𝐌𝐚𝐫𝐞𝐬𝐢𝐚
Kainan x Reader!fem (Amores de Verão) 𝘖𝘯𝘥𝘦 𝘒𝘢𝘪𝘯𝘢𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘷𝘪𝘥𝘢 𝘷𝘰𝘤𝘦̂ 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘱𝘳𝘰́𝘱𝘳𝘪𝘢 𝘤𝘢𝘴𝘢 𝘰𝘶 𝘖𝘯𝘥𝘦 𝘷𝘰𝘤𝘦̂ 𝘴𝘦 𝘷𝘦̂ 𝘧𝘢𝘮𝘪𝘯𝘵𝘢 𝘱𝘦𝘭𝘰 𝘴𝘦𝘶 𝘢𝘯𝘵𝘪𝘨𝘰 𝘢𝘮𝘰𝘳 Palavras: 5231 Avisos: Muito romance e hot explicito, menções de kainan chorando de tesão, sexo sem proteção(não repitam isso)
O vento fresco da noite cheirava a peixe e água salgada, a areia em meus pés tinha uma sensação macia e gelada. Deitada na canga de olhos fechados, eu sinto uma calmaria que por muito tempo não senti. Iria fazer dias que ando com pequenas complicações que se tornam um empecilho em minha cabeça.
De repente, sinto uma sutil mudança de ambiente, abro meus olhos lentamente vendo o homem o qual por muito tempo sempre dava um jeito todo dia para me ver. Não tínhamos um relacionamento estabelecido, nós apenas éramos…. algo. Seu sorriso ladino mandado diretamente para mim me aquecia levemente o peito, os olhos castanhos penetravam diretamente no meu ser – eles sempre estavam vidrados em mim, não importava o momento ou lugar, sempre me deixando tímida ou nervosa em sua visão.
— Não acha que está muito tarde pra ficar na praia? – sua voz era baixa e penetrava nos meus tímpanos, por quase um suspiro não saia da minha boca.
Um dos problemas ao qual enfrento dia e noite eram os malditos pensamentos que esse capoeirista deixava em mim, além dos calores e noites mal dormidas – talvez às vezes algumas calcinhas molhadas.
— Estava apenas descansando um pouco antes de voltar, sinto minha cabeça muito cheia e isso me deixa estressada. – minha voz acaba saindo arrastada e preguiçosa, um suspiro cansado deixando meus lábios.
O sutil sorriso que o homem acima de mim demonstrava aumenta um pouco mais, claramente um travesso(ou safado) era entregue para mim, seu olhar antes focado nos meus olhos parecia desviar levemente aos meus lábios.
— Cê quer desestressar lá em casa? te prometi uma vez que ia ensinar a extravasar essa tensão. – sua voz era assustadoramente sedutora e seu pedido tentador — Minha casa fica aqui perto, eu preparo um lanchinho quando a gente acabar.
— Tu quer me levar pra sua casa tarde da noite? Não acha um pouco impróprio? – rio enquanto me levanto da canga para guardar minhas coisas.
— Quem tá pensando em barbaridades é você, eu só estou oferecendo uma noite tranquila com direito a lanchinho no final. Não sabia que era um crime para você. – um riso anasalado sai de nós dois. Amarro a canga em minha cintura como uma saia e calço meus chinelos, Kainan não tira os olhos de mim nem por um segundo, maldito sorriso de canto que ele nao tirava daquela MALDITA boca.
— Com esse jeito de stalker seu fica difícil não achar, isso sem negar que você não é nada inocente. – caminhamos lado a lado, assim que saímos da orla passo meu olho ao redor, as ruas de Heleninha tinham uma iluminação linda, ruas e calçadas sujas da areia da praia. Uma caminhada confortável e silenciosa.
Geralmente era assim que acontecia entre nós, um tipo de conforto que não sabíamos denominar. Quando falávamos, sempre eram assuntos variados, adicionando algum tipo de paquera vinda do homem, cantadas essas que às vezes eu respondia com um sorriso tímido ou devolvia com uma cantada sutil. Nunca passaram disso, até essa noite.
