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Capítulo Oito: Protetor
_ Você o quê?! _ Exclamou Hermione, incrédula.
_ Foi num piscar de olhos, Mione! _ Defendeu-se Rony, escondendo o rosto nas mãos _ Eu sinto muito...
Hermione respirou com dificuldade e se sentou ao seu lado, em sua própria sala no
Departamento de Execução das Leis da Magia, na seção de serviços administrativos, escondendo a boca com as mãos, raciocinando rapidamente, como sempre fazia em situações de dificuldade.
_ Temos que fazer alguma coisa, Rony, vamos!
Rony mal teve tempo de acompanhar a garota quando ela saíra correndo porta a fora.
_ O Capitão Potter não pode atendê-los agora. _ Respondera prontamente Colin Creevey, cruzando os braços à frente do corpo, postado em pé diante da porta da sala do
Chefe do Quartel General dos Aurores.
_ Estou lhe avisando, Creevey _ Rosnou Rony, segurando Colin pela frente das vestes do ministério _ Se não sair da minha frente eu vou tirá-lo a força!
_ Só estou seguindo ordens, senhor. _ Rebateu Colin, amedrontado _ Fui instruído a impedir a entrada de qualquer um. O Capitão Potter não quer ser importunado!
_ Pois vá dizer ao Capitão Potter que Ronald Weasley está aqui e que se ele não me atender vou lhe fazer uma cicatriz bem pior do que a que ele já tem na testa!
_ Gostaria de vê-lo tentar _ Ouviram a voz de Harry debochar, aparecendo à frente da porta que Colin tentava bloquear.
_ Harry! Graças a Deus! _ Exclamou Hermione, aliviada.
_ Senhor, eles estavam tentando entrar sem a permissão... _ Contou Colin, secando o suor da testa.
_ São Rony e Mione, Colin, pelo amor de Deus... _ Exasperou-se Harry, abrindo a porta de sua sala, dando a entender que eles entrassem _ São meus melhores amigos, têm a minha permissão para qualquer coisa.
Rony aprumou-se como um pombo ao entrar na sala de Harry, havia muito tempo, também trabalhara para ele, fora um bom auror, achava ele, falhara apenas em uma missão, missão essa que levara a vida de seu pai consigo...
_ Eu mesmo vou atendê-los _ Dissera Harry para Colin e os outros aurores _ E dessa vez eu realmente não quero ser atrapalhado.
_ Obrigada Harry _ Agradecera Hermione, abraçando o amigo de longa data.
_ Está tudo bem, Mione _ Diminuíra Harry, com um sorriso _ Apenas me conte o que aconteceu.
...
_ Um de cada vez! _ Protestou Harry, limpando os óculos nas barras das vestes _ Senão não consigo entender nada!
_ Vítor Krum raptou o meu filho _ Resumira Rony, brandindo a boina verde que ainda levava consigo no rosto do amigo _ O desgraçado raptou o Mike.
_ Ah... Eu e Gina estávamos apostando quando resolveria nos contar isso... _ Comentou
Harry recolocando os óculos de aros redondos por cima dos olhos verdes feito esmeraldas _ Ela me deve dois galeões...
_ Quando eu contaria o quê? _ Confundiu- se Rony _ Que Krum raptou...
_ Que Mike é seu filho... _ Corrigira Harry com um sorriso _ Nós sabíamos é claro. Desde o natal... Afinal é como dizer que o James não é meu filho...
_ HARRY, VOCÊ OUVIU O QUE EU DISSE?! _ Enfureceu-se Rony, batendo no tampo da mesa com o punho fechado _ VÍTOR KRUM RAPTOU O MEU FILHO!
_ Rony, acalme-se _ Pediu Hermione, depositando as mãos nos ombros de Rony, que respirava com dificuldade.
_ Eu entendi muito bem o que disse, cara _ Tranqüilizou - o Harry, erguendo os braços em sinal de paz_ Mas como você pode ter certeza de que foi o Krum?
Rony contou apressadamente os últimos acontecimentos, parando de vez em quando para tomar fôlego, Harry ouvia a tudo com a cabeça baixa, com as mãos atadas à frente da cabeça, pensativo.
_ Entendo... _ Dissera ele ao fim da história _ Não se preocupe, Rony, vamos achar o Mike... Eu mesmo vou chefiar o grupo de buscas.
