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Jake Riley in Yes Is the Only Living Thing
Hey, you remember what I said about your mom being here with us? Well, I’m pretty sure she’d find a way to kick my ass if I didn’t keep my promise to get you out. But the thing is, I don’t think she’d want me to leave all these people behind to die either. And I want so much for her to be proud of us.
we got bad blood. @beauty & the beast
A tremedeira ainda não tinha abandonado o seu corpo. Os olhos castanhos não paravam de olhar os detalhes de seu antigo quarto, tentando notar qualquer semelhança que pudesse ter com o Tormento. Porém, era tão luxo que ao menos ela não poderia considerar qualquer possibilidade de semelhança. Havia algumas horas que Gwen estava de volta a Human Crew, tinha uma bandeja com algumas frutas, um sanduíche preparado com basicamente uma fatia de queijo para lhe dar nutrientes tão desejáveis por seu corpo há alguns dias. Desajeitadamente, ela esticou a mão e pescou uma uva, a pôs na boca e a saboreou, quase que ela havia esquecido do gosto doce! Os olhos marejaram na hora que a sua língua foi ativada para sentir o misto do doce e do azedo. Em alguns minutos, Gwen tinha devorado o lanche todo, os olhos estavam transbordando de tanto líquido que ainda assim não poderia cair pelo seu rosto. O coração bombeava sangue tão forte que parecia pular do seu peito, a moça sentia-se completamente aliviada por estar novamente segura, mesmo que ainda tivesse desconfiada, afinal, ainda não tinha visto nenhuma sombra de Kyle. Os guardas dele ainda estavam na sua porta, por isso, ela conseguiu se sentir melhor, estava segura, não é mesmo?
Despiu-se logo depois, a roupa suja seria provavelmente jogada fora, não tinha mais utilidade, não poderia ser doada para alguém mais nova, tinha sangue por toda a sua extensão, além de buracos e um cheiro ruim por causa do suor. Depois de descartada, ela se limpou da melhor maneira que pode mas, ela teve de admitir que precisava de um banho. Acreditava que ainda havia água encanada mas provavelmente estavam racionando, por isso, ela tentou ser rápida no seu curto banho. Molhou o cabelo, tirando a sujeira que ainda estava nos seus lindos fios morenos, a deixando mais feliz porque agora sim estava limpa e se sentindo bem, não estava cheirosa por causa do sabão de má qualidade mas, ao menos, tinha tirado o sangue do corpo. Sorrindo levemente, colocou um vestido florido que adorava vestir, trançou o cabelo para não ficar molhado e pingando, esperava agora por Kyle, queria vê-lo o mais rápido que podia. Ela avançou na direção dos seus guardas e agora tinha permitido a visita das pessoas e pediu carinhosamente para que chamassem o seu líder, se isolando novamente quando fechou a porta.
O arsenal bélico saboreou o teor da inovação com solércia, o repertório de armas fora atualizado com o armamento militar. O único obstáculo, no entanto, era a engenharia para finalizar o projeto de revólveres que estavam em seu gênese. Não seria um óbice por muito tempo, pois Kyle usufruía de plenos domínios em relação a engenheira bélica. Era fundamental o auxílio de mais engenheiros e mecânicos, contudo, era algo próximo a ser consolidado. Pois não era necessário explicar o porquê de ser uma exigência tê-los a domínio da Human Crew; afinal graças ao último ataque, o arsenal de armas estava deveras prejudicado. O déficit militar poderia ser sinônimo da ruína, logo era razoável contar com a obediência de seus súditos. Afinal, ele não era absorto de modo a ignorar as evidências. O lapso ousava dominar o seu império; porém, Kyle não iria dar margem para o pandemônio. O líder iria sujeitar a balbúrdia a outro território, isto é a zona de aberrações. Entretanto, àquele momento em específico não era possível consolidar um engenho para prejudicá-los. Pois estar à mercê de Octavius por si só já era o prejuízo; o martírio entregue aos mutantes. Portanto, a ruína era o prognóstico tecido especialmente a eles. O teor profético era óbvio a qualquer ser, então a permanência ao lado do Mason era apenas um ponto positivo a Human Crew. Enquanto o Satélite estivesse a seu domínio, Kyle ostentava da corrente necessária para controlar à sua marionete. O líder das aberrações era o seu títere particular, o artefato medular para conservar a inquietação do outro lado. Pois a insolência de por um dos seus em risco era o estímulo necessário à catástrofe, o dinamizador para dar gênese a discórdia. O engendro do cerne tirânico, porque o sequestro e tortura de Gwendolyn não seria esquecido pelo primogênito de Amélia. Poderia soar hipócrita a outrem; porém, embora tenha sequestrado a irmã de seu adversário, Kyle não havia feito o uso da violência física para abatê-la. A eminência incontestável de sua superioridade em relação ao Mason. O sequestro não era visto como uma dinâmica; ou seja, a provocação que visa pontuar na escala tirânica. Pelo menos, Kyle não enxergava segundo tal ótica. À sua interpretação do ato fora ultrajante. Uma conduta que demonstrava as raízes débeis na psiquê do opressor, pois não era preciso a afirmação verbal da autoria do ato. Só há um único ser mentecapto para fazê-lo, portanto, a resposta da equação sanguinária era única.
O produto do opróbrio fora o renascer da violência animalesca em sua estratégia. Contudo, não era incerto de modo a ser guiado pelo ímpeto. O método seria projetado visando a eficiência, dessarte, não poderia ser arruinado pela gama sentimental. Ou seja, só poderia estabelecer o engenho após resolver por completo o obstáculo. Por exemplo, o estado de Bianca. A irmã estava em processo de recuperação, logo à sua presença era constante no leito clínico em que ela ficava. O segundo revés possuía referência a Gwen. A garota estava deveras frágil, recuperando-se do trauma que havia passado. Não ousou ser insensível ao fazer perguntas idiotas, portanto, à sua aparição era restrita quando a mesma pegava no sono. Observava cada hematoma integrando a epiderme alheia, recordando-se da promessa que havia feito a James. Havia falhado com ela, porém, não iria permitir uma segunda falha. Os dígitos masculinos afagaram os cabelos da irmã, a delicadeza presente na prática era uma dedicatória restrita a ela. Retirou a mão dos cabelos femininos com cuidado para não acordá-la, expondo a sombra de uma expressão aliviada o vê-la se recuperando aos poucos. A presença dos guardas na área fê-lo endurecer o próprio semblante, virando-se com calma após notar a presença dos mesmos. O equilíbrio impecável retornou a compor a faceta masculina, a íris índigo ostentava a harmonia fictícia perante a análise alheia. Interpretou-os em silêncio, direcionando a atenção mais uma vez à irmã. Não era fundamental fazer o uso de palavras, portanto, uma ordem silenciosa fora entregue a eles. Retirando-se do leito de Bianca, Kyle caminhava pelos corredores ostentando a película de calmaria em sua corpulência. A inércia recaiu sobre ele apenas após ver a porta de Gwen, mantendo-se do lado de fora por alguns instantes. Uma batida sutil anunciou à sua entrada, abrindo a porta para poder fechá-la no próximo instante. “Gwendolyn?” Anunciou com exímia eutimia. A íris recaiu à moça de modo sensível, cultivando a distância por ora.
Grace is just weakness
or so I’ve been t o l d
I’ve been cold, I’ve been merciless
but the blood on my hands scares me to death
maybe I’m w a k i n g u p today
@success5power
the blood on my hands scares me to death ♛♚ king and princess
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O conteúdo que corria pelas veias de Bianca Stryder parecia estar se transmutando em pedra. Nem mesmo conseguia proferir algum vocábulo que possuía sentido, pois toda extensão corporal encontrava-se à mercê de chamas, uma força invisível que causava queimaduras de terceiro grau em seu interior. As chamas eram meramente figurativas, pois a mesma estava bem segura, dentro das paredes da Human Crew. O recente ataque de verdugos ao local fizera uma enorme lista de vítimas, e o nome da princesa estava entre elas. Embaixo de seu corpo febril, a cama usualmente macia tinha a mesma suavidade de mármore; a tensão em seus músculos e o pandemônio instaurado em suas sinapses garantiam o desconforto. Queria gritar, libertar-se das correntes que lhe mantinham presa ao inferno pessoal que o veneno de verdugo criava em sua cabeça. Aos observadores de fora, Stryder dormia tranquilamente – um estado febril lhe causaria algum incômodo, mas nada demais – todavia, as coisas iam além da aparência. Sempre possuiu uma imagem impecável em frente aos globos oculares alheios afim de respeitar o nome da família, e não era agora que falharia em sua missão, mesmo sem consciência do fato. Em seu âmago, uma atormentada Grace gritava, enquanto um carrasco lhe torturava. As visões hiper-realistas haviam se tornado sua companhia fiel nas últimas horas, atormentando-a de forma incessante. Um único nome saía de seus lábios secos e rachados, um único pedido para o seu anjo salvador. Em dezesseis anos de existência, o mesmo fora capaz de removê-la das situações mais inusitadas, sempre disposto a ajudar a alma inquieta da mais nova. Por que ele não lhe ajudaria daquela vez? “Kyle!” A voz saía quebrada, devido a falta de um dos elementos mais importantes para a sobrevivência humana. Bianca morria de sede, e continuava a perder água através do seu suor. Seu torturador passou a ter a face de Octavius Mason, o mesmo que tentara matar o seu irmão, e agora procurava acabar com a mais nova dos Stryder. Gritou de novo o nome do mais velho, e em retorno, ganhou um belíssimo tapa em sua face. A experiência era, no mínimo, insana. E, em dezesseis anos andando sobre o planeta, aquele foi o primeiro momento que desejou realmente estar morta.
