finnickcampbell:
› ᴀʜ, ɴᴀᴏ. sᴇᴍ ᴇssᴀ. finnick não aguentaria ver aquele teatro, não quando seu rosto havia acabado de ficar melhor a ponto de não ter de precisar passar tanta maquiagem para sair na rua, não quando havia percebido que carregaria sua cicatriz em seu pescoço por anos a fio. ele não se importava que o tal homem que tentara lhe matar em duas ocasiões diferentes havia acabado de beijar a traficante que gostava de amarrá-lo naquela mesma cama (apesar da cena ter sido sim, sexualmente confusa), demonstrando que tinham algum passado juntos. ele não se importava que dahlia estivesse tão confortável na presença dos dois, porque sua posição de dominadora era claramente presente, mesmo que estivesse os chamando para algum favor complicado. o que ele se importava era que aquele homem estava lhe estendendo a mão como uma pessoa querida que estava adorando conhecer. finnick conhecia bem aquela postura, e estava completamente paralisado. todavia, ainda não tinha certeza do que estava acontecendo ali, então somente apertou a mão dele o mais rapidamente que pôde. depois, deu passos para trás, sentando-se em uma das cadeiras dispostas no quarto (a mesma que ela o amarrava; uma parecida com a qual ele o havia amarrado). dahlia, por outro lado, não era minimamente burra. notou a velocidade com a qual o mais novo queria se afastar de seu amigo de longa data, e, apesar de seus pensamentos estarem circulando ao redor do fato que o menor estava nervoso com o emprego, havia a possibilidade de se conhecerem de algum lugar anterior. todavia, aprendera que, em ramos como os do trio (assassino de aluguel, gigolô e traficante), seria melhor que quanto menos se soubesse, melhor. nem se importava tanto assim, para ser sincera. estava precisando desesperadamente de ajuda, como verbalizou a seguir, chamando a atenção dos dois para si. suspirou, começando a explicar a situação; de como seu fornecedor estava a chantageando, a cobrando juros altos por pacotes de drogas que haviam sido roubados (finnick tinha muita dúvida quanto àquilo, dada a quantidade de alucinógenos que usavam juntos) e que agora não importasse mais o quanto ela vendesse, os juros estavam altos demais para sequer conseguir cobrir o preço inicial dos pacotes roubados. ela foi convocada para uma reunião com os homens e conseguiu metade do dinheiro por outros meios. com mais a parte do dinheiro daquele mês, dando todo o lucro para eles, poderia chegar a 75% da dívida paga. a questão seria negociar mais tempo para pagar os outros 25%, sendo que ela saberia que os juros aumentariam; a questão é que se ela fosse, a probabilidade de ela ser morta era mais alta do que a de conseguir um acordo. sendo assim, eles dois iriam representá-la na reunião e conseguiriam o tempo adicional para ela. finnick entrou em completo pânico, e se ergueu da cadeira em um pulo ao que ela terminou a explicação.
❛ Peraí—- Quê?! Você quer que a gente trabalhe junto pra te livrar de uma encrenca com um traficante maior ainda? Até onde eu tô sabendo, você também tá me devendo por—— ❜ ›› “o lsd que você usou acha que veio de onde, liam? uma ligação e eu consigo colocar seu nome na lista de devedores. seu nome e sobrenome de verdade”. o campbell travou imediatamente. os olhos azuis da australiana só lhe transmitiam a confiança de uma mulher que sabia o que estava falando. talvez aquele fosse o maior blefe da vida dela, e ela jamais pudesse conseguir suas informações privadas, já que o aplicativo de astoria as escondia bem – porém, naquela sala estava alguém que passara um bom tempo coletando toda a informação sobre sua vida possível; nome e sobrenome era fichinha. voltou a se sentar na cadeira, derrotado. sentia seu estômago dar voltas.
