Não dormi novamente. Minhas costas doem e minha cabeça não consegue manter erguida por conta dos pensamentos pesados que ando tendo.
São por vezes memórias que nunca se foram, que nunca se vão, pois fazem parte de mim, mais ainda que meu próprio jeito de ser… é isso é triste. Ando sem identidade, todos os meus textos são sobre uma pessoa só, se tento escrever sobre cotidiano, termino falando sobre ela. Isso é foda, e anda fodendo meu psicológico.
Quando eu a queria, eu escrevia textos, nunca postados e perdidos quando eu morava em Ilhéus. Em 2015, quando participei de uma festa junina do meu antigo colégio, ela estava lá. Me interessei por ela, mas por ela ser ex. de um amigo meu eu nem tentei nada. Mas o fato é que eu não a ignorei, escrevi um texto no dia seguinte falando dela e guardei na minha pasta (pasta essa que perdi, como dito lá em cima). O texto não falava de amor, mas de tesão, carnal apenas. Um ano se passou, acabei voltando para a cidade fantasma e nós nos tornamos próximos. Após uns meses, namoramos e após uns meses, terminamos.
Agora aqui estou eu escrevendo sobre ela novamente, coisa que nunca parei desde a “primeira vez” que a vi.
Que miséria! Amar alguém de longe, mais fácil seria ser como aqueles que entre futilidades se esconde. Enquanto eles bebem a felicidade passageira em copos compridos, coloridos e com frases religiosas impressas em festas dançantes, eu aqueço meu chá, derramo meu conhaque e choro nos pés da saudade.
É sempre como se fosse uma despedida. Mas eu nunca vou.
(In)felizmente.