O escorpionídeo peregrinava pela epiderme torácica, as pernas ambulatórias do artrópode deslizavam pela superfície sensível tingida pelo escarlate sanguíneo. As quelíceras animalescas devoravam o sangue, sugando-lhe a epiderme de forma análoga a um morcego. O aguilhão perfurou com astúcia a vítima, inoculando a toxina escorpiônica. O fluído insalutífero adentrou a corrente sanguínea, o efeito subcutâneo a substância fora a ardência avassaladora. O animália prosseguiu ao ataque, ceifando-lhe o líquido vital com astúcia. O término do ataque do bestial fora a colheita deste, o animal retirado do abdômen por uma força externa. Porventura, caso houvesse a inexistência de correntes para mantê-lo preso, Kyle teria usufruído da força e estratégia para evitar o ataque. Porém, o tirânico jaz moribundo após receber múltiplos ataques em sua extensão anatômica. O porquê do ataque era estrambólico ao líder da Human Crew, deixando-o aéreo sobre quem fora o autor do ato. A venda em seus olhos era o obstáculo, embora o riso oriundo de seu opressor fosse deveras familiar aos tímpanos. Entretanto, após degustar do ruído de seu próprio grito involuntário contínuas vezes, o Strynder não saberia discernir a diferença entre os sons. A incógnita usurpou de sua inteligência, metamorfoseando-o a figura de um débil. O homem conhecido por sua engenhosidade jaz mentecapto, alheio ao período em que fora submetido a péssimas condições. Quiçá era o ciclo de dois dias, pois ele pôde usufruir por um efêmero momento da ondulatória solar em sua face. O próprio estado fisiológico dava evidências de ser um curto período; entretanto, a equimose oriunda de equipamentos medievais era o indício de que o tempo fora aproveitado. Usufruía da queimação em sua derme, o vértice das cócegas espanholas parecia ter perfurado o tecido conjuntivo com eficiência. Torturando-o através da escavação em suas terminações nervosas. Entretanto, ainda que a dor acometesse cada centímetro de sua corpulência, Kyle não havia proferido uma única palavra sobre Callisto. Era óbvio o porquê do ataque, no entanto, o vestígio de decência que possuía para com Octavius fê-lo acreditar que ele não seria tão baixo. Kyle não era um ser iluso; mas prender o adversário para evitar qualquer defesa era deveras pusilânime. Todavia, aquela altura adágio algum possuía poderio. Até porque não era uma circunstância ordinária, tratava-se de um pesadelo. O cosmo onírico desfrutando de sua psiquê; tornando-o cativo a um cenário deveras realístico para poder discernir. Embora existam indivíduos capazes de distinguir o sonho da realidade, conforme fora titulado por Stephen LaBerge como “Sonhos Lúcidos”, Kyle não usufruía de tal habilidade. Portanto, como um ser trivial, ele estava à mercê da utopia. A dor era deveras realística para desconfiar, o episódio verossímil à realidade. Logo como ele poderia presumir? Afinal, a turbação era rudimento básico de sua sanidade. Ou a ausência do equilíbrio; porém, não caberia aquele momento circunscrever a linha tênue de suas patologias psíquicas. Pois após acolher um timbre familiar em seus tímpanos, Kyle despertou de seu desmaio onírico para retornar ao sonho. O pano úmido fora retirado de sua face, o tecido fora utilizado para desferir golpes em sua epiderme. Acordando-o para que a luz precária penetrasse o globo ocular, ousaria fechar os olhos. Porém, a imagem da irmã recebendo um tapa de Octavius fê-lo ignorar toda a fragilidade corpórea para impulsionar o próprio corpo para frente. “BIANCA!” Gritou com a voz moribunda, forçando-se a ignorar a temperatura altíssima ocasionada pelo veneno. “Octavius.” A arritmia cardíaca fora responsável pelo timbre trêmulo, o gênese do acúmulo de fluído em seus pulmões fê-lo inalar o ar com certa urgência. Ordenando à sua própria consciência para permanecer acordado; pois ele deveria ser a vítima de golpes, não a irmã. “Deixa-a. O seu objetivo é para comigo, portanto, não seja um covarde.” O sustentáculo jaz trêmulo, forçando-o a comprimir os dentes para a própria voz não sair anêmica. “Deixar-me à mercê da morbidez é à sua estratégia? A minha morte será sinônimo da morte de Callisto, portanto, sugiro que utilize o vestígio de inteligência para direcionar a atenção a minha pessoa.” Vociferou com prepotência, mantendo-se com os olhos abertos através de muito esforço. Desejava direcionar a voz a Bianca, contudo, som algum abandonava os lábios do líder.
We do greater things when we act as one ♕ ♛ Mr. and Msr. Smith
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Caos. Era a melhor palavra encontrada pela Jiang para descrever o estado em que se encontrava o seu domínio e de Kyle. O suprimento de armas quase acabado era desanimador, mas não era o pior. Sim, Jessica sentia que estavam agora, completamente vulneráveis. Mas seu lado humano via a situação como decadente por conta dos seres humanos feridos, desnorteados e em meio a alucinações por causa dos malditos verdugos. Sua vontade era pegar cada criatura e destruí-la com os próprios dentes, caso fossem feitos de ferro e não de tecido ósseo. O que pudera fazer fora atirar e contribuir para a diminuição das munições e armamentos da Human Crew no propósito de terminar com aquela invasão. Havia suor em sua pele morena pelo esforço físico e os fios castanhos estavam presos em um rabo de cavalo arruinado.
Jessica passou os dedos na face, completamente frustrada com tudo aquilo e desejosa de que o grupo do outro lado da cidade não ficasse ciente da fragilidade que estavam passando naquele fatídico momento. Mas mais do que isso, estava preocupada. Jiang encontrou o maior número de pessoas conhecidas e ajudou-as da melhor maneira que podia. Mas na multidão, o rosto dos Stryders parecia ter sumido e estavam praticamente fora do radar dela. Aquilo parecia lhe corroer como ácido. Havia um amargor na ponta da sua língua pela falta do líder e da irmã mais nova dele - sua irmã -. Aquilo lhe incomodava, não ter nenhuma notícia deles no meio do pandemônio. Sentia-se quase responsável por ter deixado duas criaturas inexperientes cuidarem das barreiras da Human Crew e se algo tivesse acontecido com eles… Akemi perderia a cabeça sem nem pensar duas vezes em sentido metafórico e também literal.
Ainda ajudava alguns dos membros de seu grupo quando necessário, mas após o aparente fim do último verdugo, sua mente apenas viajava para Kyle e Bianca, desejosa de ter notícias deles dois. Jessica tentava ao máximo evitar pensar no elemento morte, afinal, não queria nem ao mesmo pensar na possibilidade de haver acontecido tal coisa. Kyle saberia se virar, ela havia se certificado disso anos atrás e Bianca… Alguém deveria ter ficado ao lado dela. Seu coração e instinto maternal se apertaram naquele instante. Porque ela e Kyle eram uma das únicas pessoas que lhe deixariam insana caso não fossem encontradas após esse pandemônio. Havia Megan, mas tanto quanto a si mesma, Jessica tinha certeza que a ex-policial teria destruído com todas as criaturas que ousaram aproximar-se dela. E havia a enxergado ao longe, portanto, era uma a menos para se preocupar. Também havia o fato Callisto, mas se ela houvesse sido morta durante o ataque talvez a Jiang não se importasse de fato. A vida dela era descartável para a morena. Apenas uma moeda de troca com uma importância estratégica. E apesar de tudo, tê-la em meio da Human Crew naquele momento de fragilidade seria um bônus para que os outros não tentassem invadí-los impulsivamente. Os planos de Jessica teriam que ser adiados. Apesar de temperamental, não era burra. Ela era estratégica e faria o melhor para o grupo de pessoas que parecia confiar nela.
Havia muita coisa na cabeça dela e aquilo parecia ser combustível para as chamas que ardiam dentro da humana. A qualquer momento ela iria explodir, era uma questão de tempo. A falta das caricaturas dos Stryder intensificava, afinal pensamentos nada bons começavam a ser difundidos dentro da cabeça dela. Ela estava atrás de informações e procurou por alguns dos soldados treinados da Human Crew por alguma notícias de Kyle e… Nada. Ela teria que procurar por si mesma aquele desgraçado. Se ele e Bianca estivessem ao seu lado, provavelmente ela pensaria em tudo com maior clareza, naquele momento, tudo, inclusive sua cabeça era como uma cidade destruída por um maremoto. Jessica queria gritar com alguém. Mas sabia que Kyle não estaria no condomínio da Human Crew, não depois daquele transtorno, pois conhecia-o o suficiente para saber que ele precisava ficar afastado de tudo. Talvez não fosse o melhor lugar para encontrá-lo depois do pandemônio, mas acabou por seguir seus instintos mais do que sua razão. Nem ao menos bateu na porta da casa na árvore que costumavam ir para ficar sozinhos. Puxou o trinco e a porta estava aberta, para sua surpresa. Não pensou que Kyle seria prudente em manter a porta de seu quarto aberta, mas após aquela destruição ela já começava a se questionar sobre como andaria a sanidade mental de todos na Human Crew.
A silhueta masculina de lado próxima a um pequeno armário ali arrancou-lhe um peso de suas costas. Apesar de algumas escoriações Kyle estava intacto. Não podia dizer o mesmo, porém, do psicológico do rapaz. Jessica era perita em ler o melhor amigo e havia uma gélida raiva em seus olhos e assim como o fogo, gelo também podia causar queimaduras. Mas, após o primeiro instante de alívio, Jessica sentiu a fúria invadir-lhe os olhos ao observá-lo tão inerte em si próprio e em silêncio. Não segurando sua própria impulsividade, ela se aproximou dele. “Como você some e não informa ninguém do seu paradeiro, Stryder? Nós estávamos no meio de um pandemônio, custava avisar alguém onde você havia se metido?” Havia cólera em sua voz, uma cólera justificada pela preocupação por Stryder. Jessica não precisava verbalizar o quanto ele havia lhe deixado preocupada. “Você podia ter sido picado por uma daquelas bestas! Ou pior: podia ter morrido! Já pensou como seria se você tivesse morrido? Não, não pense nisso, Stryder.” Ela verbalizou, e no fim de suas palavras um pequeno gemido de irritação deixou seus lábios. Jessica estava próxima o suficiente de Kyle para sentir o hálito dele contra sua face. E ela não hesitou em empurrá-lo, quando nenhuma resposta fora tida. “Anda, Stryder! Diga alguma coisa, faça alguma coisa! Essa apatia está me deixando louca.” E ela claramente, estava louca. Louca de raiva, de preocupação, de instabilidade, caos e mais preocupação. Kyle lhe preocupava, Bia lhe preocupava e a fragilidade de todos da Human Crew lhe preocupava. Ela só queria gritar com alguém e Kyle fora sua vítima. Mas ele talvez merecesse depois de toda a apatia que demonstrava para com todos e por não ter avisado a ninguém onde havia ido. Aquilo havia sido o cúmulo, a gota d'água e a bomba dentro de Jiang havia explodido. Ela estava cheia de uma raiva devastadora, um verdadeiro furacão como Stryder costumava lhe chamar.
O maquinário é constituído por inúmeras peças de fundamental importância, as engrenagens são responsáveis por originar o torque e consequente potência. O tempo necessário para realizar trabalho. Entretanto, ainda há a presença de parafusos; estruturas metálicas cuja função é originar o ligamento entre os arcabouços. Porém, quando tal utensílio mecânico não é aderido com perfeição ao esqueleto, todo o mecanismo poderia entrar em colapso. O responsável por consertar a carcaça, porém, era o mecânico. Ou seja, era à sua função como líder consertá-los. Vê-los como peças corpóreas era mais fácil do que enxergá-los como seres humanos; portanto, quando uma catástrofe ocorre é à sua ocupação como dirigente reposicioná-los em seu devido perímetro. O empecilho, no entanto, é quando não há uma chave de fenda a seu poderio. Logo era necessário aderir à engenharia, o improviso de recriar a solução. O arsenal não era amplo de forma idêntica a um laboratório; mas Kyle era catedrático na arte de elaborar uma saída. Porém, mais um obstáculo à sua utopia; não tratava-se de um laboratório de robótica, mas da vida real. Ou seja, não poderia utilizar a onipotência inexistente para reconduzi-los ao eixo. Caso contrário, o Stryder não permitiria que o pandemônio se apoderasse de seu Império. Em uma metáfora cabível a própria posição, Kyle não estava em um patamar inferior a figura divina. Afinal, o todo-poderoso que rege todas as coisas havia permitido que inúmeras catástrofes ocorressem, dessarte, ele não era um péssimo líder. Apenas havia cometido um erro; um mísero equívoco capaz de destruí-lo, porém. Pois após a acústica de gritos adentrarem os tímpanos masculinos, a ideia de um possível ataque fê-lo ser inundado pela adrenalina. A dosagem secretada pelas glândulas suprarrenais o conduziu a ação. Não pôde cogitar uma hipótese à medida de corria, pois o único devaneio discernível em sua psiquê era a preocupação para com Bianca. A teoria de ser um ataque direto da Cosmic Freaks era deveras previsível; portanto, a chance de Bianca ser o alvo fê-lo ser ágil. Entretanto, o cenário que impregnou as retinas masculinas fora da destruição. Não apenas destruição, mas do verdadeiro pandemônio em território carnal.
