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Erotismo e Pornografia no cinema e outras artes.
Pornografia vem do grego pornógrafos, que significa “escrito sobre prostitutas”. Logo o significado original do termo é a descrição dos costumes e hábitos das prostituas e de seus clientes.
Erotismo surgiu no século XIX, do adjetivo erótico, que veio do grego Eros, Deus do desejo sexual de forma mais ampla. Amor enfermo e busca excessiva da sensualidade são descrições da palavra achadas em dicionários.
Muitos consideram que a diferença entre um e outro é que pornografia é o explicito e o erótico não, porem em uma expressão artística diferenciar um do outro não é tão fácil. Paulo Rafael, um artista plástico da uma interessante definição, dizendo que "O senso comum aponta diferenças entre erotismo e pornografia. Entretanto, quando se procura catalogar tais diferenças, entra-se em um campo subjetivo, pois essas fronteiras dependem do observador ou do contexto cultural e não das características intrínsecas do objeto (erótico ou pornográfico). Afinal, já foi dito que a pornografia é o erotismo dos outros. Erótico e pornográfico não podem ser diferenciados apenas com base em conceitos de explícito e implícito. Assim, em geral procuro evitar o termo erotismo, utilizando apenas o termo pornografia, ampliando seu significado. Pornografia como representação do desejo sexual, uma sexo-grafia ou uma desejo-grafia, na mesma linha de pensamento que conduz a palavras como geografia, litografia e xilografia".
A pornografia faz parte da historia da humanidade, sendo nas esculturas de Vênus na era Paleolítica, nas pinturas de Pompéia, nos textos de Marquês de Sade ou em art house filmes de Vincent Gallo e Lars Von Trier, porem mesmo com registros de filmes pornográficos em 1910, o ano exato do primeiro filme com sexo explicito é praticamente impossível de dizer por que não era importante naquela época registrar esse tipo de informação, entretanto Free Ride (1915) pode ser considerado o primeiro filme oficial do cinema pornô, ainda que não tenha sido comercializado profissionalmente e nem exibido em salas de cinema. Foi especialmente mostrado em bordeis.
No final dos anos 60, filmes pornográficos eram aceitos em varias salas de cinema, nessa época o primeiro lançado foi Mona, a Nifa Virgem (1970), porem antes disso, diretores incluindo lendas como Pier Paolo Pasolini já usava o explicito como parte de suas narrativas. E com o crescimento de cinemas que exibiam os filmes o movimento cresceu e os filmes começaram a receber um tratamento mais refinado em suas produções.
Nos anos 80, agora com a fita VSH, surgiram os astros pornôs que eram considerados muito mais importantes que os produtores ou diretores, mas isso mudou na década de 90 com o surgimento de grandes grifes que se tronaram referencias como, por exemplo, a Buttman. Isso se estende para os dias de hoje com o mercado pornográfico muito forte e a indústria com vários gêneros firmados, filmes com alto orçamento e enredo, filmes amadores e também os softcore, onde não mostra a genitália.
Mais que qualquer um, o cinema pornográfico é capaz de trazer um aspecto transgressor para a sua arte por ter um senso de liberdade maior e por não ter medo do obsceno, entretanto esse aspecto não é visto ultimamente porque a grande produção impede a existência do tempo para criar obras mais detalhadas como na década de 1970.
Paris, Texas (1984)
Dialeto Caipira
O dialeto caipira é um dialeto da língua portuguesa falado pela população do interior do estado de são Paulo, em partes do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e do Nordeste brasileiro.
Caipira é uma mistura do português com o índio, vem da palavra caaipura que significa; de dentro do mato.
Quando se tratou no Senado do Império de criar os cursos jurídicos no Brasil, tendo São Paulo se proposto para ser sede de um deles, houve quem alegasse contra isto o linguajar dos naturais, que inconveniente contaminaria os futuros bacharéis, oriundos de diferentes circunscrições do pais.
O processo dialetal iria longe se não sofressem uma serie de abalos, o caipirismo não existia apenas na linguagem, mas em todas as manifestações, tudo foi modificando como o trabalho escravo pelo assalariado, afastando o homem negro do branco e assim modificando os processos dialetais.
