— check-in arrangement.
allleinn:
Nihan não era garota tola, tampouco ingênua, sabia que se ele resolvesse chamar os seguranças ou contasse ao hotel sobre as mentiras da mulher ela iria presa, sofreria consequências quais não estava preparada para enfrentar. Tinha que dar um jeito de contornar a situação, fosse por palavras ou por força e sinceramente ela esperava que fosse o primeiro, não queria ter de correr de salto e nem machucar o rapaz -, por mais que já tivesse algumas restrições com o mesmo pelo simples fato de ser dono de grande fortuna ou como ela gostava de o chamar, outro burguesinho de merda.
Ela deu um leve sorriso para ele, se aproximando rapidamente do mesmo e apoiando-se sobre a parede, estava acostumada a mentir para as pessoas e talvez o enganar fosse fácil, mas tentaria lidar com aquela com algumas verdades, verdades romantizadas mas verdades. —— Não chame os seguranças. —— Ela pediu, forçando-se a fazer cara de choro, esperando que suas falsas lágrimas o desarmassem de algum modo. Que o tornasse mais passivo quanto a seus atos e talvez ele até a deixasse escapar com mais facilidade. —— Por favor. —— Repetiu em um tom mais baixo, tentando se atentar bastante aos detalhes naquela situação. Sabia que era por eles que mentirosos eram descobertos.
Ela foi em direção a uma cadeira afim de se sentar enquanto tentaria se explicar, ou quase isso. —— Eu não….eu não quero prejudicar ninguém, apenas não tinha para onde ir ou com quem contar. —— Aquilo era verdade, sua família havia a expulsado de casa afinal, jogado na rua só com a roupa no corpo e algum pouco dinheiro na carteira. O suficiente para compra duas barras de chocolate talvez. —— Achei que se roubasse de pessoas como você não teria problemas, afinal não é como se já não tivessem dinheiro sobrando para fazerem o que quisessem, não é? —— Disse em um tom cheio de falso arrependimento. —— Eu sinto muito, eu não deveria ter invadido o seu quarto….ou estar fazendo essas coisas. Só estou desesperada, entende? —— Bem, já esteve em situação muito pior, uma pitada de mentiras não faria mal a ninguém
Com os olhos firmados nela, ainda defensivo, Rafael orou silenciosamente para que ela não tivesse ouvido a atravancada em sua respiração. Ela não ia mesmo chorar, ia? A verdade era que Rafa não era muito bom em ser frio; na realidade, não devia ser muito difícil lhe passar um golpe. Ele não conseguia não se sentir comovido ou — droga, culpado. Odiava a possibilidade de ser visto como apenas mais um riquinho filho de papai com a cabeça enfiada dentro do próprio orifício tanto quanto a de realmente se tornar mais um exemplar de tal espécie. Ao mesmo tempo, porém, ele ainda conseguia racionalizar as coisas em alguma medida — e, se aquela estranha conseguira adentrar seu quarto sem ser pega, havia apenas duas opções: ou ela dera um mata leão muito discreto em um número de funcionários, o que não parecia ser o caso se a maioria continuava desperta e despreocupada, ou ela era uma ótima atriz. Rafael podia até comprar uma história triste, mas sabia que a equipe daquele lugar, não.
Respirou fundo, cabeça contra o batente da porta, a maçaneta cutucando suas costas. Okay, podia contornar aquela situação de uma melhor maneira. Podia ser diplomático. Sua vida inteira fora treinado para tanto. — Certo, escuta… eu realmente quero acreditar em você — era verdade. — Mas eu também não posso te deixar aqui ou te deixar ir de qualquer jeito. Então… por que não entramos em um acordo? Me explique sua situação e o que você precisa e eu vejo o que eu posso fazer pra te ajudar, que tal? E daí você sai ilesa daqui. Me ajuda a te ajudar.