A matéria nítida e tangível de verdugos à sua frente impulsionou ação, os dígitos deslizaram pelo revólver a seu domínio, porém, não fora estúpido a ponto de atirar nas criaturas. O ruído seria responsável por atraí-las em sua direção, logo seria um desperdício de munição atacá-los. A estratégia seria a fuga; ou seja, deveria procurar o maior número de pessoas para salvar. Não para salvá-las, mas para se salvar. Era o rei, logo a evacuação era uma exigência óbvia a Kyle. Contudo, a ausência de três pessoas em seu campo de visão era devastador. Deveria localizá-las com urgência, com a real intenção de libertá-las da área. O outro óbice fora a catástrofe, inúmeros peões de seu tabuleiro à mercê da morte. As criaturas da noite - sequer sabia como defini-las - estavam destruindo cada milímetro de seu reinado. Não apenas a parte física, mas os constituintes corpóreos da área. O odor férrico da carnificina aqueceu o canal respiratório, governando-o a uma escapatória. A fuga não era em direção a uma região segura, mas aos prováveis lugares que Bianca, Jessica e Callisto poderiam estar. Eram os primeiros nomes a penetrar a massa encefálica do líder, entretanto, ele sabia que deveria optar por um único nome. A irmã era a pessoa mais importante a ele, logo encontrá-la seria sinônimo de encontrar Callisto. Uma mísera suposição, é claro. Mas ele não era ingênuo a ponto de ignorar o vínculo entre ambas, o fato é que Callisto poderia utilizar Bianca como refém para à sua própria fuga. A hedionda teoria abstraiu os vestígios de lógica, fazendo-o ser vítima de sua própria imprudência. Uma ação nada engenhosa, porém, o ataque direcionado a um verdugo - que devorava um garoto à sua frente - atraiu a atenção da criatura. O animália disparou em sua direção de forma idêntica a uma besta possuída, perseguindo-o em busca do precipício. O precipício metafórico, contudo, pois o único à mercê de uma provável morte estúpida era o rei. Este retornou a atacar a criatura, mirando em direção a cabeça. O sistema nervoso deveria ser responsável por coordenar a criatura, logo àquele seria o provável calcanhar de Aquiles.
A preferência era a existência de uma besta em seus dígitos, mas armas de fogo eram os principais componentes à sua proteção. O recuo ocasionado pelo fuzil era forte, mas a força e a possessão direcionada a estrutura preservou o poderio intacto sobre o artifício mortal. A acústica estrondosa do disparo era o estímulo, a energia necessária para pressionar o gatilho e contemplar a criatura ceder à morte. A distância entre o predador e a sua peçonha era mínima, pois a carcaça animalesca ainda apressava-se em sua direção. Mas deveria lembrar a ela quem era o verdadeiro caçador, pois a penúltima bala disponível em sua munição fez a criatura ser governada pela morte. O Stryder recarregou a peça, caminhando de forma rápida em direção as inúmeras criaturas sem rumo. “Sigam-me.” A pronúncia fora articulada de forma idêntica a um relâmpago, conduzindo-as em direção a própria residência. Adentrou-a as pressas, a íris deslizando pelo cômodo à esquerda. “Só saíam quando eu mandar.” Gritou para retirar as pessoas da inércia, dando-lhe as costas para seguir em direção à saída. Antes, porém, o ar adentrou os pulmões masculinos em uma exigência fisiológica, armazenando a demanda necessária a próxima corrida. Há poucos metros antes de passar pela porta, Kyle abriu o armário com fundo falso para revelar um cofre. As mãos trêmulas pela epinefrina desbloquearam a codificação mecânica, retirando da área uma granada. Havia desenvolvido a arma há pouco tempo, com os resquícios de material e pólvora que pôde encontrar, entretanto, não fora capaz de ter recordações longas, pois a exigência de sair da área fê-lo pôr-se de pé para ultrapassar a barreira de concreto. O acúmulo de verdugos na área era um problema, pois com o déficit de estratégias cabíveis, a remota hipótese de deixar o território à deriva da destruição era impossível. Não poderia perder o poder bélico, logo sacrifícios são necessários. Os dígitos da mão esquerda pressionaram o gatilho do fuzil, mirando em direção a imensidão escura. O ruído agudo fora suficiente para atrair o conjunto animalesco em sua direção, a bomba compulsória em seu mediastino irradiou sangue o suficiente a extensão corpórea para haver tempo para correr. Ultrapassar os portões do condomínio fora o seu designo, portanto, iria executar com perícia o plano. Após a última munição disponível do fuzil atingir o crânio de um dos verdugos, a estrutura metálica fora abandonada de frente aos portões. Os próprios passos eram céleres, conduzindo-o a uma distância considerável de seu império. Os dígitos mais uma vez foram em direção ao próprio coldre, retirando da área o pequeno explosivo. Era de seu saber que após o gatilho ser acionado, a explosão iria irradiar em seis segundos. Portanto, após mirar na direção das bestas, o pino de segurança do artefato fora retirado com maestria, o próximo passo fora soltar o gatilho que há na parte externa, jogando-a na direção exata dos verdugos. O cérebro estava a mil, mas um cronômetro imaginário fê-lo calcular os seis míseros segundos. Uma dedicatória a seis criaturas era possível de ser feita nos últimos milésimos, o número primário era aplicado à sua própria pessoa. O princípio do refrigério, o ser responsável por ser a gênese da salvação em massa. A cifra secundária era um tributo à Bianca, a merecedora de sua compaixão genuína e à sua principal responsabilidade. O terceiro segundo - responsável por avivar a iluminação na escuridão - era mérito de Jessica. A figura mais próxima de benevolência que poderia ter; a mulher responsável por cultivar a luz nas trevas do âmago do Stryder. O quarto segundo - que propagou a melodia da destruição - era dedicado a Callisto. Não por sua majestosa importância, mas por esta ser a peça chave de seu jogo. A quinta oferenda era a Gwen, a bravura e rebeldia que há na explosão. A sexta, porém, não menos importante era ele mesmo. Pois só há um alfa e ômega na FAYZ, Kyle Stryder. Ainda não estava na sua hora de ser um mártir, pois a explosão sucumbiu as criaturas a tempo suficiente para correr a uma distância segura. Mas o ímpeto fê-lo cair, batendo o próprio crânio contra a superfície que constituía o chão. Todavia, este levantou para correr em disparada à casa da árvore. Poderia ser o local em que Bianca estava, assim sendo não poderia perder as esperanças.
Adentrou o receptáculo de memórias da infância com um revólver entre os dígitos, empurrando à porta de carvalho com a visão levemente afetada. A ausência de uma matéria corpórea reconhecível abstraiu as forças corpóreas, as consequências da explosão - que afetou diretamente os tímpanos, tirando-lhe o equilíbrio - e da posterior queda fê-lo cair por uma segunda vez. Entretanto, não há plateia viva para contemplar a queda do imperador. Apenas a cólera inundando-o; transformando-o em um sustentáculo fragilizado da fúria. Queria pôs-se de pé, mas a escuridão retirou-o da consciência. Em um instante fitava o chão, o próprio sangue tingindo o assoalho. No outro a inconsciência compôs à sua corpulência, tornando-o vulnerável. À mercê de um ataque certeiro de qualquer criatura, seja racional ou não. ‘Bianca.’ A nomenclatura feminina ecoou no fundo de sua psiquê, impulsionando-o a recobrar a consciência. Não soube a princípio quanto tempo passou desacordado, mas fora suficiente para o sangue secar. Sentou-se no chão, deslizando os dígitos pelo superfície à procura do revólver. A gênese da iluminação da aurora fê-lo levantar de súbito, guiando-o a observar o céu. Não sabia o horário, mas sabia que precisava voltar. Antes, no entanto, uma voz distante ecoou pelo cômodo. Sustentando-o de pé de forma indireta, porém, Kyle permitiu que um mísero sorriso delineasse os próprios lábios. A série de informações resgatou-o oficialmente à realidade, trazendo-o a ostentar uma Jessica raivosa que cuspia palavras ácidas à sua pessoa. Agradeceu-a em silêncio pelo empurrão na parede, pois a estrutura plana seria o seu alicerce aquela hora. As palavras femininas ainda eram incógnitas, compondo um mosaico desfragmentado em sua psiquê. “Apatia?” Pronunciou em um teor de escárnio, mirando-a com um olhar incrédulo em sua face. “Salvar inocentes é uma conduta apática?” Disse entre dentes, forçando-se a recompor a força em sua extensão anatômica para empurrá-la. “Nós perdemos inúmeros peões graças à sua escolha. Não me surpreende o fato de estar alienada ao conceito empático. Recomponha-se.” Apoiou-se na parede, fazendo a pronúncia da última frase para si mesmo. “O fato é que nós estamos vulneráveis. Eu estou vulnerável.”
She may contain the urge to run away. But hold her down with soggy clothes and breezeblocks. @Jupiter and Callisto.
itsfuturisticall
Havia admiração aos provérbios advindos dos lábios masculinos. Admiração, seria título de sentimentalismo cabível e digno ao Stryder, de tal afeição? Veja bem, há discrepância entre a clemência e o sentimentalismo, a primeira trata-se de um princípio de benevolência independente, carregado na cerne da Mason, nutrido a partir de infortúnios da vida há muito ocorridos; o segundo, carrega cunho intrínseco ao âmago, e principalmente, risco à conduta estabelecida por si à si mesma, tonando aquele conúbio mais uma vez, sinuoso. Acresce que agora, após ditados postos frente à ela, via-se entre duas colocações máximas de opinião; havia enxergado ela além do filtro que a relembrava as principais intensões provindas do que sem dúvidas era taxado como sequestro e privação, e então enleando-se a aparências de puro romance?; ou ao passo que mal acostumada ao temperamento genérico dos constituintes da comunidade da Human Crew, associando-se ao frívolo, não mais encontrando em si a disparidade que a continha de fazer comparações supérfluas como a anterior que associava fé em algo ou alguém à finanças. Torceu o nariz ao findar das primeiras frases de Kyle, empenhando-se em manter o semblante pouco alterado. – Então deixaremos particularidades do tempo serem tomadas, é sempre necessário tempo para a edificação de algo, certo? Que seja da nossa confiança. – Seus dizeres assemelhavam-se à cenas cerimonialistas, era algo digno de se dizer em datas comemorativas ao tilintar do brindar de taças, havia repreendido a si mesma o cunho piegas de suas palavras, por pouco transparecendo repreensão ao possível erro.
Os olhos semicerraram-se, encarando-o. – É péssimo neste jogo, já te disseram isso?! Não consiste em somente instigar seu parceiro com incógnitas, além de maçante, torna-se fácil de decifrar se as pretensões alheias tem cunho ou são apenas dicas vagas que tornam-se embargo. Mas também, por ora, me contentarei em usar as vendas que são suas pistas metafóricas. – O criticismo indicando o desguarnecido a presunção, não somente de opinar na técnica de Kyle, mas de tornar as coisas um tanto mais maleáveis. – Não que eu necessite de recompensas que se encaixam ao seus critérios, acredito que saber a minha finalidade nisso tudo já seria uma por si só. – Admitiu, os lábios rúbeos curvando-se ao exibir os dentes perolados e formar um sorriso puro. Assentiu ao seguinte veredito, notando finalmente uma palpitação crescente oriunda do sentimento de arquejo em relação ao encontro com o oculto. O cérebro parecia ter validado a situação apenas naquele efêmero momento, enquanto ela trespassava a limiar, deixando o quarto que habitava na maior parte do tempo. Lembraria-se ela, do cenário externo do condomínio? O que revê-lo lhe acarretaria? O crânio entabulava a zunir de questionamento que agora eram quase palpáveis; o estorvo que a subsistia inerte em guarnecer o diálogo com Kyle.
O comentário feito após o fragor do fechar da porta atrás de si, a fez exibir expressão de gracejo, porém longe do sobressalto. Era uma pergunta comum, feita mesmo por aqueles que não estavam genuinamente interessados em sua resposta, previsível, até mesmo para o Stryder. – Pra isso eu precisaria fazer um curto esboço genealógico, mas se perguntou, me parece disposto a ouvir… – Anunciou o epilogo, caminhando calmamente ao lado da figura masculina. – Provém primordialmente do meu bisavô, George, sim, antes que você faça comentários todos se espantam de que haja um nome tão comum na minha linhagem patriarcal, mas é de George-o-comum que originou tudo isso. Ele era professor de história, tornou-se pesquisador numa universidade, tinha um prazer enorme em estudar todas as área abrangentes, mas principalmente a história, filosofia e afins das mitologias. Batizou meu avô de Eros, era um nome incomum pra época, mas adaptaram-se, então veio meu pai como Apollo e bem, a mim e meus irmãos. – Deu de ombros, concedendo uma pausa generosa a estória, respirando profundamente e antes de ser descontínua, prosseguiu: – Meu nome é Callisto, pois minha mãe desejava que a “única filha” tivesse um nome puro como o dela, uma bobagem, felizmente meu pai escolheu um nome igualmente valente, mesmo que ele quisesse que eu me chamasse Alethea, não que eu também não me chame. – Geralmente preferia manter o segundo nome para si mesma, ou para familiares que conhecendo-na a longo prazo, conseguintemente teriam consciência do composto. – Meu nome significa literalmente satélite da verdade, metafórico o bastante, não? Espero que eu cumpra meu ofício e consiga descobrir o que o destino que preparou para mim significa.
