O andar confiante denuncia que Priya é uma Sridevi, a filha do diretor de Wülfhere. Contando com 26 anos, ela iniciou sua jornada como uma cavaleira e atualmente pertence a infantaria; a determinação não deixou que se partisse diante das dificuldades, porém a teimosia pode ser um empecilho aos seus objetivos. Atualmente está na terceira série da infantaria, tendo seus estudos atrasados pelo mal crescimento de seu dragão.
Estética: roupas escuras, aroma de ferro e especiarias, sorriso sedutor, dedos machucados, vestidos ousados, cabelos desalinhados, mentiras suaves, voz rouca e baixa, treinos constantes, cicatrizes pequenas.
Personalidade: Priya é uma tempestade envolta em couro e aço. Confiante e decidida, ela nunca recua diante de um desafio e usa o orgulho como armadura e a teimosa como lâmina — se ela coloca algo na cabeça, não há força capaz de fazê-la desistir. Ela esconde suas fraquezas tão bem que às vezes até se esquece delas. Para Priya, demonstrar vulnerabilidade é dar aos inimigos uma faca e oferecer o próprio pescoço. Por isso prefere ferir primeiro, enganar antes que a enganem, controlar antes que tentem controlá-la.
Nunca ter conhecido a mãe nunca foi uma grande questão para Priya Sridevi. A mulher se foi pouco após o nascimento da filha, deixando a criança aos cuidados do grande e conhecido general Sridevi. Ele poderia ser um demônio feroz em campo de batalha, montado em seu grande dragão verde, mas derretia-se por completo com a visão de sua menina - tão parecida com mãe! Com certeza um presente de Erianhood para a vida solitária dele. Embora seu nome evocasse medo e destruição, morte e sangue, o general dedicou-se tanto quanto podia na crianção de sua filha, enchendo-a de presentes, atenção e afeto. E se culpando quando precisava estar longe dela. Foi absolutamente natural que ele ensinasse seus passos para a criança e que ela atravessasse com primor o parapeito. Desde que primeiro colocou os pés na academia, Priya sabia que seu nome carregava um grande peso. Sabia também que possuía a responsabilidade de se provar por aí própria. Tinha a garra do pai e a beleza da mãe, um combinação determinante que abria portas.
Como esperado, se tornou uma guerreira eximia. Sonhava em ser a primeira mulher a ocupar o posto de comandante do exército. Era boa com espadas, dona de uma mira excelente com adagas e arcos. Não parecia haver nada que não era capaz de fazer… exceto estudar e tirar boas notas. Encontrava dificuldades em pesquisa e nas atividades que precisavam de um livro a sua frente. Cair no sono parecia o certo e sempre acabava com a cara amassada entre as páginas. Portando dedicava-se ao físico, tentando compensar pelas palavras desperdiçadas em testes que considerava inúteis.
Quando chegou a hora da ceifa, Priya se conectou a um flamion com quem criou uma relação especial no sonhar. Foi uma grande felicidade quando o dragão nasceu, exibindo vermelho escuro e dourado como suas cores principais. Jamais seria capaz de esquecer a emoção que a consumiu ao vê-lo pela primeira vez; seria com ele que derrubaria os inimigos e alcançaria a sonhada glória. Tinha nascido para isso. A adrenalina e força corria em suas veias de forma tão natural quanto o sangue! No entanto, enquanto o tempo passava e o dragão não crescia, Priya começou a se preocupar. O animal de seus colegas crescia em ritmo normal, rápido como o esperado. E Lalitha não. Lalitha continuava um filhote com dentes e garras pequenas, incapaz de cuspir fogo ou voar. Sentia que tinha alguma coisa errada, embora não soubesse o que. A dragão parecia em excelente saúde, o que fazia com que se questionasse constantemente o que havia de errado. Teve que começar a pesquisar, procurando por antiguidades e sacerdotes que pudessem explicar o ocorrido.
Nada parecia resolver o problema de Lalitha. E o tempo passava, enquanto Lalitha não crescia. Priya sentia-se ficando para trás, observando os dragões dos colegas alcançarem o que a pequena Lalitha não era capaz. Nunca culpou seu animal — pelo contrário, cuida dela com muito carinho. No entanto, ao não conseguir fazê-la crescer e tampouco avançar nas disciplinas dos cavaleiros, foi permitido que Priya trocasse de quadrante: seria então da infantaria. Foi uma grande decepção para ela e para o pai. Priya não participou do ritual da arma mágica, o que também a fez se sentir para trás... no entanto, ela tinha um dragão. Um que não crescia, mas ainda assim um animal esplêndido. De forma discreta, ela ainda procurava por uma solução para Lalitha.
Sua procura fora interrompidas pelo incêndio. O pai de repente tornou-se como um vegetal, dormindo sem reação alguma. Pryia sentiu toda sua existência em Wulfhere apagada. Seu pai em um coma sem fim. Por um tempo definhou como ele, sem conseguir comer ou dormir. Não nutria ódio pelos khajols, mas achava que eram incovenientes as acusações. Aos poucos conseguiu deixar seu estado letárgico; tudo por Lalitha, que parecia adoecer junto a Pryia. Não houve muita vontade de partir para Hexwood, mas não tinha escolha. Decidiu que viveria como deveria, porque era isso que o general gostaria de ver ao acordar. Tinha fé que esse dia chegaria.
