moodboard O1/?? : aika+kou
↳ thank you for loving me.
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祝日 / Permanent Vacation
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@spa-tkou-blog
moodboard O1/?? : aika+kou
↳ thank you for loving me.
‘I’m beginning to know myself. I don’t exist. I’m the space between what I’d like to be and what others made of me. Just let me be at ease and all by myself in my room.
Fernando Pessoa, The Book of Disquiet (via wordsnquotes)
I’m made up of black coffee, untamed hair, and poorly supressed anger.
The Never Book (via auideas)
95% of the time I feel absolutely nothing, but that 5% of the time I feel everything all at once.
Hedonist Poet (via hedonistpoet)
焼きもち妬きたくない // kou + aika
O drama apenas rendeu um revirar de olhos de desprezo. Existiam vários tipos de Aika irritada, mas em geral, nenhum era agradável. A japonesa tinha o péssimo hábito de descontar frustrações com tapas nos braços – claro, se tivesse intimidade com a pessoa – ou saía quase rosnando por aí. Mas ao menos, Aika não guardava rancor uma vez que o assunto fosse resolvido e, se guardava, era porque o que sentiu ia além de uma mera raiva ou irritação. Pelo menos quanto ao rancor, era possível dizer que Kou estava sempre seguro e jamais passaria por aquele tipo de coisa a menos que fizesse algo extremo demais, porque de resto, em geral ele e a menina conseguiam se acertar com uma conversa – nem sempre – civilizada.
Ouviu o pedido de desculpas e isso lhe acalmou um pouco a ferocidade, mas ela calmamente abriu seu bento planejado para ser uma refeição muito leve e cheia de vegetais e segurou seus chopsticks, levando alguns legumes para a boca enquanto fazia-o esperar pela acusação. Aquilo era praticamente uma tática: a dançarina assistia as expressões dele no mais puro silêncio e com uma completa falta de expressão facial; apenas os olhos ou se focavam ou vinham de lado, pressionando seu interlocutor a pensar sobre o crime, enquanto a menina somente observava. E se existia algo que Aika conhecia era a expressão de culpado do ex-namorado, que logo se revelou.
— Você sabe. — Respondeu secamente apenas porque esse tipo de resposta costumava irritar o moreno. — Você ficou com a Hazel. Na minha frente. Na minha frente. — Repetiu pausadamente. Aquilo era irritação e frustração e, acima de tudo, ciúme. Há meses que não tinham mais nada além da amizade, mas algumas coisas não mudaram depois do término, coisas que deveriam ter mudado. Não era que Aika o proibisse de ficar com outras pessoas, sequer tinha esse direito, mas… — Eu não sou obrigada a ver.
O silêncio estava lhe matando. Aika sabia bem o efeito que aquele tipo de atitude tinha nele, e estava fazendo de propósito. Sua vontade era de dizer que já sabia bem o que havia feito, pedir desculpas e acabar com o clima estranho e distante entre os dois, afinal, apesar de ex-namorada ela ainda era uma de suas melhores amigas e não suportava que ficassem assim. Estavam ali para matar um pouco das saudades, não era? Para que perder tempo com discussões?
As primeiras palavras da japonesa fizeram com que ele quase revirasse os olhos. Só não fez aquilo porque sabia bem que a reação dela a tal atitude não seria das melhores, por isso se controlou, mas a impaciência ficou clara em sua expressão até ouvir seu crime ser verbalizado.
Entendia a raiva dela. Entendia o ciúme e todas as atitudes. Definitivamente não havia sido sua intenção, porém, havia acontecido sem planejar. Não sabia que ia acabar ficando com Hazel e de forma alguma havia planejado fazer aquilo na frente de Aika. Apenas... Aconteceu. — Desculpa. — Repetiu, mas desa vez mais sincero, sabendo o porquê de estar falando aquilo. — Mas não é como se eu tivesse... Planejado... Ser na sua frente. — Tentou se explicar, movendo as mãos como se aquilo fosse ajudar a passar a mensagem. — Eu não sabia que você estava vendo. Parecia bem entretida, achei que não estivesse prestando atenção. — E, ali, parou. Se tentasse explicar mais do que aquilo, certamente se enrolaria e seria bem pior. Esperava que ela pudesse lhe compreender, ao menos. Ainda que nenhum dos dois devesse sentir ciúmes um do outro assim, era inevitável e conhecia o sentimento.
