Nome: Kim Suk
Idade: 24 anos
Aniversário: 22/ 06
Fc: Min Yongi
Ironicamente, apesar dos seus pais nunca terem se interessado ou feito qualquer esforço para mudar de ramo ou crescer dentro dos seus respectivos empregos eles não cansavam de repetir ao filho mais velho a importancia de suas notas. Seus pais eram bastante jovens quando o tiveram, o que provavelmente significava que escutaram e muito a respeito durante um longo tempo: Suk presumiu que estivessem apenas finalmente encontrando a oportunidade perfeita de descontar esses anos de frustração em cima dele. Mas de qualquer maneira não se importava. Nem mesmo quando os dois começavam a implicar com seus amigos, que toda sexta apareciam na frente de casa em bicicletas o chamando para uma partida de basquete em uma quadra na rua de cima. Seus pensamentos, apesar da pressão de ambos seus pais eram bastante tranquilos. Sabia que isso era influencia causada por seus amigos, que no momento mais conversavam e se interessavam por coisas "frivolas e inuteis" como jogos de um modo geral ou alguns grupos de hip hop que costumavam acompanhar. Não era como se ele se recusasse a trabalhar, como havia respondido durante um jantar em família, ele estava pensando em aplicar para uma loja de conveniencia que precisava de um atendente. Isso pareceu despertar algo em seus pais, na epoca não sabia o que. Infelizmente veio a descobrir tarde demais para que tivesse qualquer reação. Suk estava no eu ultimo ano da escola, o que significava que muito m breve estaria tomando "a decisão", como costumavam comentar em seu grupo de amigos. Faculdade e se especializar em uma profissão, ou apenas continuar trabalhando de bicos como muito dos mais velhos entre eles faziam. Todos na verdade. Viviam uma vida tranquila, obvio que Suk não pensaria duas vezes em ter algo assim para si também.
No entanto, diferentemente do que ele esperava não foi lhe dada a oportunidade de fazer escolha alguma. Apenas em uma determinada tarde, quando estava retornando de um dos seus encontros com seus amigos quando seu pai o chamou de canto um uma expressão séria no rosto, até então nada de muito alarmante e diferente do comum da relação entre ambos. Não esperava que o que o mais velho tinha a lhe dizer era que havia o inscrito em uma faculdade, não somente de um assunto que não lhe interessava nada, como também em outra cidade. Sabia que havia feito isso de proposito para o afastar dos amigos, sua cidade podia ser pequena, mas não faltavam opções para o curso que o homem escolhera. Sendo assim pouco depois estava arrumando suas coisas para seguir para a maldita cidade, que dentre todos os pontos negativos, ao menos podia dizer que ficava próximo a praia. Algo que não mudava muito em sua vida, uma vez que quase nunca podia entrar para aproveitar a agua de qualquer maneira. Não pensou que isso eventualmente aconteceria com ele, mas essa mudança drastica o tornara mais amargo do que imaginaria que jamais se tornaria. Os deveres de casa, assim como dificuldade das matérias começou ao consumir. Nem mesmo as coisas que fazia anteriormente o faziam melhorar, por conta do cansaço acumulado. Mas principalmente das lembranças que tinha dos seus amigos. Suspeitava que seu pai estivesse intervindo de alguma maneira, visto que nunca mais o contataram desde que chegou. Quando pensou que seus próximos anos naquela faculdade se resumiriam a um inferno, cada dia gradativamente pior do que o outro acabou conhecendo um garoto que estudava no mesmo lugar que ele.
Talvez estivesse completamente desesperado e solitário quando os dois começaram a se encontrar, ou houvesse mesmo alguma coisa no garoto que o atraia de uma maneira que não compreendia muito bem a principio. Não conseguia entender ou descrever o que Jinwoo tinha que o fazia se sentir tão confortavel a ponto que estivessem bem próximos um do outro em um curto intervalo de tempo, que durante uma determinada quantidade de tempo havia parecido a ele como se houvessem se passado anos. No entanto, apesar de se sentir envolvido com as conversas e atividades que começaram a fazer juntos em algum determinado ponto Suk começou a repetir para si mesmo que tudo aquilo não passava de uma distração. Não estava levando aquele garoto a sério, estava apenas.. Simplesmente não era... Quanto mais pensava sobre mais transtornado ficava consigo mesmo. Depois disso ele resolveu simplesmente não pensar. Seu comportamento com relação ao outro, então seu namorado fora aos poucos se tornando cada vez mais frio e distante. De tanto que havia remoido e repensado sobre o assunto, de alguma maneira havia conseguido convencer a si mesmo que o outro estava o manipulando para se tornar algo que não era. Depois disso bastou apenas um passo para que o termino inevitavel de ambos acabasse por acontecer. De maneira tão subita quanto se aproximou de Jinwoo, Suk saiu de sua vida sem pensar duas vezes. Gostaria dizer que se sentia aliviado por tudo o que fizera, mas esse era um assunto que não pensava muito a respeito. Estava em um periodo importante de sua vida, precisava se concentrar nas provas.
Depois de tudo, desde a dificuldade do próprio curso a sua inicial falta de vontade Suk havia surpreendido a si mesmo quando finalmente conseguiu seu agora tão precioso diploma. Havia feito uma breve visita depois disso a casa dos pais, onde ainda que de uma maneira bastante singela demonstrou seu agradecimento pelo que lhe fizeram. Sabia que seu irmão mais novo deveria estar cursando medicina assim como ele a altura, mas mesmo durante seu tempo em casa os dois apenas se desencontraram e não pode dar os conselhos que tanto esperava dar a ele. Seguiu mais uma vez a cidade que antigamente odiava tanto, dessa vez com um objetivo seu em mente. Dentre todos os campos dentro da medicina o que mais havia chamado sua atenção havia sido a de neurologia, no qual pretendia aprofundar seus estudos. O teria feito se não fosse os eventos que aconteceram logo em seguida. Mais uma vez seu mundo pareceu virar de cabeça para baixo, começando assim como o outro em uma tarde aparentemente calma na qual estava sentado em sua carteira esperando sua aula começar. Se não estivesse sentado ao lado da janela não teria visto o caos se instaurar na rua a frente, dando tempo o bastante para que se recomposse e agisse de alguma maneira. Seus pensamentos continuam com bastante frequencia vagando para os pais, assim como seu irmão mais novo. Era realmente muito doloroso lutar com a esperança que estivessem vivos, mesmo que a lógica lhe dissesse que as chances eram mais do que nulas. Durante um longo periodo de tempo se concentrou em salvar e ajudar o máximo de vitimas possíveis, se aprofundando e muito em livros roubados de bibliotecas durante seu percurso até um dos pontos nos quais estavam juntando pessoas. Abrigos fortemente guardado contra essas criaturas que agora os cercavam.