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Tá de zoeira, né?
[flashback]
Arthur aproveitou quando a garota interrompeu o beijo para recuperar todo o fôlego que havia perdido durante os outros. Finalizou o beijo que a loira havia começando e retirou a mão de dentro de sua blusa, posicionando as duas sobre sua cintura. – Summer… – Murmurou, coçando a garganta. O moreno não tinha vontade nenhuma parar, mas sabia que seria mais difícil de fazê-lo depois, se ambos continuassem no mesmo ritmo em que estavam. Afastou um pouco o rosto do dela e fitou seus olhos, esperando sua resposta.
Mesmo após o beijo acabar, a loira permaneceu alguns breves segundos com os olhos fechados, como se absorvesse o que acabara de acontecer. Estava levemente ofegante e seu coração voltava ao normal aos poucos, enquanto ela sentia as bochechas ganharem um rubor. Riu fraco quando ele a chamou, quebrando o silêncio de sua parte e ajeitando suas mãos ao redor do pescoço de Arthur -- basicamente só apoiando os braços em seus ombros e acariciando singelamente os cabelos de sua nuca. Deu um sorriso um tanto encabulado antes de finalmente fitá-lo nos olhos escuros -- Estamos quites agora? -- brincou, na tentativa de quebrar o clima tenso que parecia começar a formar-se. Ela definitivamente estava confusa agora, sem saber ao certo como agir, mas com mais certeza ainda, tinha gostado daquilo.
Não, não é um sonho, Summy. Mas olhe pra mim, olhe nos meus olhos, está tudo bem, ok? Estão todos assim, não é só você, mas isso vai passar está bem? Por favor, respire, Summy, só respire e se concentre nos meus olhos. Eu estou aqui, não vou sair do seu lado, está bem?
Ok... O que nós vamos fazer, Nebs? Eu preferia que isso fosse um sonho e não realidade... O que fizeram com a gente?
Ruins of the past | Leo & Summer
A única coisa que ele via era escuridão, um infinito negro como o espaço, e a sensação familiar de casa. Conseguia ouvir algumas vozes vagas e distantes, como se fossem ecos do que viveu um dia. Restos de lembranças de natais de família, barulhos de fundo em uma aula agitada, conversas na outra mesa em um jantar do colégio. Era quase como se estivesse em um útero, e todos os barulhos do lado de fora não passavam de ecos. De repente, tudo ficou silencioso. A escuridão começou a tomar forma à medida em que uma luz avermelhada começou a aparecer de repente, e antes que Leo tivesse esperança de conseguir enxergar alguma coisa, uma explosão vermelha e laranja explodiu. Lava vermelha e incandescente estava por toda parte, como em Pompéia. Leonardo se desesperou, e seu corpo começou a reagir contra o pesadelo. Tentava sair dali de alguma forma, mas não sabia como. Tudo começou a tremer, e ele abriu os olhos.
Agora ele estava em Beauxbatons, e tinha certeza disso. Estava sentado no chão de mármore do corredor. O piso duro e frio contra suas mãos, a textura do papel de parede e o rodapé rebuscado contra suas costas. Ele tinha dormido no corredor por algum motivo, e foi acordado por alguém. Engoliu em seco, tentando se recompor.
Estava morrendo, era isso. Só podia ser isso... Ou estava inconsciente outra vez, havia desmaiado e nem percebera. Summer tentava convencer-se de que o que estava acontecendo encaixava-se dentro de alguma das alternativas, mas nenhuma lhe passava certeza, e ela só se apavorava mais, sufocando na tentativa de manter a calma. Só percebeu que estava deitada no chão quando teve de levantar do mesmo e cambalear com a ajuda das paredes pelos corredores, cada vez que tentava localizar-se de onde estava, sua mente ficava sonolenta e as informações, desconexas. Não sabia para onde ia, só andava, passos lentos de um corpo quase dormente. Se já pegava no sono normalmente, agora estava muito pior. Não conseguia manter os olhos esverdeados abertos, era como se andasse na línha tênue que dividia realidade e sonho. Tinha a pura impressão de que sonhava, mas estranhamente sentia o que tocava -- sentia no tato real, não no tato falso de um delírio. Por alguns momentos, fechou os olhos, dando mais alguns passos e quando suas orbes voltaram a ficar visíveis, deparou-se com a figura do garoto no chão, que não se movia. Um pânico tomou conta de si, por mais que tudo parecesse devagar demais, e ela no desespero caiu de joelhos ao lado dele. Quando viu quem era, sentiu seu sangue gelar, e teve a certeza de que aquilo era um sonho. Ou melhor, um pesadelo. Seu impulso foi conferir se estava vivo, e ao ver o garoto abrir os olhos, conseguiu respirar aliviada. -- Graças a Merlin... Achei que você estava... Morto. -- as palavras saíram baixas como um murmúrio de seus lábios.
