seen from Germany
seen from China

seen from United Kingdom
seen from Italy
seen from Ukraine

seen from Malaysia

seen from Canada

seen from Malaysia

seen from Germany

seen from Australia
seen from Malaysia
seen from China
seen from Italy
seen from China

seen from Malaysia
seen from United States

seen from Malaysia
seen from Türkiye

seen from Malaysia
seen from China
A primeira vez que toquei a pele dela não foi especial. Não foi num momento bonito ou meramente romântico. A primeira vez que toquei a pele dela estávamos em três. Eu, ela e um amigo em comum a caminho de uma festa. Lembro-me de que, alguns minutos antes, na minha casa, eles dois se beijaram na minha frente. Não demonstrei ciúmes, fiquei puto, sim, fiquei, mas não tinha direito de cobrar nada, éramos amigos e nada mais... Após sairmos de minha casa, os dois abraçados seguiram rumo, eu no passeio, eles na rua. Nesse momento deixei escapar a tristeza pelos poros de minha face. Meu rosto mudou, minha cabeça pôs-se em direção ao chão e meus olhos apenas seguiam o movimento dos meus pés à medida que eles apareciam por debaixo de mim, passo após passo. Ambedo, melancolia... Fora de mim escutei-a falando "Ed? O que houve?" - "nada" foi a única palavra saiu de minha boca sem querer ser irônico, mas o tom da voz já dava a se entender. Ela deixou a cintura dele e pôs as mãos sobre meus ombros. O perfume dela ficou mais forte quando ela me abraçou por trás colocando a face do lado do meu ouvido. Foi como um impulso elétrico, meu corpo estremeceu, minhas partes moveram-se por entre minhas vestes baixas, o arrepio tomou conta da minha nuca e depois se espalhou pelo meu corpo, senti como se devesse algo, meu coração não chegou a acelerar, mas deu um leve pulso mais forte e depois cessou-se, não tenho certeza se naquele momento eu morri ou nasci no paraíso. A única certeza que tenho é que após aquele toque, já não queria mais uma coisa passageira, queria que durasse, queria que o tempo que vivi aquele momento se estendesse pela eternidade, pouco me importava de um dia se tornasse tedioso, só sabia que queria e essa fosse a única certeza, me tornar um com ela. Ela me perguntou se era ciúmes e eu contrariado disse que não. Me ofereceu um beijo mais de uma vez naquela noite e eu recusei. Conversamos sobre os relacionamentos dela e eu a aconselhei. Passei a noite com ela do lado, mas não toquei nela de novo, quando ela teve que ir embora, não consegui me enturmar. Acho que aquela foi a primeira noite que vivi em função dela. Quando cheguei em casa eu não pensava em mais nada a não ser me tornar dela e fazê-la dela minha. ... ... ... ... Tenho lembrado dessas histórias durante as noites. Elas são reconfortantes. Me lembram que eu já fui feliz, e me traz esperança de que serei feliz outra vez.
Faz dois dias que não escrevo. Essa pausa foi uma espécie de escapada para não escrever sobre ela, mas não dá para adiar para sempre o inevitável. Esses dois últimos dias tenho dormido (na medida do possível) bem. Não tão bem como quando éramos um, mas bem como quando éramos eu e ela. Desculpe, mas acho que farei textos menores daqui em diante. Percebi que a qualidade deles estão em queda livre e que eu já não tenho tanto controle sobre meus dedos e minhas memórias, portanto, para poupar meu teclado das constantes agressões e para evitar o choro de meu coração, tentarei não escrever quando quiser escrever sobre ela. Mas se eu escrever, solitárix leitorx, desculpa este coração moribundo, esses dedos que doem e essa mente que grita. Como dizia Cazuza, "Todo grande amor incomoda".