DRAGÃO: Lalitha, uma flamion filhote de cores vermelho escuro e dourado. Apesar de já ter três anos, não cresceu desde que rompeu o ovo. Não tem dentes grandes, ou garras grandes e encontra dificuldades em voar, sempre indo ao chão. É brava e facilmente irritável, quase sempre empoleirada no ombro de Priya com o rabo repousando carinhosamente ao redor do pescoço da changeling.
ARMA: uma espada de aço com cabo de mogno, que a princípio parece grande demais para a changeling, mas a qual ela utiliza com maestria.
— By all means. Assim entenderiam exatamente o quanto você é apaixonada por mim e só não consegue admitir. — Toda a comicidade da situação a impediu de irritar-se com o rolar de olhos de Priya e, decidindo por torturá-la (e se divertir) um pouco mais, Velkan baixou o copo, agora vazio, abandonando-o sobre a mesa de bebidas antes de tomar a flor das mãos da cavaleira sem muita gentileza. — Sabe, se quiser descobrir, — começou, o sorriso e o tom de confidência deixando clara sua provocação enquanto se inclinava ligeiramente na direção da outra. — ouvi dizer que em uma das salas por aqui, se você pedir com muita devoção, lhe são dadas visões. Quem sabe você não recebe um vislumbre da sua pessoa destinada?
Foi a vez de Priya rolar os olhos com a sugestão de paixão. Não era frequentemente assaltada com tais sentimentos, sendo uma pessoa muito mais prática. Não era dada a intensidade ou o fervor de sentimentos passageiros, portanto não precisava se preocupar com a possibilidade, mesmo que Velkan fosse atraente. "Claro, estou morrendo de amores." Apesar da provocação, sentiu-se grata quando a flor saiu de suas mãos. Priya não se moveu enquanto ela se aproximava, disposta a ver até onde a outra iria. A implicância era um pouco mais interessante que todas as tutorias inúteis, as quais Priya detestava e fazia apenas por ser um dos últimos designíos do pai antes do acidente. "Pessoa destinada?" A repetição saiu seguida de uma gargalhada rápida. "O que foi? Tá lendo muitos livros de romance? Não achei que era assim, Velkan. O casamento está aflorando suas emoções, é?" Devolveu a provocação, porque era fácil falar de tais coisas quando não acreditava em nenhuma delas. "Tenho certeza de que não seria a sua cara a aparecer em uma visão, caso eu considerasse a possibilidade de colocar meus pés naquele lugar e direcionar devoção aos deuses khajol."
❝Mas e então qual seria a graça para elas?❞ Ostentou um sorriso divertido nos lábios, ao ver da ruiva as sacerdotisas estavam se divertindo com tudo aquilo, especialmente com os changelings desavisados. ❝Acho que tendo alergia é compreensível... Não preparou nenhum medicamento de antemão? Talvez algum curandeiro presente tenha trazido algo que possa ajudar a minimizar.❞ Por que casamentos costumavam ter flores, ainda que ao ver da Colmain aquele possuía bem mais do que o normal. Possivelmente pela conexão forte dos changelings com a natureza, tinha seu sentido e como alguém que apreciava a natureza, não ficava infeliz com a decoração. ❝Se esconder parece mais prudente, mas diria que ficará bem se apenas ficar mais atenta.❞ E talvez se não parecesse tão em pânico, isso certamente ajudaria mais. ❝Eu? Das sacerdotisas? Nenhuma, talvez por que eu não tenha dado sinais de fugir.❞ Comentou em brincadeira, ainda que quando referente a outras pessoas... Bem, não poderia comentar que dificilmente se interessavam muito em dar flores a damas que já haviam se envolvido anteriormente, e Deirdre já havia tido uma boa cota de envolvimentos secretamente. Então, quando recebia algo costumeiramente era de interesse político e nada mais, não se incomodava muito com isso mais. ❝E não muitas de outras pessoas, mas não me incomoda... Poderia ficar feliz ganhando uma flor de uma única pessoa apenas, sendo essa quem tem meu maior apreço.❞
"Não é tão grave, posso apenas me manter distante." A alergia não era tão ruim assim; apenas incomodava seu nariz e fazia com que desse alguns espirros, o que era ótimo para fugir de situações como aquelas, onde desprezar a proximidade com as flores parecia natural. "Então o segredo é não fugir, não é?" Indagou, decidida então a permanecer aonde estava. Achava que era uma tradição meio ridícula, mas não tinha vontade alguma de desrespeitar uma tradição como aquela bem na cara de uma khajol. Apesar de tudo, gostava de Deirdre e a maneira como ela agia, não demonstrando nenhum preconceito. Priya jamais havia se importado com algumas poucas ofensas recebidas, porém era mais agradável estar próxima a uma que não detestava sua existência. "Feliz em ganhar uma flor de uma única pessoa?" Ergueu das uma das sobrancelhas ao repetir, uma questão silenciosa tomando conta de seu semblante. "Por que essa pessoa ainda não lhe deu uma flor então?" Parecia simples, porém Priya não era romântica. Nunca tinha sido muito dominada pela magia dos sentimentos, então não entendia todas as nuances de um relacionamento. Para ela sempre fora simples deitar-se com alguém, obter prazer e ir embora na manhã seguinte. "Por que você não entrega também uma flor para ele? Ou ela? Você pode sempre tomar o primeiro passo também." O conselho veio fácil, porque Priya gostava de simplificar as conexões humanas.