Droga, por que eu sinto como se meu corpo estivesse ficando dormente? Pelo amor de Merlin... E-eu não posso estar... Eu só posso estar inconsciente, surtando dentro da minha própria ente... É isso... É só um sonho, Summer, pense em como chegar até o dormitório... Sem nem saber onde está.
[flashback]
A última coisa que o garoto tinha era pressa. Enquanto a beijava, sua mão, que antes estivera em sua cintura, acariciava as costas da loira, enquanto a outra deslizava por sua coxa, parando em um certo ponto. Com a respiração ofegante, o garoto a beijava cada vez mais intensamente, enquanto o desejo de tê-la apenas crescia dentro de si. Arthur se controlava pois não sabia até onde Summer já havia chegado com um garoto, e já tinha ultrapassado o pouco que sabia. Enquanto acariciava suas costas, o garoto aproveitou para “brincar” sutiã da loira, e não pode deixar de imaginar como seria se pudesse tirá-lo. O moreno não sabia o que sentia por ela, mas não podia negar que sempre estivera muito atraído pela garota.
Merlin, como era bom ser beijada daquele jeito, como nunca fora antes. Summer estava um pouco nervosa, talvez ansiosa, e seu coração teimava em bater levemente mais rápido do que o normal, mas ela não queria parar, não queria se acalmar. Se deixou ser envolta em todas as sensações que lhe eram proporcionadas, e sentiu um arrepio percorrer a linha de sua espinha ao sentir a mão do moreno em seu sutiã. Seu corpo tensionou-se levemente, e percebendo que ambos estavam ofegantes, foi aos poucos soltando os lábios dos dele, sem parar totalmente o beijo. Encostou a testa na dele e olhou-o por breves segundos, dando um sorriso de canto enquanto recuperava o ar, logo voltando a um beijo, mais leve, enquanto tentava acalmar-se. Brincou com os cabelos de sua nuca, deixando que a outra mão acariciasse por debaixo da blusa sua pele.
A S A G E MOODBOARD.
– “Lumina Spargere”
[flashback]
O garoto depositava no beijo todo o desejo que sempre sentiu pela loira e manteve escondido achando que não seria correspondido, alternando entre leves chupões e mordidas em seu lábio inferior. Deixou que ela guiasse sua mão até sua cintura, onde levantou sua blusa e invadiu o tecido, pousando sobre sua a pele exposta. Em seguida, levou sua outra mão para a bunda da loira e tentou se controlar o suficiente para apertar o local sem machucá-la. Quebrou o beijo com um sorriso, trilhando vagarosamente alguns selinhos de seus lábios até seu pescoço e o colo de seus seios, – que já estavam a mostra por conta da blusa que a loira vestia – e intensificando-os, transformando em chupões. Com a mão que estava em sua bunda, Arthur a puxou para mais perto, colando seus corpos. Não conseguia pensar em outra coisa que não fosse o quanto havia esperado por aquele momento e no quão bom este estava sendo.
A loira sentiu a pele arrepiar por onde o toque do moreno passava, um ouriçar dos pelos prazeroso, que junto com os beijos, a deixava nas nuvens. Soltou uma risada abafada contra os lábios doces dele ao sentir a mão em sua bunda, mas não protestou nem impediu. Afrouxou aos poucos a mão na gola de sua camisa, descendo por todo seu tórax, sem conseguir evitar de imaginar como seria por baixo do tecido. Abafou uma arfada quando ele soltou seus lábios, que estavam levemente vermelhos e inchados. Fechou os olhos, sentindo os lábios macios e carnudos do garoto descendo, e ela pediu ajuda a Merlin para permanecer calma e controlar sua ansiedade. Ultrapassara o mais longe que ja havia chegado com um garoto, mas não se arrependia nem um pouco. Sua mão que estava junto da dele logo se encontrou com a outra na nuca do mais alto, emaranhando os dedos em seus cabelos. Ela não ligava nem um pouco de ficar com marcas, podia cuidar disso depois. Deslizou um pouco na bancada com o puxão dele, envolvendo as pernas em sua cintura e roçando sua panturrilha na parte de trás da coxa dele. Logo, ela não aguentou manter seus lábios longe dos dele e deslizou as mãos por seu maxilar, delicadamente o trazendo à altura de seu rosto novamente. Passou os lábios por seu pescoço, subindo ao maxilar e lentamente chegando aos lábios dele, dando início a um novo beijo, que apesar de começar calmo, não tardou a ficar intenso como o primeiro.