Kainan abre a porta de sua casa e dá espaço para que eu entre, meus pés já descalços, eu ando cautelosamente até o que acredito ser a sala, a mesma parecia fazer divisa com a cozinha, tendo como a separação uma bancada de madeira. Kainan passa por mim rapidamente indo em direção a cozinha. Antes que ele começasse a fazer algo, ele se vira para minha direção.
— Eu te prometi um lanche, mas não disse que ia fazer ele sozinho! – sem que eu perceba, um sorriso de canto aparece em minha boca. Enquanto Kainan pega algumas massas prontas de pastéis da geladeira junto de um tablete de queijo e fatias de presunto, eu preparo uma tábua junto de uma faca para o queijo e um garfo para amassar as massas.
Naquele momento era eu e ele, e por incrível que pareça eu já não pensava mais nos problemas passados, esse era o efeito que ele me proporciona, esse e outros efeitos… Me incomoda ele ainda fazer coisas bonitas por mim, mesmo depois de eu ter o abandonado para voltar para o Rio, mesmo que fosse quando tínhamos 15 anos - coisas idiotas são comuns nessa idade, porém não consigo me tirar esse peso do peito.
— Kainan. – minha voz sai mais baixa do que o esperado, mesmo assim seu rosto vira automaticamente pra mim, como se ele estivesse prestando mais atenção em mim do que o esperado. — Nunca conversamos sobre aquilo, e eu queria me desculpar, eu não falava aquilo de verdade mesmo! Eu só… só tava com medo, adolescentes daquela idade são tão intensos que acabei fazendo uma besteira falando aquilo, eu achava que se eu me-
A cada palavra dita por mim eu acelerava o ritmo da fala, ao ponto de que na metade do meu “discurso” minha voz soava em tom de desespero. Kainan, por outro lado, me olhou confuso até entender do que eu falava, uma expressão calma tomava seu rosto, sua mão rapidamente pegou a faca da minha mão e cortou um pedaço de queijo, logo o enfiando dentro da minha boca, me calando automaticamente.
— Você fala demais e se importa demais com algo besta feito há tanto tempo. – ele se encosta de costa na bancada, cruza os braços e volta a me olhar com aqueles olhos, e aquele sorriso, com aquela maldita cicatriz que me dá vontade de morder. — Quem vive de passado é museu, gatinha – ele vira seu corpo agora na minha direção, braços descruzados e cotovelo apoiado na bancada, seu sorriso ladino maior que o anterior, seus olhos focados nos meus, um calor que sobe ao nosso redor, mas que parece que só eu sinto ele - aparentemente. — Você me magoou, mas eu nunca conseguiria te odiar, e olha que eu tentei muito. E eu também sei que você se magoou muito, tu é péssima em esconder o que sente, sabia? – nós dois rimos, eu esquecia o quão livro aberto as vezes eu era pra ele. Sem nem que eu percebesse, o calor havia aumentado entre nós, Kainan agora estava a centímetros de mim, mas ainda assim aquilo parecia muito distante.
Minha mão suava um pouco, pequenos suspiros eram soltos pela minha boca, tudo isso e só tivemos uma pequena aproximação. Kainan sempre fazia isso, me deixava nervosa enquanto fixava seu olhar no meu, mas naquele momento parecia que seus olhos se fixavam em algo mais em baixo, e ele sabia que eu havia percebido.
— Olhando desse jeito parece até um pervertido. – brinco, Kainan volta seus olhos pra mim e eu rio de sua expressão engraçada — Agora tá parecendo um pateta fazendo essa cara.
— Você tá muito atrevida, não acha? – seus olhos passam pelo meu corpo de cima a baixo até voltarem de novo para meus olhos — Eu que sou o anfitrião e você me insulta desse jeito?
Eu rio novamente e Kainan dessa vez me acompanha. — Ah, tá bom. Perdão professor. O senhor aceita algo para que eu me desculpe, então? – Kainan se aproxima mais um pouco de mim fazendo com que nossas bocas quase se encontrassem.
— Eu só aceito suas desculpas com um beijo.
— Você está louco se acha– Kainan me interrompe com um beijo inesperado.