❛ … Eu tô dentro. ❜ ›› murmurou. com um sorriso enorme, dahlia se aproximou de si, tomando seu rosto com as mãos tatuadas e puxando-o para lhe dar um selinho demorado. posicionou-se atrás de si em seguida um braço envolvendo-o carinhosamente pelo pescoço, com uma das mãos repousando sobre seu ombro enquanto a outra acariciava seus cachos, em uma posição claramente dominante, como se dissesse, em um movimento silencioso, que havia o conquistado. os olhos da mulher por fim tornaram-se para o inglês deitado na cama, lançando-o o mesmo sorriso perigoso e os olhos repletos de confiança de quem não aceitaria uma resposta negativa. “e você, chris? posso contar com você também?”. finnick travou naquele instante. chris? o nome dele era chris? oh, depois de tanto tempo–!! foram duzentos e trinta e oito lembretes mentais que “elliot” não era o nome do homem durante as semanas que se sucederam o quatro de julho, e agora…! finalmente estava descobrindo o nome dele de verdade (ou ao menos era o que parecia ser, dada a naturalidade do nome saído dos lábios da traficante). aproveitou que dahlia não poderia ver seu rosto para poder lançar um sorriso malicioso para o assassino, semicerrando os olhos brilhantes. não que pudesse fazer muito com aquela informação – mas já era algo para lhe acalmar a mente conturbada à noite.
Não via mais o garoto desde o fatídico dia no hotel semanas antes e, se ainda pudesse ser sincero, não se lembrava mais do rosto dele -- talvez por tê-lo socado tanto que só via sangue quando tentava. Toda aquela situação estava sendo de demasiada diversão. O garoto que tentou matar a semanas e a mulher que o livrou da morte a nos... Que belo match. Ria mentalmente, se deleitava mentalmente ao ver toda a tensão do menino Finnick sobre a cadeira mais distante que encontrou, mas infelizmente era perto demais da cama onde seu corpo estava completamente jogado, despojado numa pose convidativa ainda com as mãos atrás da cabeça. Ele sorriu. Dahila, sempre indo direto ao ponto como sempre, tratou de explicar a situação em que estava envolvida e na quantidade de dinheiro que estava devendo e, muito mais, do que havia ainda conseguido reunir deveras pouco demais. O inglês revirou os olhos e deixou a cabeça afundar no travesseiro com a objeção de Finnick, ação que constatou o que já havia começado a pensar quando o a situação estava sendo explicada “isso não vai dar certo”, entretanto, ela parecia o ter nas em suas mãos não apenas sexual mas financeiramente também e, mais uma vez, estaria fadado a encarar a morte. Aquilo o divertiu, pois parecia um dejavú. A maquinaria mental já trabalhava atrás de soluções, meios e maneiras de tentar contornar aquela situação apesar de sentir que alguma coisa ali estava muito errada. Mercadoria roubada, aumento no preço dos ilícitos... Não cheirava a verdade, estava mais para uma falcatrua, mas deixou apenas para si a chegada conclusão. Ouvidos atentos e expressão, agora séria, deixavam os olhos acompanhar seus passos e movimentos pelo quarto alugado, nos lábios que se moviam, no corpo que falava. Por fim, concluindo o que precisava dizer e claro... Uma mulher do naipe de Dahila não é de sair por baixo. Gosta de mostrar poder, posse e não foi diferente quando percebeu o que estava querendo fazer, mostrar ambas as coisas de que orgulhava ter. Christopher sorriu em falsa negação balançando a cabeça e apesar disso, a cena decorrida chegava a deixá-lo quase excitado. Shepard se pôs de pé com uma expressão pensativa fingindo estar analisando todos os passos que teria que fazer, analisando momento a momento, fala a fala, pré analisando tudo o que poderia acontecer e as medidas que poderia tomar como um bom estrategista e, junto disso, aos poucos se aproximava de ambos, do garoto sentado à cadeira e da mulher atrás de si. Próximo o suficiente. Seus olhos azuis fixos no Campbell por todo seu trajeto apenas mudaram quando se aproximou o suficiente para sentir suas pernas encostando nas do garoto fazendo questão de se aninhar por entre elas -- pelo menos a parte em que estava para fora da cadeira. Inclinando para frente tomou os lábios de Dahila com os seus em um beijo casto fazendo que sua língua tirasse a dela para uma dança lasciva de puro desejo e excitação. - O que você não me pede desse jeito que eu não faça sorrindo. - Respondeu ignorando completamente que, pouco mais abaixo, Finnick estava sentado.