O caipira genuíno considerado roceiros, ignorantes atrasados começa assim ser tirado de lado toda vida coletiva e com isso ter menos influencia nas organizações, a população foi crescendo e criando novos elementos de comunicação, e foi desaparecendo a influencia do homem negro, e o contato com os brancos.
Hoje o dialeto caipira é encontrado em pequenas localidades, principalmente na boca de idosos influenciados pela antiga educação.
Mas certos predomínios ainda continuam, expressões se tornaram bem conhecidas e ainda são usados por cantores sertanejos em musicas, novelas, filmes, festas populares e livros.
E lembrando do caipira brasileiro Amácio Mazzaropi, ator e diretor que imortalizou seu nome em mais de trinta filmes que até hoje fazem sucesso.
E na música podemos lembrar das canções de João Carreiro e Capataz, Milionário e José Rico, Sergio Reis, Trio Parada Dura entre outros.
Expressões:
Biboca: Casa pobre, escondida e de palha
Acabar no caritó: Ficar solteira, ficar para titia
Boca-de-siri: Ficar calado, fazer silencio
Chamego: Sedução, paixão e namoro
Chorar o defunto: Lamentar pela pessoa que morreu
Dar cabo a machado: Inventar problema sem necessidade
Fazer renda: Esperar, tomar chá de cadeira
Fuxicar: Sentido de fofoca ou fuxico
Pinguço: Pessoa bêbada
Trio Parada Dura - Fuscão Preto
Da pornografia a realidade: 10 coisas que você não sabia.
O que são Recursos Minerais?
Os recursos minerais são a concentração de rochas e minerais, economicamente viáveis, em uma determinada região do planeta. Elas se apresentam sob a forma metálica, como: ferro, cobre, alumínio, chumbo, ouro; ou não metálica, como areia, granito, basalto e calcário; ou mesmo nos estados sólido, como o carvão; líquido, como o petróleo; e gasoso, como o gás natural.
a mineração é o processo de extração de minerais, metálicos ou não metálicos, na natureza, em seu estado bruto. As principais etapas da mineração dividem-se em pesquisa e exploração, lavra e o beneficiamento do mineral.
A mineração pode , ser irreversíveis ao meio ambiente – desde a água, o ar, o solo e a natureza – e à vida das pessoas que vivem próximas à região em que está localizada, ou diretamente àqueles que trabalham para ela, a maioria, vítimas de câncer ao longo dos anos, como mineiros que exercem atividades em minas de amianto e carvão.
o uso de barragens de grandes proporções para o despejo de resíduos de mineração é uma tecnologia que precisa ser aprimorada. Há pelo menos duas outras opções de técnicas para descarte dos materiais que reduziriam o risco de mortes durante o trabalho de manutenção, além de diminuir os danos para o meio ambiente. “As empresas optam por esse modelo (barragem) porque o custo é mais baixo.
Uma saída seria depositar os dejetos em forma de pasta. Usada em países como Austrália, Estados Unidos, Canadá e África do Sul, a tecnologia não dispensa o uso da barragem, mas reduz consideravelmente a área e o volume de água demandados no empreendimento e, consequentemente, o risco de rompimento. “Assim, não é preciso cercar o vale e o rio para fazer um barramento. A Construção. Empresas usam o próprio relevo da região para construir as barragens de rejeitos. Geralmente, elas são “encaixadas” no fundo de um vale. As duas montanhas servem de parede, poupando custos na manutenção. Os impactos ambientais desse processo começam já na construção.
fotos. There Will Be Blood (2007) dir. Paul Thomas Anderson
A “Lei da Frontalidade”: entendendo as pinturas egípcias.
Quando se pensa na antiguidade egípcia é comum lembrar de imagens tais quais as pirâmides, múmias e claro, das pinturas parietais. Para quem não está acostumado, as pinturas egípcias poderão despertar um certo estranhamento e até desconforto, porém, está reservado a elas igualmente muita admiração.