Rapidamente devolvo seu beijo e sinto Kainan passar seus braços ao redor do meu corpo, suas mãos passeando pelas minhas costas conforme o beijo vai esquentando. Sinto suas mãos no laço do biquíni e aos poucos o laço de baixo se desfaz, Kainan então passa uma de suas mãos pra frente e massageando meu seio, apertando e brincando com o bico já endurecido.
O beijo acaba e Kainan desce mordidinhas e lambidas da minha boca para minha orelha. E, da minha orelha, ele desce pelo meu pescoço, fazendo um caminho até o seio exposto, o qual abocanha sem dó, sugando e passando a língua pelo bico. Minha mãos se agarram aos dreads de sua nuca, ouço bem baixinho um gemido vindo do homem e como se fosse culpa minha - e era -, seus olhos se voltam diretamente e fixamente para os meus.
O peso de seu olhar, e a situação que nos encontramos, me fizeram sentir uma pequena umidade se formar na minha calcinha. Mesmo a contra gosto, eu afasto Kainan de mim e um gemido frustrado sai de seus lábios - eu também não queria afastar, mas definitivamente não quero fazer isso na cozinha.
— Podemos fazer isso mais tarde, foca na nossa comida. Você me prometeu lanchinho, esqueceu? – sorrio “inocente” para o homem, o qual apenas riu anasalado e se afastou voltando para os pastéis. Isso me permite rapidamente tampar meus seios novamente com o biquíni, mas dessa vez usando as mãos para os manter no lugar.
— Antes de voltar pros pastéis, deixa eu pegar umas roupas pra você. – Kainan sai da cozinha e eu o sigo, o homem entra no corredor e logo adentra uma porta a qual chuto ser seu quarto, logo voltando com uma muda de roupas limpas. — O banheiro é essa porta, eu sei que tá cansada então aproveita bem pra relaxar, quando acabar me espera no quarto para podermos descansar juntos como eu prometi.
Assim Kainan sai do cômodo após deixar um beijo em minha testa e voltar para direção da cozinha.
Entro no banheiro trancando a porta e automaticamente o cheiro do baiano impregna no meu nariz, me deixando ainda mais hipnotizada. Esse homem definitivamente era um incubus e nada pode me fazer mudar de ideia.
Me despeço do meu biquíni e da minha canga, jogando cada um dentro do cesto de roupas sujas. Com o cabelo preso - já que estava muito tarde para eu pensar em lavar - e despida, eu entro no box já ligando o chuveiro e deixando a água morna cair sobre meus ombros, relaxando meu corpo e levando cada preocupação junto da água corrente.
Fiquei assim até que me sentisse relaxada o suficiente, desliguei o chuveiro e logo passei a esfregar o sabão no meu corpo para que eu pudesse de fato me livrar de todo o sal. Acontece que a cada passada de mão, independente do caminho seguido, o professor tomava a minha mente. Kainan, mesmo longe, conseguia me perturbar nesse nível. Minhas mãos, que antes esfregavam meu pescoço, passaram a descer, traçando um caminho do meu colo até os seios, ao quais tinham os bicos durinhos - cortesia do pasteleiro na cozinha. Suspirando um pouco, decido ignorar esses pensamentos e volto a esfregar o sabão no meu corpo.
Mais uma vez desço minhas mãos, agora esfregando a área da barriga, sinto um leve arrepiar ao “acariciar” a região do umbigo, mas ignoro novamente e volto ao trabalho. Ao chegar na região íntima, eu sabia que já estava perdida, mesmo que a verdadeira intenção fosse me limpar, acabo sem querer - ou querendo - lembrando da voz do Kainan. Não só sua voz, mas também seu toque quente, suas expressões, todas elas, seu cheiro que nessa altura do campeonato já havia se tornado meu favorito, tudo isso vinha à tona enquanto devagar e forte, eu acariciava o exato ponto que me fazia dar leves suspiros.