言の葉の庭 // kou + aika
Alguma coisa realmente não estava certa e Aika quase pôde notar a inquietude do garoto por um segundo, quando estava prestes a julgar que aquilo era parte de sua imaginação e desviar o olhar. Só que esse segundo fê-la observar o moreno mais atentamente ainda, em busca de alguma coisa a mais além daquele estado aparentemente apreensivo do garoto. A pergunta veio e interrompeu sua observação e amenizou o modo como ela o esquadrinhava atrás do que estava errado, mas no fim, ela desistiu, apenas se acomodando ali e confirmando o que tinha lhe acontecido.
— Hã… Um… — Começou a frase e se deu conta do quão ridículo aquilo soaria, e improvável também. Do quanto o guitarrista ia rir de sua cara e, no momento, ela já achava que tinha passado vergonha o suficiente pelo resto do acampamento: se perdeu na trilha com um amigo, estava sofrendo com insetos e aquilo tinha lhe acontecido.
— Você promete que não vai rir? — Aguardou por alguma confirmação do amigo e então olhou para baixo, desencorajada de contar aquilo olhando para o garoto ou para qualquer pessoa que lhe perguntasse sobre o assunto. — Eu fui tomar banho com a Haru-chan e… É tão ridículo… Chegou um guaxinim e ele…. Roubou nossas roupas… — Sentia o rosto ardendo de vergonha e talvez ela tenha dado ao rapaz um vislumbre rápido da espécie rara que era uma Aika corada.
Estava muito desconfiado com aquilo. O modo como Aika lhe observava era enervante, e sentia vontade de correr dali. Amava o fato de que se conheciam muito bem, mas quando ele levava os dois a uma situação como aquela, onde um podia perceber a menor diferença no outro, era no mínimo constrangedor. Ao menos não houve nenhum comentário e ele pôde relaxar um pouco.
Quando percebeu que o jeito dela mudava, Kou arrumou sua postura e a olhou com mais atenção. Com o pedido, apenas balançou a cabeça positivamente, enquanto a curiosidade brilhava em seu olhar. O que havia acontecido de tão grave para fazer com que Fuwa Aika corasse?
Ao saber, contudo, entendeu perfeitamente a reação dela. E precisou de muito esforço para manter sua promessa de não rir. De imediato tentou imaginar a situação em sua cabeça e foi tudo tão extremamente cômico que não rir era até errado. Mas havia feito uma promessa. Então, respirando fundo, tentou manter sua expressão neutra para que Aika não se chateasse. — E como vocês recuperaram as roupas? — O tom risonho mal disfarçado com preocupação lhe entregava completamente, mas ainda tentava manter-se sério. Mesmo que fosse um grande desafio por causa da sua mente que insistia em criar imagens engraçadas do ocorrido.
help me. —「miu+kou」
Sentando-se na cama ao lado dele, Miu cruzou as pernas, deixando todo seu material necessário entre suas pernas. Respirou fundo para começar, não sabendo nem o que usar primeiro. O “estrago” no corpo do rapaz era tão grande — e tão… Intenso, se assim podia dizer — que ela precisou contar novamente quantos corretivos havia deixado separado, assim ignorando qualquer tipo de suplício de Kou. Não estava nem aí, ele teria que pagar. Ele sabia o quanto sua maquiagem era importante?
Iniciou seu trabalho usando um fixador de maquiagem muito bom para manter o disfarce por mais tempo, passando para o primer logo em seguida, com intenção de uniformizar a pele que parecia absurdamente sensível nas a´reas arroxeadas. Se não estivesse tão preocupada com a vergonha que o amigo passaria com aquela trilha de chupões, o constrangimento estaria se transformando em rubro no rosto da menina que, com a ponta dos dedos, espalhava os pequenos pontos de produto pelo corpo de Kou, desde o pescoço até a barra da calça. Vergonhoso, realmente.
“Uau, esses mosquitos devem ser imensos, não é mesmo?” retrucou ela, soltando uma risada soprada, mas em momento algum erguendo o rosto para olhar para o outro, sabendo que muito provavelmente Kou estava tão constrangido quanto ela mesma. “Você acha que sou burra?”
A pergunta retórica não foi respondida e o silêncio constrangedor se instalou no ambiente. Miu já preparava o corretivo amarelo para amenizar o roxo na pele alva, espalhando o máximo que podia e cada pressionada dada na bisnaga do produto, uma pontada era no coração de Miu. Porém, ela parou meio segundo para erguer a cabeça e olhar para Kou com ambas as sobrancelhas erguidas quando ouviu a voz grave murmurar aquele nome. “Ah~ Então o Eden realmente se pega, huh? A noite foi boa?”, riu. Uma risada de puro sarro. Mas o amigo merecia.