_ Eu vou junto _ Se oferecera Rony na mesma hora.
_ Rony... Não... _ Ia dizer Hermione, tensa.
_ Hermione, eu vou. _ Endossou ele, decidido e então virou - se para Harry _ E não ouse tentar me impedir de procurar o meu filho.
_ Eu nem sonharia com isso.
...
_ A vítima chama-se Michael Alexander Granger _ Disse Harry, fazendo várias fotos de
Mike voarem para as mãos dos aurores.
_ Weasley _ Corrigiu-o Rony, atravessado.
_ Weasley. Michael Alexander Weasley _ Repetiu Harry, revirando os olhos _ O suspeito é o famoso apanhador da Bulgária, Vítor Krum. Não precisam de uma foto dele, não é?
Todos menearam a cabeça, dizendo que não. Harry os dispensou e a metade dos aurores presentes sumiram por entre os cubículos que eram os seus escritórios.
Rony e Hermione se voltaram para Harry, ambos com semblantes preocupados.
_ Vai dar tudo certo _ Dissera Harry em tom consolador.
Mal os aurores haviam saído de seus lugares, um patrono em forma de corvo veio sobrevoando as cabeças de Harry, Rony e Hermione.
A ave corpórea abriu o bico, mas não crocitou, no lugar disso ouviu- se uma voz grossa com sotaque carregado dizer:
_ "O garroto estar comigo! Focês o terram de volta se cumprirrem côm a minhá exisgência! Em trroca do pivête eu querrer Hermi-o-nini! Ela sabêr ondi me encôntrrar, se ela vier o mêninu não morre, nem se machuca. Se o imbêcil do Weasley tentar impedirr ou atrrapalhar de alguma forrma, eu matar os dois! Focês tem dois dias para efetuarr a trroca!"
_ Esse patife miserável! _ Rosnou Rony tentando capturar o corvo antes pudesse retornar pela entrada do Q.G dos Aurores e desaparecer.
_ Rony, acalme-se... _ Pediu Harry, segurando o amigo pelos ombros _ Nós vamos resolver isso...
_ Eu vou matar esse desgraçado com as minhas próprias mãos! _ Uivou Rony, espumando de raiva, tentando se desvencilhar de Harry.
_ Rony, não adianta perder a calma! _ Argumentou Hermione, auxiliando Harry na tarefa de segurar o ruivo _ Precisamos manter a cabeça no lugar!
_ Você ouviu o que ele disse?! _ Quis saber Rony, inflamado _ Ouviu o que ele se atreveu a dizer?!
_ Ouvi. _ Confirmou Hermione _ Na verdade, acho que ouvi melhor do que você.
_ Como assim?! _ Indagaram Harry e Rony em uníssono.
_ Vocês não mudam mesmo... _ Comentou ela, exasperada _ Não ouviram ele dizer " ela sabe onde me encontrar"...?
Os dois menearam a cabeça afirmativamente.
_ Isso quer dizer que ele se escondeu em algum lugar que APENAS eu saberia onde é...
_ E esse lugar é...? _ Indagou Rony, ansioso por chegar à resposta.
_ O chalé onde costumávamos passar o inverno... _ Comentou ela, perspicaz, segurando o queixo com as mãos _ Um chalé de montanha, um pouco afastado do centro... Acho que sei chegar lá...
_ Ótimo _ Animou-se Rony, largando-se finalmente de Harry _ Nós, isto é, eu e Harry, vamos até lá.
_ O quê?! _ Irritou-se Hermione, incrédula.
_ Rony tem razão Hermione, melhor você ficar com a Gina e as crianças, lá em casa, duvido que o Krum saiba onde é...
_ De jeito nenhum! _ Teimou ela, batendo o pé, encarando Rony com ferocidade _ Eu vou junto!
_ Mione, por favor... _ Pediu Rony, mudando o tom de voz para o mais calmo possível _ Não vou conseguir salvar o Mike se eu estiver preocupado com você...
_ Mas... Eu quero estar lá! Quero estar presente quando ele for preso! _ Resmungou ela, virando - se então para Harry _ Por que ele vai ser preso, não é Harry?
