don't be a stranger .♚. dixie&brant
Passara da uma da manhã, e Dixie ainda não conseguira se dar ao luxo de se deliciar com o apetitoso e exótico buffet que era oferecido aos convidados, servindo-se apenas dos deliciosos drinques servidos em luxuosas taças. Já sentia o leve efeito do álcool em seu organismo, deixando-a um pouco mais relaxada durante aquela noite que poderia facilmente tornar-se tensa, e permitindo que ela se esquecesse do mundo possivelmente em ruínas do lado de fora por alguns instantes. Contudo, não se divertia. Talvez fosse a música clássica que embalava o evento. Talvez preferisse a companhia da música clássica na calmaria e solidão de seu apartamento, definindo o ritmo de seus pensamentos e devaneios. Ou, talvez, apenas fosse a ausência de um par com quem pudesse dançar uma valsa graciosa que a impedisse aquela noite de se tornar – pelo menos – remotamente agradável. Independente do motivo, restava-lhe apenas a opção de saltar de uma conversa vazia para a outra, fingindo se interessar por aquilo que saia de pessoas fúteis, vazias e egoístas, tudo aquilo que mais a repugnava.
De tempos em tempos era necessário que fizesse uma pausa, que se livrasse daquela máscara que se tornara tão difícil de carregar. Dessa vez, procurara um lugar estrategicamente mais isolado, longe de olhares curiosos e julgadores, para que pudesse fumar seu sagrado cigarro em paz. Encontrara uma porta que levava a uma varanda, onde havia apenas um casal que conversava aos sussurros. Sem pedir licença, posicionou-se o mais longe o possível dos mesmos, logo retirando o maço de sua bolsa. Não demorou para que sua presença e a fumaça incomodasse os desconhecidos, que retornaram ao palácio após lhe lançarem olhares reprovadores, que foram facilmente ignorados por ela. Finalmente, pensou consigo mesma. O vento gélido refrescavam seu rosto, e Dignal fechou os olhos para que pudesse aproveitar cada segundo daquela sensação agradável. Cogitava a possibilidade de se arriscar e retornar ao conforto de sua casa, local do qual não deveria ter saído. Permaneceu ali, na companhia de seus pensamentos por alguns minutos antes de – contrariada – abrir a porta para que pudesse voltar ao salão principal, ainda sem tomar uma decisão sobre seu destino naquela noite. Distraída, antes mesmo que pudesse colocar seu outro pé sobre o belíssimo mármore da construção, trombou com uma figura que caminhava em direção à saída no mesmo instante. A colisão fizera com que sua bolsa escapasse de sua mão, indo direto ao chão. “Me desculpe.” Disse, mecanicamente, enquanto abaixava-se para recuperar seu pertence. Então, olhou em direção ao rosto da pessoa, o identificando imediatamente. O constrangimento agora a acometia.










