KENNEDY MCMANN? não! é apenas STELLA MAE NAVARRO, ela é filha de DEUS DESCONHECIDO, está ficando no chalé NÚMERO ONZE e tem 25 ANOS. a tv hefesto informa no guia de programação que ela está no NÍVEL UM por estar no acampamento há DUAS SEMANAS, sabia? e se lá estiver certo, TELLA é bastante INSISTENTE mas também dizem que ela é PETULANTE. mas você sabe como hefesto é, sempre inventando fake news pra atrair audiência.
resumo.
Chegou no acampamento somente duas semanas antes da profecia e ainda não sabe quem é seu pai divino, menos ainda que possui poderes adormecidos. Tem uma irmã gêmea fraterna (aceito conexão!), é irmã de criação de @xglupe , dorme no chalé de Hermes e está aprendendo na marra como é a rotina de um semideus. Que os deuses a ajudem!
BIOGRAFIA:
Stella já sabia que não batia muito bem da cabeça. Dona de uma ansiedade crônica desde os onze anos - quando fora obrigada a ler para toda a turma um capítulo inteiro do paradidático - os chás de camomila viraram seus melhores amigos, posteriormente substituídos por pílulas mais potentes. Ficou feliz em perceber que elas pareciam atenuar um pouco a confusão de sua mente hiperativa, pausar o tremelique constante da perna, e desde então a palavra dislexia tornou-se um tabboo naquela casa. Ninguém precisava saber de suas fraquezas, precisava?
Mas daí a ver uma senhora criar asas e presas bem na sua frente? Ah, isso era um nível completamente diferente de maluquice, e só podia ser culpa de Guadalupe!
Porque tudo era, ao menos na perspectiva das gêmeas. Ora, viviam uma vida perfeitamente confortável antes da garota chegar: Duas crianças de mãe solteira que tiveram a sorte de encontrar em Emiliano um pai paciente e amoroso, em luto pela perda de sua própria filha. Durante quase cinco anos, tinham virado uma família - somente para aquela garota reaparecer do nada e virar tudo do avesso. Estava feliz por Emiliano, claro, mas… será que estava mesmo? Guadalupe tinha costumes estranhos, noturnos, devia ser metida com drogas. Pra completar, o tão sonhado smartphone com capinha rosa que ganharia de dezesseis anos tinha sido vetado assim, sem mais nem menos! (ou será que só queriam dificultar o acesso de Guadalupe ao fornecedor das, ding, ding, ding: drogas??)
Foi como se o ódio que passou a nutrir pela irmã de criação reacendesse algo há muito adormecido. Stella se sentia terrivelmente bem em exercer o máximo da inconveniência, em propagar um pouco de caos, contrariar somente por birra. Mas os anos foram passando, a maturidade deu as caras, e cada uma das três deu rumo às suas vidas. Para Stella Mae, isso significou arrumar um emprego e finalmente comprar tudo o que quisesse - celular e laptop inclusos. Péssima ideia. Uma semana depois, enfim fora da bolha, seu primeiro monstro apareceu.
Claro que a metamorfose da mulher-monstro passou pelo crivo da racionalidade. Aquilo ali só tinha uma explicação plausível: Guadalupe tinha lhe drogado! Enquanto fugia da suposta alucinação, sentiu tanta raiva que desmaiou, acordando horas depois no hospital, onde destilou poucas e boas para a família - somente para descobrir que o buraco era bem, bem mais embaixo.
Não sabia o que era mais estranho: todo aquele papo de deuses gregos, ou o fato de até Emiliano estar entrando na onda. Talvez aquilo fosse uma pegadinha muito bem bolada, um troco acumulado por todos os anos - e foi justo esse pensamento cético que manteve Stella bem longe da ideia de ir para o tal acampamento. Via com desdém as barreiras e os feitiços de proteção pela casa, se perguntando até onde levariam aquela farsa… Mas foi somente quando um dos monstros feriu feio sua gêmea que ela, amuada, acatou a decisão de se mudar.
No acampamento há mais ou menos duas semanas, Stella está no limite entre a aceitação de que tudo aquilo é a verdade ou a de que enlouqueceu de vez. Pela ausência de reclamação divina, está alojada no chalé de Hermes até segunda ordem, e parecia começar a se adaptar com a rotina quando a profecia foi entoada, mudando o clima do lugar. Tem cada vez mais perguntas do que respostas e, pra piorar, um frasquinho de ansiolítico já no final.
