A Torre - Perigo de Morte (VHS).
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A Torre - Perigo de Morte (VHS).
Quando eu percebi que as coisas não seriam do meu jeito
Já era tarde demais
E eu te perdi, por amar demais
Por nutrir demais, e segurar forte de mais.
E mesmo que faça todo sentido querer te reconquistar...
Eu não pertenço a nada, não sei onde
Devo me colocar, até pq eu nunca coube em lugar
Algum.
Mas eu costumava ser solta em você
E nós dançávamos, cozinhavamos e nos banhavamos juntos.
Tu diz pra si mesmo que seguiu a diante
E eu sinto que esse corte que nos aprofundou até a alma (casal abraçado com uma lâmina atravessando os dois ao mesmo tempo)
Se cicatrizará só algumas vidas adiante.
Eu desejo prosperar nessa vida contigo
É uma ilusão, por que as coisas não serão
Do meu jeito.
XVI
sonhei que corria e saltava de uma torre em chamas, como na carta que tirei essa semana.
não era uma estreia, mas o frio na barriga antes do salto é sempre de primeira vez.
na queda virei a cara pro céu, pois não podia perder o espetáculo. meus olhos amam o brilho.
2024010517h58min método das três cartas pergunta sobre compromisso
posição 1: a torre / carta 19 posição 2: a cruz / carta 36 posição 3: o anel / carta 25
a posição dois, central, aponta para um período de grande responsabilidade. fardo. dificuldades a serem superadas com bastante energia. a última carta do baralho, final de ciclo. símbolo de sofrimento, calvário, expiação, nossa morte como testemunho. carregar a cruz, jogar pedra na cruz. causa e efeito, sacrifício sendo recompensado. pecados pagos. livramento. vitória conquistada com muito esforço. de alguma maneira, me parece que bancar esse compromisso e mantê-lo é possível, mas não virá sem muito esforço. redenção depois do calvário.
a posição da torre sugere visão de cima, de longe. fortalecimento e proteção. defesa. locais inacessíveis, controle de entrada. o compromisso parece ter uma energia de auto-defesa, ampliação de visão. o compromisso traz um atenção para dentro. me parece que essa concentração interna tem uma energia de oficialização com o anel. é preciso respeitar as regras estabelecidas, qualquer método que tenha sido estabelecido. parece que o período de ampliação de defesa e vigilância da torre trazem consigo a maturidade de um acordo.
a torre com a cruz reforça a ideia de seriedade. manutenção. é solene. é difícil. é estável. é transmutação. a cruz segura a substância do pecado e expia. crava o sagrado para sangrar. vê ressurgir para liberar.
a cruz com a anel aponta para momentos complicados. se empregado o devido esforço, gera oficialização.
acho dificil interpretar baralho. preciso descansar de futuro.
20240708 09h04m método energia do dia energia: carta 15 / dez de paus / o urso extra: carta 31 / às de ouros / o sol conselho: carta 19 / seis de espada / a torre
maior mamífero terrestre. não come em terra firme. seu alimento é aquático. principalmente a foca quando sobe à superfície, por isso, sem o gelo o urso polar não come. não tem inimigo natural, é o topo da cadeia alimentar. come durante a primavera o que hibernará no inverno. apesar de habilidoso, ao olhar parece desajeitado para nadar ou, quando sobe montanhas na necessidade de comer, sem jeito para escalar. urso polar precisa de gordura. são bons alunos, a evolução do urso pardo. para manter seus níveis de energia não brigam. no seu habitat natural sozinhos. em restrição se veem mais em grupos. a mãe carrega seus filhotes só. a independência é um rito de passagem. urso polar é o urso do meu baralho.
presença de alguém que outras cartas geralmente confirmam se de proteção ou inveja. com a vinda da carta o sol, fiquei na dúvida se interpretar o sol como aquele que em excesso degela o habitat mais confortável do urso, ou como confirmação da força e da vitalidade.
com a carta a torre como conselho me reforça a ideia de manter-se só.
A Torre
Bom… o post hoje não tem um tema específico só é sobre mim e minha antiga caminhada pelo vale das sombras de rumo a luz. Mas depois desse vale, começa algo que terei que caminhar como o louco. Apenas com aquilo que REALMENTE é necessário. Esses dias eu fiz uma postagem sobre espelhos e não sei porque, mas a palavra superficialidade ficou matutando na minha cabeça. Superficialidade,…
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001 - A Torre
Tinham dias em que Hyukjae acordava com uma enorme vontade de tirar cartas para si. Era uma sensação magnética, como se algo no cosmos o puxasse em direção a seu baralho. E se ele ignorasse aquela sensação? Bem, ela só ia crescendo de forma incessante e rápida, como uma maré, que enche e cobre boa parte da areia da praia em questão de minutos.
Naquela manhã ensolarada, sentia-se exatamente assim, com a necessidade de responder indagações interiores e refletir sobre tudo o que havia acontecido ali, até então. Arrumou o que precisava numa pequena sacolinha e foi para um cantinho isolado de seu sítio. Lá, estendeu uma toalha vermelha que tinha para momentos como aqueles e começou a organizar o ambiente para a sua leitura.
Poucos minutos depois, o incenso de canela estalava suavemente, exalando um cheiro que o lembrava de sua mãe, enquanto ele embaralhava as cartas de seu recém-adquirido baralho Zen de Osho. Aliás, não havia sequer uma coisa ali, naquele ambiente que não o lembrasse de sua progenitora. Não fosse por ela lhe ensinar seu ofício, ele não estaria ali, envolvido numa aura mística, tirando suas próprias cartas.
