Talentos para o futuro: Profissões e indecisões
Houve um tempo onde ser médico ou advogado era sinônimo de riqueza. Tudo bem que em alguns casos ainda é, mas a realidade que vivemos hoje é bem diferente de 15 anos atrás quando eu tinha apenas 2 anos de idade. O mundo está em constante evolução e a Terra em constante movimentação, e é natural que tudo dentro dessa atmosfera também mude. Por isso resolvi escrever esse texto no melhor estilo professor legalzão de ensino médio que fala sobre profissões e amplia os horizontes de seus alunos, para que vocês saibam um pouco mais das indecisões acerca do nível superior e por que não dizer: para que captem algumas dicas de como lidar com essa indecisão.(Anny querida, não esqueci que você quer ser advogada, então por favor não esqueça de mim quando eu ficar rico e famoso e ser processado por não tirar foto com os fãs e mentir a respeito do meu nome)
Ainda hoje é bem comum vermos jovens que chegam ao ensino médio sem ter certeza de qualquer carreira que seja em mente, experiência própria, já que eu terminei meu “colegial” (Ai como ele é velho...) e não faço a menor ideia se curso comunicação social ou gastronomia. Amo de paixão cozinhar, mas não posso renegar minha criatividade e predisposição para inventar slogans, jingles, etc. Adoro os publicitários, (Paulinha, descobri porque a gente funciona tão bem, vamos casar miga) acho eles incríveis e extremamente criativos já que eles TEM QUE SER para trabalhar nessa área, mas também amo escrever textos de todos os tipos, por isso criei esse espaço, para dividir um pouco dos meus devaneios e um pouco da minha jornada “cheia de vivências” ao longo da adolescência.
Não me critiquem pelo que vem a seguir, por favor!!!
Ao longo da minha vida escolar eu tive professores que sempre me descreveram como ‘multifacetado’ (Sempre quis dizer/escrever essa palavra em algum lugar fino, óbvio que meu blog é um lugar fino, mas não é hétero, branco, em defesa da família tradicional e muito menos fala Bolsomito 2018) e que eu daria certo em qualquer profissão que eu escolhesse. Desde que não envolvesse cálculos e fórmulas, eles foram gentis em me omitir isso, mas eu já sabia, é claro. Gente de humanas sente que é de humanas antes mesmo de entender o que é isso. É místico sabe? A gente é meio sobrenatural.
Isso de ouvir que sou fodão dos professores não é tão maneiro quanto parece já que fundiu a minha cabeça e eu fiquei sem saber exatamente o que fazer no futuro. Meus gostos estão me ajudando agora, mas é bem óbvio que eu pretendo cursar muitas matérias e conquistar vários diplomas porque quero ser rico e morar bem, mas enquanto isso não acontece, o jeito é estudar pra vestibular mesmo
A coisa de mudar de ideia a respeito de uma profissão porque é a coisa mais normal do mundo que pode acontecer com um ser humano:
Quando eu tinha 6 anos sonhava em ser astronauta, dois anos mais tarde pensei em direito, ou como todos da família chamavam, ‘advocacia’, passei para história 3 anos depois, e me mantive com esse pensamento até os 13 anos quando minha cabeça deu um nó e eu de repente não sabia mais o que cursar e nem fazer da vida. Finalmente cheguei ao terceiro ano, e motivado pelas críticas positivas a respeito dos meus pratos, decidi que ia fazer gastronomia e investir numa cadeia de restaurantes. Sonho que se dissolveu depois do meu 5º teste vocacional que resultou algo diferente assim como os 4 anteriores diferiram um do outro e pela primeira vez surgiu a grande ideia de cursar comunicação social (Publicidade & propaganda e jornalismo), logo após a visita a uma faculdade que não tinha gastronomia em seu currículo. Quando eu segurei aquela plaquinha, parece que tudo ficou mais nítido. O verde mais verde, o céu mais azul, o tempo parando quase ao ponto de congelar aquele momento, os barulhos ao redor emudecendo enquanto os pensamentos fervilhavam na minha cabeça e passavam diante dos meus olhos como uma simulação o meu futuro como publicitário/redator/gastrônomo. Minha paralisia momentânea deu lugar a um sorriso já que uma foto seria tirada, mas aquele sorriso não era só de pose, representava uma nova porta aberta para uma possibilidade que não fora cogitada antes. Acho que todos já entenderam que eu vou cursar mais coisas do que pretendia, e que nenhuma das opções que cogitei antes do 5º vocacional perduraram em minha mente. A lista completa é maior do que vocês imaginam. Gastronomia, confeitaria, comunicação social (publicidade e jornalismo),design de interiores/exteriores, e quem sabe de repente até uma de português... Depende do meu humor, da dificuldade das coisas, da minha situação financeira e da minha atual motivação por provas das forças armadas para garantir a estabilidade financeira.