Eu já não me sustentava em pé sozinha, escorada na parede do box, eu seguia os movimentos dos dedos que me faziam ver pequenas estrelas. Infelizmente toda essa harmonia para assim que sou levada ao mundo real, acordo dos meus pensamentos ao som de panelas caindo e um xingamento sendo proferido. Um pouco assustada - e envergonhada -, enxaguo rapidamente meu corpo, tirando todo o sabão. — Merda. – xingo baixo me apressando a sair do box, quanto tempo eu fiquei fazendo aquilo?
Assim que termino de me secar, visto a cueca e a regata emprestada, coloco a toalha pendurada no gancho da porta e ajeito meu cabelo no espelho. Confirmado a aparência aceitável, me apresso o passo para sair de dentro do banheiro, apenas para chegar ao quarto e dar de cara com um Kainan deitado na cama com apenas uma calça moletom, um dos braços atrás da cabeça, seus dreads soltos e um dos filmes da monster high pronto pro play na TV, os pastéis estavam no meio da cama, não eram muitos, mas eram suficientes para alimentar.
— Achei que tinha se afogado no chuveiro, espero que não me force fazer boca a boca em você. – ele diz virando sua cabeça para minha direção, seus olhos me analisando de cima a baixo, demorando mais na região das minhas coxas - algo que eu não havia comentado, mas a regata emprestada ia até mais ou menos uma palma e dois dedos abaixo da cintura. — Apesar de ser uma ótima desculpa pra te beijar de novo. – apesar de sussurrado para si mesmo, eu ouço cada palavra solta de sua boca.
Um calafrio me sobe, não uma sensação ruim, mas algo estranhamente bom. Suas últimas palavras me fazem escorrer - tanto o suor de nervosismo quanto de tesão. Ando em passos rápidos até a cama após fechar a porta, me sentei no colchão sentindo o material macio e confortável. — Não fica me cantando desse jeito, a presa nunca consegue caçar o predador. – sorrio para ele, o qual devolve com um arquear de canto de boca e uma única sobrancelha levantada.
— Tu? Predadora? Tá se chamando de predadora mesmo que eu que tenha trago você pra minha toca? – meu sorriso aumenta e eu me inclino sobre ele, deposito um casto beijo em sua têmpora e sussurro próximo ao seu rosto.
— Sou a maior carnívora de Heleninha, eu só não te mostrei ainda. – volto ao meu posto me deitando de forma mais confortável, agora ajeitando o cobertor sobre mim e colocando o prato de pastéis entre nós dois. Kainan por outro lado pareceu estático por um tempo antes que me ajudasse a ajeitar a cama para ficarmos mais confortáveis. — Fecha a boca e aperta o play, professor Kai.
Com um riso descrente, Kainan faz o que eu mando apertando o botão de play do controle. Comemos os pastéis enquanto assistimos ao filme, quando estávamos já na metade do mesmo, os pastéis já haviam acabado. O prato foi colocado em cima de uma bancada e sem muita demora sinto Kainan puxando meu corpo mais próximo dele, nossa posição era algo como eu deitada em seu peito enquanto sinto seu braço passando por baixo de mim e sua mão fazendo pequenas carícias do meu ombro até minha cintura.
Quando estávamos quase próximo ao fim do filme sinto sua mão chegando cada vez mais baixo, mesmo que devagar, percebo qual sua intenção ao olhar em seu rosto e ver uma falsa atenção ao filme. Volto meu olhar para a televisão e inclino meu quadril de forma sutil para suas carícias. Sua mão desceu mais um pouco, agora indo para a lateral da minha bunda. Sinto Kainan subir a minha blusa e logo depois um aperto no lugar, minhas mãos, por outro lado, vão em direção ao seu abdômen, passo minhas unhas em cada parte, cada gominho, em cada centímetro de pele do capoeirista, arranhando cada parte. Paro momentaneamente minha mão um pouco acima da barra calça.
Sinto o baiano suspirar e deixar pequenos beijos no topo da minha cabeça, sua mão apertava cada vez mais forte a minha carne, passando ela por dentro da cueca e dando uma apertada mais forte que a outra, antes de ele tirar o cobertor de nós dois, sinto sua mão sair de dentro da cueca e acertar um tapa forte na lateral da minha bunda. — Vem pro meu colo, por favor. – sua voz sai baixa, logo em seguida, já sem o cobertor nos cobrindo, impulsionei meu corpo para sentar exatamente em cima de seu membro duro. Meu peso faz com que o homem solte um gemido alto o suficiente para tomar o quarto, e longo o suficiente para me fazer suspirar.