Embora houvesse recusado a flor, era algo a se considerar o fato de Priya estar entre as escolhidas das sacerdotisas da deusa do amor. Cabia a cada um decidir se levaria a brincadeira a sério ou não, mas Elewen acreditava que, de alguma forma, todos eram afetados por essa nomeação. Afinal, como ignorar o fato de ter sido notada por Vênus? Até os mais céticos em relação ao amor poderiam se sentir, no mínimo, balançados diante de tal escolha. Guiado pelo comentário da changeling, seu olhar se voltou para o rapaz que se escondia, temendo as mulheres como se fossem arautos de sua ruína. A cena era cômica demais para que contivesse a risada. ── Alguns encaram o matrimônio como o fim da vida. ── Comentou com um toque de sarcasmo, apenas para logo reconhecer a ironia em suas próprias palavras. Suas sobrancelhas arquearam levemente. ── Normalmente, são os homens que reagem assim, mas devo admitir que já estive nesse lugar antes. Em certos casos, é realmente o fim da linha. ── Abordava o próprio noivado atribulado, propositalmente evitando entrar em detalhes, disposta a compartilhá-los apenas se houvesse interesse por parte da outra. ── Não é uma intimação, um contrato ou uma garantia de que acontecerá… Mas a possibilidade existe. Pelo menos, você agora está entre as candidatas mais prováveis a subir ao altar sob o olhar de Vênus e suas sacerdotisas. ── A interpretação era livre para cada indivíduo. Franziu o nariz em resposta à pergunta, deixando clara sua resistência à ideia de casamento. ── Nenhum dos dois! Me recuso a noivar de novo… a menos que me apaixone ou receba uma proposta realmente tentadora. ── Já sem muitas esperanças de encontrar seu grande amor, não descartava a possibilidade de aceitar uma união que lhe trouxesse algum benefício — fosse mais liberdade ou a oportunidade de conhecer o mundo e investir em seus sonhos. ── E você? Está entre aqueles que fogem da ideia de se casar?
A ideia de que Elewen já estivera atada a promessa de um enlace encheu Priya de curiosidade. Ela não estava casada, então como havia escapado? Havia também uma pequena fagulha de alerta que a fazia querer saber mais sobre os matrimônios khajol. Muitas das coisas ali eram diferentes das quais estava acostumada e embora pouco curiosa sobre a outra classe, viu-se querendo saber mais. "Pode ser o fim da linha para as mulheres também." A voz saiu amarga sem querer, recordando-se de que a mão havia falecido no parto. Não tinha grandes problemas com a ausência da figura, mas a ideia de uma mulher perecer ao trazer outra vida ao mundo parecia assustadora. "Não quero subir em altar nenhum. Não acredito em Vênus." Também não gosto dela, queria completar, mas não podia arriscar; já era casual demais com uma princesa, não queria também ofender a fé dela. Estar na mira de uma deusa do amor e suas sacerdotisas parecia terrível. "O que você consideraria uma proposta tentadora? Imagino que seja bem exigente, porque é uma princesa." Não conseguia pensar no que alguém do status dela poderia considerar tentador, porque todas as outras pessoas estariam abaixo dela. Não tinha como competir com o título de uma princesa, filha do imperador, prole da própria imperatriz. "Acha que seu pai aceitaria caso fosse você a subir no altar assim?" Indicou os noivos, pensando se o imperador queria promover a igualdade apenas para outros ou se também acetaria algo assim na família. "Quanto a mim... não sou oposta a ideia, mas tenho problemas a resolver antes. Também devo achar alguém adequado, um guerreiro bom e ambicioso como eu." Tinha medo de ser apenas vendida ou trocada como uma qualquer, portanto tinha bem em mente o que queria.
❝Foi você que pediu... Qual o peixe mais cheiroso do mar?❞ Deixou a pergunta pairar no ar por alguns segundos antes de responder. ❝O perfuMÊ.❞ Ele nem mesmo sorriu com a própria piada, apenas deu de ombro, ela tinha pedido pela pior de toda forma. Não diria que era traumatizado com casamento, talvez com todo o resto, apenas não tinha uma visão positiva desse tipo de união. ❝Sempre se começa falando um dia distante e quando vê...❞ Acabou por arquear a sobrancelha com a pergunta dela, ainda que a sequência o fez soltar uma gargalhada, apreciava mais quando só falavam o que pensavam. ❝Primeiro, ninguém partiu meu coração, nunca amei ninguém. Segundo, tenho aversão a qualquer coisa que me obrigue a ter que dar satisfações, definitivamente é minha parte menos favorita da vida militar. E terceiro, eu definitivamente gosto de uma boa foda, mas você não querer ficar me ouvindo falar sobre, vai?❞
Priya não esboçou sorriso algum; pelo contrário, encarou Davian como se outra cabeça brotasse de seu pescoço. Não conseguia acreditar em uma piada tão ruim e que tinha sido culpa dela mesma — afinal tinha pedido por isso. "Péssimo." Murmurou, desejando que houvesse álcool para beber. Ela deu de ombros para a sentença dele, ignorando de forma simples, porque sabia que estava de fato distante de qualquer ideia de matrimônio. Não conseguiu ignorar, no entanto, as sentenças seguintes dele. O cenho de franziu com as palavras, porque tudo o que não queria era ouvir sobre as fodas dele ou pensar demais sobre. "Pela deusa, não. Odeio como os homens parecem se vangloriar disso, de suas pequenas conquistas... mas eu fico um pouco feliz, acho, da sua vida ter um pouco mais de diversão do que todos aqueles livros velhos e empoeirados." Entendia a importância dos escribas, ainda que não achasse nada excitante a ideia da biblioteca ou páginas emboloradas. "Também não gosto da parte das satisfações. Na verdade, eu odeio que mandem em mim. Você fez certo ao se tornar um dirigente. Espero, não é? Dá mais ordens aos outros do que as recebe." Não sabia funcionava de fato o serviço dele e o encarou com cera curiosidade, esperando poder saber mais.