PODERES: CABEÇA-QUENTE. Quanto mais irada Stella fica, mais seus atributos de força e reflexos se amplificam, sendo capaz de muito mais do que os bracinhos magricelas aparentam, até mesmo para os padrões de semideus. Quando essa irritação chega a um pico, contudo, seus olhos brilham como brasa e o corpo inteiro adquire uma intimidadora aura quente que precisa ser dissipada de alguma maneira, seja num golpe focado ou, mais comumente, numa explosão desregrada. Ela, porém, sequer possui ciência de tal capacidade, pois faz uso regular de calmantes e ansiolíticos. A única vez que acessou o estado de frenesi foi numa situação de vida ou morte da qual desmaiou logo em seguida, não possuindo memórias claras do incidente. Para todos os efeitos, acredita que não tem poderes.
HABILIDADES: força sobre-humana e reflexos sobre-humanos.
ARMA: Ainda não possui nenhuma arma própria ou personalizada, mas passou a guardar algumas facas de cozinha debaixo do beliche desde o segundo dia no chalé de Hermes. As chama de decepadoras de mãos leves - ameaça que felizmente ainda não se concretizou.
Faz parte de alguma EQUIPE? Se inscreveu na corrida com pégaso e na queimada (time vermelho).
Ciente de que não tinha qualquer chance na disputa de arquearia, Stella havia apostado tudo no campeonato de bebidas. Achava um ultraje que todo mundo parecesse possuir alguma arma chique e personalizada, menos ela, e desde que vira uma espada com cabo de bengala-doce na oficina dos presentes havia decidido que queria - não, que precisava - ganhá-la. Questão de honra. "Já quer desistir?" indagou a seu adversário(a) com um sorrisinho presunçoso, incapaz de não ser pentelha até quando a atitude a prejudicava. Verdade fosse dita, ela própria já estava bem perto do limite.
DEBAIXO DE UM VISCO.
"A gente tem mesmo que fazer isso?" podia jurar que aquele matinho sobre as cabeças de ambos tinha surgido do nada, mas não havia como provar. "Quero dizer, ouvi falarem muito sobre maldições e eu odiaria ganhar uma por contrariar a deusa das beijocas ou sei lá o quê, mas... hm..." ficou sem argumentos. Era natal e estariam cumprindo uma tradição, uma que lhe era minimamente familiar, ainda por cima. Que mal teria? "Talvez seja melhor não arriscar, né?" rendida, buscou aprovação nos olhos de MUSE.
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Pietra caminhava pelo acampamento com uma cara de quem tinha perdido algo, o que não era muito incomum para uma mente avoada que nem a dela. Sem muita opção ela se aproximou de MUSE "Desculpa, mas cê viu o Pablo Ricardo?" perguntou na naturalidade, mas logo seus olhos arregalaram e ela deu uma risada consigo mesma "Minha suculenta. Tô achando que alguém roubou. Minha única certeza é que não criou pernas e... Okay, não tenho certeza. Viu uma planta andando por ai?"
LOCAL: Arvore de Lembranças
A menina pegou a bolinha transparente com uma carinha, mas a dúvida desenhou o rosto logo em seguida. "Não faço a mínima ideia qual lembrança eu ponho aqui..." falou para o semideus ao seu lado. Não queria que qualquer lembrança fosse para a árvore das lembranças, mas também não tinha ideia qual seria a melhor "Eu já fui passar o natal na Disney, mas o natal que ganhei o mr. Fluffy é com certeza mais feliz... E tem o ano que os filhos de Quione fizeram nevar e nós esquiamos... Eu não seeeei!"
Balançando seu colar enquanto admirava as memórias nas árvores, Stella sabia exatamente qual era sua melhor lembrança - mas essa pertencia a uma realidade bem distante da que agora vivia no santuário dos semideuses. "Acho que o velho bêb─ O Sr. D!" corrigiu-se com olhos arregalados, espiando brevemente por cima do ombro. Pigarreou. "Acho que o Sr. D. disse que deveria ser uma lembrança no acampamento, então a última parece ideal." deu de ombros, voltando a atenção para sua própria bolinha transparente. "Já ao contrário de você, meu problema é mais falta do que excesso. Acho que ainda não tive tempo de viver experiências muito proveitosas por aqui, que valham a pena serem compartilhadas assim... Quero dizer, a comida do refeitório é claramente o ponto alto de todo esse lugar, mas tenho certeza que ninguém vai querer me ver com o botão da calça aberto de tão cheia" soltou uma risadinha, e parte sua se perguntou por que diabos estava sendo tão sincera.