Sinto suas mão rapidamente na minha cintura, um aperto forte assim que me mexo e pressiono ainda mais minha buceta em seu pau, as duas intimidades separadas por poucas camadas de roupa.
— Não achei que você fosse do tipo barulhento. – solto um riso ao escutar mais um suspiro arrastado, todo som que saia de sua boca vinha junto do fechar de olhos e um aperto nos meus quadris. Kainan me puxava para baixo mantendo a fricção das nossas intimidades, ele impulsionava sua cintura, simulando estocadas, enquanto eu rebolava lentamente para frente e pra trás em cima dele.
— Posso fazer mais do que isso. – sua voz sai arrastada. Me inclino em sua direção, seus olhos fixos nos meus, seus braços rapidamente circulam meu tronco em um abraço, um aperto forte do meu corpo contra o seu. Decido fazer pequenos carinhos do meu nariz contra seu rosto, seu perfume toma conta do meu olfato, deixo pequenos beijos por cada centímetro de sua pele. Desço pela sua mandíbula, traçando um caminho pelo pescoço com mordidas e beijos molhados. — Meu amor, por favor, não fica me torturando.
Sem me conter, ataco seus lábios com brutalidade. Mordo, chupo, sempre fazendo questão de deixar uma marca aqui ou ali. Suas mãos, que antes estavam ao meu redor, vão em direção a cueca que eu usava e a rasga exatamente entre as pernas, onde a única coisa que mantém ela em mim é o elástico.
Seus dedos traçam um caminho por toda a minha buceta, espalhando todo e qualquer sulco que saiu de mim, demorando mais e fazendo uma pressão no clitóris.
Cansado dos beijos, saio de cima dele me sentando na lateral da cama. — Levanta e fica de frente pra mim. – minha voz sai firme, isso foi suficiente para Kainan levantar desesperadamente da cama e se posicionar aonde foi mandado.
Passo meus olhos por ele de cima a baixo. Mesmo que não tenhamos de fato feito algo, ainda dava pra ver em seus olhos levemente marejados. Sua boca vermelha, com leves feridas e marcas de mordida - possivelmente ficará inchado no dia seguinte, mas isso é um problema pra ele tratar depois. Seus olhos nublados demais pelo tesão que ele nem sequer conseguiria esconder. Seu peito arfava e algumas das minhas marcas se tornaram mais presentes, eram visíveis, mas eram poucas - é necessário mais delas, não estou satisfeita.
Descendo mais o olhar, vejo sua barriga malhada totalmente suada pela brincadeira passada, vejo também seus pelinhos que vão engrossando a cada vez que eu abaixo mais e mais minha visão. Duas entradas em “V” perfeitas com o melhor dos temperos que era o volume melado em sua calça.
Com água na boca volto meus olhos pros seus e inclino meu rosto em direção a sua pelve, dando pequenos selinhos em cima da marcação molhada. Kai, nessa altura do campeonato, nem se segura mais no volume de sua boca, soltando gemidos e arfadas. Vejo seu rostinho de cachorrinho abandonado enquanto sinto sua mão segurando cuidadosamente meu cabelo para poder pressionar mais e mais meu rosto em direção do seu pau.
— Tadinho dele, tão desesperado pelo meu toque.
— Tô desesperado por você me chupando, isso sim. – sua voz sai tremida.
— Coitado, tentando pagar de dominador, mas sabe muito bem que eu já ganhei esse jogo. – afasto meu rosto e abaixo tanto sua calça quanto sua cueca até o meio de suas coxas. Seu pau pula para fora, quase podendo acertar meu rosto se eu não tivesse me afastado o suficiente.
Ele era médio e grosso, suas veias um tanto aparentes na base, todo o seu comprimento melecado pelo pré-gozo - que, aliás, ainda saia mais e mais, chegando a escorrer até suas bolas. Essa grande visão dava água na boca, sinto-me molhar mais só com esse vislumbre que me fazia salivar.