_ Com certeza, seqüestro, agressão, ameaça de morte... _ Contou Harry, calmamente _ Com isso ele já pode apodrecer em Azkaban...
_ Posso deformar ele antes de você prendê-lo? _ Indagou Rony, pidão.
_ É... Acho que os gigantes de Azkaban não vão se importar...
_ Genial!
_ Hermione _ Dissera Harry, sério, transparecendo a aura de auror através dos óculos e dos olhos verdes _ É melhor que você fique em segurança... Eu estou te pedindo...
Hermione olhou incerta de Harry para Rony e de volta para Harry, para enfim, bufar pelo nariz e balançar afirmativamente a cabeça.
_ Tudo bem... Vocês ganharam... _ Resmungou ela _ Venham, vou explicar como se chega lá...
...
Assim como fora combinado, Hermione fora deixada na casa de Harry e Gina, onde estaria em maior segurança e Harry, Rony e meia dúzia de aurores foram até a montanha indicada por Hermione.
Harry dera ordens expressas aos subordinados para que fizessem um cerco ao redor do chalé de madeira avistado no topo da montanha, enquanto ele e Rony iriam invadir a casa onde Vítor Krum estaria se escondendo com Mike.
_ Eu vou entrar! _ Vociferou Rony para Harry, ambos escondidos, deitados na grama, atrás de um tronco caído.
_ Não, Rony... É melhor eu entrar primeiro e você cobre a retaguarda...
_ De jeito nenhum! _ Negou Rony veementemente _ Eu quero entrar na frente!
_ Rony... _ Harry fazia o possível para não perder a paciência com o velho amigo _ Você não atua como auror há sete anos... Melhor que eu vá na frente!
_ Não me importa! _ Rosnou Rony_ Eu vou à frente!
_ Rony _ Dissera Harry mais sério do que Rony jamais o vira _ Não estou falando como seu amigo, estou falando como o capitão dos aurores! Deixar você participar das buscas é uma coisa, deixar você chefiar a operação é algo totalmente diferente. Eu irei à frente e você irá na retaguarda. Isso é uma ordem.
Harry e Rony se entreolharam demoradamente. Rony queria sobretudo estrangular Harry e matar a todos que tentassem impedi-lo de salvar seu filho, mas os olhos verdes do amigo lhe diziam que deixar Harry ir na frente seria o mais sensato.
Ele respirou profundamente várias vezes antes de confirmar com a cabeça afirmativamente.
_ Tudo bem...
_ Atenção todos! _ Comunicou Harry para os outros aurores _ A prioridade aqui é resgatar o refém vivo! O suspeito não pode ser morto... Isso é pra você, Rony! Apenas tragam o menino em segurança e deixem Krum comigo!
_ Sim, capitão! _ Disseram todos em uníssono, embora Rony não tivesse respondido nada.
_ Em um, dois, três... Agora!
Foi um tropel de passos, uma confusão de vozes e um tumulto de feitiços de várias cores ricocheteando para todos os lugares.
A casa era pequena, embora possuísse dois andares, e bastante simpática em sua construção de madeira escura com portas e janelas quadradas por dentro era confortavelmente decorada com tapetes felpudos e móveis revestidos com lã.
Mas o que mais chamou atenção de Rony não fora a decoração da casa, tampouco o ar romântico que ela passava, mas sim a imagem de seu filho, amarrado magicamente à uma cadeira de madeira, com a boca amarrada por um pano imundo e o rostinho machucado em vários pontos.
Aquilo certamente tirara Rony do sério.
Quando Harry dera sinal para entrar no chalé, Rony correra mais do que todos os outros, entretanto, não entrara pela porta da frente, dera a volta e entrara pela porta dos fundos, esforçou - se para não explodir metade da casa com um feitiço para achar Mike mais depressa, ao invés disso, andara sorrateiramente até chegar à sala e ver seu filho amarrado à cadeira de madeira, com Vítor Krum do lado, apontando a varinha para a cabeça do menino, enquanto Harry e seu pelotão, que haviam entrado pelas janelas da casa, olhavam paralisados para Krum e o garoto, sem ação.
_ Eu dísse que se tentássem me impêdirr, eu matarria o molêque!
_ Krum, abaixa a varinha devagar e talvez você saia dessa numa boa... _ Dizia Harry, mostrando as mãos desarmadas para o Búlgaro.