Cada toque de Miu sobre os pontos sensíveis de seu corpo fazia com que seus músculos se tencionassem cada vez mais, só não sabia se era por causa da vergonha ou apenas por causa da sensibilidade mesmo. Não se arrependia de nada que havia feito naquela noite, mas agora pensava se não podiam ao menos ter pego um pouco mais leve nas marcas. A situação era constrangedora demais, e estava pronto para pedir perdão por aquilo de joelhos quando tudo estivesse finalizado. Além de preparar um belo discurso para Jihoon sobre como esse tipo de situação precisava ser evitada, ainda que o caminho até aquele resultado que fosse tão bom.
— É... Podemos dizer que sim. — Respondeu ambas as perguntas dela apenas com aquilo. Achava que era bem óbvio que havia envolvimento entre alguns membros da banda, e mais óbvio ainda que a noite havia sido boa. Aquelas marcas falavam mais do que qualquer palavra, ao menos para ele, então julgou o questionamento apenas uma provocação. E se a intenção dela era fazer com que ele corasse, podia dizer que havia sido bem-sucedida. Para esconder sua vergonha, pegou um travesseiro e cobriu o rosto, aproveitando para abafar uma risada ali. — Se alguém souber disso eu não te compro maquiagem, ok? — Brincou. Sabia que Miu era confiável e de forma alguma deixaria de retribuir aquele favor, mas se ela podia brincar, ele também podia.
Such a heavenly view - Hazel and Kou.
Hazel e natureza eram duas coisas que não combinavam nem um pouco. A garota tinha fobia de insetos e esse tipo de lugares sempre estavam repletos deles. Também não era uma pessoa atlética, não gostava de trilhas ou esportes radicais. Mesmo assim, havia algo muito atraente nesse tipo de ambiente. Talvez fosse a brisa gostosa ou o silêncio que não podia ter na cidade. Entretanto não havia nada que se comparasse a beleza desse tipo de lugar. Os olhos da coreana registraram todos os momentos em sua memória, guardaria aquele acampamento como uma boa lembrança. Pelo menos era isso que desejava.
Aconchegou-se debaixo do cobertor e concordou com a cabeça. Talvez sempre realmente fosse tempo demais. Mesmo que tivesse usado a palavra sem pensar muito ainda ficou se questionando sobre isso por algum tempo. – Acho que vou sentir muita falta disso aqui quando voltarmos para casa. – Falou suspirando baixinho. Ainda tinha tantas coisas que podia ver por ali. Não queria voltar para a sua rotina cansativa de ensaios. Não queria voltar para um lugar onde tinha que se esconder para fazer o que realmente quisesse. Naquele momento não queria nada disso.
– Por isso eu queria passar bastante tempo aqui. – Não fez uma pausa muito longa e logo voltou a falar. – Seria legal se a gente pudesse andar por ai com quem a gente quisesse. – Falou rindo. – Não consigo nem imaginar o estrago que seria se fôssemos fotografados juntos. Acho que eu levaria a maior bronca da minha vida. – Confessou ainda rindo, mas dessa vez era apenas para disfarçar. Sabia que coisas muito piores podiam acontecer com ela, mas esses eram os segredos da Qubefish que ela não podia revelar para ninguém. – É uma droga. – Disse enquanto se encolhia e olhava para o céu mudando de cor. Não gostava dessa falta de liberdade. Não gostava de não poder ser ela mesma na frente das câmeras, mas era algo que já estava acostumada.
Kou entendia perfeitamente o desgosto com a falta de privacidade que a fama trazia. Para ele, era a única coisa ruim de ter debutado, mas nada era perfeito e nada era do jeito que queria sempre, mas precisava lidar. Se era o preço que precisava pagar para que o mundo ouvisse sua música, então aturaria aquilo. Mas não podia negar que a ideia de fazer o que quisesse, como quisesse e com quem quisesse era extremamente tentadora. Para uma menina tão nova quanto Hazel, que parecia gostar de se aventurar, aquelas restrições deviam ser a pior coisa do mundo. — É uma droga mesmo. Mas o perigo pode ser bem divertido também, não? — Comentou em um tom divertido, lembrando-se de todas as enrascadas que passou, e que no fim se tornaram ótimas lembranças.