Contudo, enquanto concentrava-se em desordenar e reordenar os arcanos para poder dispô-los em forma aleatória, não era exatamente em sua mãe que ele pensava. Sua mente focava em sua vida em Altalune e no que poderia esperar dali em diante. E, quando sentiu que já havia mentalizado aquilo o suficiente, dividiu o baralho em três montinhos.
Foi escolhendo as cartas uma a uma, mantendo seus conteúdos ocultos, dispondo-as num formato de chave, até que as oito necessárias para a leitura fossem completadas. Aquele método, segundo o livrinho que recebera juntamente ao baralho, podia lhe ajudar a ter um melhor insight sobre o que estava acontecendo dentro de si.
Virou a primeira. O Relâmpago, 16º arcano maior do baralho. A carta, que revelava algo que estava reprimido dentro de si, mostrava duas pessoas caindo do alto de uma torre. Vê-la, fez com que ele compreendesse que estava passando por uma mudança abrupta, traumática e que o abalara profundamente, mas que era necessária no percurso de seu aprendizado. Tinha certeza que aquela mudança fora a morte de seus pais e o fato de, repentinamente, ele estar sozinho. Tudo ainda muito difícil de conciliar em seu coração e, diariamente, o rapaz acabava sofrendo ao pensar naquela situação.
Com aquilo esclarecido, passou para a segunda e a terceira cartas, 10 e 5 de água, respectivamente. A primeira trazia a palavra-chave “harmonia” consigo e, simbolizando sua energia Yin naquela disposição, falava sobre sua gentileza e sua receptividade em sua vida, que lhe trazia muita felicidade. Por outro lado, a segunda trazia consigo uma mensagem relacionada a um “apego ao passado”, referindo-se à sua energia Yang, o que mostrava que muitas vezes, velhos padrões ainda o aprisionavam na hora em que ele precisava tomar quaisquer atitudes.
A vez, então, foi a da quarta carta, que quando virada revelou ser o 13º arcano maior do baralho, a Transformação. Era sobre aquilo que ele deveria meditar, ou refletir com mais cuidado. Naquele momento, ele precisava aceitar as coisas com mais passividade. Entender que a dor, a tristeza e as dificuldades, por mais terríveis que fossem, deveriam ficar no passado, para que assim ele pudesse seguir em frente com o que fora planejado pra si.
Por breves instantes, a leitura foi pausada. De alguma forma, sentia que aquela era uma mensagem de sua mãe. Era ela quem estava atuando em conjunto a ele naquela leitura e sabia exatamente o porquê. Precisava ouvir aquilo. Ou ficaria para sempre preso na solidão que a morte de seus pais lhe trouxera e isso não era nada saudável. “A senhora nunca vai me deixar de surpreender, né? Nem mesmo quando não está mais aqui”, sussurrou ao vento, esperando que ele levasse aquelas palavras para ela, acabando por soltar um pequeno riso de angústia, enquanto sentia seu peito apertar de saudades e de amor. “Obrigado, mãe.”
Sentiu que podia continuar minutos depois de refletir e ponderar sobre aquilo, passando para a parte final de sua leitura. As três cartas que vinham em seguida, a quinta, sexta e sétima, simbolizavam, o que se passava em seu corpo, o que acontecia em seu coração e como ficava o seu ser. 5 de fogo ou “totalidade”; 4 de água ou “recolhimento”; e 3 de água ou “celebração”. Aquilo queria dizer que Hyuk precisava ficar mais presente ou em totalidade quando estava fazendo o que viera fazer ali e não, simplesmente, executar tudo de forma mecanizada. Ou seja, estar ciente de cada passo que dava e do porquê caminhava naquela direção. Além disso, ele precisava entrar em contato de forma mais profunda com seu coração, meditando e relaxando, desligando-se de seus pensamentos, não os deixando afetar cada decisão. Por fim, seu ser estava entrando num momento de alegria, de receptividade para oportunidades de celebrar a vida, seja como fosse aquilo. Aquela carta, particularmente, o 3 de água, fazia com que ele tivesse o vislumbre de um futuro bom, no momento em que ele conseguisse se desgarrar de tudo o que ainda lhe prendia no passado e no presente. E aquilo aliviava seu coração e esclarecia muitas dúvidas que tinha sobre se aquele era ou não o caminho certo.
A oitava e última carta foi virada, finalmente, exibindo o 7 de água ou “projeções”, que simbolizava algo sobre o qual Hyuk deveria ter consciência ou entendimento durante aquele caminho. O que os espíritos lhe alertavam era sobre as distorções da realidade que a mente pode enxergar, o que acontece muito quando uma pessoa não tinha plena ciência de seus desejos, anseios e julgamentos. Ele precisava tomar cuidado com aquilo. Limpar sua visão para não cair em armadilhas plantadas pelas próprias lentes tendenciosas com as quais estava acostumado a ver.
E com aquela leitura finalizada, o rapaz de cabelos loiros fechou os olhos para absorver tudo aquilo com o que acabara de entrar em contato. Relaxou, escutando o barulho de sinos de vento ao longe e sentindo a brisa leve de final de verão envolvendo-o. Só o fato de estar na ilha e, em específico, no sítio, já fazia com que ele se sentisse em paz, como se estivesse no caminho certo. Agora só precisava aplicar com cuidado e paciência cada um dos aspectos desvendados ali, naquela manhã. E seu sorriso no rosto, indicava a leve sensação que ele tinha de que seria bem sucedido naquilo.