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@sweet-dorys-blog
Dorys no navio, preparada para ir à piscina
Funny war @Dith&Lily
O sol brilhando, o mar calmo, passarinhos cantando... dia perfeito para ir a piscina do navio. Assim eu mudo um pouco a rotina de ficar procurando tartarugas com a Cherrie e discutindo com seguranças pra ver se podemos pular no mar e seguir o navio nadando. Da última vez quase fomos proibidas de sair do quarto.
Coloquei um biquíni, um short e passei muito, muito protetor solar. Quem mandou ser tão branca? Sai do quarto saltitando e cantarolando, recebi um olhar de um dos seguranças que dizia "não faça besteiras, já to cansado de você", mas fui mesmo assim. Chegando lá, percebi que a piscina ainda não estava tão cheia quanto costumava ficar todos os dias, só estavam eu, duas meninas e mais uma garota, não me lembro do nome dela mas conheci ela no café da manhã, quando acidentalmente derrubei minha comida toda em cima dela. Acho que seu nome era Lara. Ou Lilian. Ou sei lá, mas ela é muito legal. Nem ficou tããão brava assim, só um pouquinho. Provavelmente a piscina ia encher daqui a pouco, normalmente esta cheia de meninos, que só ficam observando. Até agora não entendi a graça deles ficarem aqui só olhando as meninas se divertirem... de biquíni... oh, entendi. Mas que tontos.
I'm just the same as I was || @Dorald
Duckie não pode conter um sorriso leve quando Dorys aceitou conversar com ele. Pensou em pegar na mão dela, mas talvez isso fosse forçar demais a barra no momento, deveria esperar mais um pouco até fazer coisas assim. Ele a acompanhou até o lado de fora do salão e quando estavam um tanto afastados do baile, ele parou de frente á garota. Suspirou bem fundo e então começou. — Dorys…— Começou meio nervoso — olha, eu sei que eu não fui exatamente eu essa semana. Quer dizer, eu era eu, mas eu fiz coisas que eu nunca faria e eu queria pedir desculpas. — Falou tropeçando nas palavras. — Eu sei que o que eu fiz foi errado e que você ficou muito triste. E saiba que não foi só você, eu também fiquei desapontado comigo mesmo, tipo, muito mesmo. Você não merecia nada disso. Você é minha princesa, minha peixinha e eu não queria deixar você pra baixo, eu não queria ver você magoada. Eu te amo, Dorys, e só quero te ver bem. Nem que isso signifique que seja longe de mim. Que eu não quero, quer dizer, eu quero passar o resto da minha vida com você porque você é quem eu amo de verdade. Só você. Isso tudo só me fez perceber o quanto eu amo você e não consigo ficar longe de ti. Tu é tudo pra mim Dorys. Tudo mesmo. — Duckie estava de longe nervoso. Suas palavras haviam sido totalmente verdadeiras.
Com um novo suspiro, o menino puxou o violão das costas e olhou para a menina. — Eu não sei exatamente me expressar com palavras, mas eu acho que essa música diz mais ou menos o que eu quero dizer. — Explicou para a menina.
O patinho começou á tocar. Dedilhava as cordas de acordo como a música era.
So this is what you meant? when you said that you were spent. And now it’s time to build from the bottom of the pit right to the top. Don’t look back. Packing my bags and giving the academy a rain-check
Cantava lidamente. Olhava diretamente para Dorys, queria saber todas as suas reações.
I don’t ever want to let you down, I don’t ever want to leave this town, ‘cause after all, this city never sleeps at night…
It’s time to begin, isn’t it, I get a little bit bigger. But then, I’ll admit, I’m just the same as I was. Oh don’t you understand, I’m never changing who I am
Mordeu o lábio e respirou fundo antes de continuar. Abaixou o olhar para o violão e então começou á cantar novamente.
So this is where you fell, And I am left to sell Your path to heaven runs through miles of clouded hell, right to The top Don’t look back Turning to rags and give the commodities a rain-check I don’t ever want to let you down I don’t ever want to leave this town ‘cause after all This city never sleeps at night…
Repetiu o refrão duas vezes. Olhava para Dorys á cada duas palavras ou menos. A música escolhida, It’s Time, falava apenas uma pequena parte de tudo o que ele queria dizer, a outra ele teria que explicar depois, e não era com palavras.
This road never looked so lonely, This house doesn’t burn down slowly, To ashes, to ashes
It’s time to begin, isn’t it, I get a little bit Bigger, but then, I’ll admit, I’m just the same as I was Now don’t you understand That I’m never changing who I am
It’s time to begin, isn’t it, I get a little bit Bigger, but then, I’ll admit, I’m just the same as I was Don’t you understand, That I’m never changing who I am
Parou de tocar, a música havia chegado ao fim. Por algum motivo, meio desconhecido por ele, seus olhos estavam lacrimejados. — Peixinha, o que eu quero dizer é que: não importa a coisa que eu faça, eu sempre vou ser esse mesmo bobo apaixonado por você. Esse bebê de 17 anos que não sabe nada de nada, mas que adoraria descobrir tudo ao seu lado. E só do seu. — Falou mordendo o lábio.