Melian se sentia uma pessoa sozinha no mundo na grande parte das vezes, mas estar com Priya podia proporcionar um escape da situação. "Que donzela cruel, brincando com o coração de uma pobre cavaleira!" Mais uma vez Melian riu. A loira não era o exemplo de como uma pessoa deveria se portar em um evento da sociedade nobre e nem estava preocupada em fingir ser. "Sim, a festa é um total desastre. Sinceramente! Nem uma dose de álcool?" Melian ergueu os braços como se pedisse clemência. "Eu esperava no mínimo uma briga de bêbados. Sabia que eu deveria ter aprontado algo."
As palavras de Melian fizeram com que Priya tivesse vontade de acariciá-la, porém deixou suas mãos bem firmes ao lado do corpo. "Jamais seria capaz de brincar com seu coração. Conte-me, alguém já fez isso?" Um casamento parecia a oportunidade ideal para algumas intromissões, por isso se permitiu ceder a curiosidade. "O que é uma festa sem uma boa briga, não é? Ouvi dizer que alguns planejam batizar a bebida. Quer experimentar para saber se já fizeram?" A ideia parecia animadora, embora achasse que a noiva poderia dar um chilique se soubesse... o que tornaria tudo mais divertido. Por isso aproximou-se da mesma de bebidas, analisando qual das taças escolher.
Aguardou a próxima ofensa que, certamente, ouviria sair da boca da mais nova. No entanto, o que recebeu poderia ser considero ainda pior. Sabia que era bom, um homem bom dentre tantos outros dos quais não poderia dizer o mesmo, mas a forma como ela pronunciou as palavras 'bonzinho', parecia quase depreciativo, era melhor que o tivesse ofendido. "Como podemos esperar que nosso inimigos abaixem suas armas e nos concedam o beneficio da duvida, se estamos apenas esperando que eles abaixem para que possamos matá-los?", talvez uma analogia com o combate tivesse mais efeito para com a Sridevi. Alguém tinha que dar o primeiro passo na mudança, ou alguém tinha que dar o braço a torcer. Do contrário, seguiriam achando uns aos outros como algo irrelevante e dispensável, assim como suas culturas, tradições e afins. O entristecia, de certa forma, que ela observasse daquela forma. Ao seu ponto de vista, aquele desequilíbrio entre os grupos precisava cessar e se a nova geração não fizesse questão, aí sim continuariam perdidos. "Respeitosas, sim. A devoção não é algo a ser comparado. O que posso dizer é que nossas sacerdotisas parecem mais ocupadas com os alvos que querem ser alcançados, ao contrário das sacerdotisas khajols que parecem perseguir justamente aqueles que estão fugindo delas.", era um gasto de energia desnecessário realmente. "Pronto, sempre estou. O que me surpreende é que deseje minha companhia.", normalmente lhe tecia tantas ofensas e alfinetadas, que chegava a duvidar que tivesse algum tipo de afeto por ele, apenas ódio ou pior que isso, que não tivesse nada, nenhum sentimento que fosse. Logo, Kenaï percebera que havia falado cedo demais, as palavras seguintes da mais nova colocaram sua surpresa por terra. "Ah sim! Agora é a Priya que eu me recordo. Se quer saber, minha vida é bastante agitada.", salvava muitos animais machucados.
Priya dispensou as palavras dele com um aceno de desdém; havia sabedoria nos dizeres, mas ela não estava afim de uma grande conversa reflexiva em um momento como aquele. Desejava apenas o instante regado a provocações. Por isso se dispôs a andar, esperando que ele estivesse a seguindo. Tinha vontade de explorar o local, as ditas salas secretas e revelar mais das estátuas e coisas pintadas na parede — era até bonito, apesar de esquisito. "Acho que as khajols devem fazer isso apenas para implicar." Não poderia culpá-las, era um bom passatempo, ainda que irritante. "Nunca te disseram que você pode ser uma boa companhia, Kenaï?" Proferiu ao dar uma olhadela para trás, apenas para conferir se o passeio pelo tempo ainda estava de pé. Queria se afastar também da estátua que parecia observá-la, pronto para jogar um raio em sua cabeça por toda a heresia. Priya não gostava daquilo. E achava a arquitetura estranha. Por um templo ao deus dos céus era tão fechado? Quase sufocante! Mas ela conseguiu se afastar dos demais, esgueirando-se por um corredor com três portas. "Qual delas?" Indagou ao se voltar de verdade para o outro, satisfeita por não ter sido abandonada. "Claro que sua vida é agitada, claro." Havia sarcasmo no tom de voz, deixando óbvio que não acreditava nem um pouco na afirmação alheia. "Imagino o tanto de coisa divertida que deve fazer. Se quiser auxiliar minha imaginação, pode me contar uma delas, hm?" Priya se encostou na parede, aguardando pela história dela. As salas e a escolha estavam esquecidas por um momento.
