Dias e mais dias que ela se viu desesperada sem saber o que fazer. A menstruação não havia descido, a ânsia de vômito se tornava cada vez mais frequente e não tinha cheiro que o nariz dela conseguisse gostar. Mei temia pelo pior e depois que o irmão tinha lhe comprado um teste para ela fazer e o mesmo deu positivo foi como se o mundo dela tivesse desabado. Se não fosse por Kayee na hora, tinha certeza que ela ia cair dura no chão já pronta para ser enterrada. Era uma sensação horrível. Sentia como se fosse morrer e que seus pais estariam armados até os dentes prontos para matá-la e aquele que havia colocado um filho ainda não formado no ventre de sua filha.
Passou umas boas horas no quarto do seu irmão mais novo como se discutisse o que fazer da vida e nenhum dos dois parecia ter uma visão boa do futuro a não ser esconder aquilo o máximo que desse. Tanto que sabia que Kayee lhe apoiaria em qualquer decisão que tomasse. Mas Mei também sabia que não seria ele quem resolveria a situação à não ser o pai do seu futuro filho. Contou aos pais que ia na casa de uma amiga resolver uns assuntos da escola, alegando que uns alunos estavam dando problema e logo mais ela estava pegando um táxi para ir até a casa de Jian.
Saber o que estava fazendo parecia uma piada para si, porque a partir do momento em que o resultado positivo veio, Mei viu seu mundo desabar e andava ali rumo à casa dele no modo automático. Tanto que nem sentiu direito a chuva pairar sobre si e muito menos que havia um vento frio lhe tocando o corpo. Ela passou um bom tempo parada rente a porta da entrada como se esperasse ter alguma coragem de tocar a campainha ou de gritar por Jian, mas era como se estivesse morta no fim. A chinesa respirou fundo, passou a mão nos fios molhados antes de tocar a campainha e torcer que Jian lhe desse uma solução.