O protótipo prosaico empregue ao dissimulo não ostentava de serventia na companhia feminina, pois esta parecia ter à sua gênese formulada ao cândido. A natureza límpida e deleitosa era uma oposição ao cerne metódico. O ensaio de diálogos e expressões corpóreas de nada possuíam valor, porque o projetar de um engenho seria um desperdício de tempo. Porém, não iria abrir mão da própria estratégia em prol de uma garota franzina, cujo cerne era deveras intrigante e irritante aos próprios padrões. Jazia em real prejuízo, visto que não gozava de uma equação ou sustentáculo lírico para poder compreendê-la. Estava à deriva de um naufrágio de informações novas, que adentravam a massa encefálica de forma análoga a um mar tempestuoso que desconstrói o batel. Entretanto, Kyle reergueu-se com astúcia e inteligência, mantendo-se à mercê de uma estratégia única. A tática tecida e moldava a Callisto, porque o espírito espontâneo da fêmea não seria capaz de aniquilar o seu arsenal de máscaras. Portanto, este expôs um sorriso tirânico nos lábios após degustar dos provérbios alheios. Porventura, o Satélite não havia compreendido a intenção de suas palavras. O Stryder não iria abrir mão da confiança alheia, pois para obter êxito em seu propósito maquiavélico seria necessário tê-la à sua mercê. Não havia opção a uma segunda solução, portanto, ele iria conquistá-la por completo. Não existiria uma única porção de sua existência que não ficaria comprometida, a gama de emoções que a compõe serão afetadas. Em conclusão de que há dor maior do que a perda da própria identidade? A dor física tem o seu refrigério nos analgésicos, contudo, o desequilíbrio psíquico não tem o seu Oásis no universo medicamentoso. Ela deveria retornar à fonte - ou seja, o ser responsável por prejudicá-la - para ter à sua salvação. Callisto iria voltar ao seu jogo psicológico, portanto, era notável o porquê de querer cativá-la por completo. Este era o seu objetivo, cujo nuance maquiavélico era deveras patológico. Entretanto, há um preço pelo pecado cometido aos indivíduos de importância sentimental a ele. Portanto, em seu cérebro não há resquícios de perversão. Apenas a justiça sendo exercida por suas próprias mãos legítimas e imaculadas.
O poderio não era sinônimo apenas de crédito e prestígio, pois um de seus componentes primordiais era a confiança. Para mantê-la era necessário fazer jus à sua conduta, portanto, não poderia ser conduzido a ações incertas. O Stryder seria um farsante caso falasse a plenos pulmões que atribui importância a outrem, porém, era exatamente o quê iria fazer. Manipular a plebe para fazê-los acreditar que cada opinião era importante, contudo, sempre há um filtro por trás do altruísmo fictício. Até porque, caso fosse dar relevância a cada opinião designada a existência de Callisto, o projétil de ser vivo já estaria decrépito há semanas. Entretanto, até aquele momento em específico tudo estava em seu controle. Portanto, o privilégio era uma meritocracia à sua criatura. Afinal, há outra pessoa com faculdades mentais em perfeita sintonia para ocupar o seu cargo? Era óbvio que não. Não era uma vil ocupação digna de ser dedicado a um ser reles, portanto, Kyle Stryder era o único a usufruir de tamanha grandeza e nobres qualidades para poder ter tal poderio em mãos. Tratava-se do soberano nova-iorquino, o súrpero que não seria substituído em qualquer ocasião. O cosmo estava à sua mercê, logo ele era o César. Em uma hipérbole, o próprio astro que os demais planetas orbitam a seu redor. Os planetas, no entanto, eram as pessoas. Portanto, haveria corpo celeste capaz de abstrair o seu cerne? Outra vez não há concorrência sublime para deixá-lo aflito, afinal tudo estava em perfeita sintonia com o Maestro. “À sua criatura está acostumada a ter tudo em mãos. Você ainda é uma criança na arte de enfrentar obstáculos, afinal sempre teve os seus dois irmãos para defendê-la. Você não é uma jogadora voraz na arte dos mistérios, porque sempre existiu outro alguém para sussurrar respostas em seus tímpanos. Entretanto, sinto-lhe dizer que tal privilégio é inexistente em meu jogo. As regras são de minha autoria, portanto, são justas para guiar o jogador a vitória ou ao fracasso. A opção de jogar ou não está nas mãos de cada um. Mas o jogo só termina quando você conquista um dos títulos. A vitória ou a derrota. Qual será o seu título? Em breve nós dois iremos saber.” A sua finalidade é ser o meu Cavalo de Tróia. O meu utensílio corpóreo para disseminar a praga da derrota. Ser o veículo de carne e osso da tormenta, o ser frágil capaz de atingir o líder das aberrações à distância. Você é os fios invisíveis que controlam a minha marionete, Octavius. Você é o meu Satélite, mas esta informação em específico você jamais terá. Você é a alienação, o véu que retrai a visão de Octavius. Você é o verdadeiro patógeno, Callisto. Pensou em sua própria consciência, respondendo-a sobre qual à sua função. Entretanto, ela jamais teria acesso a tal informação. Oh, a alienação era tão doce ao seu paladar.
A atenção novamente fora direcionada a ela, mantendo-se cativo a explicação. A riqueza de informações fê-lo designar ampla atenção aos vocábulos femininos, pois a essência da notícia poderia ser útil posteriormente. Afinal, não teria prestado atenção em cada sílaba caso não fosse necessário. Há quem diga o sentimentalismo era uma arma para prejudicar o próximo, portanto, iria executar com perícia o provérbio. “Interessante. A composição do seu nome é forte. É genuinamente agradável“ Disse, recordando-se do revólver designado a Callisto após ambos já estarem de frente aos portões do condomínio da Human Crew. “Antes de nós sairmos é melhor você ficar com isso.” Retirou-o do coldre para oferecer a ela. “Um sinal de confiança, certo?” Não era ingênuo, porém, para deixá-lo carregado. Mas ninguém precisaria saber de tal detalhe. “Não sei qual o objetivo do destino para com você, mas no momento estou dando um voto de confiança. Um momento inédito. Poderá escrever um ensaio sobre a confiança, caso queira.”
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Sente-se. – Concordou ao assentir. Há pouco, Kyle começara a agir como se Callisto fizesse dali sua morada, não havia formulado ainda quaisquer códigos que poderiam romper o oculto, e lhe esclarecer as intenções do outro com estas ações, que apesar de reconfortantes, não eram suficientes para conter os instintos fraternos enraizados por seus laços consanguíneos – e os não consanguíneos mas igualmente fraternais, claramente. Constantemente, um lampejo a fazia retornar à gênese; era como usar a filosofia de roubar a Lua, já que Callisto era igualmente satélite natural, insira uma pitada a mais de fábula e temperamento, provavelmente, tanto fisicamente quanto metaforicamente o satélite sofreria desequilíbrio fora de órbita, logo, necessidade de regressar a seu local de origem, para que assim o restante do sistema estelar não acompanhasse sua desarmonia. Embora os fatos, a ganância, cunho primário do antropocentrismo, tornava do homem mais uma vez, prepotente quanto a natureza. – E Sim, sim, seus afazeres reais, não se preocupe, eu estarei pronta em um minuto, é uma das minhas habilidades. – Tripúdio era explicito em seu tom, tentava encaminhar a interação com ele de forma cômica desde que não mais estavam ao trocar farpas – não integralmente. Quando proferida a insinuação relacionada à correntes, Call gratificou todas as figuras divinas que lembrava conhecer por suas feições encararem a entrada do banheiro, e não à face do Stryder. Porventura seria liberta de suas correntes, sim, entretanto, por conta própria, se o destino à fizesse Tique como acreditava ser fato. – Então estamos trabalhando em base de mistérios, aprecio isso. Torna as coisas menos…monótonas. – A despeito de seus reais desejos fora feito tal comentário, ela agora o observava de soslaio. Emeio, é necessário reconhecer o vital: validar-se completamente pertencente aos delineamentos de Kyle, exatamente, usando a fórmula gênese para estabelecer confianças: o simplório.
O seguinte comentário a fez interromper o percurso. O corpo reorientou de direção, e como num evento astronômico, o satélite estava em perfeita concórdia para com a cinemática de seu atual planeta regente. Proporção desafiadora assumiu o semblante airoso. – Sabe, Kyle. Eu vejo nossa atual relação como, bem, como as minhas familiares. Não, não as familiares fraternais é claro, as comuns. Você sabe, meu pai era um empresário, entende, isso correlaciona à Amélia, inclusive eu adorava a companhia de Amélia, ela era divertida, Bianca herdou o temperamento dela. Nos últimos meses antes disto aqui acontecer, a FAYZ em geral, meu pai como sempre muito promissor não admitiria que uma prole de Apollo não fizesse jus ao nome e entrasse para os negócios da família, assim como ele fez com Seth, consequentemente com Octavius. – Gesticulava com as mãos, a expressão centrada em explicá-lo o contexto. – Eu ficaria no departamento de finanças, eu aprecio a linguagem dos números, sou geralmente boa em utilizá-los, e claro, figura familiar de confiança. Na minha posição, entretanto, eu ainda teria de divulgar a ideia e bem, convencer os demais clientes de que não seria um risco colocar quaisquer pedaço de papel ou circulo metálico valioso em mãos tão jovens. Ao mesmo passo que eu teria de distinguir algo semelhante. Eu tinha cinco clientes garantidos, você provavelmente vai presumir que isto seja pela minha exterioridade, ou pelo meu nome. Entretanto, todos os nomes estão manchados agora, e não há exterioridade que salve ninguém. – Deu de ombros, exteriorizando desdém inexistente em seu âmago. – Eles confiavam em mim? Não, sei, possivelmente. Eu confiava neles? Não sabemos, possivelmente. Encare nossa situação como equivalência, mas com respostas diferentes: Eu confio em você? Convença-me. Você confia em mim? Se dê por convencido. Aliás, você tem coisa mais valiosa que dinheiro, eu aprecio bastante a minha vida, obrigada. E eu tenho, bem, palavras, uma propaganda baseada em roteiros cinematográficos, uma história chata sobre como a minha família lidava com negócios… Acho que estou barganhando feio, mas não custa tentar, é dai que surgem as histórias surpreendentes de inspiração, vai ser uma experiência interessante. – E estava feito. Com um tanto de cronica e uma suposta concepção de descaso, não acreditava que aquele que possuía a conduta de um rei sentiria-se intimidado ou revolto pelo discurso. Nenhum de ambos era seu objetivo, ela queria deixá-lo confortável com a situação, utilizando forma que a tornasse genuína, e não um grande milagre composto por um filete de benevolência. Sendo assim, se Kyle a tivesse observado com cautela, compreenderia que seria algo do feitio da mesma Mason que adentrou aquele quarto há pouco tempo atrás, e que mesmo pávida, havia destilado seu veneno, exibido suas presas, que não se ocultariam sem determinado esforço necessário para tal. Mudanças súbitas são focos genéricos de melindre à quem possui ambições pretensiosas, se Kyle almejava desvendar do que era composto o núcleo do satélite, teria de possuir afinco.
