Foi o primeiro presente que ele me deu. E não foi um simples presente: foi exatamente o que eu queria (além dele). Disse que não foi um simples presente, mas foi um presente simples, porém de coração. E foi isso que tornou tudo tão especial. Foi o livro mais adorável do mundo: Eu me chamo Antônio. Lembro de todas as vezes em que nós íamos ao shopping, e eu ficava louca para comprá-lo mas ele sempre me impedia. Até que no dia 13 de Janeiro, estávamos lá, no shopping: ele me impedindo de entrar na livraria de todas as maneiras (com todo amorzinho do mundo), e eu caindo na armadilha. Até que em um inédito momento ele me puxou pelo braço e me carregou pra livraria, meus olhos se encheram de brilho como todas as vezes em que eu me deparo com bilhões de livros ao meu dispor. Logo procurei o meu Antôninho e nada. Até que mirei um homem sentado, lendo o tal do livro. Cacei até achá-lo e quando peguei, disse: Ahá! Achei você! E num ato totalmente natural, o Lucas pegou o livro da minha mão e se dirigiu até o caixa. Insisti em comprar, eu juro. Mas ele não me deu ouvidos, blé. A moça colocou em uma sacola e acho que ele até esqueceu de avisar a mulher ''olha, é pra presente, viu?''. Eu, com um sorriso fixo no rosto tentando decidir se olhava pra ele ou pra sacola que abrigava o livro. Ele, com pose ao sairmos da loja. O primeiro passo que demos fora da loja, ele colocou a sacola entre meus dedos. Sem cerimônia alguma, olhou pra mim e me fez entender que depois de 1 ano e 1 mês de namoro, aquele seria o primeiro presente que ele me dera. O presente não foi dado como surpresa: eu vi ele comprando-o, e não veio embrulhado. Posso ser amante de surpresas... Mas sou mais amante do sorriso que ele não tirou do rosto aquele dia ao me ver tão feliz com o singelo presente.