Duckie colocou o violão no chão, e se aproximou mais de sua peixinha. — Dorys Blue, eu te amo. De verdade. — Deu um sorriso. O irlandês passou a mão no rosto da amada, e um movimento rápido a puxou pela cintura e lhe deu um beijo nos lábios. Um beijo demorado, apaixonado e cheio de saudades. Ficou um tempinho assim e então a soltou, ainda meio incerto, ela poderia lhe dar um tapa ou qualquer coisa assim. — Você ainda me quer de voltar? Se não, pode dar um tapa. — Falou brincalhão olhando para sua menina.
Duck ficou me encarando por um tempo, e eu a ele, apesar de que quase sempre desviava meu olhar para o chão. Quando Duck começou a falar e suas palavras começaram a fazer sentido na minha cabeça, o que foi um tanto difícil no começo já que eu estava bem nervosa, eu não sabia mais o que eu sentia dentro de mim. Era uma mistura de emoções que faziam um frio na minha barriga, e se alguém me perguntasse o que eu estava sentindo eu nunca saberia responder. Giu feelings hards. Mas era bom. Acho que foi o momento mais feliz da minha vida quando ele me disse todas aquelas coisas, lindas coisas, tudo que eu queria ouvir nos últimos dias. Era tão bom saber que o Duck, o meu Duck, o verdadeiro Duck estava ali. Nunca tinha ido embora. E nunca deixou de me amar. Eu queria dizer tudo que estava pensando todos aqueles dias pra ele, que eu o amava mais que tudo, que eu queria ele de volta, que eu não era feliz sem ele e que havia adorado ouvir aquelas palavras. Mas não consegui. Fiquei absolutamente sem reação, por mais que eu tentasse falar e pular em seus braços, eu não consegui. Então ele começou a cantar. Na mesma hora me lembrei daquele dia, provavelmente o dia mais especial da minha vida, que ele fez um serenata pra mim. Foi o dia que tudo começou, que ele me disse que me amava e eu disso que o amava também, o dia que nos beijamos, o dia que começamos a namorar... foi tão bom. E agora não estava sendo muito diferente. Era como um recomeço para nós dois, porque os últimos dias não foram os melhores. Mas eu simplesmente esqueci de todo o sofrimento, todas as coisas ruins que pensei esses dias, todas as coisas que ele fez... tudo. Agora era apenas eu e ele, de novo.
Enquanto ele tocava, ele olhava pra mim. E eu olhava pra ele, sorrindo sem ao menos perceber. Aquele voz, aquele som. Como eu havia sentido sua falta. Quando a música acabou, pude sentir uma lágrima escorrendo pelo meu rosto. Era tão bom ouvir que ele era meu, e apenas meu. E eu dele, como sempre serei. Peguei sua mão - Duck... eu - senti as lágrimas apertando - Eu também te amo. Muito! Nunca deixei de te amar. E eu espero passar o resto da minha vida ao seu lado, eu não sou nada sem você.- Senti ele me puxando pela cintura e nossos lábios se encontraram. Coloquei minha mão na sua nuca e acariciei seu cabelo, queria aproveitar aquilo ao máximo, já fazia tempo que eu esperava por isso. -É claro que eu te quero de volta Duck, é tudo que eu mais quero. Eu te amo, patinho.- me senti completamente aliviada ao dizer isso. Por mais que fosse divertido poder dar um tapa na cara do Duck.
Family reunion @Derrie
A primeira coisa em que pensei quando anunciaram que a gente iria para um cruzeiro foi: “vamos visitar os primos da Dorys!”. Afinal, os peixes são muito unidos, não é? Eles estão sempre em cardumes e fazer peixosidades juntos. Peixosidades é uma palavra? Se eu estou pensando nela, é uma palavra, né? É uma palavra engraçada. Então eu resolvi que, no navio, eu e Dorys faríamos peixosidades com a família dela. Talvez eles me emprestassem escamas para eu poder nadar com eles e os tubarões! Dorys me disse que os tubarões são legais, e que eles entendem que peixes são amigos, não comida. Mas, pra eles não me comerem, eu vou ter que ser uma peixinha honorária. Tenho certeza de que Dorys me deixaria ser uma peixinha honorária, ela é minha melhor amiga pra todo o sempre!