Adentrou ao seguinte recinto, encostando a porta atrás de si, recolhendo as vestimentas reservadas para o evento na noite anterior. As vestiu com rapidez, felizmente, estas eram condizentes a seu tamanho, discrepantes ao pijama. Ao terminar, antes de abrir novamente a porta revelando-se ao Stryder para que pudesse analisá-la. Olhou-se no espelho, os fios carmesim frizzados, havia uma marca de travesseiro no canto de sua bochecha direita. Abriu a torneira, limpou o rosto e secou-o, o seguinte processo de higienizar os dentes fora o mais eficaz possível para uma velocidade mediana, para seu bem ainda possuíam regalias que a ajudavam a acelerar o processo; mesmo que quase tivesse posto tudo ao ponto inicial novamente ao quase derrubar enxaguante bucal no traje. E enfim, retornou ao alcance do olhar masculino. – E não me esqueci de dizer que estou agraciada em fazer parte de algo tão lisonjeiro. Mesmo que eu ainda não tenha entendido muito bem como funcionará esta nossa “caça ao tesouro”, se é que há um. Vamos?
O vislumbre empático que há na matéria corpórea não possuía volume infinito de forma idêntica aos grãos de arreia que compõe a superfície; porém, não era de inexistência precisa e concreta. A comprovação da existência minúscula desta jaz em Callisto Mason, a criatura de aparência franzina ostentava do vestígio mínimo de sua compaixão. Sentimento, no entanto, que possuía existência programada ao término antes mesmo de desenvolvê-lo de fato. Era o gênese de uma clemência genuína, cujo prólogo misericordioso fora o fato de tê-la deixado livre. Não era uma liberdade absoluta, pois sempre haveria a presença de outrem para observá-la. Afinal, ela era uma joia preciosa à sua criatura. Não era importância sentimental cultivada de forma análoga ao sentimento usufruído por Bianca, mas algo inédito e eleito a uma única criatura. Portanto, graças ao monopólio exercito sobre a tática, Kyle possuía mais atenção e tempo para moldar e reconstruir o próprio plano, entretanto, não há mudanças bruscas em seu cérebro engenhoso. Não poderia dar a ela a dádiva da autonomia a Callisto, pois àquela circunstância, Kyle usufruía de plenos poderes para fazê-lo. Era a réplica de um altíssimo constituído de carne e osso, contudo, a única diferença ordinária era que Amélia não possuía nada de virgem Maria. O fato é que ostentava de plenos poderes em mãos; portanto, era necessário ter à sua mercê o pleno domínio para não ficar vulnerável a soberba. Contudo, era explícito a qualquer ser que a bazófia era o próprio Stryder. Era destituído de real emoção para com a outra, mas era deveras vaidoso para perder uma joia preciosa. Callisto, porventura, não possuía de plena ciência da extensão da mente maquiavélica de Kyle, porém, este só iria libertá-la - ou seja, devolvê-la a escória - quando o próprio não ostentasse de planos úteis à outra. Ela era o seu Satélite; portanto, seria ela a obrigada a adequar a própria dinâmica de órbita para se adequar a Júpiter. Não possuía de plenos conhecimentos astronômicos, todavia, não hesitaria em estudá-los para submetê-la à sua manipulação.
Em conclusão de que, o mínimo saber que dispunha era de que o diálogo era a estrutura basal para construir a confiança. Kyle sabia de forma idêntica de que não era possível comprar confiança, caso contrário, o mesmo possuiria em excesso da credibilidade alheia. Usufruía sim de muito crédito entregue à sua figura de líder; entretanto, o seu objetivo não era cativá-la como figura de esplendor e luxúria, mas sim com uma de suas facetas pessoais. Usaria uma máscara para tê-la em seu controle, porque a verdadeira aparência de Kyle jaz conservada há sete chaves. Manifestava a legítima imagem - distante do dissimulo e do famigerado charme - com pouquíssimos indivíduos, os que realmente eram pessoas de confiança a ele. Mas infelizmente a lista seleta de nomes jaz reduzida a uma única pessoa. Bianca era a nomenclatura, talvez poderia citar a Jessica, mas o Stryder possuía comportamento manipulador na companhia feminina. Então não valeria a pena citá-la àquela hora. Porque Kyle acreditou tê-la manipulá-lo também, pois Jessica parecia estar finalmente aceitando a convivência da Mason. A questão era que a citação de Amelia nos lábios femininos fê-lo procurar o silêncio. Guiando-o a ter recordações da época que possuía de real amizade com Octavius. Porventura, o Stryder nunca cogitou a hipótese de que teria tamanho anseio para matá-lo. Pois ambos já funcionaram - em outrora - em perfeita sintonia. Contudo, a pronúncia de Callisto parecia ser uma estratégia para envolvê-lo ao melancólico. A saudade inundou o próprio corpo; porém, este tratou de sucumbir a memória materna para reconstruir as pressas a própria fortaleza. O seu alicerce fora reedificado para poder amparar os possíveis vínculos memoriais. “A confiança é algo a ser conquistada a longo prazo. Mas algo me diz que nós teremos tempo suficiente para adquiri-la ou não. Não é fácil conquistar algo tão particular, mas quando a temos é ainda mais delicado mantê-la. Afinal, sempre há imprevistos para destruí-la. A vida é constituía de incertezas, mas agora a única solução é saber trabalhar com duas probabilidades. O sim ou o não, o acréscimo a aceitação ou negação pode ser o caminho à destruição. Porém, quando nós temos da real confiança ao nosso lado é difícil algo amedrontar o equilíbrio.” Refletiu de forma verídica, examinado-a desaparecer de forma temporária de seu campo de visão. Ao vê-la sair do alcance de sua íris, a atenção de Kyle fora direcionada ao próprio arsenal de armas à sua disposição. Não era um amante de armas de fogo, portanto, o mesmo ostentava de armas brancas em sua mochila. Entretanto, a presença do revólver era essencial. O mesmo direcionou a atenção ao revólver que deveria entregar a Mason, o primeiro princípio de confiança deveria ser posto em prática. Mas não era nenhum ingênuo para por a própria existência em risco; portanto, tratou de deixá-lo descarregado e guardar o elemento mais mortífero à sua mercê. Callisto não iria precisar de uma arma, contudo, seria a primeira etapa ao processo. Após sentir o olhar penetrante e inócuo em si, Kyle guardou o revólver especial a Mason em seu coldre. “O mistério está em desvendar o enigma por trás das incógnitas. Mas por ora não saberá se há ou não uma recompensa.” O olhar deslizou de forma sutil pelo contorno feminino, expondo a curvatura de um sorriso no próximo instante. “Vamos.” Prontificou-se de abrir à porta para deixá-la passar, aguardando-a para finalmente poder fechar a porta atrás de si. “O nome de vocês é deveras curioso.” Anunciou de forma calma, cultivando-a em seu olhar. “Poderia eu saber o porquê do seu nome ser Callisto? Além da estória mitológica por trás, vejo que sei pouquíssimo a respeito de Callisto Mason antes da FAYZ acontecer. Seria uma estratégia de sua parte me manter à mercê do mistério de Callisto? Pois seria uma estratégia válida.”
Por um momento, ela viu o brilho pensante no olhar de Kyle, e então pensou no que ele poderia estar arquitetando em sua mente completamente insana. Deveriam agir antes de qualquer coisa acontecer com o garoto na maca, a vida dele era bem mais importante para a Human Crew, como todos ali eram. Gwen sabia que Kyle pensaria assim, já que, os peões em um jogo de xadrez iriam primeiro, se não tivesse peões, como ele poderia jogar? As vezes era fácil entender o pensamento dele, por isso, ela adorava ficar observando as suas caras para justamente descobrir o que ele porventura estaria pensando naquele momento. Quando Kyle indagou uma informação completamente coerente, Gwen não se mostrou surpresa, afinal, qualquer louco que visse a forma e o estado do garoto falaria sobre transfusão… Mas, como poderiam fazer algo desse tipo em um condomínio em uma área médica completamente improvisada? Eles não tinham a menor condição de fazer algo assim, o que preocupou a Foster imediatamente. – Não temos estoque algum de sangue… Muito menos como fazer uma transfusão… – ela falou com a voz um pouco trêmula, temendo pela vida do garoto na sua frente. Porém, tinha quase certeza de que o líder insistiria em fazer aquilo, não só pela criança mas, também tinha outro significado atrás. A imagem de um líder bom que se importa com os outros, era claro. Não que isso fosse ruim, Gwen tinha até um pouco de orgulho do ex-namorado porque estava querendo ajudar, mesmo com as segundas intenções, mas ainda assim a fazia ter um pé atrás. Quando chegaram na área médica, Gwendolyn passou a mão pelos cabelos do garoto, era tão parecido com James! Seus olhos se encheram de lágrimas, mas, se conteve quando lembrou do perigo iminente. Pediu para as enfermeiras que o limpassem cuidadosamente enquanto tentaria fazer uma transfusão. – Não sei exatamente no que você pode ajudar, Kyle, só acho que precisamos fazer um estoque de sangue para eventos como esse, para não ficarmos despreparados. – Seus olhos estavam alarmados. A Foster guiou o Stryder até uma outra parte fechada por cortinas onde faria a maldita transfusão. Estava um pouco nervosa, afinal, iria furar o líder para obter um pouco de sangue e tentar salvar a vida de um rapaz que mal conhecia. Que dia mais emocionante! Respirou fundo e assentiu quando ele falou, pegou um pedaço de algodão e passou na parte costumeira de se pegar sangue naquela situação. Antes de botar a agulha no lugar certo, a morena inclinou o corpo e deu um beijo na testa de Kyle. – Pode doer um pouco. – Avisou, sendo gentil e na mesma hora, sem avisar nem nada furou a sua pele, coletando o sangue desejado para uma bolsa que antes havia montado.
O odor férrico inundou o canal respiratório com ternura, aquecendo o olfato de forma contínua até adquirir uma fragrância insuportável aos próprios padrões. O próprio não exalava do fedor da carnificina graças a ausência de calor, caso contrário, seria insuportável estar envolto pelo escarlate alheio. A repulsa não estava no líquido vitalício em si, mas sim pelo sangue ter bordado e tecido às suas vestes. O escarlate de um garoto estúpido, cujo nome sequer existia em seu encéfalo. Portanto, não usufruía de uma única repulsa, mas esta fora seccionada em várias camadas para envolvê-lo e torná-lo refém da sinestesia asquerosa. Caso usufruísse de um estômago sensível, Kyle teria vomitado ao contemplar as vísceras do garoto expostas. Entretanto, o líder estava imparcial a visão mortífera. Sequer estava trêmulo, a única preocupação em sua psiquê era não pegar uma doença infectocontagiosa com a seringa utilizada para colher o seu sangue, pois seria deveras irritante pegar AIDS àquela altura do campeonato. O mísero devaneio fê-lo afastar o egoísmo, prender-se à manipulação para ostentar a película fraterna associada a liderança. Em seus olhos havia o fictício brilho de preocupação, a energia ilusória de dar importância ao maldito ser ingênuo. Até aquele momento não usufruía de cólera ou repulsa, entretanto, caso o moribundo tivesse a audácia de morrer após ter doado os seus eritrócitos, basófilos, eosinófilos, neutrófilos, linfócitos, plaquetas a ele, Kyle definitivamente precisaria rever os próprios conceitos de manipulação, contudo, o contorno de um sorriso fora manifesto em seus lábios após sentir o toque dos lábios de Gwen em sua testa. Por um mísero instante, o Stryder desejou não estar naquela circunstância. Destituído de vestígios sanguinários oriundos da carcaça de um de seus elementos, pois o desejo era retribuir o beijo de Gwen. Porventura, não iria ostentar de um beijo composto de paixão, mas luxúria era uma composição certeira, e claramente não seria um beijo na testa. "Você consegue." Deslizou os dígitos pelos cabelos femininos, deixando-os após sentir a agulha grossa penetrar a epiderme. O corte invisível ardeu a princípio, irradiando para um ligeiro incômodo. Porém, este fora desaparecendo a medida que enxergava o próprio sangue preencher o receptáculo de plástico. Kyle fazia movimentos contínuos com a mão esquerda, abrindo-a e fechando em espaço de tempo rítmicos. "Você é boa nisso, Gwen." Articulou de forma suave, contemplando-a com um mísero sorriso nos lábios. "Você não é uma fera." Sussurrou mais para ela, ignorando a existência de outrem na saleta. "Você tem uma habilidade notável para cuidar do próximo. Este é o seu cerne. Eu preciso de você aqui, pois você é uma das únicas que tem real senso médico. Eu posso contar com você?" Os lábios sedutores e persuasivos ocultaram o sorriso, moldando a expressão masculina a neutralidade. "Não irei obrigá-la a me ajudar, mas peço que você os ajude. " A essência calma e harmoniosa era um engenho, o utensílio para elogiá-la e fazê-la sucumbir todo o pânico que há em sua corpulência. E, é claro, para conduzi-la ao cargo de liderança sobre a área médica. Contudo, por trás das máscaras e a dinâmica sedutora, não há qualquer vestígio de sugestão em seu timbre. Entretanto, iria aguardar a reação alheia para desenvolver com uma resposta engenhosa arquitetada por seu cérebro maquiavélico. “Espero que não retire todo o meu sangue. Não seria agradável. É o suficiente, não?”