[flashback]
Eu vou considerar isso como uma permissão… – Arthur desviou o olhar para os lábios da garota enquanto ela falava e não pode deixar de sorrir ao ouvir as palavras que saíram destes. Quando a loira se aproximou, ele não esperou para levar o rosto para perto do dela e iniciar um beijo. Sem se importar com o ambiente onde eles estavam, segurou ambas as coxas da garota e a sentou sobre a bancada, longe dos biscoitos e do sorvete que estavam comendo, intensificando o beijo.
Por mais que já esperasse por aquilo, o beijo ainda foi uma leve surpresa. Deu um breve sorriso antes de retribuir o beijo que ele havia começado, levando as mãos para sua nuca e deixando que ela a movesse. Quando sentou na bancada, baixou uma mão para a gola da camisa do garoto e segurou-a com força, instintivamente como se aquilo fosse impedi-lo de parar. Sua outra mão desceu acariciando o braço dele, pousando sobre sua mão e levando-a para sua cintura. Retribuía o beijo na mesma intensidade, deixando que ele a guiasse. Já não dava mais a mínima para o ambiente, para os elfos ou pessoas que pudessem aparecer, muito menos para seu namoro falso. O importante era ali e agora, e ela estava aproveitando da melhor maneira possível.
[flashback]
Ele deu de ombros ao ouvir a garota falar do outro e preferiu não responder. – Quando eu disse que queria um beijo em troco? Não, eu não estava brincando. E olha que beleza, agora eu não estou mais com o gosto horrível daquela poção na boca. – Arthur riu e logo lembrou de sua promessa. – Uma pena que eu tenha prometido não “abusar” de você.
A garota riu, rolando os olhos divertidamente para desencontrar o olhar do dele e acalmar-se. Não costumava estar em situações como aquela com muita frequência, mas acreditava que ele sim, e se odiara se fizesse papel de boba na frente dele -- Hm... Mas se eu der permissão... Ou começar... Não é abuso, é? -- falou em seu melhor tom de inocência, mas deixando a malícia transparecer enquanto aproximava o rosto do dele e para disfarçar, apoiava o queixo na mão, e o cotovelo na coxa, olhando diretamente em seus olhos escuros.
Eu devo ser meio agressivo quando estou com ciumes, não?! – Ele riu ironicamente, comendo um pouco de sorvete. – É óbvio, você tem o Aslak pra te amar pelo resto…… Ok, eu estava apenas tentando ser ciumento. Funcionou, né? – Ele deixou a colher em cima da mesa e puxou o banco onde a loira estava sentada para perto – Tem varias maneiras de conseguir o que eu quero, a mais facil é pedir. Se bem que da última vez que eu pedi, pensei que você fosse desmaiar…
Se eu falar que você fica fofo com ciumes e quando ta bravinho, vai ficar zangado? -- Summer não resistiu, riu baixinho, apesar de estar sendo sincera, mas rolando os olhos em seguida -- Deuses, Aslak é só um amigo, não tem porque ter ciumes. -- ela riu, assentindo, afinal, fora enganada por ele. Observou-o tomar as atitudes e tentou esconder a maior parte da surpresa. Ela riu nervosa, mexendo no cabelo -- É que eu não sabia se você estava zoando, me pegou de surpresa... -- murmurou baixo e praguejou pelo rubor leve que tomava suas bochechas enquanto ela o olhava --
Sou eu sim, sweetie.
Onde você esteve durante todo esse tempo?
Eu não sei... Eu comecei a sentir sono, mais do que o normal... Não sei como cheguei. aqui.
Ahn…
Onde eu to? Cadê a Summer?
Sophie? É você mesma ou eu cai no sono sem perceber?
x (Dustin)
Devia aparecer no banheiro feminino mais vezes... Mas, sabe, normalmente as pessoas tomam banho sem roupa.
(Ivy se vc tiver lendo isso, te amo)
x
Você até poderia ser legal... Se parasse de achar que é mais amiga da Hana do que eu.
"Two truths and one lie"
Gosto do seu cabelo, adoro seu jeito possessivo, odeio você no geral.
✍ (Dustin)
“Querido diário,
Eu fui pedida e namoro hoje, acredita? Mas calma, não se anime muito, é só de mentirinha. Eu e o Dustin estávamos conversando, e não sei como o assunto chegou nisso, mas acabamos entrando nesse acordo de fingir um namoro. Confesso que aceitei sem pensar, e no início achei que era brincadeira, mas acho que vai ser legal ver a reação das pessoas quando eu falar que namoro. Não sei se ele teve um motivo pra isso ou não... Pretendo descobrir em breve.
14/07/08″