"ah, eu havia particularmente gostado da arte. em pensar que comprei duas miniaturas dessas para lhe presentear. que tristeza." manteve-se muito séria, para sustentar a pequena perturbação. estava dedicada a levar a noite daquela maneira, empunhando sua faceta ligeiramente menos carrancuda. "não só vi, como aceito sugestões de novas maneiras de recusar integrá-la. não que eu saiba qualquer outro tipo de dança, mas... acho que essa não seria um bom começo." as críticas iam em tom baixo, conforme ostentava aquele sorriso contido. havia uma lista de motivos para que priyah fosse uma das alunas favoritas da dirigente, e alinhamento sobre como se sentiam em relação aos khajols apenas favorecera a aproximação das duas após o incêndio. mais que aquilo, estava para ela como um pequeno senso de família que havia desenvolvido após lumine. não que fosse algo que já havia dito, também. "bem, acho que curiosa é uma palavra para isso." e de fato estava, entretida com o pensamento: qual a verdadeira intenção por detrás de um evento como aquele? a doe duvidava que fosse a resposta mais óbvia. a mais fácil. se houvesse intenção em diminuição dos conflitos entre khajols e changelings, esses já haveriam sido resolvidos, com a simples remoção das correntes invisíveis que seguravam apenas um desses grupos. mas não. com a tentativa de não ser aquela que semeava a paranóia, decidiu seguir para o tópico seguinte. "acho que já ouvi algo como isso, mas não vou saber lhe dizer. nunca fui em muitos casamentos, afinal, não sou exatamente a melhor pessoa para esse tipo de comemoração. minhas expressões agradáveis costumam ter prazo de expiração e longo tempo de recarga."
A expressão de desgosto no rosto de Priya foi clara, embora ela achasse que Aether estava apenas provocando. Não havia razões para ser presenteada com mini estátuas de Júpiter; jogaria todos no fogo, talvez em oferenda para Erianhood. "Se você fizer isso, terei certeza de que me odeia." A brincadeira era leve, a sugestão de um sorriso brincando na face. "Você pode sempre falar que está com o pé machucado. Posso lhe ajudar a tornar isso mais realista, já que sua sugere usar sua bondade para me dar mini estátuas horrendas." A ameaça aumentou seu sorriso, mas era apenas uma provocação suave. Apesar de violenta, não costumava usar isso contra os seus próprios. Poucas vezes havia machucado outros changelings por causa da raiva, não em razão do treinamento pesado da academia. "Não gosta de casamentos?" A surpresa tingiu a voz. "Casamentos da nossa espécie são agradáveis. Eu até gosto, ainda que em um momento se torne chato, mas isso aqui?" Estendeu a mão ao redor, quase como se pudesse tocar o sentimento de tédio. "Isso aqui ficou chato desde o primeiro instante. Nada de comida. Nada de alcool. Uma dança ridícula. Fico com um pouco de pena de Devet." Priya suspirou ao olhar para o homem, que parecia até... feliz? Não era tão boa em interpretar expressões a distância, mas achava que ele estava sorrindo. "Mas ele parece feliz, não é? Acho isso estranho. Como poderiam ter se conhecido e se apaixonado?" Era curiosa o bastante para dedicar um pouco de seus neurônios a especulação.
As reações da outra vinham exatamente como Caelan havia antecipado, com a dose adequada de surpresa e antecipação, colocando no rosto do príncipe um sorriso repuxado em um dos cantos. “Estou te dizendo sobre nosso atual imperador ser uma criatura centenária e o detalhe a quem você se atém é que ele não é um khajol. Essa gente tem segredos! Se a imperatriz anda por aí com cabelo de outras pessoas na cabeça, por que pensa que não seriam capazes de esconder os poderes sobrenaturais do nosso chefe de estado?” Seu tom era um misto de entretenimento e conspiração, de vez em quando exagerando uma olhadela para os arredores como quem dividia informação confidencial de imensa credibilidade. “Pois eu ouvi dizer que ele é muito bonito e misterioso, além de ser muito cobiçado pelo público feminino e masculino. Acho melhor checar suas fontes.” O ego de Caelan não o permitia concordar com aqueles absurdos nem de brincadeira; onde já se viu dizer que ele tem os dentes podres, sendo um poço de higiene como era? O controle sobre suas habilidades peludas viera em boa hora; a mera ideia de ficar sujo lhe causava arrepios, uma limitação difícil de conciliar transformando-se literalmente em um animal selvagem. “Mas acho saudável o hábito de maldizer junto a um desconhecido a família mais poderosa do reino, ainda mais em uma festa patrocinada pelo imperador. Mostra ousadia, manda a mensagem de que não tem nada que possa te acovardar. Tem essa aura de fodona.”