_ Non! Mande os aurores abaixarrem as varrinhas, aí eu baixarrei a minha!
_ Você não está em posição de exigir nada... _ Argumentara Harry.
_ Focê prêfére qui eu máte o mêninu?! _ Ameaçou Krum, espumando de raiva.
_ Não! Só queremos que você baixe a varinha para que possamos resolver isso com calma...
_ Onde está o que eu pêdi?!_Indagou ele, notando que faltava algo _ Onde está Hermi-o-nini?!
_ Você nunca vai tê-la, seu feioso analfabeto!
Era Rony quem gritava justo no momento em que Krum apontara a varinha perigosamente para Harry e seus aurores, Rony jogou-se contra Krum, derrubando-o de peito no chão.
_ Seu cretino covarde! _ Sibilara Rony desferindo golpes violentos no rosto de
Krum, que ainda não havia se recuperado da última briga e agora já voltava a sangrar por vários pontos do rosto.
_ Focê di nôvu! _ Rugiu Krum, desviando de um terceiro golpe de Rony _ Fou destruir focê dessá vêz!
_ Rony! Afaste-se! _ Chamara Harry de seu canto junto à porta _ Ele nos pegou com um feitiço do corpo preso, mas podemos acertá-lo, apenas saia de perto para podermos...
_ Harry, não se meta! _ Mandara Rony, acertando um cruzado no homem caído a seus pés.
Com Rony momentaneamente distraído, Krum acertara um soco em cheio no meio do rosto, quebrando seu nariz pontudo e sarapintado, Rony caíra de costas, com as mãos no nariz, o sangue espirrara para os olhos, cegando-o.
_ Focê é um perrdedorr Weasley! _ Dizia ele, apanhando a varinha no chão e apontado rapidamente para o ruivo _ Non usêm nenhúma magia ou enton o Weasleyzínhô aqui vai pra cova!
_ Abaixem as varinhas! _ Mandou Harry, horrorizado _ Abaixem as malditas varinhas!
_ Como eu ia dizêndo..._ Continuou Krum, com um sorriso medonho no rosto _ Focê é mesmo um perrdedorr, Weasley. Non protêgeu seu pai quando ele morreu e não pôde proteger seu filho... Que típo de protetor é focê?!
_ Do tipo que não precisa seqüestrar uma criança pra conseguir a mulher de volta...
_ Hermi-o-nini?! _ Exclamou Krum, amedrontado, baixando a guarda, distraído.
_ É HERMIONE! _ Vociferou ela em resposta, apontando a varinha para o rosto do Búlgaro _ Expelliarmos!
...
A varinha do Búlgaro voara longe e fora parar perto de Rony, que se levantou de um salto, empunhando a sua varinha e a de Krum, apontando ambas para o ex - marido de
Hermione.
_O que diabos você veio fazer aqui?! _ Indagou Rony, ríspido, olhando carrancudo para a garota.
_ Vim salvar sua vida _ Respondeu ela, ironicamente.
_ Não precisava! Eu tinha tudo sob controle! _ Retorquira Rony, bufando.
_ Deu pra ver o controle quando ele te jogou de costas no chão... _ Ironizou Hermione, revirando os olhos para o teto _Finite Incantatem _ Murmurou ela para Harry e os aurores, paralisados _ Esqueci de avisar que a porta da frente é enfeitiçada com o Locomoto Mortis, por isso vim o mais rápido possível.
_ Imobilus _ Disse Harry apontando para Krum, que automaticamente fora acorrentado por cordas que saíram da varinha do homem.
Vítor Krum caíra de costas no chão, amarrado e esquecido.
Hermione correra até a cadeira onde o filho estava preso, os olhos azuis aterrorizados e marejados de lágrimas e a boca atada com um pano imundo. Com um aceno da varinha o feitiço se desfez e o garoto escorregou para os braços protetores da mãe.
_ Mamãe... _ Murmurava ele sem parar, chorando descontroladamente.
_ Está tudo bem, filhinho, mamãe está aqui...
_ Ele machucou você, baixinho? _ Quis saber Rony, puxando o filho para um abraço apertado, afagando os cabelos castanhos do menino _ Esse patife bateu em você...?