Passo minha mão desde a cabecinha até o final de seu pênis escutando um gemido engasgado em resposta. Quando volto meu olhar ao seu rosto, Kainan nem mais mantinha seus olhos abertos, sua cabeça estava jogada para trás enquanto ele recebia cada uma de minhas carícias e massagens, me agraciando com gemidos altos e manhosos.
— Po-por favor. – sinto sua mão fazendo carinho no meu rosto, sua voz era ofegante e um pouco rouca, seus olhinhos continham já algumas pequenas lágrimas enquanto o próprio mordia seu lábio inferior.
— Querido, eu preciso que implore.
— Eu não aguento mais. – sua voz era baixa, quase podendo confundir com um choro se não fosse por suas reações — Por favor, eu preciso de você.
Kainan morde mais forte o lábio enquanto olha pra mim, sua súplica é deliciosa de ouvir, melhor ainda quando dá pra ver tanto em seus olhos quanto no pau melequento que gotejava mais e mais.
— Bom garoto. – sem desviar o olhar, passo minha língua devagar por toda a ponta do pênis, sentindo o gosto salgado tomar conta do meu paladar. Fico um tempo dando lambidas e chupadas apenas na ponta da cabeça. Vejo o homem arfar e gemer cada vez mais alto.
Kainan não parecia saber se jogava a cabeça pra trás, se olhava pra mim ou se fechava os olhos. Toda vez que ele tentava fazer alguma coisa que impulsione minha boca a engolir mais de seu pau, eu cravava minhas unhas em suas coxas maravilhosamente grossas. Eu ignorava todos seus choros.
Assim que me contentei com suas súplicas e pequenas lágrimas, decido engolir finalmente seu pau por inteiro, deixando uma mão na base pra acompanhar meus movimentos de vai e vem, já que boa parte de seu membro não cabia na minha boca. O ritmo mantido foi um lento, chupadas fortes e sempre indo o mais fundo que conseguia. Kainan praticamente se contorcia em minha boca e mão, suas palavras já não dava pra entender, eram apenas amontoados de gemidos manhosos e altos.
— Meu amor– um gemido o corta. — Me deixa comandar– mais um, o professor mal falava uma frase completa sem que seus próprios gemidos o interrompesse — Eu imploro, me-meu amor.
Kainan era alguém bem sensível e isso dava pra ver. Parei meus movimentos e peguei sua mão, a colocando na minha cabeça. Kai rapidamente segura meus cabelos de cada lado e começa a foder minha boca sem pudor, dando pequenas paradas apenas para que eu pudesse respirar.
O homem ia fundo e rápido, de vez em quando atingia minha garganta, pequenas lágrimas brotavam em meus olhos, mas nenhum se comparava a cachoeira que era Kainan. O aperto de suas mãos em meu cabelo era forte, mas não doía de fato, a dor sentida era algo gostoso e que às vezes me fazia arrepiar em tantos lugares. Sem que eu percebesse, Kai aperta a pegada e aumenta mais a velocidade das estocadas, seus gemidos se tornando cada vez mais desesperados, antes que ele pudesse tirar minha boca dele, empurro minha cabeça de volta, automaticamente sentindo ele se desmanchar dentro da minha boca, finalizando com um gemido prazeroso e arrastado.
Sinto cada jato de gozo sendo jorrado dentro da minha boca, seu gosto salgado fazendo presença. Apenas retiro seu pau só quando tenho certeza de que tudo já estava dentro, sem desperdiçar uma gota de seu leite sequer. Quando sinto seu membro amolecer aos poucos na minha boca, retiro com cuidado chupando tudo no processo.
Olho para o homem à minha frente: peito subindo e descendo rapidamente, suor escorrendo por todo seu corpo, expressão relaxada e olhos semi-fechados, suas mãos permaneciam em meus cabelos, mas o aperto forte já não existia mais. Esse homem estava em uma completa ruína e eu era a causa e infelizmente pra ele essa ruína tinha apenas acabado de começar. Antes de começar mais uma sessão, engulo toda a sua porra que estava em minha boca e seguro suas duas mãos.
