RP004
O fatídico chá tardio.
A manhã estava nebulosa enquanto o Imperatus seguia a linha inexistente que faz a rota para Gara, o arquipélago dominado pela academia Arcana e as inúmeras pequenas ilhotas circuladas pela ‘as algas’ como os mercenários e piratas chamam essas pequenas folhas verde-escuras que aglutinam ao redor das ilhas, fazendo a visibilidade praticamente zero. Claro que para barcos de pequeno porte ou costeiros isso seria um problema, mas não para o Imperatus e sua imensa majestade de obra-prima dos humanos em cima de uma estrutura de origem elvan. A belonave é tão gigantesca que praticamente NADA pode deter seu avanço. Pequenas ilhotas podem simplesmente desaparecer se houver um erro de rota. Também é claro que um navio desse porte pede uma quantidade igualmente de marinheiros para funcionarem todos, como uma gigantesca máquina voadora. Também é enorme a presença dos militares de Mornem para garantir a segurança de todos. O gigante dos céus já se aproximava do turbilhão, como se sua rota fosse algo para desafiar os próprios Deuses, mas quem entende de navegação, sabe que o barco vai, na verdade, passar longe da fúria divina.
Gara é o objetivo.
Lady Ayala estava experimentando vários vestidos. A nota de reunião mostra que é vital a presença da Dama das Águas-em-Queda nessa reunião formal. E um detalhe extra chamava mais a atenção de Selene que lia o convite em papel vermelho aveludado: - “... Então, contamos com vossa presença nesse Chá tardio. Lady Marsely da Força das Rochas.” – espera, foi a própria da Terra quem te mandou isso? Ayala estava atrás do Biombo experimentando roupas. Com a luz, era possível ver a silhueta da elvan graciosa. Ayrê estava incomodado. Ele estava prestando atenção na leitura do convite, mas a sombra de sua senhora estava deixando-o....nervoso. A Clériga das Águas colocou o rosto para fora enquanto uma mithra ajeitava os laços sutis das suas meias finas: - Sim, ela mesma. Não tenho contato com ela desde que minha mestra se foi. Com certeza ela É a maior interessada na minha queda! Deusa! Não imaginava que teria uma viajem tão conturbada! A elvan saiu para ajeitar o cabelo. O vestido deixava suas pernas ainda mais longas e adornadas por detalhes azulados que faziam a leitura de runas, subindo com os olhos desde o pé delicado. Mas nunca se terminava a frase porque as palavras finais ficavam escondidas pelos panos do vestido. Um truque de curiosidade. - Selene, Ayrê, preciso de mais um que venha comigo – tem que ser três acompanhantes – Usem trajes formais. Podem usar ternos e gravatas, mas escolham o mesmo tema. A elvan olhou sério para a felina e o dragoon – E não quero vocês caindo nos encantos dela, hein? Ela faz um gesto e dispensa os dois. Suas mithras olham rindo para os dois saindo do grande quarto. Enquanto isso, do lado de fora, Shokker havia saído para “...dar uma bizoiada”, deixando Kanon experimentando num canto longe da piscina, as fórmulas de produção de bombas à base de pólvora arcana. Aegnor tinha ido descansar, mas havia alguma coisa naquele quarto da Clériga que o incomodava e, ao mesmo tempo, dava-lhe conforto. As servas estavam cuidando da limpeza do local enquanto Dullue treinava golpes de espada usando uma das tábuas da mesa de almoço. Algumas das servas até paravam seu trabalho para admirar as manobras da mestiça que parecia perdida, enfrentando algum inimigo imaginário.
> Ayre suspirou fundo após ter saído do quarto, alargou o sorriso e olhou pra Selene: - Não tenho a menor ideia do que ela queira dizer com "mesmo tema", mas poder vestir algo que não tenha cordas já é um bom começo > selene não consegue esconder o olhar cansado - Ayala é mais criativa do que eu imaginava. Mas enfim. A roupa é o menos preoupante, ja que precisamos decidir quem vai ser um 3o acompanhante menos socialmente inepto. Ou seja, qualquer um. Menos o kanom. > Ayre olha para Dullue: - Temos a Dully... Assim... em hipotese, ela tem conhecimento de etiqueta élfica e tals... Quer que eu vá falar com ela? - Ayre sorri - ela pode ser pouco receptiva quando está empolgada treinando > A mithra olha para dullue, preocupada -...Você passou mais tempo com ela. -dando um tapinha nas costas do monge - boa sorte. Eu resolvo as roupas. - e segue em direção da área de trabalho so alfaiate - Heh, só espero que ela não me acerte muito forte... da ultima vez quase perdi uma orelha... - Ayre vai caminhando na direção da meio-elfa bombada
> Kanom realmente concentrado nas suas experiencias com pólvora arcana. Resolve tentar fazer bombas de fumaça. Nesse meio tempo olha Ayre e Selene saindo do quarto de Ayala e Shokker saindo para a bizoiada diária. então voltando para o trabalho.