Silent screams are hurting me
misteroct
Lampejos de uma realidade inexistente ocorriam sobre suas íris de cor similar ao breu que caiara sobre o cômodo há tempos. Octavius permanecia acorrentado e irado, visto que suas ações pouco lhe favoreciam. Sua visão tornava-se turva à medida que suas pálpebras piscavam, denunciando uma fraqueza que outrora foi desdenhada por si. É o escuro. Acusou morbidamente em consciência. Ergueu a cabeça procurando algo que o mantivesse estável já que sua cabeça dançava no escuro ainda que não fosse inteiramente perceptível. Fechar os olhos assim como os abrir não fazia qualquer diferença, mas precisava manter a ilusão de que em algum momento conseguiria vislumbrar algo além da escuridão. Procurou alguma brecha no que julgara o teto ou outra parede, um simples feixe de luz o tranquilizaria por ora, decerto que não encontrou nada que pudesse suprir seus desejos momentâneos. Suspirou, exausto. Abruptamente exausto. Octavius nunca fora daqueles que parava diante dos empecilhos, contudo, o homem não via nada além do escuro e este lhe parecia um inimigo invencível. Encostou-se no que parecia uma parede gélida e sólida, se tivesse mesmo de morrer o faria no silêncio. No silêncio não daria voz ao medo e no escuro ninguém poderia ler a verdade em seus olhos. Octavius. Ouviu alguém dizer. A voz lhe parecia bastante conhecida. Kyle. Suas feições mudaram como se fosse despertado rudemente por uma energia surreal. O que antes poderia ser um semblante carnificado do fracasso mudou-se para um sorriso casual. ― Kyle ― disse com certa solenidade e prosseguiu dando liberdade ao sarcasmo que lhe queimava a língua; ― Como tem passado? Tão mal quanto eu? Vamos presumir que sim, afinal, o garoto mau da história é você. Ou será eu? ― parou por um instante realmente pensativo. ― Não. Somos iguais ― concluiu. ― Estamos juntinhos no… Mmmm. Inferno? ― sugeriu e riu levemente. Talvez estivesse articulando para as ratazanas ou para si mesmo, não importava, falar parecia manter sua sanidade.
Divagou na própria sugestão, se aquilo fosse o inferno estaria realmente fodido; não morreria tão cedo. Girou os olhos, decepcionado. Nem mesmo o capeta poderia salvá-lo de sua última aflição? Se sustentasse alguma fé. Retorceu os lábios, formando uma carranca invisível a olhos nus. Contorceu o corpo e em seguida mexeu as pernas para afastar as cãibras que o ameaçavam. Octavius deu um tempo para Kyle, para sua resposta. Poderia ser ele? Esperava que sim. Pensar que havia alguém consigo lhe tirou um fardo das costas. O homem não refletira sobre as coisas ruins que fez e esperava que Kyle também não o fizesse, seria bastante inoportuno o outro receber a dádiva do perdão. Octavius queria falar, embora não soubesse como abordar algum outro assunto. Poderia despejar todo o ódio que acumulara em Kyle, poderia matá-lo agora e quantas vezes fosse possível. Certa vez, Oct leu em ‘algum lugar’ que no inferno ninguém pode morrer, se ele não pode, Kyle também não. Octavius pediria licença ao diabo para torturar o outro. Ponderar sobre isso lhe arrancou uma risada extravagante, aquilo o deixara um bocado animado. Onde estaria o diabo a essas horas? Deliciando com suas maldades? É uma opção. Talvez ele fosse o próprio diabo. Gesticulou as mãos procurando libertar estas que continuavam acorrentadas. ― Diga-me, Kyle. Qual é a sensação de cuspir sangue? Sufocar-se com ele? Caso não se recorde, posso ajudá-lo com muito prazer. Estou entediado e brincar um pouco pode nos entreter ― mastigou cada palavra soltando-a como se estivesse a tragar um cigarro. Novamente se calou, voltando a pensar sobre quem seria o verdadeiro vilão da história. Octavius queria acreditar que fosse ele, mas conhecera o outro profundamente por um período, eram praticamente um reflexo do outro, claro que em posições divergentes. ― Podemos brincar disso para sempre ― murmurou com um falso entusiasmo.
Os lábios de Mason abriram e fecharam quando um pequeno feixe de luz nascerá no ambiente. Desenhando delicadamente uma linha no chão, impondo uma certa divisória entre o espaço. Octavius franziu as sobrancelhas, intrigado e ligeiramente curioso. Antes que pensasse em esticar-se para um frente um súbito clarão praticamente o cegara e simultaneamente apertou bem os olhos e certificou-se de mantê-los fechados. Uma espécie de chiado propagou-se, Oct quis tampar as orelhas, entretanto, era impossível fazê-la com as mãos acorrentadas. O som seguinte fora idêntico a quem bate no microfone antes de dar início a alguma palestra, contudo, o som propagava-se num tom infeliz e abstrato. Filho da puta. Xingou sem ao menos saber de quem e do que se tratava. Aquilo lhe machucava os tímpanos disso sabia e era o suficiente. A iluminação exaustiva fora amenizando gradativamente e Mason sentiu-se à vontade para abrir os olhos. Posteriormente deu-se com o próprio reflexo na parede defronte; se mexendo o suficiente para constatar isso. Seus olhos caíram para as mãos que no ‘espelho’ pareciam soltas, mas que na ‘realidade’ permaneciam acorrentadas. Seu reflexo sumiu abruptamente quando seus olhos voltaram à parede que no instante seguinte fora transparecendo gradualmente até relevar a corpulência de Kyle do outro lado, respeitando a divisória que a luz outrora fizera. Octavius piscou as pálpebras até certificar-se que aquela imagem não iria sumir. E não sumiu.
A prática devota a uma figura celestial era um exercício de existência duvidosa ao Stryder, a remota hipótese de depositar à sua fé a uma figura invisível era deveras kafkiano as sinapses. Não ansiava por ser submisso ao imaginário, tampouco estar à mercê de uma fé miserável de que a luz iria retornar. A ondulatória magnética poderia não mais excitar as pupilas diabólicas; portanto, o necessário seria convencer o próprio cérebro de que não era preciso a iluminação. O obstáculo, no entanto, não era a inexistência da claridade, mas sim a submissão a correntes. Estar à deriva da inércia era ultrajante a ele, pois a liberdade era um direito usufruído por todos. A constituição não possui a mínima importância agora, porém, ter a própria liberdade corrompida por um ser de existência anônima era repulsivo. Não era idólatra da filosofia, contudo, fora impossível não conter a citação psíquica de J.J. Rousseau. “O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais escravo do que eles.” O vínculo temporário fê-lo rir; o riso patológico e malévolo silenciou os próprios devaneios. Um emudecer tão efêmero, todavia. Porque no próximo instante, Kyle pôde contemplar o real sentido à metáfora. Não era ele invulnerável ao poder da realidade, pois poderio bélico algum teria influência as trevas. Entretanto, não era o alcatrão o seu demônio interno, mas sim a realidade. Ou a ausência desta, pois enquanto estivesse alienado a tudo, ele estaria à mercê das correntes metafóricas. O ferro que acorrenta os pulsos e os tornozelos, contudo, eram de grandeza física análoga a ele mesmo. A incógnita sobre como dissipar o domínio das algemas era uma resposta imaculada. Distante de obtê-la através da inércia corpórea. Porventura, o blecaute iria comprometê-lo a encontrar a saída. Não há real importância em localizar a escapatória ao enigma enquanto estiver a vontade de outrem, afinal a saída poderia servir de estímulo ao corpo criar uma espécie de estratégia para quebrar as correntes, contudo, rompê-las poderia originar uma consequência direta ao próprio sustentáculo corpóreo. Portanto, caso uma merda fosse acontecer que ocorresse com Octavius. Há glória em vê-lo sofrer e vociferar por misericórdia; logo seria um privilégio entregue a Kyle contemplá-lo - às cegas - sofrer por uma tática estúpida. Entretanto, não era uma circunstância inédita vê-lo à mercê de uma técnica ordinária e caloura. Um método tão infantil que o próprio Descartes iria se remoer no túmulo. Pois Octavius usufruía de um exército de aberrações a seu poderio, contudo, este sequer teve a decência de conseguir resgatá-la a tempo. O Mason ostenta a película de força, porém, era tão frágil de espírito de forma idêntica a um rato. Fácil em demasia para destruí-lo, portanto, a realidade fora misericordiosa a ele por ceder à mutação. Caso contrário, não estaria de frente a um camundongo humanístico. Mas sim perante a resíduos corpóreos da escória de Nova Iorque.
O nuance do território anônimo era um vitupério à sua magnitude, visto que era digno de desfrutar do Elísio e não do tártaro. Não tratava-se de um ser ordinário, mas do próprio Hades. Possuía o maior título entre os mortais, portanto, era merecedor de um cargo altíssimo. Independente da ficção, caso estivesse no inferno seria o Lúcifer. A estrela da manhã caso fosse digno do Elísio. Não estava no nível de uma miíase para usufruir da companhia de Octavius. Fora o responsável por matá-lo há pouco, então não haveria o porquê ser "desclassificado" a tal categoria. Possuía preferência em contemplar a solidão eterna a tê-lo como companhia. Sentir cada sinapse de sua massa cinzenta ser transformada ao patológico, pois tê-lo no mesmo cubículo iria dissipar o vestígio de sanidade de sua psiquê. O timbre másculo e vermiforme do outro era uma afronta, ocasionando a ânsia ao ser obrigado a amparar a ondulatória do pária em seus tímpanos. Entretanto, ao invés de expelir o líquido estomacal devido ao nojo usufruído para com Octavius, Kyle guiou as próprias mãos a medida do possível as têmporas. Massageando o próprio crânio à procura de uma sinestesia realística. Usufruindo-a em suas digitais, confirmando a hipótese que jaz em uma atmosfera real.