Embora popularizada na atualidade graças a cultura popular — principalmente devido a Egiptomania —, é um grande fato que a arte egípcia é composta, em sua maioria esmagadora, de artistas anônimos (BRANCAGLION Jr., 2001). Não conhecemos muitos nomes responsáveis pelas belas peças que hoje encontram-se em museus ao redor do mundo e os poucos que temos ciência não foram por assinar suas obras (o que não era uma prática), mas porque seus nomes foram descobertos acidentalmente em seus ateliês, durante escavações arqueológicas.
As pinturas parietais — tema desse post — possuíram um importante papel para essa civilização que se desenvolveu às margens do Nilo. Elas foram utilizadas como uma forma de comunicação e até uma maneira de auxiliar ou garantir que os falecidos alcançassem seus desejos ou sonhos no além-vida.
Embora pareça bastante complexa, a pintura egípcia costumava seguir alguns padrões como, por exemplo, a cor de pele poder variar de acordo com o gênero da pessoa (homens com um tom avermelhado, quase cobre e mulheres com um tom amarelado) e os indivíduos de classes mais altas ou considerados como o mais importante na cena representados maiores (HAGEN et al, 1999; GOMBRICH, 2008).
Outro padrão tem a ver com a tradição de registrar uma pessoa ou divindade de lado, em uma postura bastante rígida. Na arqueologia egípcia não existe um termo especifico para este tipo de retrato, mas nos estudos de arte convencionou-se a chamar esse tipo de representação como “Lei da Frontalidade”. Nela os personagens são mostrados com a cabeça, os braços e pernas de perfil (1), mas, com os olhos, os ombros e tronco de frente (2), criando assim uma combinação de a visão frontal e a lateral (CASSON, 1983; HAGEN et al, 1999).
Os motivos para esse tipo de reprodução são desconhecidos. Alguns já sugeriram que poderia ser uma ausência de perícia dos antigos artistas, outros que seria uma tentativa de passar uma mensagem de onipotência e existe os que a defendem como possuidora de um arranjo excepcional (CASSON, 1983; BRANCAGLION Jr., 2001; GOMBRICH, 2008). Me utilizo aqui das palavras de Gombrich:
Vale a pena pegar um lápis e tentar reproduzir um desses desenhos egípcios “primitivos”. Nossas tentativas vão sempre parecer inábeis, assimétricas e deformadas. Pelo menos, as minhas parecem. Pois o sentido egípcio de ordem em todos os detalhes é tão poderoso que qualquer variação, por mínima que seja, parece desorganizar inteiramente o conjunto (GOMBRICH, 2008, p. 64).
Como eram feitas:
O trabalho era efetuado por um grupo de desenhistas (sesh, em egípcio antigo) ou os “desenhistas escultores” (sesh kedut) e cada um ficava responsável em efetuar uma determinada tarefa (STROUHAL, 2007):
Os motivos para esse tipo de reprodução são desconhecidos. Alguns já sugeriram que poderia ser uma ausência de perícia dos antigos artistas, outros que seria uma tentativa de passar uma mensagem de onipotência e existe os que a defendem como possuidora de um arranjo excepcional (CASSON, 1983; BRANCAGLION Jr., 2001; GOMBRICH, 2008). Me utilizo aqui das palavras de Gombrich:
Como em qualquer sociedade, naturalmente o Egito Antigo possuía as suas exceções. Nem todas as mulheres eram representadas mais claras que os homens, assim como nem todas as imagens eram representadas de perfil. Ademais, os estilos de pinturas variaram com o tempo. Em dados períodos será possível encontrar representações mais naturalistas, em outros com um caráter mais relaxado, sem a rigidez que o cânone artístico comumente empregava. É necessário que os estudantes estejam cientes da variedade da arte egípcia e seus autores, apesar do que a tradição artística pode sugerir, a exemplo da própria “Lei da Frontalidade’’.
Cânone
Cânone, na língua portuguesa, tem com significa geral de regram, norma. Em diferentes conceitos, cânone pode ter significados mais específicos.