> Aegnor percebe que o descanso apenas expandira sua menta para as coisas que o incomodam e decide ir ao laboratório para estudar mesmo com o desconforto causado pelos cristais de matéria, ele espera poder utilizar alguma informação contida nas pilhas de livro que lhe foram cedidas.
> - Eu? Numa reunião formal com Ayala? Vocês tão doidos? - Dullue se sentava num banco de madeira enquanto duas mithras se aproximavam com material de corte de cabelo - Eu sou A mestiça Ayrê, só vou servir para deixar Ayala envergonhada de ter-me na sua 'coorte'...Escolha outra pessoa. Eu posso olhar para alguém de maneira errada e isso pode complicá-la. - as mithras começam a raspar o cabelo de um dos lados da guerreira. Marcas de vitória nas terras das vieiras começam a aparecer na cabela da meia-elfa que se cala e olha para o nada, pensativa.
> Kanom parava para enxugar o suor em sua testa com as costas da ma mão esquerda, e respirava fundo olhando o teto de vidro do majestoso Imperatus. Observava o movimento das mithras ao redor da guerreira, e resolvia continuar a fabricação com a ajuda do mago em outra oportunidade. Guardava os equipamentos e retornava no momento em que Dullue respondia o monge. - Bom, se tem comida eu to dentro. preciso de um jeito bom de esconder a mancha de nascença e uns cristais de ilusão para esconder meu braço...
> Ayre suspira olhando o cabelo da meio elfa cair devagar no chão: - olha... você realmente acha isso? Digo, vc se acha algo digna de vergonha? - (dullue) Não importa o que eu acho. Importa só o quê eu sou. SOU uma mestiça e isso É algo vergonhoso para os elvans. Chamem outra pessoa, por favor. nada de bom virá com a minha presença. > Antes de Ayrê falar alguma coisa, a musculosa guerreira sorri simpática - Mas obrigada por me escolherem primeiro. > Ayre suspira e olha, sorrindo, para o Kanom: - Onde está Aegnor? Ele deve poder te ajudar com isso, afinal de contas, é o mago de bordo...
> Selene continua em seu caminho ao alfaiate, assistindo de longe a recusa da meia-elfa. Ao chegar na área de trabalho do pequeno elfo, selene procura se fazer notada. - Um bom dia, eu... Gostaria de assistência para uma tarefa para Lady Ayala. Roupas para seus acompanhantes para uma reunião. Uma masculina uma feminina e..... -selene se lembra que não sabe mais quem será o 3o acompanhante e suspira- uma... neutra? E, precisamos de um tema... erm... algo tipico do clero das águas com robes por cima? Algo simples.
> Aegnor continua as pesquisas, ele tenta encontrar livros ou pergaminhos que contenham conteúdo arcanos pois os textos de magias divinas são extremamente desafiadores.
> aegnor tem muito mais dificuldade de entender os pergaminhos divinos porque estes se valem de estórias e contos com mensagens de moral e costumes e não fórmulas e encantamentos. Se o mago precisa de "coisas de mago" , ele não achará nada ali.
> enquanto isso, o alfaiate fica olhando para a mithra - "perfeito senhora. Qual o tema que prefere? Para o nosso clero, podemos adaptar qualquer coisa." - o jovem elvan vai pegar um livro ilustrado. Dentro do livro, há diversos modelos de roupas e estilos. O alfaiate deixa selene à vontade.
> depois de uns minutos, selene decide pelo tema de fraque com algo sedutor. O alfaiate fez então meias finas para a mithra e calças bem justas para os outros dois trajes.
>Aegnor vai a procura de Ayala.















