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❝ I may be drunk, Mister, but in the morning I will be sober and we will still be friends. ❞
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↳ Marcel and Neo’s friendship moodboard: 1/??
❝ I may be drunk, Mister, but in the morning I will be sober and we will still be friends. ❞
what in the world is a hangover cure? || Marcel&Neo
ᴇᴍ ᴜᴍ ᴍɪɴᴜᴛᴏ, ᴇsᴛᴀᴠᴀ ɴᴀ ғᴇsᴛᴀ; ɴᴏ ᴏᴜᴛʀᴏ, ʜᴀᴠɪᴀ ᴀᴄᴏʀᴅᴀᴅᴏ ɴᴀ ᴄᴀsᴀ ᴅᴇ ᴜᴍ ᴅᴇsᴄᴏɴʜᴇᴄɪᴅᴏ.
Não que isso nunca tivesse acontecido -- na verdade, acontecera mais vezes do que o ruivo gostaria --, portanto, a primeira coisa que Marcel pensou, quando acordou, por conta dos raios de sol que lhe irritavam os olhos, observando ao redor e percebendo que aquela não era a sua casa ou a de alguém que conhecesse, foi: “Ah, não, de novo não”. Não conseguiu evitar um suspiro de raiva de si mesmo, amaldiçoando o fato de ser um desastre ambulante certas vezes. Prometera que pararia com aquilo, quando uma vez terminara no Canadá com outros três desconhecidos. Aparentemente, ele mantinha promessas mais com os outros do que com ele mesmo.
Sentou-se no sofá em que dormia, e a primeira coisa que percebeu foi que haviam posto uma pequena coberta em cima dele, além de terem colocado um travesseiro para que não precisasse deitar a cabeça no braço do sofá. Não acostumado com aquelas mordomias, ergueu uma sobrancelha, seu semblante repleto da mais pura confusão. Começou a desconfiar se não havia sido Winter que o havia levado para a casa de uma de suas amigas e tivesse cuidado dele, sendo ela uma das únicas (para não dizer a única) pessoas que se importaria com ele o suficiente para fazer aquilo; infelizmente, essa hipótese mostrou-se ser impossível, já que uma das únicas coisas que conseguia lembrar-se da noite anterior era Winter avisando-o que não poderia acompanhá-lo para a festa, pois teria que trabalhar. Ter riscado a única pessoa que o trataria bem da sua lista de “possíveis pessoas que o ajudariam naquela situação” causou-o um pouco de pânico. Olhou embaixo do travesseiro, procurando algum bilhete ou alguma pegadinha, fazendo em seguida a mesma coisa com a coberta. Não encontrando nada, ignorou a dor de cabeça imensa e levantou-se, olhando ao redor.
Era uma casa arrumadinha. Não tinha nada exatamente que o chamasse muito a atenção, e, consequentemente, nada que fizesse o ruivo adivinhar de quem era aquela casa. Além do mais, agora que estava de pé, pôde notar que suas roupas também estavam limpas -- elas não estavam cheias de vômito, terra ou encharcadas de bebida --, e aquilo, ao invés de acalmá-lo, deixou-o ainda mais assustado. Engolindo em seco, foi andando o mais silenciosamente possível pela casa, até que pudesse encontrar um banheiro. Lá, olhando-se no espelho, notou algo ainda mais chocante: Seu rosto estava na mais completa ordem. Nenhuma marca de briga ou de alguma brincadeira sem graça. ❝Caramba...❞ murmurou para si mesmo, sem acreditar no que estava acontecendo.
Alguém havia cuidado dele. Alguém que ele sequer sabia o nome ou o rosto.
Mal chegou àquelas conclusões quando deu um pulo de susto. Um barulho alto podia ser ouvido do que Marcel concluiu ser um liquidificador. Segurou nas bordas da pia, olhando para o ralo da mesma com os olhos arregalados e suando frio. Seja lá quem havia ajudado-o na noite passada -- a qual, mesmo fazendo o maior esforço do mundo para tentar se lembrar de alguma coisa (qualquer coisa), era apenas um borrão --, estava ali agora. Por fim, decidiu engolir o medo do desconhecido e ir falar com ele; afinal, ele precisava de um motivo para tê-lo ajudado, seja lá qual fosse.
Aproveitou o barulho do liquidificador (que, quanto mais perto Marcel chegava, mais forte sua dor de cabeça ficava) para achar o seu anfitrião. Este, obviamente, estava na cozinha, preparando o café da manhã, de costas para ele. O ruivo olhou no relógio de ponteiro que ficava ao lado da geladeira, vendo que eram quase dez da manhã. Surpreso por ter acordado cedo -- aquele dia estava repleto de imprevistos --, esperou até que o outro desligasse o liquidificador para poder pigarrear, para chamar a atenção. Quando o rapaz virou-se de frente para ele, tentou identificá-lo pelas expressões faciais; infelizmente, ele não era nem minimamente parecido com qualquer um que conhecesse. Um tanto quanto desconcertado, Marcel apoiou-se na entrada da cozinha com um dos ombros, arranhando a nuca com uma das mãos, constrangido. ❝Hm... Bom dia.❞ foi a única coisa que conseguiu dizer, sequer conseguindo olhar o garoto nos olhos.
oh, my hero! || Phoebe&Neo
ᴀǫᴜᴇʟᴀ ᴛᴇᴏʀɪᴄᴀᴍᴇɴᴛᴇ ᴇʀᴀ ᴜᴍᴀ ᴛᴀʀᴅᴇ ɴᴏʀᴍᴀʟ. Phoebe gostava de aproveitar suas tardes de sábado pegando algum livro para ler, treinando alguma dança em específico ou simplesmente dando uma volta pela cidade com seus fones do ouvido quase que no último volume, segurando-se para não sair dançando no meio da rua e sendo tachada como mais estranha do que já era. E, como o dia estava tão bonito, não pôde deixar de colocar uma roupa confortável -- e “confortável” na linguagem da loira significava roupas de quase três números maior do que deveriam ser --, pegar um óculos de sol e seu cachorro (um filhote de American Eskimo Dog adorável e tão agitado quanto a própria dona) e sair pelas ruas de New York.
Tudo ocorria muito bem. Desde a hora de acordar até a hora de sair de casa, o dia parecia sorrir naturalmente para a dançarina, que agora se encontrava passeando animadamente com seu animal de estimação por entre as ruas perto de sua casa. Cumprimentava vez ou outra com acenos e sorrisos as pessoas conhecidas que encontrava pela rua; seus pensamentos voavam, junto com a música que escutava, balançando a cabeça no ritmo da melodia e fazendo com que seus cachos louros voassem de um lado para o outro. Parecia que seria um dia completamente normal; até que avistou a sorveteria do outro lado da rua. Agradeceu ao fato de ter saído com sua carteira e, sem pensar duas vezes, direcionou-se até a tal sorveteria. Andou até a esquina da rua, parando em frente à faixa de pedestres, esperando que o semáforo ficasse vermelho para os carros e ela pudesse atravessar. Contudo, seu cachorro estava muito mais elétrico que o natural aquele dia, e, não aguentando ter de esperar pelos carros, conseguiu mexer-se tanto que acabou por escapar da coleira -- a qual Phoebe jurara que havia arrumado bem --, e correr para a rua.
❝Rocko!❞ a garota berrou, desesperada, já correndo atrás do cachorrinho, que à essa altura já estava quase na metade da rua, nem notando o carro que se aproximava em alta velocidade.