_ Um pouco... _ Murmurou Mike, enxugando as lágrimas _ Ele queria saber onde a mamãe tava, mas eu não contei!
Rony sorriu orgulhoso para a criança.
_ Esse é o meu garoto!
_ Vítor Krum, sua carreira de apanhador mundialmente famoso acabou de ir por água abaixo... _ Dizia Harry levantando Krum com algum esforço, entregando - o para os aurores _ Em Azkaban partidas de Quadribol são proibidas...
_ Espera! _ Pediu Rony, devolvendo Mike para os braços da mãe _ Não o leve!
_ Não?! _ Admirou-se Harry.
_ Não _ Confirmou Rony, aproximando seu rosto sardento ao de Vítor Krum _ Ainda tenho umas contas pra acertar com ele.
Rony tomou fôlego e impulso e acertara o soco mais forte que Harry já vira bem no meio do rosto do Búlgaro, quebrando-lhe vários dentes e entortando ainda mais o nariz de Krum, manchando suas roupas caras de sangue.
_ Nunca mais se aproxime da minha família _ Vociferou ele, sério, apontando as duas varinhas, a dele e a de Krum para a testa do Búlgaro _ Obliviate!
O feitiço duplo de Rony acertara Vítor em cheio e no segundo seguinte, os olhos dele desfocalizaram e a boca desdentada afrouxou, dando-lhe um aspecto debilóide e um olhar vago.
_ Vão pra minha casa, Rony _ Sugeriu Harry, depositando as mãos sobre os ombros do ruivo _ Nós cuidaremos dele e em seguida quero trocar uma palavrinha com você.
Rony assentiu, agrupando-se com Hermione e Mike, respirando fundo para no estante seguinte, aparatar na residência dos Potter, em Godric´s Hollow, n° 230.
Agora que Mike estava a salvo, Rony não queria largá-lo.
Haviam aparatado nos jardins da casa de Harry há pelo menos vinte minutos, mas o garotinho ainda estava confortavelmente deitado no colo do pai, enquanto este acariciava de leve seus cabelos lisos que exalavam um perfume agridoce e tranqüilizante.
Hermione sentara ao seu lado no sofá vermelho escuro da sala, esperando por Gina, que se ocupara na cozinha, preparando um chá, deixando suas mãos passarem distraidamente pelas pernas de Rony.
_ Você não deveria ter aparecido... _ Comentou ele, depois de algum tempo admirando a beleza da mulher.
_ Eu achei que precisariam de mim _ Defendeu - se ela, voltando seus olhos amendoados para os azuis dele.
_ Se ele tentasse alguma coisa contra você... _ Começou Rony à contra argumentar, angustiado.
_ Ele não faria isso... _ Cortou Hermione, sorrindo apaziguadora para o ruivo.
_ Mas, e se fizesse...? _ Insistiu Rony, mergulhando nos castanhos dos olhos dela.
_ Você estaria lá pra me salvar _ Respondeu ela, simplesmente, sussurrando em seu ouvido, tocando de leve seus lábios nos dele, apenas acariciando - o, apenas provocando - o. Rony sorriu para ela, murmurando qualquer coisa para que o filho finalmente saísse desceu colo para que fosse brincar com James e Lily. Hermione enlaçou os braços ao redor do pescoço dele e o beijou novamente, dessa vez por mais tempo e com mais intensidade.
_ Eu te amo, Ruivinho'_ Dissera ela, encostando seu rosto no dele.
_ Também amo você, Docinho _ Respondera Rony aos sussurros, descansando a cabeça nos ombros dela _ Não vou deixar mais nada separar a gente... Nada! Vou proteger vocês, vou estar sempre com vocês.
_ Eu não aceitaria se fosse diferente _ Riu-se Hermione, fechando os olhos por alguns estantes, apenas aproveitando o momento.
_ Quer casar comigo?
Ela ouviu Rony indagar baixinho, não fora mais do um cochicho, mas ela pôde ouvir claramente.
_ Você quer casar comigo, Hermione? Pra deixar de ser uma Krum e voltar a ser uma Weasley? _ Insistiu ele, sem ouvir resposta da morena distanciando-se às pressas.
_ Conseguiu o quê? _ Quis saber Rony, esquecendo-se completamente o que Harry fora fazer o que estavam fazendo na casa dele e por que ele teve que voltar em um momento tão importante.
