Tive uma sessão muito importante com a minha psicóloga na terça feira, ela me fez vários questionamento importante. Pediu para eu falar sobre várias coisas que me incomodava e no final ela disse, você acha que certas pessoas foram mais duras com você, por você ser mulher? Isso me fez refletir muito, e aí ela começou a me dar várias situações onde vários homens ao meu redor na familia sempre receberam colheres de chá e menos cobranças. Cheguei a uma conclusão muito importante que minha opinião não importa pra várias pessoas ao meu redor, as pessoas não se preocupam se algo vai me afetar, mas se preocupa se minha atitudes vai afetar a ela ou a pessoas próxima à ela. Há um tempo atrás eu fui acusada de algo que não tinha feito, isso me gerou crises muito intensas, tive uma crise louca durante um mês e meio inteiro, eu fui parar em um lugar com pessoas que mal tinha contato (meu pai que me gerou no caso) e eu lembro que eu sempre precisava de alguém ao meu lado sabe? Eu não conseguia ficar sozinha, eu sempre tava atrás de uma testemunha, eu evitava ir para casa dos outros e me isolei, eu tinha muito aquele medo de ser acusada de algo e ninguém acreditar em mim de novo, eu não tinha me dado conta que tava tão mal, até que um dia fui trabalhar com meu pai em um sábado, lembro que eu tava sentada esperando ele terminar um trabalho, com a filha de uma moça que trabalhava com ele, conversando, e ai eu escutei ele falando que tinha sumido R$ 50,00 eu lembro que entrei em um pânico, eu comecei a me tremer, repetia palavras como não tinha sido eu e que ia ajudar ele a procurar e ele falava que sabia que não era eu, pra eu ficar calma, que ele tinha colocado no bolso da calça e achava que quando ele puxou a chave o dinheiro caiu, disse a ele: vamos fazer o trajeto e achar porque eu não peguei, ele disse que não precisava. Mas, ai ele viu que eu tava tão nervosa que fez o trajeto comigo e achamos, lembro que ainda continuei tremendo, ele teve que pegar nos meus braços e pedir para eu me acalmar, foi quando eu me acalmei um pouco, logo depois ele me levou para uma lanchonete quase em frete com a filha da moça que trabalhava com ele e comprou um lanche para eu me acalmar mais, fiquei ali conversando com ela até da 12h para ir embora. Foi quando eu percebi que não estava bem e tava muito mal. Um tempo depois comecei a me aproximar da minha mãe(que me gerou), a gente não tinha contato, ela é da igreja e foi daí que comecei a frequentar e ir, porém logo depois conheci o monte resumindo é um lugar onde você busca e conhece Deus, para ter intimidade com ele. O monte era muito perto da casa dessa minha mãe, e como na época lá com ela eu tava passando por muitas coisas, tava sendo ainda os piores anos da minha vida eu comecei a subir o monte, o monte começou a ser meu lugar de refúgio, as vezes eu acordava cedo, nem tomava o café da manhã e ficava lá de 8 da manhã até 18/19 da noite, era o único lugar que eu me sentia segura e minha mente livre de preocupação, lembro que eu deitava na grama e ficava olhando para o céu, as vezes quando tava sol eu ficava debaixo de uma árvore, eu odiava os dias de chuva, porque eu não conseguia ficar muito. As vezes tenho umas crises de choro absurda quando lembro de várias coisas que já passei, ontem eu tive que gritar várias vezes que eu não posso desistir de mim e nem agora. Abro essa carta hoje porque vejo pessoas falando que as coisas são muito fáceis pra mim, porque só me ver eu brincalhona aqui e também porque escrever me faz eu desabafar, me acalmar. Queria pedir desculpa a alguns de meus amigos e algumas pessoas por ser as vezes tão distante, é que nessa trajetória eu tive que criar vários mecanismo para me defender.