Capítulo 12. Coisas.
Capítulo 12. Coisas.
Deitei olhando para o teto. Sorri. Mesmo que nada tenha acontecido, eu pelo menos tinha a certeza de que ela me amava agora.
Anna’s POV
Depois que Jay me deixou na cama, percebi que Sykes estava subindo.
Ele sentou no chão ao meu lado. Abri o olho tão pouco a ponto de ele não notar. Mesmo sem falar nada, eu gostava de estar na presença dele. Percebi que ele estava lendo meu diário novamente. Dessa vez não me importei, ele já havia lido o que não devia, pouco importava o resto agora. Afinal, o fato de eu estar cada dia mais apaixonada era verdade.
Ele deu um beijo em minha testa e pedi para ele ficar, ele ficou fazendo cafuné em mim até que eu pegasse no sono. Sonhei com o que poderia ter acontecido comigo se ele não estivesse lá para me ajudar na hora que eu entrei na água. Eu podia ter me afogado, ou podia estar lá sozinha até agora. Mas não, ele estava lá. Tenho a impressão de ter dormido sorrindo. No dia seguinte, me acordei. As garotas não estavam mais no quarto. A janela dava para a praia, ela estava aberta e eles não estavam lá. Ouvi barulho do andar de baixo.
- ALGUÉM! – Gritei. – A PRINCESA PRECISA DE AJUDA!
- Sim, Mi Lady, o que vossa senhoria necessita? – Nathan abriu vagarosamente a porta me perguntando como se estivéssemos na idade média.
- Necessito que algum criado me leve para baixo. De preferencia, um jovem bonito e de olhos verdes! – Falei zoando dele também.
- Será que eu poderia fazer esta honra?
- Hum, não sei, não me pareces tão bonito quanto o que eu preciso.
- Aé? – Nathan veio correndo em minha direção, me pegou no colo e me girou.
Descemos, todos estavam na sala.
- A princesa e o sapo? – Tom gritou. Todos rimos.
Nath me deixou no sofá, me sentei botando os pés em cima do mesmo como se senta em uma cama. Nathan levantou minhas pernas e sentou por baixo delas. Como o machucado era em baixo do me, ele delicadamente passava a mão das minhas canelas até o peito do pé, sem que ninguém percebesse. A conversa estava divertida, falávamos sobra assuntos aleatórios. Depois do almoço, todos subiram, mas eu cochilei no sofá mesmo.
Me acordei com um voz grossa cantando “Neverletyou go” do Justin Bieber, baixinho e agradando minha cabeça. Percebi que era Nathan. No último “I’llneverletyougo” da música, eu cantei junto.
- Acordou? – Ele perguntou.
- Não não, estou dormindo ainda.
- Ah, vai que tu é sonambula! - Ele disse e rimos.
- Onde estão os outros? - Perguntei.
- Foram pra praia. Eu fiquei pra cuidar de você.
- Que meigo.
- De nada. – Ele disse já que eu não havia agradecido ainda.
- Obrigada, mas, já que você tá aí né.
- O que você quer?
- Bolachas!
- Imagina se você se aproveitasse da sua situação.
- Quer que eu vá lá e meus pés infeccionem?
Ele foi e buscou um pacote de bolachas recheadas. Sentou no sofá e eu botei minha cabeça no colo dele. Eu só abria a boca e ele botava a bolacha pra que eu mordesse. Nathan era o cara. Ele era perfeito, não reclamava de ter que me ajudar, ele me amava de verdade.
- Obrigada sapo, não sei o que seria de mim sem você! – Falei me lembrando do que Tom havia dito antes.
- De nada.
Me sentei no sofá e fui pra trás de modo em que eu sentasse no colo dele mas não virada de frente, virada de lado. Nos olhamos por alguns segundos. Estávamos entrando no mesmo transe. Será? Será que daria certo dessa vez? Me aproximando dele eu falei:
- Eu te amo Sykes.
Nossas bocas estavam á um milímetro de distância.
- Querida chegueeeei! – Jay gritou entrando na casa.
No mesmo segundo eu pulei e sentei do lado de Nathan.
- E aí? Atrapalhamos algo? – San perguntou, Siva estava com ela nos braços.
- Não, estávamos comendo bolacha.
- Crianças comportadas. – Disse ela saindo do colo de Siva.
- Pisou em águas vivas também? – Perguntei.
-Não, apenas esqueci meus chinelos. Graças a Deus.
Todos subiram pra tomar banho, pra não pegar mal Sykes me levou para cima também. Apenas conversamos um pouco depois disso.
Eu juro que qualquer dia desses eu ia agarrar aquele garoto na frente de todo mundo!
San’s POV
Depois de toar banho eu fui para o pátio da casa me balançar um pouco em uma rede que tinha lá. Percebi por uma sombra que alguém alto estava vindo.
- P-posso sentar com você? – Siva gaguejou.
- Claro Seev. – Falei indo para o lado dando espaço para ele.
Ele estava sem camisa. Sentou, ele clássico, bocejou e passou o braço por cima de mim, me aproximei dele e me escorei em sei peitoral. Ele beijou minha cabeça, de onde estávamos dava para ver o sol se por.
- Eu gosto de você Seev. – Falei para ele.
Ele corou, não respondeu.
- Não fique envergonhado.
- E-eu também gosto de você San. – Gaguejou ele.
Ele ia falar algo, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa dei um selinho nele. Ele botou a outra mão na minha nuca. Começamos a nos beijar. Todos estavam no segundo andar, o clima estava perfeito. O sol estava se pondo. Botei a mão no peito dele e o beijo começou a acelerar. Ficamos um bom tempo lá. Quando paramos Siva olhou pra mim, arregalou os olhos ele estava com cara de apavorado!
- Não gostou? – Perguntei com cara triste.
Ele com a mão que estava na minha nuca nos aproximou e me beijou novamente. Ficamos abraçados por um tempo na rede. As vezes nos beijávamos.
- Onde atam Siva e San? – Candi perguntou.
- Aqui! - Me levantei e fui até ela.
- Avisa o Seev que a janta está pronta.
- Ok.
Voltei até ode Siva estava e dei um selinho nele.
- A janta está pronta.
- Vamos lá então. – Ele disse se levantando.
Botou o braço por cima de mim novamente e fomos até a mesa. Enquanto jantávamos recebíamos olhares estranhos.
Eu não me importei, todos sabiam que estavam com alguém. Éramos vários casaizinhos que fingem ser apenas amigos. Na verdade ninguém tinha uma relação concreta lá, a não ser Candi e Gui.
















