— check-in arrangement.
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Manteve o braço erguido na direção com o cartão firme entre os dedos enquanto continuava a acompanhar cada movimento alheio com os olhos. Devia parecer mais patético do que ameaçador naquela posição, porém o que mais podia fazer? Nem mesmo uma chave ele tinha ali… não que achasse que algo similar chegaria a ser necessário. A garota nem era assim tão alta — bem, não em relação a ele, ao menos —, além de parecer inofensiva. Francamente, ela parecia mais uma jovem gentil e ingênua, coisa que ela decerto não era, se conseguira de alguma forma passar a perna em suficientes pessoas para chegar até ali e, ainda por cima, aproveitar-se dos serviços oferecidos por aquele lugar sem vergonha alguma. Um belo lembrete de que aparências enganavam. Quiçá fosse melhor não subestimá-la assim tão cedo.
Cada passo que a estranha dava em sua direção Rafael respondia com um para trás, distanciando-se dela ao mesmo tempo em que aproximava-se da porta. Encostado nessa ele parou, braços estendidos no sentido de bloqueá-la completamente. Arqueou as sobrancelhas ante o comentário engraçadinho de quem buscava distraÃ-lo da situação atual. Então ela realmente achava que seria tão fácil assim? Sério mesmo?
Estalou a lÃngua repetidas vezes em uma negação que beirava a condescendência. — Eu discordo, acho que temos todo o tempo do mundo… porque eu tenho, e só pretendo deixá-la sair daqui quando tiver respostas — encostado contra a porta, cruzou os braços. — Acho bom começar. Não quero ter de chamar os seguranças — era provável que teria de chamá-los de qualquer maneira, até porque não podia deixá-la simplesmente ir embora com o risco de que voltasse depois, mas, com uma boa explicação, podia considerar interferir em favor dela. No entanto, fingir que não a vira não lhe era uma opção.
Nihan não era garota tola, tampouco ingênua, sabia que se ele resolvesse chamar os seguranças ou contasse ao hotel sobre as mentiras da mulher ela iria presa, sofreria consequências quais não estava preparada para enfrentar. Tinha que dar um jeito de contornar a situação, fosse por palavras ou por força e sinceramente ela esperava que fosse o primeiro, não queria ter de correr de salto e nem machucar o rapaz -, por mais que já tivesse algumas restrições com o mesmo pelo simples fato de ser dono de grande fortuna ou como ela gostava de o chamar, outro burguesinho de merda.
Ela deu um leve sorriso para ele, se aproximando rapidamente do mesmo e apoiando-se sobre a parede, estava acostumada a mentir para as pessoas e talvez o enganar fosse fácil, mas tentaria lidar com aquela com algumas verdades, verdades romantizadas mas verdades.  —— Não chame os seguranças.  —— Ela pediu, forçando-se a fazer cara de choro, esperando que suas falsas lágrimas o desarmassem de algum modo. Que o tornasse mais passivo quanto a seus atos e talvez ele até a deixasse escapar com mais facilidade.  —— Por favor.  —— Repetiu em um tom mais baixo, tentando se atentar bastante aos detalhes naquela situação. Sabia que era por eles que mentirosos eram descobertos.
Ela foi em direção a uma cadeira afim de se sentar enquanto tentaria se explicar, ou quase isso.  —— Eu não….eu não quero prejudicar ninguém, apenas não tinha para onde ir ou com quem contar.  —— Aquilo era verdade, sua famÃlia havia a expulsado de casa afinal, jogado na rua só com a roupa no corpo e algum pouco dinheiro na carteira. O suficiente para compra duas barras de chocolate talvez.  —— Achei que se roubasse de pessoas como você não teria problemas, afinal não é como se já não tivessem dinheiro sobrando para fazerem o que quisessem, não é?  —— Disse em um tom cheio de falso arrependimento.  —— Eu sinto muito, eu não deveria ter invadido o seu quarto….ou estar fazendo essas coisas. Só estou desesperada, entende?  —— Bem, já esteve em situação muito pior, uma pitada de mentiras não faria mal a ninguém