— Tadinho do meu bebê, vem cá, deita na cama. – forço uma voz manhosa, puxo o capoeirista para a cama o qual aceita sem pestanejar, ele retira o resto da roupa ficando completamente nu e se deita como pedido.
— Meu amor. – sua voz era baixa e meio rouca, seus olhos relaxados e vermelhos viram pra mim, como se fossem me pedir algo mais.
— Diz meu bem.
— Eu imploro, me deixa provar você. – sua mão acaricia meu rosto — Senta no meu rosto e me deixa te chupar, eu não vou conseguir dormir sem antes fazer o que eu sempre sonhei toda noite desde que você voltou.
Minha mão apoia em seu peito assim que sinto seu carinho passar do meu rosto para o meu pescoço, logo depois me sinto ser puxada pra mais perto, um beijo profundo se inicia. Nossas linguas em sincronia numa dança lenta, suas duas mãos seguraram meu rosto pra aprofundar mais e mais o beijo, movo meu quadril me sentando em cima de seu abdômen e colo meus braços lado a lado de sua cabeça.
O beijo se manteve assim por um tempo até Kainan afastar nossas bocas, sinto sua respiração batendo em meu rosto. O homem abaixo de mim mantinha os olhos de “coitadinho” mirados em mim, boca entreaberta, seu peito subia e descia devagar acompanhando sua respiração. — Por favor, amor.
Dou um último beijo em seu nariz e começo a me ajeitar pra ficar exatamente em cima do seu rosto, Kainan me ajuda segurando meus quadris com as duas mãos e me posicionando exatamente na direção da sua boca.
Assim que me sento em sua boca, automaticamente sinto sua língua lambendo toda a minha vagina, introduzindo a língua mantendo em um vai e vem, me fazendo morder a boca para conter alguns poucos grunhidos. A cada mexida de cabeça, para alcançar lugares da minha intimidade, me fazia estremecer, pois seu nariz encaixava exatamente no clitóris, e toda vez que seu nariz roçava no meu ponto sensível e inchado eu sentia pequenos choques gostosos que se expandiram pelo meu corpo.
Toda essa seção foi dividida entre reboladas em cima de seu nariz, lambidas e chupadas. A cada segundo que passava, mais o aperto se fortificava, fazendo com que eu colocasse pressão do meu clitóris em seu nariz durante os movimentos, e isso fez com que o homem abaixo de mim segurasse meus quadris com mais força e botando pressão no meu corpo para baixo. Esse momento durou menos do que eu esperava, Kainan movia seu rosto junto do meu quadril permitindo que os choques que seu nariz me proporciona tornassem mais fortes, até que a maldita pressão que eu sentia em meu ventre atingiu seu clímax e um gemido alto escapou entre meus lábios.
Meu peito subia e descia de forma um pouco mais rápida, meu corpo relaxou e eu me movi para trás para que eu pudesse sentar em cima do peito do capoeirista. Kainan tinha parte de seu rosto todo lambuzado, um sorriso safado e um olhar que eu diria levemente apaixonado.
— Você definitivamente é muito gostosa, gatinha. – sua voz era calma e ainda um pouco rouca. Sorrio para ele mordendo o lábio inferior, sinto um leve gosto metálico pelas tentativas de abafar gemidos.
— Agora podemos finalizar essa noite. – vou mais para trás me sentando em suas coxas.
Kainan rapidamente se apoia em seus dois cotovelos e observa minhas mãos massageando ao redor de sua virilha, e apenas às vezes eu acariciava e dava leves massagens em suas bolas. Era possível perceber em sua feição o quanto ele quer que eu toque nele, seus olhos vermelhinhos pelas lágrimas não me enganam. Dessa vez decido ser boazinha, seguro com as duas mãos em seu pênis fazendo movimentos de vai e vem. Aos poucos sinto seu membro duro começar a se melar novamente com seu pré gozo e isso é suficiente para encher minha boca de saliva e molhar novamente minha buceta.