"É que para mim parece fazer sentido que um khajol tenha os segredos da imortalidade. Vocês fazem umas coisas estranhas." Ela podia jurar ter visto um se transformar em animal na semana anterior, mas achava que eram apenas os olhos pregando peças. Até descobrir de que fato havia acontecido com muitos. Isso fez com que uma nova desconfiasse varresse o corpo ao olhar para o rapaz, perguntando-se quem era. E no que poderia se transformar. As fofocas a atraíam, mas não dedicava muito tempo a pensar. Não achava que o imperador tinha alguns dons sobrenaturais, porque ao olhá-lo, não conseguia ver muito além de um homem um pouquinho patético. Não tinha muito respeito pela figura, embora fosse uma militar obediente. "Você ouviu dizer isso? Nossas fontes divergem então. Tem certeza que não estavam falando do outro príncipe?" Esse sim parecia lendário pela beleza, ainda que Priya não se recordasse bem das feições do outro. "Nós ainda podemos falar livremente deles, não podemos? Tecer críticas? Ou teremos nossa língua cortada por tal? Se sim, não seríamos diferentes de nossos inimigos." A changeling defendia seu direito de falar mal, dando de ombros. "Obrigada?" Não sabia bem como reagir, novamente ficando desconfiada do elogio. Não se importava quando vinha de um changeling, mas um khajol a deixava meio desconfortável. "Minha dragão não serve para colocar medo em ninguém, então eu preciso fazer alguma coisa sobre isso." Apesar de tudo, gostava da sensação de se sentir fodona. Lalitha era apenas uma filhote adorável, então alguém precisava ser mortífera.
Après une pause monstrueuse ont retente de se refaire la main sur photoshop en reprenant tout depuis zéro, pffiou ça faisait longtemps que j'avais pas passé autant de temps à réfléchir composition >>
"Não." Foi a resposta mais rápida que Cillian dera em sua vida. Qualquer favor pedido por Priya era encrenca e a maioria nunca era devidamente retribuído. Com o passar dos anos, tiveram a familiaridade reduzida a praticamente nada. A falta de contato e de uma ponte que os ligasse fora crucial até a entrada da mais nova em Wülfhere, embora passassem pouco tempo juntos. Na primeira vez, havia sido procurado para algum conselho sobre uma matéria que ele pouco tinha interesse em falar sobre. Depois disso, o ciclo ficou vicioso. Não era porque tinham um certo parentesco que a boa vontade deveria sofrer de algum abuso. Apesar disso, se colocou a ouvir o restante da súplica dela, mas negou com a cabeça outra vez, levantando a própria flor que havia recebido: um lírio branco tão perfumado que quase o deixava tonto. "Ganhei a minha própria, não posso pegar a de alguém." Ele não sabia se era verdade — sequer sabia o significado quando ela falou, o deixando um tanto pensativo e levemente boquiaberto. "Ah. É pra isso que servem as flores, então?" Olhou um pouco admirado para a própria, a ignorância sobre o mundo khajol o pegando em cheio naquela vez. Achava que sabia tanto e, no fim, ainda faltava um mundo inteiro a ser desvendado. "Isso é um problema seu, embora eu duvide que elas tenham sentido literal. A maioria está recebendo flores por aqui." Coçou a nuca, um pouco inseguro. Acabou por rolar os olhos com as desculpas dela, achando um grande drama em cima de tão pouco. "Só deixe em qualquer lugar, Priya. Ninguém vai ver e eu com certeza não vou contar. Troque a flor por um copo e, opa, você se esqueceu dela em algum lugar."
"Segundo o que me disseram, é isso mesmo. Uma flor que significa... casamento?" Ainda parecia uma ideia estranha para a changeling, mas achava que muitos dos costumes dos khajols eram esquisitos. Não se dedicava a pensar demais e tentar compreender, porque tinha pouco interesse. "Todo mundo está recebendo flores porque é um casamento, as pessoas esperam que hajam outros." Sibilou, desejando soltar um suspiro frustrado pela pouca capacidade de Cillian em entender. "Não um nos mesmos moldes que esse, mas parece uma espécie de desejo que a cerimônia se repita, sei lá." Priya não tinha grandes ideias acerca de casamento; sabia bem como era incentivado, mas não tinha vontade alguma. Vivia uma vida frustrada e cheia de problemas demais para decidir se preocupar também com um marido. A ideia dele parecia boa, fazendo com que lançasse os olhos em direção a mesa mais próxima.
"Você é tão ardiloso, Cillian!" A provocação quase veio acompanhada de um sorriso, ainda girando a flor na mão e tentando evitar a vontade de espirrar. "E se eu receber uma maldição dessas sacerdotisas, o que vai fazer? Vai se responsabilizar? Terá que me ajudar a quebrar. Não querer um casamento agora não significa que eu não vá querer nunca." Bem, quando era criança adorava fantasiar sobre o tipo de coisa: o enlace com algum grande guerreiro parecia aguardá-la no futuro, embora fosse um objetivo distante.
Quem se importa com obras de literatura? As palavras o fizeram a encarar boquiaberto, se perguntando se talvez tinha nascido na família errada. Tal como um Colmain, ponderou queimá-la em uma fogueira. Era absurdo que alguém pudesse dizer tamanha atrocidade de cara lavada. Sabia que ela o tinha feito somente para provocar, e estava funcionando. Eirik Hrafnkel, que se orgulhava de ser educado e paciente, estava contemplando as próprias chances de sair impune ao cometer um assassinato. Seu pai não permitiria que o herdeiro fosse para o xilindró... certo? ❛ Você sabe ler? Não é possível que saiba e ainda diga um absurdo desses. ❜ Sua indignação era audível no tom com que a repreendeu, como se tivesse ofendido um de seus parentes. Tinha uma enorme coleção de livros e encontrava na leitura o maior dos prazeres, aquela era praticamente uma ofensa pessoal. Não o surpreendia que a mulher fosse completamente ignorante quando o assunto era a história do próprio país–se não tinha o costume de ler, era pouco mais que uma bárbara. Sabia que nem todos os changelings eram assim, e jamais os generalizaria, mas aquela em particular era um desserviço à classe. ❛ Como você espera lutar em uma guerra que não entende? ❜ Aquela era uma pergunta genuína. Como parte do exército, ela seria enviada à fronteira tão logo se formasse, e lhe parecia tolo lutar por uma nação com a qual não se identifica ao enfrentar um inimigo desconhecido. Ignorou completamente o pedido para que a mostrasse onde ficava o acervo do templo–a curiosidade o distraiu momentaneamente.