Nas Artes
Nas belas-artes cânone era uma regra que estabelecia as proporções do corpo humano, Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, é o cânone mais famoso proporções humanas. Depois cânone foi, também, aplicado na arquitetura.
O cânone de proporção egípcio.
No Império Médio eram usadas grades para pintar figuras humanas. Aparentemente estas grades eram usadas como guias, os egípcios seguiam o sistema abaixo.
1. A figura em pé deve ocupar 18 quadrados da sola do pé ao couro cabeludo.
2. A linha do joelho deve ser de 1/3 de altura, na linha 6.
3. A linha da nádega inferior deve estar em meia atura, na linha 9.
4. A linha do cotovelo deve estar em 2/3 de altura, na linha 12.
5. Os ombros e o pescoço devem estar na linha 16.
6. A linha da panturrilha, entre o joelho e a sola do pé, deve ser na terceira linha.
7. O nariz e o lábio devem ser separados pela linha 17.
8. A linha 14 deve atravessar o mamilo.
9. A linha 11 deve passar pela região lombar numa figura masculina e 12 na feminina.
10. O comprimento de um antebraço estendido era geralmente de 5 quadrados, do cotovelo até as pontas dos dedos estendidos.
11. Uma figura vertical que passa pelo ouvido divide a figura em duas partes.
12. Nas figuras masculinas na linha 15, os ombros medem 5 quadrados, as axilas geralmente são separadas por 4 e a parte debaixo das costas mede 2 ½ quadrados na linha 11.
13. Nas figuras femininas na linha 15 os ombros medem 5 quadrados, axilas são separadas por 3 e a parte de baixo das costas mede 2 quadrados na linha 12.
Pintura
A arte egípcia esta muito ligada a religião, a grande maioria das pinturas, esculturas, monumento estavam ligados, diretamente ou indiretamente a temas religiosos.
As pinturas eram feitas, na maioria das vezes, nas paredes das pirâmides e essas obras retratavam as ações dos deuses, a vida dos faraós e a vida após a morte, sempre muito espiritual. As figuras eram retratadas de perfil , os egípcios não trabalhavam com imagens tridimensionais, os desenhos eram acompanhado de textos e a tinta eram obtidas na natureza (pó de minérios, substancias orgânicas).
Escultura
Em tumbas foram encontrados varias esculturas feitas com ouro, os egípcios conheciam muito bem as técnicas para trabalhar com o minério. Eles faziam estatuas representando deuses da religião politeísta egípcia e mascaras mortuárias para proteger o rosto de faraós mumificados.
Arquitetura
Graças a conhecimentos matemáticos desenvolvidos por ele mesmo, os egípcios foram capazes de erguer obras inacreditáveis para aquela época que sobrevivem até os dias de hoje. Templos, palácios e pirâmides, todos extremamente imponentes, foram construídos em homenagem aos deuses e faraós.
Nas áreas urbanas o termo caipira é normalmente usado de forma pejorativa, ligado à falta de bom gosto, timidez ou ignorância. Porem tudo isso é preconceito das áreas industrializadas com o passado rural do Brasil.
A cultura caipira do passado, recente em termos históricos, é a adaptação do português em território brasileiro, seus costumes e modo de pensar como a religiosidade, misturado com os costumes dos índios, a familiaridade com mato por exemplo. Além disso pode se encontrar elementos africanos em alguns mitos do homem do interior.
Na culinária da vida caipira se destaca bolos de fubá, biscoito de polvilho, broas café feito no coador de pano, leite quente, ordenhado da vaca no fogão de lenha. Além de licores de frutas da região e a famosa cachaça que se tornou uma bebida típica de todo o Brasil.
Já na arte, Almeida Junior imortalizou o caipira típico na obra “Caipira picando fumo”, Monteiro Lobato retratou-o em seu personagem Jeca Tatu e no cinema, o diretor e ator Amacio Mazzaropi quebrou recordes com seus filmes assumindo o tipo calças “pula-brejo” e camisa xadrez.
Com muita razão, hoje o caipira volta a ser valorizado, pois faz parte da historia do Brasil e ajudou a moldar grande parte de nossa identidade nacional.
foto. almeida junior