_ Prender o Krum, ora bolas! _ Exclamou o amigo, arqueando as sobrancelhas para ele.
_ Ahh... Isso! Certo... _ Entendeu Rony, passando a mão pelos cabelos, cansado _
Genial!Podemos ir pra casa, agora... _ Insinuou ele para Hermione, mas Harry fez sinal para que continuassem sentados.
_ Ainda não, cara _ Disse ele _ Quero falar com você.
_ Pode falar _ Respondeu Rony, dando de ombros, aprumando-se na cadeira, inquieto.
_ Quero que volte a ser auror _ Disse Harry, direto ao ponto, sem rodeios.
Rony não respondeu, ficou boquiaberto com a proposta, mas não conseguiu juntar uma palavra à outra para formular sua resposta.
_ Acho que você devia voltar à corporação... _ Continuou Harry, sugestivo.
Rony sentiu as mãos de Hermione se entrelaçando com as suas, fazendo-o olhar para ela. Hermione mantinha um olhar decidido e doce, mandão e carinhoso, encorajador e aterrorizante, tudo ao mesmo tempo, enquanto sua cabeça balançava apenas alguns milímetros, afirmativamente.
Dando-lhe força. Acreditando nele.
_ Mas... E a loja? _ Fora o máximo que ele conseguira dizer, depois de reencontrar a fala.
_ Podemos colocar alguém pra cuidar da loja... _ Argumentou Hermione, sorridente.
_ Mas... E o Mike? _ Rebateu Rony, confuso, sem saber o que pensar _ Não vou ter muito tempo pra ele se voltar a ser auror...
_ O tempo que você tiver vai ser tempo suficiente _ Concluíra Hermione, beijando-lhe as faces.
_ O que você acha Mione? _ Indagou ele, incerto, correndo ao auxílio da mulher.
_ É o que você quer Rony. _ Dissera ele, simplesmente _ É o que você sabe fazer. O comércio não é o seu lugar.
Rony olhou indeciso, de Hermione para Harry e novamente para Hermione. Sem saber o que responder.
_ Você trabalharia comigo, cara. Não seria um subordinado... Há tempos estou tentando montar uma equipe... Você seria essencial. Ninguém sabe estratégia como você, Rony.
Rony apoiou a cabeça nas mãos, escondendo o rosto sarapintado, pensativo.
_ Sei que acha que não é merecedor, que não é capaz... _ Comentou Harry, acertando a raiz do problema _ Mas, você está enganado.
_ Estou?! _ Insistiu Rony, irônico, arqueando as sobrancelhas ruivas para o amigo, incrédulo.
_ Está _ Afirmou Harry novamente.
_ Grande Auror eu sou _ Resmungou Rony, balançando a cabeça _ Não pude salvar meu próprio pai... Não pude resgatar meu próprio filho!
_ Você é humano, Ron _ Intercedeu Hermione _ Você erra como qualquer outro.
_ É, só que meus erros custam vidas _ Retorquira ele.
_ Rony _ Disse Harry, chamando a atenção para si _ Uma vez você me disse que me seguiria aonde quer que eu fosse. Que estaríamos juntos. Que você me apoiaria, não importasse o que acontecesse... Lembra disso?
_ Eu tinha onze anos, Harry! _ Murmurou Rony.
_ Você lembra-se disso? _ Insistiu Harry, imponente.
_ Lembro _ Respondeu o outro entre dentes, à contra gosto _ Mesmo assim...
_ Nós tínhamos onze anos, mas a promessa ainda vale pra mim. _ Concluiu Harry, levantando - se, estirando a mão para o amigo _ Eu sei que você é um homem de palavra. Por favor, cara, mantenha sua promessa.
Rony focou o olhar na mão estendida à sua frente. Mão essa que ele sempre confiou que ele sempre seguiu sem discutir, que ele sempre apoiou, embora algumas vezes não estivesse tão certo se deveria. A mão de Harry Potter, seu antigo colega de escola, seu antigo colega de trabalho, seu cunhado, seu melhor amigo. Seu futuro padrinho de casamento (se Hermione aceitasse sua proposta)
_ Caracas... Tudo bem... _ Resmungou ele, levantando também e apertando a mão de
Harry _ Eu aceito.