Priya utilizou de toda a sua força para manter a expressão neutra enquanto o provocava, deliciada com a reação alheia. Os khajols eram tão certinhos e muitas vezes tão engomadinhos que tirá-los dos sério se tornava uma diversão fácil e rápida. Ela realmente não tinha apreço nenhum por livros e sentia-se entediada apenas por pensar em um. "Eu sei ler, por isso mesmo me mantenho longe dessas coisas empoeiradas e emboloradas." Priya se defendeu, embora soubesse que não havia maneira alguma de se explicar, ou tentar. Não adiantava falar sobre as palavras que pareciam se misturar e saltar das páginas ou da dificuldade em manter os olhos abertos sempre que diante de um livro. A constituição não fora feita para ficar parada absorvendo sol ou praticando o hábito da leitura; tinha sido criada para o campo de batalha e o movimento constante. "Você se engana, eu entendo a guerra. Talvez mais do que você." Dessa vez havia uma seriedade a mais no tom de voz. "Entendo como ceifa a vida de changelings e dragões, compreendo como rompem as fronteiras e tomam homens, mulheres e crianças, que jamais são vistos, além dos saques de outros tesouros. Entendo que são nojentos e vis, com nada mais além da ambição. Sei que Aldanrae é o último resquício de liberdade, um lugar onde o khaganato ainda não colocou suas mãos." Explicou rapidamente a guerra sob seu ângulo. "Diga-me, khajol, como é a guerra para você? Como seus preciosos livros o auxiliam a pegar uma espada e derramar sangue inimigo?" Existia um toque de provocação, mas também de curiosidade. Sempre pensara nos khajols como preguiçosos e limpinhos demais para o campo de batalha.
Não conviveu com o diretor o bastante para saber, mas pela dedicação e óbvio amor que a filha sentia por ele mostrava que ele era um pai melhor do que Karan Prasad foi para Ashla. A mulher nunca realmente sentiu falta do patriarca, mas o que teria para sentir falta? Dos olhares de repreensão? Nas pouquíssimas palavras que dirigia à filha? Ou na completa ausência de carinho e amor? Não que Ashla não ficaria no pé da cama se seu pai estivesse no estado do diretor, mas amor definitivamente não era um dos motivos.”Acho que jogar fora ofenderia alguém. Tenho quase certeza disso” olhou ao redor tentando não parecer tão suspeita como estava se sentindo, como uma criança prestes a roubar um doce. “Sua ideia foi bem melhor. Eu te cubro” e esperou a garota colocar no vaso de planta “Acho que se não dessem para changelings significaria um pouco de exclusão. Mas acho que deveriam vir com um aviso do que é e, com toda certeza, a escolha se quer aceitar ou não” era o que tudo na vida se resumia, não é? Escolhas. “Precisa de algum lenço?” Perguntou, indicando com o rosto o nariz da garota “Não, Graças a Erianhood. Apesar de que não sei se sou muito boa em desviar dessas flores ou alguém avisou que não seria de bom tom entregar uma para uma viúva”
Ficou grata a divindade pela presença tranquilizadora de Ashla, que a ajudou no plano de se livrar da flor e ainda oferecia ajuda quanto ao nariz que insistia em coçar. "Eu estou bem." Resmungou, torcendo o nariz e afastando-se do vaso onde tinha se livrado da rosa. Por sorte não receberia mais nenhuma. Aproximou-se de Ashla novamente, apenas para poder falar mal daquele ritual sem que fosse ouvida pelos khajols ao redor. "Também acho que deveria ser uma escolha, mas pelo que ouvi, alguns khajols não tem tanta escolha ao que se refere ao casamento. Lamento por eles, além dessa vida cheia de regras, desfrutam de tão pouca liberdade." Uma parte pequena lamentava, porque a outra não se importava muito. "Talvez você seja boa em desviar." Comentou, dando uma olhada com mais atenção em Ashla; parecia jovem o suficiente para se casar de novo se quisesse, além de bonita. "Do jeito que estão celebrando e ansiosos por um novo casamento, acho que entregariam sim para uma viúva." Pelas palavras dela, desconfiou que não tinha interesse em se casar novamente. "Uma pena para os homens, não é mesmo? Aquele ali não tirou os olhos de você." Apontou para um rapaz próximo a uma das colunas, parecendo ter recém saído da adolescência.