A gente ficou tentando falar com os primos peixosos dela, mas o capitão sempre dizia que a gente não podia acompanhar o navio nadando. Ele chegou a confundir a Dorys com uma sereia, ela ficou muito triste porque ela é uma peixinha completa. Mas, quando o baile chegou, eu jurei pra ela que a gente ia procurar os primos perdidos dela, porque eles podiam vir pra festa também. Foi superlegal, eu até tentei ajudar ela a se maquiar, mas ela não gostou muito da minha inovadora sombra de batom… desde que ela começou a namorar o patinho ela tem ficado mais responsável, até cuidado de mim. Ma tem chorado um bocado mais também… Eu tava com saudade dela. Mas ela sabe que eu só venho e vou quando eu quero, eu sou ótima em desaparecer, mesmo com meu cabelo que parece um farol. Então a gente veio pro baile. Era de máscaras, então todo mundo estava usando máscaras e eu não reconhecia ninguém. Mas poxa, todo mundo me reconhecia só por causa do meu cabelo, mas vinham umas pessoas me cumprimentar e eu não sabia quem eram e tinha medo, isso era tão injusto. Mas eu e Dorys fomos mesmo assim.
Os primos dela não estavam no ponche, e brigaram com a gente quando tentamos mergulhar lá dentro. Mas a Dorys é uma peixinha, ela não ia se afogar. Então fomos procurar no mar mesmo. Eles estavam longe, mas estavam lá.
Quando chegamos no cruzeiro eu nem me dei conta que estávamos embarcando em alto mar. Bem, não primeiramente, porque minha cabeça estava muito ocupada com outras coisas, mas quando Cherrie falou logo me animei. Nós duas poderíamos procurar peixinhos, tubarões e tartarugas, assim como eu fazia com a minha mãe em Sidney. Mas com a Cher, minha melhor melhor melhor amiga, seria bem mais divertido. Eu ensinei ela a falar baleies e peixes, o que não foi tão difícil, ela não é como os outros que quando eu vou ensinar pensam coisas como "que ridículo" e no final nem conseguem falar direito. Ridículo? Vamos ver o que eles vão achar ridículo quando eu chamar um baleia pra vir pegar eles. É. Eu adoro ter a Cher como melhor amiga, ela é tão parecida comigo, sempre me compreende e podemos fazer tudo juntas. Menos quando ela some, o que acontece bastante. As vezes paro pra pensar onde será que ela se mete, mas até agora não consegui nada mais plausível que um buraco em baixo da terra.
Já que hoje era o baile, seria o momento ideal para encontrarmos meus primos peixes sem que nenhum policial viesse falar bobagens como "saiam de perto da borda do navio, vocês podem cair e se afogar", será que ele não sabe que se eu cair não tem problema nenhum porque, afinal, eu sou uma peixinha? Só a Cherrie, que estava realmente quase caindo (lê-se: se jogando), talvez tivesse problemas. Ela ia parecer um gatinho molhado.
-Vem, Cher! Não tem ninguém aqui que vai brigar com a gente!- Chegamos em um canto do navio que dava até pra tocar a água se eu me esticasse um pouquinho. Mas será que tinha algum peixinho ali? A música da festa estava tão alta que devia estar assustando toda a minha família peixe. -Ei! Peixes! Não tenham medo, sou eu, a Dorys! Eu sou uma de vocês! Venham pra festa!- tenho que admitir que estava bem engraçado, eu e a Cherrie ali, tentando levar peixes pra uma festa. Oh, como pude me esquecer? Eles não tinham onde ficar na festa, tinham que ficar em baixo da água ou morriam. Não quero que os peixes morram. Ah, mas tudo bem, Cherrie deu a ideia de colocarmos eles no ponche. Ia até ser mais divertido, eles iam nadar em água cheirosa e colorida.
I'm just the same as I was || @Dorald
Nas ultimas semanas, Duckie estivera bem confuso. Muitas coisas acontecendo em um curto período de tempo. Havia experimentado coisas novas, algumas coisas que lhe fizeram mudar um pouco mais. Mas, em tudo isso, a única coisa que lhe importava era Dorys. Nos últimos tempos não havia tido chances de falar com a menina, e quando conseguia um tempo ela simplesmente o ignorava ou coisa assim. Isso estava o matando por dentro. Nunca pensara que viver sem sua peixinha fosse tão difícil. Mas sabia que tudo isso era culpa sua mesmo, se não tivesse feito tantas coisas, não estaria assim agora, tão triste. Tudo o que queria fazer era pedir perdão, mesmo que isso não fosse o suficiente para expressar tudo o que sentia.
