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@sublimado
demasiadamente viva e como é doída essa realidade
O amor não espera, não espera que que você termine a faculdade, que arrume um bom emprego, não ouve o ‘tic e tac’ do seu relógio biológico apitando. O amor não quer saber se você está preparado pra recebe-lo com braços abertos, se o dia está ruim, o ônibus lotado. O amor é impontual assim como qualquer boa surpresa. Chega manso e sem artifícios, cotidiano. O amor não tem culpa se você esperava um sol sempre se pondo, carnaval o ano inteiro, eternamente meia noite de um novo ano. O amor vem, você querendo ou não. Como um dia nublado de domingo, preguiçoso e tão simples que talvez você não o note. E se você não notar a presença do amor ele simplesmente faz suas malas e vai embora tão rápido quanto um fim de semana.
Epigrafias. (via sublimado)
Tá aí, eu acho que não foi amor. Certo, só por começar dizendo "Eu acho" já faz qualquer um ter certeza que não foi amor mesmo. Agora eu fico aqui pensando no que mais foi "acho" daquilo tudo que, pra você, foi quase nada. Eu sei que foi. Se fosse alguma coisa, teria um carinho imenso, uma gratidão. Qualquer um desses sentimentos nobres que ficam quando alguém vai. Não ficou. Agora tá uma mágoa bem grande. E toda minha. Tá aí. Se foi amor, eu amei sozinha. Eu te criei aqui, na mente. Tudo mentira. Tá aí, acabou mesmo. E não ficou nada. Eu nem consigo sentir saudade porque não teve verdade. Você não sabe amar alguém. Não que eu seja o tipo que possa encher a boca e dizer que sabe alguma coisa nessa vida. Eu não posso. Acabou né? Que pena. Tenta não sentir saudade você também. É sempre bom ter um besta ou outro pra dá um up no ego, pra dizer o quanto a gente fica charmoso mesmo usando aquela sua cueca de velho. Eu sei que isso vai te fazer uma falta do caralho. Ninguém te via, né? Ninguém te enxergava. Eu cuidei tanto do seu ego, acho essa porra inflou tanto que me expulsou desse cômodozinho que você chama de coração. Tá aí, obrigada, eu fui otária, fui intensa mesmo, de transbordar. Isso que dá tentar matar a sede da vida com gente rasa
Eu fui trouxa
Para. Pensa e esfria a cabeça. Era uma coisa legal, bacaninha, todos sempre são. Inícios, eles são assim. Como filhotinhos de coalas. Fofinhos a beça. Mas para um pouco de olhar pro inicio, olha como esse meio, aí. Não super estima pelo amor de Deus. Os filhotinhos crescem e esse se tornou uma criatura das sombras, darkéssimo pra gótico nenhum botar defeito. Feio, feio. Mirrado, bem magrinho. Então para. Você olha pro inicio com essa saudade bobinha, tão ingenua. Tão você-assim-bobinha. É o pior tipo de garota. "Será que eu fiz isso ou aquilo de errado?" Com a sua carinha tão bobinha também, tão frágil, tão frágil. Você parece que vai quebrar qualquer horas dessas. Não quer dizer não, é definitivo, não relativiza o não dos outros, não fica tentando achar explicação ou duplo sentido. Não é não. Parou, fim. Sabe quando você era uma menininha e caia de bunda no chão, sabe quando sua mãe te pegava no colo e dava algumas esfregadinhas dizendo "pulou, pulou". Isso quer dizer que não foi nada. Quer dizer que passou, você pulou. Isso que é ensinamento pra vida, não? Tá prestando atenção no que eu estou dizendo agora? Não superestima o tombo porque você só pulou e fim. Então, para de fazer essa carinha-assim-bobinha porque não foi a primeira vez e nem a ultima que você vai dar pulos por aí. Para-pensa-esfria-a-cabeça. Não lembra do inicio. O inicio é auto-marketing, é uma caralhada de promessa "Eu não vou isso" "não vou aquilo" "Eu não sou assim" e-coisa-e-tal. Os inícios sempre são filhotes bonitinhos de coala, mas eles crescem ôh se crescem, viram isso aí, uma coisa bem feia, mais tão feia que você olha se pergunta onde foi parar aquela beleza toda. Pensa, esfria a cabeça, você só pulou.