"Sempre interessa, minha querida, quer façamos uso disso ou não. É sempre pertinente saber os costumes dos nossos colegas, seja para respeitá-los como gostaríamos que fizessem com os nossos. Ou, para nos precaver.", como ela não conseguiu fazer quando a sacerdotisa se aproximou. Se soubesse, poderia ter feito como as garotas khajols que se escondiam atrás de pilastras, fugindo das mulheres de idade, como quem fugia de um carrasco. "Duvido muito que os rapazes aqui fossem pensar isso, principalmente de você.", a filha do diretor, que mesmo com a saúde frágil, ainda conseguia colocar medo em alguns cadetes. "Mas sinto que está correta em não pensar nisso agora, precisa se formar primeiro, tirar boas notas.", cuidar melhor do seu dragão... ele poderia ter dito, mas preferiu manter o clima ameno da celebração e não estrar humores com comentários desnecessários. "Se piorar, não pense duas vezes antes de buscar outro lugar para ficar. Soube de algumas salas menos populosas, consequentemente sem tantas flores, que podem servir de escape para que respire de forma confortável.", preocupar-se era algo que ele fazia até mesmo quando não queria, com pessoas que claramente não haviam solicitado sua preocupação, igual a ela. "Que eu seja o que? Um babá? Um solteiro? Um desesperado querendo casar? Precisa direcionar uma ofensa por vez, senhorita Sridevi, para que eu saiba de qual devo me defender.". infelizmente, ele realmente poderia ser colocado em dois dos três, mas jamais diria para ela quais. "Acredito que julgue independente do motivo. Ou estou equivocado?"
"Pela deusa, Kenaï, você é muito..." Queria dizer chato, mas também não queria ofendê-lo. Sua gama de amigos não era tão grande e não tinha desejo algum em afastar os poucos que a toleravam. "Você é muito bonzinho." Optou por dizer, achando ser um bom termo. "Não tenho interesse pelos khajols e suas tradições, ainda mais quando envolvem coisas tão tolas como entregar flores." Por muito tempo sequer reconheceu a existência da outra classe; vivia em meio aos changelins e alguns campos de batalhas, sempre na companhia da avó ou parentes, imersa demais na cultura féerica e entre os seus demais para se preocupar com o que acontecia fora da bolha. "Eu estou bem agora. Ficaria melhor se nunca mais fosse abordada por outra dessas sacerdotisas. As de Erianhood são mais devotas e respeitosas, não acha?" O suspiro ao final da frase demonstrava alguma frustração, os olhos buscando os lugares menos apinhados do salão. "Ouvi dizer de outras salas. Estou pronta para explorar. Pronto para aventuras, professor?" Não era um professor de Priya, mas adotava a provocação mesmo assim, aliada ao convite sutil. Tinha vontade de descobrir os caminhos daquele lugar e desvendar as possíveis salas secretas, quem sabe assim descobrindo um pouco mais dos segredos dos khajols. Apesar do pouco interesse, ainda era minimamente curiosa. "Posso te direcionar várias ofensas ao mesmo tempo, assim como te julgar. É um dos meus passatempos favoritos, sabia? Olhar para todos os professores e pensar porque escolheram uma vida tão entediante."
A expressão de desgosto que ela fazia era o suficiente para o fazer rir levemente, realmente, ela nunca falhava em melhorar o humor dele, mesmo que não fosse intencional. ❝Sempre tem piores, você se surpreenderia.❞ Ele sabia por que ele mesmo havia escutado muito piores antes, começava a pensar que talvez devesse escrever um livro de piadas, quem sabe assim ganharia uns trocados a mais? Nah, dificilmente ganharia dinheiro com isso. ❝Isso é o que? Incentivo para que eu faça mais piadas?❞ Dispensou com um aceno de mão, um pequeno sorriso ainda no rosto. ❝Erianhood me livre de ter alguém se metendo na minha vida e querendo me dizer o que fazer, e todos sabemos que relacionamentos acabam assim. Só encheção de saco, dica de vida... Nunca case.❞
"Conte-me então sua pior piada." Pediu, pronta para ouvir alguma da pior atrocidade já pronunciada da boca de um homem. Estava preparada. "Você parece um pouco traumatizado, Dev." Ela circulou o homem, apenas para pegar uma bebida em uma das mesas. Já era que tudo o que tinha, não se importaria em tomar várias. "Você não me vai me assustar, eu vou me casar um dia com algum sortudo. Algum dia distante, de preferência. O que lhe tornou assim?" Proferiu e tomou um gole, pensando que seria melhor reformular sua pergunta. "Quero dizer, essa aversão a relacionamentos? Você não gosta de nada? Nem uma fod..." Parou, porque além de intrometida, sabia estar sendo desbocada. "Quem partiu seu coração?" Optou por brincar, buscando aliviar o clima, apesar de consciente de sua intromissão.
Não tinha um fio de cabelo que achasse que aquilo seria divertido. Parecia uma sentença ridícula, e mais uma vez, Declan se viu revirando os olhos e concordando. Esse era um dos problemas de desenvolver uma afeição com a changeling, Priya era tudo que ele um dia tinha sido, ou seja, vivaz. Talvez por isso que acatasse a ajudasse a menina, mesmo que pensasse que ela se sairia muito melhor como amiga da Deirdre. Mas tinha medo dos conselhos da irmã gêmea, então, era melhor ele mesmo. "-- Okay, eu vou na árvore contigo, desde que me prometa ir comigo a outra atração." Sugeriu, parando a morena. "-- E eu não vou dizer qual."
"E qual outra atração pode ser tão divertida quanto escrever seus desejos em uma árvore?" Indagou com um pouco de sarcasmo enquanto andava devagar, seu movimento quase desafiando Declan a acompanhá-la. A pena e o papel estavam dispostos de forma fácil a se alcançar e escrever e Priya pensou por um momento no que escreveria. "Acho que vou mandar um recado para a noiva, não para o noivo. Que a deusa dê à ela paciência para lidar com aquela cabeça dura." Literalmente, porque se lembrava bem de uma briga em um bar no qual a cabeça de Devet fora a receber a maior quantidade de garrafas quebradas. "Vamos, o que vai escrever?"