— Vamos fugir. — Brincou, depois de alguns segundos em silêncio, mas desejou que estivesse falando sério. Sempre tinha vontade de fugir, e se tivesse a companhia da morena, com certeza tudo seria ainda mais interessante e divertido. — Você gosta de praia? Poderíamos ir para uma. Montar uma barraquinha e lá ficar. As noites em praias são tão bonitas quanto aqui. — Seu olhar se afastou dela para voltar ao céu, que ficava cada vez mais claro, escondendo o brilho das estrelas. — Aí nós poderíamos levar nossos violões e tocar várias músicas durante a noite. E durante o dia se esconder em algum lugar, porque sol não dá… — Riu, continuando com seu “sonho”, que infelizmente não passaria daquilo. Voltando a olhar para a menina, sorriu e se aproximou um pouco mais dela. Estava frio, então não faria mal que compartilhassem um pouquinho de calor, certo? Ainda que tivessem cobertores, nunca era demais. Assim como nunca teria “demais” da presença da coreana.
bro talk. —「jihoon+kou」
Sem nem notar havia acabado por acompanhar a risada de Kou, ainda que tivesse sido ele o primeiro a deixar que uma risada escapasse. Poderia por a culpa na bebida, poderia sim, ainda que aquela quantidade não fosse o suficiente para deixá-lo supostamente bêbado. — Já me chamam de pervertido, então…. — Disse ao dar de ombros e rir novamente antes de solver um bom gole da bebida. Não que realmente fosse daquela maneira, mas achava engraçado ser chamado por um apelido que não muito lhe favorecia. No fim, nem ligava para algo tão bobo e supostamente peculiar.
Tão peculiar quanto seus gostos. Afinal, onde viviam aproveitar tudo o que a vida pode oferecer era um erro. Ainda mais quando ele não curtia apenas o sexo oposto, mas também o mesmo. O preconceito o perseguiria tão facilmente aonde quer que fosse que ele nem se dava ao trabalho de parar para pensar sobre aquilo. Nunca daria. Principalmente que um dos fatores, quiçá o maior deles, que lhe fazia esquecer do mundo ao redor estava bem ali a sua frente.
Prestou atenção em cada palavra provinda do japonês e até abriu os lábios para dizer alguma coisa. A teoria parecia tão ridiculamente certa que não havia nem como ele discordar dela. Não tinha mesmo. — Mas a gente assumindo isso, leva ao fato de que elas vão realmente esfregar em nossa cara que sempre tiveram razão… E eu não quero dar a elas mais razão do que já tem. — Anuiu com uma careta a lhe adornar a face antes de tomar um novo gole e se arrumar melhor no próprio colchão conforme encarava o outro a se aproximar. — Quer? — Questionou ao apontar para a bebida em mãos, já que a dele supostamente havia tido seu fim.
— Deve ser porque você é pervertido. — Brincou dando mais uma risada, acabando de vez com o que havia em sua garrafa. Não era como se Jihoon fosse mesmo isso – se fosse, Kou teria que assumir que era também, já que os dois eram bastante semelhantes quando o assunto era aquele – mas gostava de brincar com ele e vê-lo aceitar tão facilmente como se fosse uma verdade do mundo. Ou talvez apenas gostasse porque assim podia ver o sorriso do amigo, e aquela era uma das melhores coisas do mundo.
— A César o que é de César. Elas têm razão sempre, não é como se a gente pudesse discordar, é? — Meninas geralmente amadureciam mais rápido do que meninos. Além disso, também costumavam pensar de forma mais lógica, ao mesmo tempo que sentimental, fazendo com que tudo tomasse um ar de verdade absoluta, sem importar de que lado você olhasse a situação. Mulheres eram criaturas mágicas, irreais, acreditava naquilo. Uma raça superior, talvez. Ou talvez estivesse ficando bêbado e pensando besteira. Ainda assim, rindo, não recusou a garrafa oferecida por Jihoon, pegando-a para tomar um longo gole antes de devolver. — Se você fosse uma menina, namoraria comigo? — Perguntou depois de um longo de silêncio, o qual foi usado para pensar no assunto.
Os dois eram homens e nunca poderiam assumir um relacionamento, ao menos não em público. Seria difícil em qualquer lugar do mundo, mas na Coréia parecia ainda mais complicado, já que tinha o preconceito tão enraizado em sua cultura. Os dois já tinham algo, então era quase idiotice questionar aquilo – culparia a bebida, se fosse necessário – mas por um momento a dúvida surgiu: será que ele era um homem que uma mulher se orgulharia de apresentar como namorado ao mundo?
numb.「self-para」
numb (nŭm). adj. numb·er, numb·est ㅤㅤ1. Deprived of the power to feel or move normally; benumbed. ㅤㅤ2. Emotionally unresponsive; indifferent. tr. & intr.v. numbed, numb·ing, numbs ㅤㅤTo make or become numb.
being a pessimist is great, I’m always either right or pleasantly surprised
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