“ — Isso não soa ruim, na verdade, eu me divirto bem mais em eventos mais simples do que nesses, que parece que a maioria precisa estar se portando com certa etiqueta e, é claro, tem isso.” gesticulou para o nó da gravata que usava, já se acostumara com o tempo a usar aquela peça, de tantas vezes que sua família o obrigara quando era mais jovem, mas não queria dizer que tomara gosto com o tempo. “ — Você é nova na cidade então? Veio da onde?” perguntou, interessado. Não só para que pudesse saber mais detalhes para sua irmã, mas a conversa parecia leve e interessante entre eles. “ — Bem, posso estar aqui por ela, mas isso não quer dizer que não posso me divertir um pouco também no trajeto, não é? Que mal tem?” tinha um tom de humor, não esperava que se divertisse muito no evento, mas também não rejeitava a possibilidade de ser surpreendido. “ — De qualquer forma, acho que não fui feito pra ser cupido, estou fazendo um péssimo trabalho. Mas quem é minha irmã? Te apresento a Lizzie.” apontou para uma figura distante deles que parecia entretida em uma conversa com algum convidado.
O cenho feminino arqueou com a afirmação feita pelo rapaz, pois não esperava algo assim vindo dele... não o conhecia, mas, bem, não era difícil prever a grande possibilidade dele ter bastante dinheiro assim como muitas pessoas dali e sua experiencia com abastados não foram totalmente positivas quando se tratavam desse lado seu. Uma risada lhe escapou com o sinal dele lançado para gravata, parecia bastante sufocante. — Eu acho que pensei bem na minha roupa antes de vir... vestidos me trazem problemas, então estar com uns shorts por baixo me fazem ficar mais confortável, além de que... — apontou para os pés, mostrando suas sapatilhas — Não posso arriscar torcer meu pé com saltos altos. Eu até estou gostando dessa nova perspectiva, mas não nego que essa formalidade toda me parece bem chata depois de um tempo. — admitiu pensando em ter que controlar suas próprias “macaquices” graças a uma coisa chamada “etiqueta”. — Sou sim, cheguei faz uma semana. Hmm, é uma pergunta meio complicada para mim, mas o último lugar em que estive foi em San José. — respondeu. Ser do circo tinha suas qualidades e defeitos: embora poder visitar diversas cidades era bastante divertido, não podia ter relações realmente concretas com as pessoas e nem tinha um lugar para chamar de “lar”. Balançou a cabeça e mostrou os polegares para concordar com clareza sobre a fala do outro. — Tem que aproveitar mesmo! Como é que dizem mesmo? ... só se vive uma vez, né? — riu baixo, logo virando o olhar para a garota apontada pelo rapaz e abrindo um sorriso. Ela era bonita, embora fosse claramente mais velha do que si... de início imaginou se tratar de uma irmã mais nova... a não ser que ele fosse mais velho do que o imaginado. — Ah, seria um prazer conhecê-la!