Eu gostaria de achar um inicio, mas estou enferrujada demais pra pensar em alguma coisa bonita. Então esse é o inicio, que infelizmente não se inicia tão bem. As cartas ficaram fora de moda. Eu lamento tanto, já até escrevi sobre isso uma vez. Eu lamento mas nunca escrevo, de fato, uma carta. Apenas tentativas fracassadas como essas agora. Querido, enquanto eu fumo o ultimo cigarro do maço de Lucky Strike penso em você. Não exatamente em você, você deixou de ser algo exato a partir do momento que me deixou. Mas você está ali, como uma mensagem subliminar, intrínseco. Eu não sabia da sua importância, até notar a ausência dela e você se tornar quase obsessivamente desejável. O desejo pressupõe a falta e de fato, você falta agora, então te desejo. Seria mais saudável amar as coisas que eu possuo, mas hábitos saudáveis nunca foram os meus, infelizmente. Fica fácil notar pelo meu extrato bancário, fracasso. No meu quarto coleciono garrafas orloffes, caixas vazias de dunhill e alguns vestígios de algumas outras drogas. Como é tênue essa linha entre amar e ser saudável. Eu uma nota dissonante nesse nosso acorde nunca poderia fazer parte disso sem desafinar tudo. Foi assim meu amor, acabou assim como era o previsto e acabou comigo como eu também previa. Por isso eu te escrevo agora esse acumulado de palavras soltas. Esse fragmento que qualquer pessoa não iria entender, somente você que não vai ler. Escrevo pela saudade. Por tentar tornar eterno e um pouco mais terno esse sentimento débil que nada tem de bonito. Só vê beleza na tristeza os espectadores dela. Por isso eu estou te escrevendo, com imensa saudade do seu sotaque nordestino, pra opor minha posição e contemplar minha própria mágoa.
Com todo meu afeto, LB.
Quando seu corpo entra em contato com o patógeno novo você fica doente, decorridos os dias do tratamento os sinais e sintomas se vão, porém, nosso organismo é brilhante e produz pequenas estruturas chamas anticorpos que permaneceram conosco mantendo sua memória imunológica a fim de nos proteger se entramos em contato com aquele patógeno ou algo similar novamente e assim evitar que você fique doente novamente. Basicamente eu me tornei um anticorpo rancoroso de 1,66m ao longo da vida em decorrência de todas as situações da vida, entro no estágio de cura, mas permaneço com a memória, e sempre que qualquer coisa ameaça minha saúde física e mental, qualquer sinal de uma doença chegando, de algo errado, algo que já não deu certo em algum momento se aproximando meu sistema de defesa se arma por completo. Quem diria ao invés da psicologia quem melhor me entende é a imunologia
Dona-Lee
tem sentimento que é tão seu que você não faz menor esforço de compartilhar, até porque a partir do momento que você dá algo a alguém é ela quem passa denominar o valor.
As vezes eu agradeço a frágil eternidade do amor. Um amor que se perpetua solitário, é um amor eternizado triste.
Epigrafias.
Refutaram todas as minhas verdade absolutas, acabaram os sonhos, se perderam as vontades e eu sinto como se eu estivesse novamente no ponto de partida. Mas essa é a beleza de estar destruído, só me deixa uma única opção, que é de me reconstruir. A desconstrução vem em conjunto a dádiva do aperfeiçoamento.
Epigrafias
Vai com calma, eu também sei amar menos, precisar menos, te fazer esperar dias por uma ligação que não irei fazer. Também sei magoar, e como sei, isso eu faço muito bem, sou egoísta, não engane, também consigo maltratar e bater a porta na hora da saída, apaixonar sem querer amar, também sei fazer com que precisem de mim, - pode não parecer, mas eu consigo me tornar tudo o que mais desprezo em você.
Sean Wilhelm. (via scripturas)
Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou, e perdeu. Ele é só um cara. E você já esqueceu outros caras antes.
Tati Bernardi. (via eternismo)
Até um idiota teria percebido que eu estava perdidamente apaixonada.
Morro dos Ventos Uivantes. (via salientada)
Esse teu olhar quando encontra o meu, fala de umas coisas que eu não posso acreditar. Doce é sonhar, é pensar que você, gosta de mim, como eu de você. Mas a ilusão, quando se desfaz, dói no coração de quem sonhou, sonhou demais… Ah, se eu pudesse entender, o que dizem os seus olhos.
Tom Jobim. (via salientada)
Não importa pra onde eu vá e nem o quão longe for, também não importa se me mandou sumir ou ficar longe de você. Eu sempre vou voltar, porque é só pra você que eu me vejo falando “aceito” no altar e “aceito” na vida.
Demografar.