A cólera animalesca oriunda da audácia do outro iniciar um diálogo consigo fê-lo impulsionar o próprio corpo para frente, cultivando a distância temporária da estrutura gélida atrás de si. A pergunta possuía o teor ingênuo a interpretação, dando gênese a mais uma risada audível aos tímpanos do Stryder. “Diga-me, por favor, Octavius. Estou ligeiramente curioso. Qual a sensação de ter uma mutação ordinária que sequer foi capaz de salvá-la? Uma restrição ao uso é a incapacidade de salvar o sangue do seu sangue?” Expôs um sorriso invisível a ótica, respirando de forma pacífica para dar continuidade à pergunta. “Não é uma sensação tão árdua, pois se você exercesse real poderio sobre mim, explique-me o porquê do meu coração ainda estar batendo. Está apaixonado pela sonância da minha frequência cardíaca? Porém, não se culpe. Você não foi o único.” O ato maquiavélico fê-lo ficar em silêncio por míseros instantes, retornando a amparar as vértebras na parede atrás de si. “Callisto.” A nomenclatura feminina possuía uma oratória agradável aos lábios patológicos, portanto, este repetiu por uma segunda vez. “Doce Callisto. Os seus lábios são de um sabor tão genuíno, a sua pele tão macia e delicada. À sua pureza foi ceifada por minha pessoa. Ela clamou pelo meu nome. Kyle.” Replicou à sua maneira o timbre da fêmea. “Entretanto, eu tenho preferência ao grito de angústia que ecoa dos então lábios de mel para lábios férricos e sanguinários. Ela chamou por você, Octavius. Porém, onde você esteve mesmo? Conte-me, certamente esta história é mais interessante do que a minha foda com à sua irmã. Mais genuíno, porém, é a minha descrição sobre o quão fácil foi matá-la. Você quer ouvir?”
A ironia socrática em sua língua fora o engenho recíproco à provocação máscula, o objetivo seria conduzi-lo a ira e ao ímpeto, portanto, a afronta não atingiria o término até degustar da essência poética que há no grito masculino. Então Kyle prosseguiu, o teor mortífero que jaz em seu timbre fora preservado imaculado. “Por favor, permita-me mais uma pergunta.” Exclamou de forma angelical, a metamorfose de um timbre ríspido ao nuance usado por uma criança entusiasmada. “Qual a sensação de ter escravos inúteis à sua mercê? O poderio de habilidades autênticas. Um real desafio a lógica, devo acrescentar. Entretanto, você é tão incapaz que não foi capaz de usar o benefício para resgatá-la. Ficou à mercê da ostentação do poder para amedrontar os oprimidos. Porém, deixe-me contar um segredo a um velho amigo. Um péssimo líder é capaz de transformar um ótimo exército em esterco. Você é o rei da merda, Octavius.” Gargalhou no próximo instaste, acomodando a própria cabeça na estrutura atrás de si. “Eu, porém, transformei humanos fracos e ordinários em um exército capaz de exterminar aberrações. É capaz de compreender a nítida diferença ou falta oxigenação em seu cérebro? Você pode até me atacar, mas a forma que eu ataquei você. Oh, você nunca será capaz de fazê-lo, porque é ao demasiado fraco. A dita "bênção” de receber uma mutação foi uma estratégia evolutiva do seu corpo. Pois não seria nada justo acabar com um moleque indefeso. Um mísero bastardo que não foi capaz de me matar quando teve tempo, portanto, agora você é uma verdadeira piada. Sugiro que fique em silêncio, irá conservar o vestígio de respeito dos vermes que irão nos devorar em breve.“
Os próprios vocábulos chegaram ao término após uma iluminação incômoda atingir a saleta, a propagação do comprimento de onda atingiu em sacrifício as pálpebras delgadas de forma sedutora e melódica, o brilho ricocheteava e dançava até preencher a área. Kyle só abriu os olhos após a própria pupila se adequar ao ambiente, ostentando de forma súbita o próprio reflexo. Uma espécie de espelho límpido amparou a figura de um rei, cuja coroa era composta de vestígios de sangue tecendo a epiderme. Os anéis do soberano não eram feitos de ouro ou bronze, mas sim de resquícios igualmente sanguinários. Uma beleza de essência carnívora aos olhos de outrem, mas a personificação da beleza de acordo com as próprias retinas. O amparo de sua própria visão liberta fê-lo elevar os movimentos, contudo, embora o espelho não amparasse a presença de correntes, o tinir da estrutura metálica era a real evidência da existência do ferro que sucumbe à sua liberdade. De súbito a própria imagem degradou, moldando a existência de outro ser. Octavius. A íris índigo deslizou pela extensão corpórea alheia, prendendo-se ao olhar deste para expor um sorriso diabólico nos lábios. Não era um ser moldado a hipocrisia, entretanto, embora estivesse fadado a sentir medo como qualquer criatura ordinária, Kyle não daria tal prazer a Octavius. O único ser digno de sofrer era o Mason, afinal Kyle Stryder era o verdadeiro herói. O prodígio aos olhos de seu público manipulado, entretanto, caso o título heroico não recaísse sobre os seus ombros, este certamente não iria se apoderar de Octavius. O ser de essência animalesca que estava disposto a matar inocentes, indivíduos destituídos de mutação. Ao menos de acordo com a ótica de Kyle, afinal este era capaz de dissimular a própria realidade para ser o Cordeiro. Não, não era o cordeiro. Kyle era o caçador e à sua vítima jaz diante de seus olhos. Octavius Mason era o seu cordeiro, cujo sangue seria derramado inúmeras vezes em sacrifício ao óbito de cada indivíduo de seu povo. ”Nós não somos iguais, Octavius. Entretanto, agora só temos um ao outro. Como nos velhos tempos.“ Esbanjou um sorriso fictício nos lábios delgados. ”Oh, recordo-me que iria contar uma história ao meu antigo amigo. A história em que o sangue da sua irmã é derramado sobre as minhas roupas. Porém, antes de me chamar de vilão, permitam-me terminar. É deselegante interromper o narrador.“ Alargou o sorriso diabólico em seus lábios, suspirando de forma melancólica. Uma emoção totalmente fictícia. ”Ou ao invés de me interromper com palavras inúteis, você tem a autorização de gritar e chorar. Adoro uma acústica melodramática durante as minhas narrativas. Especialmente quando eu sou o protagonista.“
i know i’m supposed to follow the rules, but being reckless is much more interesting ♛♚ king and princess
strydent
Confusas sinapses moviam-se em apenas um sentido, determinado pela natureza. Em parte, responsáveis por movimentos involuntários de seu corpo - tal qual seu próprio batimento acelerado. O músculo que lhe mantinha viva também a matava, lentamente. Entretanto, de uma forma metafórica, e, decerto, pior. As células musculares não eram a fonte da dor excruciante que conseguia gerar interferência em seus pensamentos voluntários, infelizmente. Morrer de infarto machucaria menos do que toda aquela situação. Desde que a barreira caiu, um nó fez residência em sua garganta, vinte e quatro horas por dia. Roubando o ar de seus pulmões, a gaiola que cortava as ligações com o mundo exterior a fazia se sentir cada vez mais aterrorizada, como um animal acuado. Não ter mais para onde correr dificultava o estado de espírito da jovem, que grunhia apenas para sair daquele terror. Porém, nem mesmo mostrar suas curtas garras parecia ter resultado. Não com Kai, o seu querido irmão. Será que ele não entendia? Era óbvio que sim, o mesmo já havia bradado frases horrorosas à criança, no auge de sua adolescência. Impossível não lembrar dos conflitos, quando a mesma cometia um pequeno erro, capaz de mexer com a frágil paz no semblante do mais velho. A sua vez de causar algum problema, de ser o espinho da rosa que o fazia sangrar parecia, de longe, amarga e sem prazer. Provavelmente, um jovem garoto apreciava destruir sua irmã mais nova com sílabas carregadas de veneno. Ou não. A mente de Kai era um quebra cabeças de mil e quinhentas peças, sendo que parte delas estavam sumidas, ou constantemente em mutação. Incapaz era de desvendar os mistérios que rodeavam os neurônios de Kyle, sendo a sua única saída, irritá-lo. Assim, o experimentaria. Bianca não era tão fria, porém, os limites do irmão pareciam uma perigosa área de exploração - e, ah, como gostava de descobrir as facetas que ele escondia. Havia de conhecer os seus próprios limites, para não levar aquilo tão longe: não seria a única a sofrer com as consequências, por óbvio. E não aguentaria ser a ruína de seu próprio irmão, carne de sua carne. Precisava estabelecer mais linhas, mais barreiras, afim de apenas descobri-lo, não o jogar em colapso. Entretanto, era exatamente onde Kai andava - a beira de um precipício, em ponto de cair. Seria ela que jogaria morro a baixo? Ou estava sendo manipulada, a ponto de acreditar que exercia alguma influência? Poderia, muito bem, estar ela mesma há centímetros da queda, sendo seu único ponto de segurança a alma do garoto de íris azuis.
Curiosidade preencheu o seu olhar, ao ouvir palavras tão ríspidas, sem se surpreender. O sarcasmo, pingando dos lábios do mesmo como um veneno de cobra, era tão natural como a luz do dia. “Não acredito. Não podemos estar desfeitos com essa facilidade.” Não era capaz de expressar toda a raiva que sentia, não ao encarar a possibilidade de Amelia Stryder realmente estar… Não. Sua mãe ainda estava viva. Precisava estar. E, com um simples estalo, seus dentes já estavam cerrados - cólera era um sentimento deveras poderoso, como ela sabia. Estava irada pois ele estava certo: Bianca era fraca, ingênua e muito inútil em uma guerra contra avançados. Sentia-se como um peso de papel, todavia, não precisava do seu irmão para lembrá-la daquilo com tamanha frequência. “Não vou morrer, ainda. Testar limites é a minha única diversão, desde que tiraram a internet.” Testar os seus limites era a minha diversão, queria dizer. Diabólica era a psiquê de uma adolescente com iminente tédio, que ninguém confiava para lhe dar alguma tarefa. “Eu não sou uma delinquente juvenil, que inferno. Nem vou morrer se eu não te contar para onde eu vou - e que diferença faz, de qualquer maneira? Só ajudaria a encontrar minhas células primeiro, não exatamente me salvar.” A frieza que usava por fora era só mais uma linha de defesa, já que seu interior queimava como inferno. Queria chorar, fazer um escândalo ou quebrar alguma coisa, entretanto, controlou-se. Não seria bom para nenhum dos dois fadar o lugar às cinzas. Encarou, enfim, no fundo dos oceanos revoltos do irmão. Os olhos eram a porta da alma, certo? Ela podia enxergar a tempestade e a calmaria se envolvendo, como um paradoxo. E, de forma muito provável, ele poderia ver o conflito entre céus e terra no seu âmago. “Nunca mais repita isso. Você não vai desaparecer, nem que eu tenha que prender o seu pé na cabeceira da cama.” Perder os progenitores não era suficiente, precisava perder o irmão também? Havia descido naquele mundo para sofrer? E, ao invés de apagar o fogo dentro de si, usou-o de uma forma muito mais acolhedora. Pela primeira vez no dia, dera um sorriso sincero. Podia sentir a verdade naqueles vocábulos, e procurava com seus olhos o mínimo sinal de hesitação no outro, sem os encontrar. “Prometo ficar do seu lado, se não me sufocar. Não vou sumir, contanto que faça o mesmo. Entenda, Kyle, a única pessoa que tem direito de transformar sua vida em um inferno sou eu, logo, minha missão na Terra não acabou. Muito menos a sua.” Bianca mordeu a própria parte interna da bochecha, amparando-se na parede na frente de Kai. “Por Deus, precisamos de outras pessoas. Vamos acabar destruindo a FAYZ desse jeito.” Bufando, o aparente cansaço já começava a aparecer em suas feições. Gastara muita energia voltando ao condomínio, e suas poucas reservas haviam sido sugadas em uma briga idiota. Bem, preferia consumir suas calorias do que ser vítima da ira do Stryder mais velho, marcando o seu ponto de vista.