_ Falando em aceito... _ Lembrou Hermione, levantando com um rodopio gracioso do vestido florido, beijando a face alva e sardenta do ruivo _ Eu também aceito.
Hermione sorriu marotamente, piscando para ele, saindo a grandes passos até a porta da sala, para dali desaparatar.
Rony sentiu o coração bater enlouquecidamente e a seguiu, apressado, falando com Harry sem sequer olhar pra trás.
_ Harry, o Mike pode dormir aqui essa noite?
_ P-Pode... Mas do que ela... _ Gaguejou Harry confuso, encarando-o aparvalhado.
_ Diga à Gina que sentimos muito por não ficarmos e que amanhã eu venho buscar o
Mike...
_ Eu digo, mas Rony...
_ Valeu por tudo, cara. Valeu mesmo.
_ Rony! _ Chamara Harry, apressado _ Do que a Mione está falando?
_ Depois eu te explico... _ Respondeu Rony vagamente, desaparecendo pela porta da sala, desaparatando logo em seguida.
_ Onde o papai e a mamãe foram? _ Quis saber Mike, confuso, correndo até o tio, que continuava encarando a porta, incrédulo.
_ Não faço idéia Mike... Não faço a mínima idéia...
...
Era realmente muito bom o Mike não estar em casa.
Afinal, como Rony poderia ter amado Hermione no sofá, no balcão da cozinha, no chuveiro e na cama de casal se o garotinho estivesse andando pela casa.
Não, definitivamente, não daria muito certo.
E o que Rony nunca conseguiria entender é como ele continuava sentindo um desejo incontrolável por Hermione, mesmo depois de ter experimentado o sabor de seu corpo tantas vezes num só dia.
Como, ele não entendia, podia sentir-se tão atraído por uma única mulher, que adormecera rapidamente, exausta, deitada ao lado dele, coberta apenas pelos lençóis laranja vivos da cama de casal do quarto que dividiam.
Como podia sentir tanto prazer apenas vendo a garota dormir, respirando tranquilamente ao seu lado, o rosto semi - escondido pela cascata de cabelos cacheados, parecendo um anjo preguiçoso, que dormira com um sorriso mínimo esboçado nos lábios.
Rony definitivamente jamais entenderia como conseguia amar tanto uma mulher como amava Hermione.
Suas mãos pousaram distraidamente sobre o corpo dela, acariciando - a gentilmente.
Inalar seu perfume adocicado era como mergulhar numa poção de Felix Felicis, quando Rony estava com Hermione, parecia que nada poderia dar errado.
Ele se aninhou preguiçosamente junto a ela, descansando a cabeça no busto semi - descoberto da amada, ronronando feito um gato manhoso, tentando trazê-la para mais perto, embora já estivesse tão perto que voltavam a se encaixar perfeitamente um no outro.
_ Hermione Weasley... _ Comentou ela com um sorriso, falando baixinho ao seu ouvido.
_ Como é bom voltar a ser Hermione Weasley...
_ Hermione Weasley é infinitamente mais bonito do que Hermione Krum _ Alfinetou Rony, brincalhão, afagando os cabelos dela com as mãos.
_ O Sr. Weasley é infinitamente mais bonito do que o Sr. Krum _ Respondera ela, no mesmo tom, encarando-o marotamente.
_ E muito melhor de cama, eu suponho. _ Riu-se Rony, piscando para ela, lambendo de leve o lóbulo de sua orelha.
_ Muito melhor _ Gargalhou Hermione, contraindo o corpo diante do arrepio que o toque do ruivo lhe causou _ Infinitamente melhor!
Rony sorriu satisfeito e voltou a se colocar sobre ela, segurando seu rosto com as mãos.
_ Acho que está na hora de dar um presente pro Mike, você não acha Mione?
_ Que presente? _ Indagou ela maliciosamente, segurando-o pelo pescoço.
_ Um irmãozinho... Ou irmãzinha, talvez...
_ Acho uma ótima idéia.
Rony deixou o riso tomar conta de sua boca antes de ocupá-la com a boca de Hermione, pronto para se entregar a ela novamente. Pronto para fazê-la feliz novamente, quantas vezes fosse necessário.
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