Depois de muito pensar, achou uma maneira ótima para se desculpar: cantando. Hoje haveria o baile de máscaras, e essa seria uma chance perfeita para por em prática o que queria. Acordou bem cedo e pulou para o banho - e nesse acabou por acordar Beck enquanto cantava em alto e bom som. O loirinho se arrumou e foi andar pelo navio em busca de uma roupa e uma máscara. Foi um pouco difícil no início, mas depois conseguiu encontrar uma loja perfeita. Comprou uma máscara branca com leves detalhes em azul e amarelo - o que dava grande destaque á seus olhos - e um terno azul para combinar. Se sentia um patinho de verdade com aquela máscara, uma vez que o detalhe em amarelo era bem em cima do nariz.
As horas se passaram e Duckie começou á se arrumar para o baile. Colocou sua roupa e máscara e começou a arrumar seu cabelo recentemente feito um topete. Trocou alguns conselhos com seu companheiro de quarto e então correu á sua mala para pegar seu violão. Seu plano era tocar para Dorys no baile, não importava se fosse na frente de todos ou só para ela em um canto mais afastado. Só queria se desculpar. Queria dizer que se sentia mal por deixa-la para baixo e que queria tê-la de volta. E se ela não o quisesse mais, ele compreenderia, com uma dor no coração, mas compreenderia.
Quando faltavam alguns minutos para o baile, Duckie resolveu sair da cabine e ir até o salão. O violão nas costas e um nervosismo lhe acompanhando. Tinha grande expectativas para essa noite. Chegou no salão, estava completamente lotado. Todos usavam máscaras, era impossível distinguir quem era quem ali. Duckie tentou passar por entre aquele bando de gente á procura de sua amada peixinha. Muitas pessoas olhavam para o violão em suas costas e muitas garotas tentavam se aproximar, mas ele estava mais interessado em Dorys e por isso deixou todas no vácuo eterno.
Andou muito até encontrar uma garota com um vestido vermelho e mechas pelo cabelo. Com certeza era Dorys. Chegou perto da menina meio incerto se deveria ou não, e com um longo suspiro de um sorriso leve. — Você está perfeita — elogiou. Era verdade, Dorys sempre estava perfeita não importa como fosse. — Podemos conversar? Tipo, lá fora? — Perguntou mordendo o lábio. Não sabia se como ela reagiria, mas esperava que fosse positivamente. — Por favor. — Pediu quase como que implorando.
Eu disse. Eu disse que ficaria a festa toda sentada em um banco comendo alguma coisa e pensando "quero ir embora". Mas eu não podia ir embora, quer dizer, eu não queria. Lá no fundo, eu esperava por algo. Mesmo sem saber ainda o que eu tanto esperava, eu não conseguia sair de lá. E depois de um tempo ficou claro o que eu esperava: o Duck. Parte de mim não queria vê-lo, mas a outra parte queria esperar apenas pra dar uma olhadinha, de longe, matar um pouco a saudade... Qual é Dorys? Você vai mesmo ficar se maltratando desse jeito? Vai, vamos embora logo antes que o Duck chegue. Não quero ver ele. Isso, não quero. Mas sempre que eu pensava assim, me distraia com alguma coisa meio que de propósito e voltava pra situação inicial. Ai, como eu sou tonta. Pra que ver ele? Pra ficar com mais saudade e ter mais vontade de ir até lá abraça-lo enquanto eu não posso? Mas não importa o quanto eu pense nesse tipo de coisa, sou teimosa mesmo, eu ia esperar. E fala sério, um baile é pra se divertir e não pra ficar pensando nessas coisas com essa cara de boba.
Depois de muito tédio, decidi ir embora. Talvez ele nem viesse, talvez também estivesse se escondendo de mim... talvez, talvez. Me levantei e tentei contornar as pessoas que estavam se engolindo na pista de dança. Quando estava finalmente chegando perto da porta, meus olhos se encontraram com dois olhos azuis, os mais bonitos da face da Terra, os olhos que eu senti tanta saudade, aqueles inesquecíveis... os de Duck. Exclamei, sem querer, um palavrão mentalmente. Fiquei sem reação por um instante. - O-obrigada- Agradeci o elogio quase sem voz.— Podemos conversar? Tipo, lá fora? — Agora não tinha mais como fugir. Ta vendo? Era por isso que eu não queria vê-lo. Eu não queria conversar. Ou queria? Por um momento pensei em sair correndo, mas meus pés não se moviam, eu estava praticamente petrificada. - Tudo bem- sorri fraco. Senti um aperto no coração, um frio na barriga. Eu estava com medo, medo de qualquer coisa que ele pudesse me dizer. E se não fossem as coisas que eu imaginava todo dia antes de dormir? E se ele quisesse logo por um fim nessa situação constrangedora, porque ele não me ama mais? Andei atrás de Duck até a saída para o lado de fora do salão de festas. Tinham poucas pessoas lá, o que eu achei um alívio. -Então...- perguntei apreensiva.