Sobre pais que se metem na vida dos filhos e os obrigam a cursar algo que vai deixá-los infelizes, mas que provavelmente vai garantir uma boa conta bancária no final do mês:
Pais podem ser bem chatos com relação ao nosso futuro e educação, principalmente no que diz respeito às condições que desejamos ter. É importante termos dinheiro? SIM, é claro que isso é importante, mas acho que além disso, devemos trabalhar com algo que gostamos e temos afinidade para realizarmos as tarefas com precisão e de forma que agrade desde o chefe até o cliente quando for o caso.
Nesse aspecto posso levantar minhas mãos para o céu e agradecer pelos pais que tenho. Eles nunca, nunca, NUNCA me obrigaram a escolher algo apenas pelo retorno financeiro, eles querem que eu trabalhe com algo que me deixa feliz. Não, eles não ganham tão bem, mas isso deve-se ao fato de terem que trabalhar cedo para ajudarem em casa. Tenho muito orgulho deles por isso, mas não quero passar pela mesma coisa, graças a eles eu tive a oportunidade de terminar meu segundo grau e agora correr atrás de uma faculdade. Conheço pessoas que foram obrigadas pelos pais a cursar coisas que não gostavam, o retorno financeiro deles é ótimo, mas em compensação a infelicidade no trabalho é tremenda.
Acho bem cool os pais mostrarem para os filhos as atividades que podem ser desenvolvidas dentro das áreas que atuam, mas apenas MOSTRAR, nada de exigir que a criança siga os mesmos passos ou curse algo que eles tinham vontade, porque algo pior do que obrigar os filhos a trabalhar em algo apenas pela remuneração é os pais que tentam viver seus sonhos frustrados através dos filhos. Já ouvi meu pai dizer diversas vezes: “Você precisa caminhar com as suas próprias pernas porque um dia nós não estaremos mais aqui.’ (Ele e minha mãe) Essas palavras me motivam cada dia mais para que eu caminhe sozinho e para que eu tenha o meu próprio black card.
O medo de escolher uma carreira e acabar que nem a Britney Spears (flopar)*:
Lembro-me muito bem de falar sobre essa temática com a Paulinha. (Essa bandida tá em todas) Foram dias, falando sobre esse medo de flopar. (não dar certo, para aqueles que não entenderam a palavra ou que não tem swag) Paulinha é super cri cri com isso, passa horas pensando no pior, mas na minha humilde opinião, a gente tem que se preocupar com isso lá na frente. Nada que nos ensine alguma coisa é em vão, e às vezes esquecemos disso. Sempre falei pra ela correr atrás do que quer, mas buscar a estabilidade primeiro pode ser de grande ajuda. Eu por exemplo vou fazer as provas para instituições militares esse ano porque decidi que ter uma grana certa todo mês é melhor que ficar tentando ENEM até passar.
Não podemos prever o futuro (poxa ): ), mas podemos tentar melhorará-lo mesmo que não possamos vê-lo. Para isso, inevitavelmente teremos que desenvolver atividades e lidar com pessoas que não gostamos, mas é melhor passarmos por isso do que ficarmos olhando para o nada a vida inteira, imaginando o que poderia ter sido caso tivéssemos escolhido a estabilidade ao invés da insegurança, ou apenas o gostar ao invés de “sofrer” por um tempo até alcançarmos nossos verdadeiros objetivos. Concurso público? Na atual situação, NEM PENSAR!!! Se for o caso, prezemos pelas empresas privadas.
Umas dica para escolher a profissão:
Façam vocacionais quando chegarem ao ensino médio, ainda assim há a possibilidade da mudança de curso, mas as chances são menores.
Quanto mais cedo vocês desenvolverem gosto por uma atividade e pesquisarem sobre ela melhor, pesquise profissões e veja as que se encaixa melhor nos seus gostos.
Passou no vestibular, mas não é o curso que deseja? Se o curso para o qual você foi selecionado pertence à mesma área (humanas,exatas,biológicas) você COMECE a estudar essa matéria, e depois de 3 períodos (ou 3 meses) você pode fazer uma prova de transferência para outro curso desde que ele pertença à mesma área.
Se você não concorda comigo, escolha uma coisa que saiba que vai gostar de fazer a vida inteira (Acho meio difícil achar algo que não tenha algo que você não goste) e vai ser feliz. Gosto de evolução, e se você não gosta, ou não quer evoluir em áreas diferentes, boa sorte com um diploma só. Não pretendo falar sobre a dificuldade de entrar na Universidade porque isso me irrita. Mas no geral é isso que acontece em nossas cabeças. Esse texto foi meio auto-ajuda? (Acho que eu quis dizer auto-reflexivo, introspectivo, etc) Foi, mas é algo que acontece com todo mundo, e se não aconteceu com você, relaxe, porque ainda vai acontecer. Nada de sofrer por antecipação.
*Desculpa Britney Army, ainda vai chegar o dia que eu vou zuar a Beyoncé também, então fiquem de boas aí.