Paro meus movimentos, Kainan automaticamente me olha confuso, mas logo entende ao ver eu deitar sua rola em seu corpo e sentar em cima dela, voltando os movimentos de vai e vem com intimidade contra intimidade. Os fluidos se misturando finalmente, a fricção ficando cada vez mais forte, os movimentos cada vez mais rápidos. Apoio minhas mãos em seus ombros, fincando minhas unhas em sua carne. Nossos gemidos tomavam conta do quarto e só não conseguiam abafar o barulho da cama pois seus rangidos eram mais altos. Kainan tinha os olhos marejados e sua carinha de choro estava de volta, o que me surpreendeu, já que não imaginava que o homem tinha mais água para expelir.
Sinto novamente meu clímax perto, mas antes que eu pudesse chegar lá sinto Kainan levantar seu corpo e mudar completamente nossas posições.
— Eu preciso mesmo estar dentro de você agora, meu amor. – Kainan então me coloca de quatro e segura um de meus braços contra minhas costas, sua outra mão auxilia seu membro a acariciar minha vagina com a ponta de sua cabeça antes de introduzir, pincelando e lambuzando cada centímetro — Me deixa te foder com força.
Sem que eu consiga responder, o baiano empurra todo o seu pau dentro de mim. Sinto todas as paredes se apertarem contra ele e, sem muito esforço, sua estocada acerta o exato ponto G que me faz estremecer e gemer alto o suficiente para ultrapassar o volume da cama.
Após isso, Kainan se manteve nesse exato ponto oscilando entre rápido e forte, lento e fundo. Palavras não eram mais ditas, eram raras as vezes em que eu conseguia sequer gemer seu nome, nós dois nos tornamos um amontoados de gemidos. O barulho de nossos corpos era constante, a sensação de seu pau entrando e saindo de mim era viciante e que me levava ao limite, era tão fundo que eu me sentia engasgar.
Kainan de vez em quando desferia tapas fortes na minha bunda. Em um determinado momento o homem largou meu braço e com as duas mãos novamente segurou em meus quadris, dando mais força e mais profundidade em suas estocadas. Minhas mãos apertavam os lençois com força, minhas pernas tremiam, minha bunda ardia pelos tapas e meu ventre apertava mais e mais a cada estocada funda que Kainan dava — o homem não parava nem por um segundo seus movimentos.
Aos poucos sinto meu corpo todo formigar, e sem perceber a rapidez, o aperto se desfez e pequenos jatos foram esguichados por mim. Kainan, ao sentir minha intimidade se apertar mais contra seu pau, rapidamente se retirou e gozou por toda minha bunda. Sinto seu esperma quente sobre a minha pele, mas meu corpo está tão relaxado e mole que ignoro completamente essa informação.
Kainan me ajuda a me deitar de lado, e logo então se deita de frente pra mim. Seus olhos estavam cansados e vermelhos, toda a sua cara estava uma bagunça molhada: sua boca estava vermelha e com pequenas marcas das mordidas dadas por mim. Eu, por outro lado, não devia estar melhor, sinto todo meu cabelo bagunçado e meu corpo por inteiro está suado, além do leve gosto metálico que vinha dos meus lábios.
— Você tá uma bagunça, faixa-branca. – rio de seu comentário e o mesmo acompanha minha risada.
— Você não tá muito atrás de mim, professor. – nós dois tínhamos nossas vozes roucas, o que não era pra menos, eu e Kainan gritamos feito dois loucos e fudemos iguais dois cachorros no cio.
Por um tempo foi aquilo. Nos encaramos em um silêncio confortável. Não era algo estranho, era tranquilizador, ver seu sorriso carinhoso e seus olhos amáveis apenas pra mim.
Kainan se moveu me puxando para deitar em seu braço, enquanto o outro me apertava num abraço quentinho. Automaticamente, passo meus braços pelo seu corpo devolvendo o abraço, e me aconchego contra seu corpo, conseguindo sentir seu peito subir e descer num ritmo calmante.
— Fico feliz por finalmente conseguir dizer. – sinto Kainan acariciar minha cabeça, me fazendo entrar em um estado de quase sono — Eu te amo.
— Eu também te amo.