“Que tipo de cola mágica você acha que usaram para grudar aqueles enfeites bregas e horrorosos no telhado do chalé de Apolo?” Thomas questionou para a pessoa mais próxima, sem tomar cuidado com as palavras. E se muse fosse a pessoa que escolheu os enfeites? “Um amigo me emprestou uma arma dele... e eu meio que quebrei...”
"Você também?" Não sabia qualquer coisa sobre colas mágicas ou a decoração do chalé de Apolo, mas um detalhe - provavelmente mal interpretado - da frase do rapaz havia chamado a atenção de Stella Mae. Internamente aliviada por ter encontrado alguém que a compreendesse, ela continuou, em tom de fofoca. "As armas daqui são meio frágeis, não são? Outro dia no treino a minha espada partiu em duas durante um golpe. Tipo assim, eu esperava mais dos ferreiros, eles são literalmente filhos de deuses! Como é que a direção quer que a gente sobreviva por aí matando monstros com essas porcarias?" a história estava bem mal contada, pra variar, ainda que dessa vez não fosse algo intencional. O que Stella não sabia era que, zangada após um soco sofrido, havia aplicado no pobre boneco de treino golpe de força bem acima do normal. O boneco só não estraçalhara também por ser encantado contra tal coisa.
“Eggnog ou chá de menta?” Olivia perguntou despretensiosamente para o semideus, esperando que elu ainda não tivesse passado na Barraca de Poções pra conhecer o verdadeiro segredo por trás das bebidas. Liv não podia negar que estava se divertindo demais com a pegadinha, então estendeu os dois copos na direção de muse. “Estão bons demais! Eu já bebi uns três do chá de menta.”
Fez uma careta para o eggnog, realmente não gostava do sabor daquilo. Já para o copo de chá, ergueu a sobrancelha em interesse. "Vou por você, então. Obrigada." adicionou o agradecimento tardiamente, enquanto pegava o copo, um sorriso sincero e até um pouco desarmado marcando de leve os cantos dos lábios. Não era de seu feitio ser gentil com estranhos; e receber essa gentileza assim, sem mais nem menos, era igualmente desconcertante. Stella sentia como se tivesse julgado mal os filhos de Hermes, se baseado mais nos pedaços partidos de fofocas do que se dado de fato a chance de conhecê-los. Virou o chá de uma vez, expulsando o calor e empurrando goela abaixo a vergonha. "Ahhh!" exultou em refrescância, sentindo os olhos arderem pela menta. Sentiu, também, uma coceirinha no nariz e nas orelhas, levando a mão até eles. "Acho que tem alguém falando de mim. Quer dizer, essa superstição também funciona por aqui? Já nem sei mais no que acreditar." confessou com um pouquinho de humor.
As luzes estavam cuidadosamente ajeitadas na mão de Rose para que não enrolassem de novo - ela quase perdeu completamente a paciência quando teve que ficar desembolando aquelas coisas, porque sabe-se lá onde Dionísio as havia guardado. Ao lado da jovem, uma roseira servia de apoio para as luzes, os galhos movendo-se a cada movimento que a semideusa fazia para poder pegar o restante do fio sem furar a mão. - O que acha? - indagou assim que notou MUSE próximo. - Acha que precisa de mais coisas? Mais brilho? Ou quem sabe outras decorações. - a mão livre ergue para poder ajeitar a franja, mesmo sem necessidade alguma, pois não havia nada fora do lugar. - Acho que se colocar coisas demais vai ficar brega, não acha?
Stella Mae estava completamente estática - diferente daquela roseira - enquanto observava a interação da dupla com uma expressão que variava entre o choque e a curiosidade. "Que eu devo ter batido a cabeça bem forte." respondeu meio no automático, referindo-se ao primeiro desmaio que precedeu toda a loucura em que estava inserida agora. Seria possível que tudo aquilo - o acampamento, os monstros, os homenzinhos sorridentes com pernas de bode - fossem fruto de sua imaginação aflorada? Que ainda estivesse deitada na cama do hospital, possivelmente no meio de um coma graças a overdose de alucinógenos? Parecia, ao mesmo tempo, preocupante e tentador. "Todas as plantas daqui são solícitas assim?" indagou, apontando para a roseira-ajudante. Stella deu então uma boa olhada no chalé de tom rosa pastel, assimilando a decoração já existente. Seu rosto ficou pensativo. "Depende do que pretende fazer com essas luzes. Se for colocar só ao redor da entrada e das janelas, por exemplo, ainda cabe mais um brilhinho. Mas acho que tem pisca-pisca o suficiente aí pra um desenho de silhueta. Um pinheiro de luzes no meio desse jardim ficaria bem bonito."