O prestígio do dissimulo fora uma dádiva genética entregue a Kyle Stryder; o primogênito pródigo e prodígio de Amélia era razão de orgulho à família. Havia ostentado a película da perfeição durante vinte e quatro anos; ou seja, não era um miserável prosaico que não compreende a extensão de seu privilégio. O Stryder possuía plena ciência de quando usá-la ou não, portanto, quando o propósito era manipular a outrem o mesmo executava com perícia e perspicácia. Não usufruía dos valores ordinários de compaixão ao próximo, pois quando o escopo era manter a família a salvo não há misericórdia em seu âmago. Clemência era inexiste em seu vocabulário, logo a mísera hipótese de perder a irmã fora motivo de avivar o espírito traiçoeiro em seu cerne. Não mediria esforços em recuperá-la; tê-la novamente em seus braços. O Stryder seria capaz de matar a qualquer ser, pois a linha tênue entre a razão e o desequilíbrio seria destruída para dar morada ao patológico. Porventura, ninguém poderia recuperá-lo. Apenas a morte seria capaz de ceifá-lo e submetê-lo a podridão helminta, entretanto, era possível vencer o óbito para usufruir da própria solidão e luto. A questão principal era: A ausência da irmã poderia desequilibrá-lo. Dar jus ao título de buraco negro, pois ele iria sugar cada criatura e espírito - seja ele agradável ou não - para o seu âmago. A própria luz não seria capaz de derrotá-lo, pois partícula alguma iria sobreviver a cólera de Kyle. E, não. Não seria necessário gozar de uma mutação para destruir a todos, afinal J. Robert Oppenheime havia criado a bomba anatômica para tal fim. Portanto, se há real misericórdia que rege Nova Iorque a única dica para a sobrevivência da raça humana ou mutante seria não provocá-lo. Há um propósito por trás de tudo, logo a única exigência para preservar o pleno juízo seria não testar o limite da paciência de um Stryder. Em particular o primogênito da agora família devastada, afinal ele era capaz de fazer qualquer coisa para manter o jogo a seu favor. O antídoto à sua manipulação jaz diante de seus olhos, porém. O cronômetro de sua bomba relógio. O ser capaz de mantê-lo em harmonia e desestabilizá-lo. O verdadeiro paradoxo. Bianca era à sua antítese. Ele era gélido e mortífero e ela térmica e graciosa. Porém, há momentos que ambos têm comportamento análogo a ímãs constituídos de mesma carga. Àquela hora em específico ambos apresentam tal conduta. A repulsão recíproca de forma temporária em prol de divergências; porém, seria impossível não ter tal comportamento. Ela era o último vestígio familiar que possuía, pois era deveras utópico contemplar a ideia de que Amélia voltaria. Portanto, era o responsável por mantê-la viva. Não era uma responsabilidade ocasionada pela catástrofe apenas, mas era literalmente o responsável legal da irmã em prol do sumiço vitalício da figura materna. Não haveria ninguém para protegê-la, porque seria incerto e demente confiar a vida da única irmã nas mãos de outrem. Então seria impossível ocultar a repulsa em seu âmago para com ela, porém, não era o repúdio análogo ao desprezo entregue a um adversário. Mas a aversão pelo agir impulsivo da Stryder, não era uma sinestesia racional usufruída por si. Era incapaz de odiá-la, mas ostentava de um sentimento colérico para com a ação feminina. Era deveras contraditório tal conduta, afinal a irmã estava no gênese da adolescência. Em outra circunstância não estaria possuído por tamanha ira, mas agora o desaparecer temporário poderia ser sinônimo de morte. O grupo oposto ao seu não era o único inimigo, pois há inúmeras criaturas impossíveis de serem compreendidas pela lógica de força superior ao poderio de Mason e sua escória. A Human Crew não era composta por indivíduos fracos, caso contrário, o domínio de Callisto Mason não iria existir. Mas a questão era que a força e estratégia não era capaz de ressuscitar uma carcaça destituída de alma. Usufruía de um exército à sua mercê; contudo, não haveria absolutamente ninguém para trazê-la de volta.
A vil hipótese de contemplá-la morta graças à sua própria irresponsabilidade – de deixar a saída autônoma de Bianca ser de fácil acesso – originou o ímpeto súbito de socar a parede atrás de si. A exigência corpórea era atenuar a fúria de seu ser; portanto, o ato de desferir o golpe em uma estrutura inerte e de concreto fora a única solução disponível em seu arsenal. Caso contrário, a fúria iria dominá-lo e tornar o sustentáculo corpóreo de Kyle Stryder à mercê da cólera. Entretanto, o ato não estava nem perto de extrair toda a adrenalina de seu ser. Não fora a saída da irmã a única razão para deixá-lo desta forma, mas ao contemplá-la machucada por mãos anônimas à sua sabedoria era ultrajante. O desejo era enforcar a criatura em específica até vê-la desfalecer em seus pés, porém, o regozijo não seria possível por não saber quem fora o autor do ato. A dúvida alastrava o seu âmago; todavia, havia um vestígio de razão em sua psiquê. Não poderia ser um membro da própria Human Crew, caso contrário, o indivíduo estaria decrépito àquela hora. Só poderia ser um elemento da escória de sobreviventes. A miserável conexão com o semblante criado por seu cérebro fê-lo procurar distância da parede. Não era necessário converter à sua cólera a uma “criatura” inerte; mas sim a um ser vivo que seria receptáculo de toda a mágoa e fúria que há no âmago do Stryder. O ser em específico era Callisto. Não iria devolver a prática violenta na mesma moeda, afinal não era um bárbaro. Mas iria destruir cada sinapse que há no cérebro da mesma, o retorno de Callisto seria constituído por uma criatura possuída pela síndrome de Cotard. Não era um bárbaro ou um déspota, visto que era superior a qualquer título medíocre imposta em outrora pela raça humana. Por obra do sucumbir dos humanos, Kyle iria reescrever o destino da estória. A manipulação jaz a seu favor, portanto, há mais poesia em contemplar uma criatura à mercê da morte psíquica do que entregar Callisto submissa a hematomas. Não era o vilão, pois é o seu papel como justiceiro aplicar à justiça. Contudo, a definição de lei iria sofrer o acréscimo de suas mãos mortais. Haveria um novo código civil, a começar pelo direito de destruí-la para poder destruí-los. Uma única ação sua iria ruir o império da Cosmic Freaks. Portanto, fora com esta reflexão imaculada em seu cérebro que a atenção havia retornado à irmã. Uma nova maldição irá circundar a antiga cidade mais populosa dos Estados Unidos, pois agora só há um único ser majestoso. Kyle Stryder. Com o próprio poder que possuía, o mesmo há de decretar uma nova norma vigente. Um ser molestado ou morto na Human Crew seria sinônimo da morte de oito pessoas na Cosmic Freaks. Um sorriso invisível contornou os lábios metafóricos do líder, que envolveu a irmã em seus braços no próximo instante. Não havia o porquê discutir com o sangue do seu sangue. Para Bianca conquistar à sua liberdade era necessário deixar Nova Iorque segura, portanto, àquela era o seu novo desígnio. “A nossa família não será destruída sem a nossa autorização. Eu não irei permitir.” Sussurrou de forma fraterna próximo ao tímpano esquerdo da irmã mais nova, voltando-se a ela com um visível olhar de preocupação em suas íris.
A preocupação efêmera fora transformada em uma ligeira risada de escárnio, que cortou os lábios masculinos para preencher o silêncio monótono de sua parte. Não poderia conter a imprudência de Bianca sem prendê-la; portanto, para não deixá-la à mercê do tédio em um calabouço metafórico, logo seria necessário consertar a cidade para deixá-la mais segura para à sua morada. "Você é tão criativa, Stryder." Chamou-a pelo sobrenome de forma séria, o olhar incrédulo mais uma vez recaindo a ela. "Avisar é sinônimo de precaução, pois se você desaparecer uma equipe de busca irá trilhar o último caminho que você percorreu. Entretanto, se você sai sem avisar nós não poderemos sequer encontrar o seu corpo." Forçou o teor gélido e cortante em seu timbre, revirando os próprios olhos após contemplar tamanha imprudência. "Eu não quero vê-la morta, Bianca. Você deveria ter pelo menos levado uma arma." Afastou-se complementarmente do contato físico, conduzindo as mãos agora limpas aos fios escuros que compunham o próprio cabelo. "Eu não posso pôr um GPS em você porque não temos sinal, logo faça o favor de avisar alguém da próxima vez que for sair." Suspirou de forma longa, expelindo não apenas o gás carbônico, mas a frustração de vê-la tão fiel ao utópico. Contudo, como poderia tirar o vestígio de esperança que há na corpulência da irmã? Não poderia alimentar ideias fictícias à Bianca, pois o mesmo possuía plena consciência de qual seria o próprio desfecho. Não estava preocupado àquela hora com o seu sucumbir ou não, mas sim com a segurança da irmã. Portanto, o mesmo expôs um singelo sorriso melancólico nos lábios. "Nós não sabemos o dia do amanhã, Bianca." Extraiu toda a frieza de seu timbre, retornando a ostentar o nuance afetivo em sua fala. "Eu não posso protegê-la para todo o sempre, mas agora eu tenho o controle para mantê-la à salvo. Os tempos não são prósperos, eu não posso mantê-la presa no condomínio. Mas se há algo que posso pedir a você é responsabilidade. Andar com um revólver é a nova era. Finja que o revólver é a sua internet e teste os limites da sua pontaria." Deslizou os dígitos pelo bolso para retirar um revólver e mostrá-lo para à irmã. "Ele será o seu melhor amigo agora. Leve-o para todos os lugares que você for. Use-o quando não houver mais solução." Estendeu a arma à irmã, aguardando-a acolher o objeto. "Irei ensiná-la a usar. “ Refletiu em voz alta; observando mais uma vez os ferimentos da irmã. “Transforme a minha vida em um inferno diante dos meus olhos, speedy.” Sorriu finalmente, beijando a testa da irmã no próximo instante. “Antes de ajudar ou contatar mais pessoas é necessário cuidar de você. Deixe-me dar um jeito nesses hematomas. Irei pegar gelo. Será necessário trancar à porta e as janelas?” Questionou com um singelo sorriso. “Eu não irei sufocá-la apenas não suma mais. Eu estou pedindo, por favor. Eu não quero perdê-la também, Bianca.”
Tem gente nova chegando na HC. O que acha disso?
Acredito que não haja palavras disponíveis para definir, eu só posso sentir o orgulho de saber que novos membros da nobreza nova-iorquina estão chegando. Sejam bem vindxs.
boatos que o rei da human crew prefere o rei da cosmic freak ao invés da rainha da hc (apoiado)
Desculpe-me. Qual é o nome do outro rei mesmo? Pois há um único rei e um único deus que sou eu, Kyle Stryder. Portanto, seria narcisismo em demasia escolher a mim mesmo duas vezes. Porém, não seja tão ingênux, pois o que há na cosmic freak é um porífero. Não é estratégico ficar ao lado de um líder que não tem cérebro e estratégia. Porém, cada um com os próprios problemas, não é mesmo?
“Kyle” é um menino de ouro. Se derreter dá o anel
Não é possível derreter o Rei Midas. Eu sou o ouro e a joia da vida.
top 5 garotas mais bonitas da human crew
Você já olhou para elas? É difícil escolher apenas 5 mulheres. Todas são bonitas. Porém, a mais bonita sempre será a minha irmã. Questão de genética, obviamente. Mas vamos aos fatos: Jessica, Gwen, Megan, Olívia e Eva. Eu poderia citar o Satélite, mas ela é café com leite.
menino vc é doido vai se tratar
Cite um único ser que não tem vestígio de loucura em seu encéfalo após uma catástrofe? A questão principal não está na loucura, mas sim o quanto ela afeta você. A minha loucura não me traz malefícios, ela me fortalece. Portanto, não vejo o porquê procurar tratamento. Afinal, um deus precisa procurar por um curandeiro para ter o próprio refrigério? É óbvio que não, portanto, não preciso de ajuda médica ou clínica.
Kyle, você é burro ou só nunca percebeu o quão gostosa a Jessica é?
O único ser jumento - burro - perante o rei é você, criatura. Não é uma boa estratégia chamá-la de gostosa para tê-la. Um homem de verdade sabe que para obter algo não é necessário ficar à mercê de palavras grotescas, mas sim a prática e atração recíproca. Então, por favor, melhore em sua elegância e respeito. Seja phynx. Mostre que você é um cidadão com cérebro e não um membro da CF.