora ela já havia morrido. Por mais que se sentisse uma traidora, Maine sabia que precisava engolir seus sentimentos tolos em prol de realmente ajudar suas irmãs e seu pai.
Não se pode dizer que era amiga de Owen, mas entre todas as pessoas que detesta na universidade, ele não estava no topo da lista, portanto, quando ele foi encontrado morto, embora sua maior preocupação tenha sido a arma de fogo escondida em seus pertences caso revirassem suas coisas, ressentiu que não fosse outro rico mais sem noção no lugar dele. Talvez devesse estar mais preocupada com o teor de toda a situação, entretanto, tantos anos lutando apenas por si mesma lhe deixaram insensível e altamente cínica, então, continua utilizando as armas que tem ao seu favor: consegue pensar em situações desesperadoras e encontrar boas saídas para as enrascadas de terceiros, conhece pessoas, pode revisar trabalhos com maestria e, por estar em seu último ano, também consegue remédios e outras drogas e, ela nem cobra em dinheiro, prefere aumentar o seu banco de favores.








